16 de maio de 2015

PORTUGAL GARANTE PERMANÊNCIA COMO EQUIPA RESIDENTE EM 2015/16

O mais importante para Portugal já aconteceu, em Londres, com a garantia que em nenhuma circunstância a nossa selecção nacional de sevens será ultrapassada no ranking geral da competição desta época, pelo Japão.

E se isso se fica a dever ao não apuramento dos nipónicos para a Cup, a verdade é que Portugal foi, durante toda a época, melhor que os seus adversários directos na fuga ao rebaixamento, acabando por ser com inteira justiça que conseguiu evitar aquele afastamento da elite dos sevens mundiais.


Como habitualmente houve poucas surpresas na fase de apuramento, e os oito lugares da Cup vão ser disputados pelas equipas que durante toda a época se destacaram mais, e que se encontram nas sete primeiras posições do ranking, mais o Canadá, que ocupa o 11º lugar.

Das oito primeiras do ranking apenas a Argentina não conseguiu o apuramento sendo substituída pelos canadenses, embora os sul-americanos tenham começado muito bem, sendo batidos pelas Fiji por apenas 24-19, depois de comandarem o marcador durante a maior parte do jogo.

O acasalamento das equipas para os quartos de final foi ingrato para os líderes, colocando Fiji e África do Sul frente a frente, o que deve retirar desde logo a uma delas a possibilidade de vencer o Circuito - a África do Sul, se perder fica fora da corrida, embora uma derrota das Fiji não signifique que não vença o título final!

Na verdade as Fiji têm cinco pontos de vantagem sobre os australianos e oito sobre os neo-zelandeses, o que no caso da sua derrota deixa tudo por decidir, mas caso os fijianos vençam lhes entrega desde logo a vitória na competição, o que a acontecer será apenas pela segunda vez na história da prova.

PORTUGAL PERDE TRÊS EM TRÊS, MAIS UMA VEZ
Portugal fez rodar o plantel e não pareceu muito preocupado com os resultados de hoje, o que se poderá entender se amanhã a equipa entrar em campo para vencer, o que seria excelente maneira de terminar a sua participação nesta época do Circuito Mundial.

Hoje os Linces estiveram melhor que em Glasgow, embora tenham repetido a dose das três derrotas seguidas, e resta aos comandados de Pedro Netto a classificação para as meias finais da Bowl, para poderem sair de cabeça erguida da Catedral do rugby mundial.

Amanhã Portugal defronta Samoa nos quartos de final da Bowl às 9 horas da manhã de Lisboa (10 em Paris e 5 no Brasil), repetindo o jogo da final da Shield de Glasgow, em que a vitória ficou com os samoanos.


CIRCUITO FEMININO, TAMBÉM EM LONDRES, VÊ AUSTRÁLIA VENCER

Embora os louros da vitória tenham ficado com a Austrália, que assim iguala o Canadá na segunda posição do ranking geral, o grande sorriso do Londres Sevens feminino fica com a Espanha, que derrotou a Nova Zelândia na fase de apuramento, pondo fim a uma longa série de 37 vitórias das Black Ferns, que depois voltaram a perder, mas desta vez para as australianas.

Entretanto, a Nova Zelândia garantiu já a presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janerio, mas vamos ter que esperar pela última etapa do Circuito Feminino, que terá lugar em Amsterdão no próximo final de semana.

Fiquem com o quadro completo dos jogos e resultados da etapa de Londres, e com o ranking actualizado da competição.



6 comentários:

Antonio Freitas disse...

Que miseria de resultados , andar a bater-nos por 1, 2 ou 3 pontos o ano todo contra uma equipa que conseguiu ser pior que nós porque não apostou nos sevens este ano , o que dizer se eles tivessem apostado como nós . Uma vergonha os resultados e as trapalhadas de sucessivas . Depois do enorme investimento deste ano, que nunca tinha acontecido no passado , conseguir o mesmo de nº de pontos do ano anterior deve levar que pensar .
O professor Tomás e Neto deviam enfiar o barrete bem fundo .

Nota : depois das trapalhadas de nomes e outros números que se passaram , continuamos sem saber os resultados da segunda jornada do circuito nacional , assim também não prestigiamos a variante .

Claudio disse...

Gosto imenso de 7, mas quando as coisas corem mal, acho uma grande frustração (eu) não conseguir identificar as causas tão bem como no XV quando o XV corre mal.

Depois d'uma derrota em XV geralmente conseguimos dizer qualquer coisa tal como " tivemos grandes dificuldades nas mêlées, pois os lusodescendentes não estavam disponíveis" ou então " tivemos muito mal nos alhinamentos, temos que trabalhar esta fase de jogo" ou mesmo " perdemos 8 pontos por não termos convertido quatro ensaios, o nosso chutador não estava em grande forma".

No 7 tudo (me) parece mais complicado a identificar/explicar.

Mas a realidade está aqui. Perdemos quase todos os jogos nas duas últimas etapas do Hsbc e no entanto - arrisco-me a dizer - em quase todos os jogos (pelo menos do primeiro dia) achei que jogamos bem.

Então porque não conseguimos ganhar ?

Vi os jogos todos e a única coisa que me apareceu quase sempre é que vamos (acho eu) muito/de mais ao contacto do adversário quando atacamos. E acho que com isso perdemos tempo, velocidade e eficiência.

Há uns meses atrás disse aqui neste blog que nos faltavam no 7 português jogadores com grande potência física no contacto, que precisávamos de "Impact players", enquanto outros visitantes deste blog me diziam "Cláudio, estás enganado, falta-nos velocidade". Provavelmente esses visitantes tinham razão e eu estava errado.

Possivelmente temos que deixar o contacto, a luta física corpos corpo ao XV e começar de novo a alargar o jogo no 7 e a correr 100 metros tal como estivéssemos numa pista de atletismo ! Para isso Temos que ter na equipa jogadores que são capazes de multiplicar os "sprints", sejam esses jogadores menos potentes no contacto.

Parabéns ao Sr. Guedes cujo a atitude e eficiência me deixa a pensar que eu posso não estar totalmente enganado com o que escrevo aqui acima.

Duarte disse...

Não temos defesa colectiva, falhamos placagens decisivas, estamos muito mal nos rucks.

Tirando as iniciativas inividuais do N. S. Guedes, não se vê nada de positivo. E não me parece que haja muitos jogadores melhores que estes.

Não me parece que valha a pena gastar tanto dinheiro com os sevens.

Claudio disse...

França gastou muito mais, tem uma reserva de jogadores sem comparação e no entanto os resultados são medíocres.

Temos que deixar de entrar em campo com objectivo de nao perder (erro cometido ultimamente com o XV) e começar a entrar para ganhar mesmo arriscando-se a perder.

Temos que ver de novo aquelas grandes corridas que se via antigamente, aquela folia própria aos sevens. Não podemos ganhar a defender e a placar.

Morpheus disse...

Muito se fala aqui dos resultados de antigamente.... Antigamente as seleccoes de sevens eram organizadas de forma esporadica ou com jogadores que nao singravam no XV... Hoje em dia sao estruturas profissionalizadas... Basta ver o exemplo dos EUA... Desde que virou uma modalidade olimpicas o seu orcamento aumentou quase 10 vezes... O recrutamento (e sobretudo a retencao) de jogadores e enorme com aliciantes de retorno financeiro e desportivo que nao existia antes...

Esta variante de fim de epoca parece ir na direcao de se transformar (por direito e merito proprio) numa modalidade diferente que surgiu do rugby union como necessidade (anagriacao de fundos para o melrose club) e divertimento.

Portugal era bom porque o nosso rugby era baseado de certa forma nalguns principios utilisados no sevens... Mas entretanto muito se evoluiu...

Pedir para acompanhar equipas como os EUA, Canada, Argentina e outros e pedir para lutar contra o exercito Americano de G3 e UMM...

Claudio disse...

O que é feito do Miguel Lucas ?