Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

CAMPEONATO NACIONAL DE SEVENS TEM SEGUNDA ETAPA NA TAPADA (* actualizado)

Sábado a partir das 12 hora, na Tapada da Ajuda, realiza-se a segunda etapa do Campeonato Nacional de Sevens, com a presença de 10 equipas, face às desistências do Évora e do Caldas, que se registam e lamentam.

No Universitário de Coimbra, o Direito acabou por ser a equipa mais forte, e conquistou um prémio que muito apostariam que estava já fora das ideias dos advogados, mas, comandados por um jovem Vasco Uva, a equipa chegou à final onde acabou por vencer a Académica, já no final da partida.

Para este fim de semana, a classificação de Coimbra serviu para a distribuição das equipas pelos grupos de apuramento, tendo sido necessário proceder à última hora à reformulação de todo o quadro competitivo, com a desistência tardia do Caldas.

A ausência de uma equipa, depois de tudo estar organizado, traz prejuízos para todos, e os clubes deviam pensar nisso antes e com tempo, para que outras soluções possam ser encontradas.

De qualquer maneira a FPR soube com alguma antecedência do abandono do Évora e do Caldas para a segunda etapa, e este é o resultado da tentativa de harmonização do calendário levada a cabo pela organização da prova:


Foto: Fernando Nanã Soares
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LOBITOS A CAMINHO DO CHILE, VASCO FRAGOSO MENDES FALA COM MÃO DE MESTRE


Está a caminho do Chile a seleção portuguesa de sub-20 que vai disputar o Junior World Trophy a partir da próxima terça feira.

Os Lobitos conquistaram o direito a estar presentes nesta importante competição, quando, em Novembro do ano passado, venceram o Campeonato da Europa de sub-19, disputado em Lisboa.

Foi uma vitória que merece realce, fruto da reunião de um lote especial de jogadores que estiveram sempre bem enquadrados pela respectiva equipa técnica.

Ao sucesso da equipa também não foi alheia a escolha do seu capitão de equipa, um miúdo com cabeça de gente grande!, com quem tivemos o privilégio de conversar algumas horas antes da partida para a grande aventura.

Fique com o relato dessa conversa e veja lá se os Lobitos não vão de dentes afiados!

Mão de Mestre 
Vasco, viveste um ano na NZ, conviveste diretamente com uma sociedade que vive o rugby de forma muito intensa e conheceste de forma direta o rugby neozelandês.
Qual a importância que atribuis a essa experiência na tua evolução como jogador e em que medida pensas que podes contribuir para o desenvolvimento dos teus companheiros de clube e de seleção?

Vasco Fragoso Mendes
Essa experiência foi realmente importante para mim, fez-me crescer não só como jogador mas também como pessoa, amigo e filho. 
No que toca ao rugby, lá aprendi muito que hoje me serve de base para poder continuar a evoluir. 
A melhor maneira de contribuir é cumprindo o que os treinadores pedem, fazer e concentrar-me no meu trabalho dentro e fora do campo.

Como classificas a nossa equipa de sub-20 em relação ao valor das equipas do mesmo escalão dos clubes da Nova Zelândia?

A competição que eu e o Francisco Vieira de Almeida jogámos era de sub-19 (em que só três jogadores de 1992 eram aceites por equipa). 
Hoje percebo o ritmo a que jogávamos lá, as bolas eram muito mais rápidas a sair, atacávamos em velocidade e havia menos espaço, daí ser preciso jogar rápido. 
Sinceramente, num jogo entre St.Bede’s College de 2011 e Selecção Sub-19, acho que Portugal ganharia, mas não seria fácil... 


A base desta seleção é a equipa que venceu o Europeu de sub-19 em Outubro/Novembro de 2012.
Cerca de seis meses depois, com a realização de um jogo de preparação contra a France Agrícole, a equipa que vai participar no World Trophy, no Chile, é mais forte ou menos forte, que aquela que venceu o Europeu?

Só podemos ser mais fortes! 
Com seis meses de preparação, com muitos jogadores a jogarem no Campeonato de Séniores, outros a treinar com a Selecção de XV e de 7's, só podemos estar melhor preparados!


O World Trophy é o equivalente a um Mundial B do escalão, o que significa que reune oito das melhores 20 equipas do Mundo.
Quais são as reais possibilidades da nossa equipa nesta prova e o que consideras ser uma participação positiva na mesma?

As reais possibilidades vamos nós ver quando jogarmos o primeiro jogo com o Chile e tivermos uma ideia do nível da competição. 
"Impossible is nothing", mas sempre com os pés no chão.

Como correu a preparação da equipa para esta competição, não apenas em termos do que foi feito, mas também do que não foi feito?

A preparação foi bem delineada e cumprimos à risca tudo o que nos foi pedido.
Desde Janeiro que estamos todos a trabalhar nas Academias com treinos físicos e técnicos. 
Em Fevereiro e Março estivemos todos juntos e jogámos com a França Sub-18. 
Em Abril dedicámo-nos mais aos Clubes, mas sempre com treinos regionais e nacionais. 
Este mês temos estado a 100% na Selecção Sub-20, e jogámos com a Franca Agrícola.
Durante os 2 primeiros meses do ano, jogámos três vezes contra a Selecção Sénior e isso fez-nos mais fortes. 
Infelizmente, a Selecção Sénior acabou mais cedo e não tivemos oportunidade de jogar outras vezes.


Pouco mais de um ano depois de teres terminado a tua estadia na Nova Zelândia foste internacional absoluto em sevens, capitaneaste a seleção nacional de sub-19 e venceste a Divisão de Honra pelo teu clube.
Quais são os teus objectivos de curto e médio prazo, quer ao nível de clube, quer em termos de representação nacional?

A curtíssimo prazo é fazer um bom Junior World Trophy e mostrarmos que também temos rugby para poder jogar a níveis mais altos. 
No futuro o objectivo é representar a Selecção Nacional Sénior de XV. 
A nível de Clube o objectivo é ganhar, sempre. 
Este ano deram-nos como enterrados, que não tínhamos equipa, que éramos “putos” e "velhos" e que não tínhamos hipótese.
Deu-me gozo fazer exactamente o contrário.

Fotos: Vasco Fragoso Mendes
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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

ESCOLINHA DA GALIZA FESTEJA SETE ANOS DE ACTIVIDADE


Começou a jogar rugby em 2006, e quando se prepara para festejar o seu 7º aniversário, a Escolinha de Rugby da Galiza organiza este fim de semana o seu 3º jogo anual de Seniores!

Um jogo que já é uma tradição e que reúne os mais novos com os mais velhos na partilha de uma paixão comum e da mesma alegria de jogar rugby.

Sábado, às 17 hora, na Tapada da Ajuda, o Galiza vai defrontar uma equipa da FCT, depois de em anos anteriores ter jogado com o Rugby da Linha e com o São Miguel.

A equipa da Escolinha será composta essencialmente composta de antigos jogadores ligados ao clube, com o reforço de alguns convidados que desde o início da sua carreira demonstraram ser um exemplo de dedicação e cujos valores e princípios se adequam àqueles que são defendidos pela própria Galiza.

Recorde-se que na presente época desportiva a ER Galiza participou com brilho do campeonato nacional de sub-16 – grupo B – terminando a fase de apuramento na liderança do seu grupo, e depois na fase final conseguindo ficar na segunda posição, imediatamente atrás daquela que viria a ser a equipa campeã nacional – Clube de Rugby de Évora.
No jogo do terceiro lugar a Galiza venceu o CRAV por 24-5.

Faz um esforço e não deixes de ir apoiar a Escolinha de Rugby da Galiza, sábado às 17 horas no sintético da Tapada da Ajuda.

Fique com a constituição da ER Galiza para o jogo de sábado:




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PEDRO LEAL FALA COM O MÃO DE MESTRE NA VÉSPERA DO MUNDIAL DE 7'S

Pedro Leal, o cérebro da nossa seleção nacional de sevens, é o mais conhecido dos jogadores de rugby de Portugal, com 67 internacionalizações pela nossa equipa de XV e 60 torneios internacionais de sevens nas pernas.

Na véspera de mais um Mundial de sevens e a participação no Grand Prix da FIRA, o Mão de Mestre conversou com o nosso pequeno/grande jogador.

Pedro, a participação portuguesa nas Séries Mundiais deste ano foi inconstante, com alguns bons momentos, mas com outros bastante fracos...

Sendo a única equipa em que quatro/cinco jogadores fazem parte das seleções de XV e de sevens é difícil competir com equipas 100% profissionais e que só jogam sevens.

Já vai longe em que havia muitas equipas como nós!

Hoje em dia o circuito não tem nada a ver com antigamente, só quem lá anda é que percebe que todos os paises estão a apostar tudo nos sevens!

Resumindo...a nossa prestação no circuito podia ter sido melhor mas também podia ter sido pior – reparem na Espanha que tem 20 jogadores profissionais e que não foi uma única vez à Cup!

O mau foi ter ficado cinco vezes em último e não ter ganho um único jogo no
segundo dia.
Isso deve-se à falta de treinos de sevens e ao cansaço dos jogadores.

Mas tivemos três torneios muito bons!
Ganhar à Africa do Sul, Inglaterra, Samoa não é fácil...

Uma digressão à América do Sul e o Europeu das Nações de XV na época, e nove torneios de sevens de grande nível, em que estado se chega a esta altura do ano? 

Pessoalmente sinto-me cansado, cada treinador que falo diz-me que é impossível fazer XV e sevens o ano inteiro a nível internacional, são muito jogos nas pernas e isso reflete-se em campo.

Acho que termos conseguido ser core team para o próximo ano foi um grande feito!

Mais uma vez jogámos contra equipas 100% profissionais e ganhámos...mesmo com pouco treino de sevens nas pernas!

Mas a ideia que a maior parte das pessoas tem é que vocês treinam sevens todo o ano, o que aliás se justifica pela existência de um treinador exclusivo para a equipa...

Poucas pessoas percebem isso, enquanto as outras equipas só fazem sevens nós jogamos XV o ano inteiro e antes de cada etapa das Séries Mundiais juntamos-nos e vamos jogar os torneios.

Por exemplo depois de Hong Kong e Tóquio, os cinco jogadores que também estavam na seleção de XV (eu, Adérito Esteves, Gonçalo Foro, Frederico Oliveira e Nuno Penha e Costa)  apenas treinaram duas vezes sevens antes de irmos para Glasgow...e Londres, onde felizmente conseguimos ganhar o estatuto de core team pela segunda vez!

E agora, neste final de época com o Mundial no fim de Junho e a primeira etapa do Grand Prix da FIRA no princípio do mês...

Agora para o Campeonato do Mundo já vamos ter tempo para treinar todos juntos e focar 100% nos sevens!

Isso sim é uma grande noticias, a má noticia é que a época já vai longa e quatro jogadores fizeram XV e sevens o ano todo e isso pesa nas pernas!

Mas estou confiante que vamos fazer um grande Campeonato do Mundo na Rússia

E o que vai acontecer com o futuro do jogador Pedro Leal...?

Em relação ao meu futuro ainda nada está certo.
Voltei este ano para Portugal para conseguir ajudar Portugal e jogar no Circuito.

Já recebi propostas de Espanha e França e veremos o que se vai passar...

Fotos: IRB/Martin Seras Lima e António Simões dos Santos
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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

BOLAS CURTAS DO RUGBY NACIONAL


DIREITO SOMA E SEGUE com mais um campeonato no papo, desta vez nos sub-16, depois de garantir a vitória nos sub-18 e na Divisão de Honra. Das quatro mais importantes competições de pontos corridos, os advogados reservaram para si três! E das competições a eliminar (Taça de Portugal) foi eliminado nas meias finais dos sub-21 e estará presente nas meias finais dos sub-16 e sub-18 que terão lugar no próximo dia 1 de Junho. Tendo em consideração que esta presença nos primeiros lugares se repete há muitos anos, temos que reconhecer que o trabalho desenvolvido no clube é absolutamente meritório.

O CLUBE DE RUGBY DE ÉVORA venceu o nacional B de equipas sub-16 ao derrotar no domingo o Benfica por 26-7 e fazendo lembrar o ano de 2001, quando em representação do rugby nacional, derrotou os espanhóis do Hernani RC e conquistou a Taça Ibérica do escalão, em partida realizada em Espanha. Agora, com este resultado, que leva a equipa à primeira divisão doe scalão, os alentejanos parecem ter encontrado uma nova geração de jogadores capazes de elevar o nome do clube ao topo do rugby português, começando a preparar um novo assalto à subida de divisão no escalão senior.

O MOITA RUGBY CLUBE DA BAIRRADA levou a sua equipa de sub-18 ao título nacional B do escalão, derrotando na final, realizada no domingo no Estádio Nacional, o Loulé por 23-10. Com os nervos à flor da pele, os bairradinos sofreram um ensaio a abrir o marcador, mas chegaram ao intervalo já em vantagem de 7-5. No segundo tempo as coisas correram melhor  para a equipa do centro, e uma certa quebra física registada na equipa do Algarve, levaram ao resultado que conduz a jovem equipa da Bairrada à disputa da primeira divisão nacional do escalão, na época de 2013-2014.

APÓS SETE JORNADAS REGIONAIS de apuramento, realizou-se no dia 11 de Maio na Tapada a final do Campeonato Nacional de Sevens no escalão Sub-16, que terminou com a vitória do Técnico, que venceu na final Agronomia por 19-10. No caminho para o título os engenheiros enfrentaram e venceram, na fase de grupos, a Lousã por 28-0 e o Loulé por 38-0, para enfrentarem o Benfica nas meias finais, a quem derrotaram por 20-0. Com 86 pontos marcados e nenhum sofrido, o Técnico chegou à final com Agronomia, que havia batido o Belenenses na meia final, num jogo equilibrado, por 5-0.

NO MESMO DIA E NO MESMO LOCAL, disputou-se também a final do Campeonato Nacional de Sevens do escalão de sub-18, com os jovens do CDUL a conquistarem o título batendo na final a Lousã por 33-19. Os universitários derrotaram na fase de grupos a Bairrada por 36-12, no único jogo que realizaram, já que o Vitória de Setúbal, naõ compareceu. Na meia final  derrotaram Agronomia por 31-14. Os serranos tiveram um caminho mais árduo, jogando e vencendo na fase de grupos o Benfica por 21-19 e o CRAv por 32-0. Na meia final defrontaram e venceram o Loulé por 36-24.
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PORTUGAL E OS SEVENS *

O primeiro torneio de Sevens foi realizado em Portugal em 1972 organizado pelo Técnico.

Em 1973 iniciou-se, numa organização da Académica de Coimbra dinamizada por Antonio Cabral Fernandes, uma série de torneios anuais de sevens que continuaram até meados dos anos oitenta.

Mas foi em 1987, com o arranque do Lisboa Sevens, da responsabilidade de quatro entusiastas, que a modalidade de rugby reduzido iniciou a sua grande divulgação.

O Lisboa Sevens rapidamente conquistou um lugar de destaque entre os torneios de Sevens realizados na Europa.

Grande equipas vieram a Lisboa, citando só algumas, Scottish Borders, Cambridge University, Warblers, Samurais, Thistles, Irish Wolfounds, Barbarian FC que integraram grandes nomes do rugby mundial como Gavin Hastings, Greg Osborne, Chris Sheasby, Andy Harriman, Eric Rush, entre outros, e ainda Rory Underwood convidado pelos Barbarians Portugueses.

A essas equipas sempre se opuseram as melhores portuguesas com destaque para o Cascais que, comandado por Nuno Durão, em vários anos atingiu posições de destaque.

O Cascais venceu mesmo o Lisboa Sevens em 1997.

A nível internacional Portugal teve a sua primeira participação no torneio de qualificação, para o mundial de 1993, em Catânia na Sicília durante o ano de 1992, mas infelizmente não se alcançou a desejada qualificação.

O prestigio e a qualidade da organização do Lisboa Sevens levou a IRB ( na época ainda com a sigla IRFB ) a atribuir a Portugal um dos torneios de qualificação para o 2º mundial a disputar em Hong Kong em 1997.

Esse torneio, realizado no EUL em 1996, contou com a presença da Nova
Zelândia, a primeira e única vez que os All Blacks, já dirigidos por Gordon Tietjens, jogaram em Portugal.

Com a obtenção do 5º lugar, Portugal alcançou a desejada qualificação iniciando uma presença continua nos mundiais de Sevens que se regista até à atualidade, com a participação no 6º mundial a realizar dentro de cerca de um mês em Moscovo.

A IRB, ciente do potencial que os Sevens poderiam ter na expansão mundial do
Rugby,e pela notável visão do seu então Chairman Vernon Pugh, lançou em 1999/2000 as IRB Sevens Series. Portugal foi convidado a participar na 2ª edição graças ao já referido prestigio que o Lisboa Sevens tinha alcançado e ao bem sucedido lóbi realizado.

Os convites, para um maior ou menor número de torneios, continuaram nos anos seguintes, fruto das boas prestações conseguidas

O crescimento dos Sevens levou a FIRA-AER a iniciar a organização do Campeonato da Europa de Sevens em 2002, que Portugal venceu por oito vezes em 11 edições.

Até 2010 o campeonato tinha dois ou três torneios classificativos e um torneio final.

Nos diversos torneios classificativos participavam equipas com muito diferentes índices competitivos o que os tornavam muito desinteressantes e constituíam um verdadeiro desperdício de recursos.

Portugal organizou em 2003, no Estádio Nacional, um desses torneio classificativos.

Pelo contrário, as finais tinham bom nível competitivo tendo em 2004 e 2008 servido como torneios classificativos para os mundiais de 2005 e 2009.

As vitórias de Portugal nesses campeonatos da Europa, fruto das sementes lançadas com o Lisboa Sevens, têm que ser postos na perspectiva da época, onde as grandes potências europeias não demonstravam interesse especial pela variante de Sevens. De referir no entanto que no campeonato da europa de 2008 Portugal bateu na final o País de Gales que, alguns meses depois, em 2009 no Dubai, se haveria de sagrar campeão mundial.

Em 2011 a FIRA reorganizou o Campeonato da Europa dividindo os países em
três divisões consoante a sua capacidade competitiva.

Portugal, que participa no designado Grand Prix constituído por três ou quatro etapas e que engloba já as potências europeias, venceu a edição de 2011 e classificou-se em 2º lugar na edição de 2012.

A morte do Lisboa Sevens, por falta de apoio dos patrocinadores e de empenho da Federação, representou para Portugal o fechar de uma porta na organização de grandes torneios internacionais, cujas repercussões se manifestam até à atualidade.

Se uma jornada das IRB Sevens Series não originaria grandes encargos financeiros, pois a IRB e seus patrocinadores asseguram a totalidade dos seus custos, já a FIRA-AER exige ao país organizador de uma jornada do Grand Prix, que cubra as despesas de deslocação e estadia das 12 equipa participantes.

No 1º caso, com duas jornada apenas na Europa, sendo a de Londres imutável, resta a possibilidade de substituir Glasgow o que se nos afigura extraordinariamente difícil.

No 2º caso a actual situação financeira do país constitui um forte entrave, a não ser que uma Junta de Turismo, do Algarve por exemplo, entenda o potencial que poderá extrair dessa realização.

Desde a época passada, a IRB alterou o sistema de convites para a participação nas IRB Sevens Series para um sistema de mérito.

Portugal alcançou no torneio de qualificação de 2012 de Hong Kong o direito, por mérito próprio, a ser equipa residente ( “Core Team”) nas séries de 2012-2013.

Facto de enorme relevância, nem sempre compreendido, e que levou Portugal a competir em nove torneios, com as melhores equipas mundiais.

Algumas boas prestações, alternadas com outras menos boas, obrigaram Portugal a voltar a disputar o torneio de qualificação, realizado no passado fim de semana em Londres, para obter de novo o estatuto de Core Team em 2013-2014.

E obteve com todo o merecimento essa qualificação.

Mais um feito significativo do rugby português.

A decisão tomada pelo Comité Olímpico Internacional ( COI ), em Outubro de
2009, de incluir o Rugby sevens no programa para os jogos Olímpicos do Rio 2016, veio aumentar em forma de progressão geométrica o interesse mundial.

Não tenho duvidas que o torneio olímpico de 2016 será um grande sucesso e só foi pena que a miopia desportiva dos membros do COI não tenha aprovado, na primeira votação realizada em 2005, a sua inclusão nos Jogos de Londres 2012.

Aí seria certamente uma entrada espetacular no programa olímpico.

A partir daqui grandes potências desportivas como China, EUA e Rússia que disputam entre si a hegemonia no medalheiro dos Jogos, passaram também a dedicar forte atenção aos Sevens.

Os EUA e a Rússia estabeleceram equipas 100 % profissionais, a China apostando na vertente feminina e muitos outros países profissionalizando as suas equipas.

Até a Holanda, pais sem grandes tradições no rugby, formou um conjunto feminino que se dedica exclusivamente aos sevens com o objetivo de alcançar uma qualificação para os Jogos.

Portugal tem alcançado resultados notáveis nos últimos anos e conseguirá, com a sua base limitada de recrutamento, com os limitados recursos financeiros existentes, continuar a competir ao nível a que o tem feito e a alcançar resultados similares?

Esta uma grande questão que o rugby português tem urgentemente que equacionar.

Não me furto a escrever o meu ponto de vista.

No plano interno, onde apenas Coimbra e Arcos de Valdevez organizaram torneios nos anos 90 demonstrando algum interesse pelos sevens, há que melhor estruturar o circuito de sevens e motivar todos os clubes para a importância da sua participação sensibilizando jogadores técnicos e dirigentes para a importância que têm a nível mundial.

É ainda uma boa oportunidade para que clubes com menos aspirações competitivas em XV ou com número de jogadores mais limitado, se possam afirmar nos sevens.

E é ainda muito importante motivar também, desde cedo, os mais jovens para esta variante de rugby através dos torneios de Sevens para Sub-16 e Sub-18

No plano internacional e no futuro imediato, Campeonato do Mundo e FIRA Grand Prix Series de 2013, claro que há que manter o sistema atual tendo como objetivo obter um bom posicionamento no primeiro e uma classificação até ao 3º lugar no segundo.

Um conjunto de jovens, este ano lançados na competição internacional, e outros que despontam, indicam que Portugal dispõe do material humano que lhe possibilite continuar a manter e mesmo melhorar o anterior índice competitivo.

Para a época 2013-2014 e seguintes, se quisermos ter uma maior competitividade urge definir um grupo de cerca de 15 jogadores que se dedicariam exclusivamente aos Sevens estando sempre disponíveis quando a equipa técnica assim o entendesse.

Os clubes terão que abdicar da sua utilização em jogos de XV excepto em casos em que a equipa técnica explicitamente o autorize.

O mesmo princípio se aplicaria à seleção nacional de XV.

A esses jogadores seria proporcionada um apoio técnico eficaz com treinadores, preparador físico, psicólogo, apoio médico e escolar, se fosse caso disso.

Para que isso seja possível, urge encontrar meios que possam financiar essa opção e sensibilizar os jogadores e os clubes para ela.

Só assim, no meu entender, poderemos aspirar a ter comportamento que nos situe nos 10 primeiros do ranking mundial e a lutar por uma qualificação para os Jogos Olímpicos de 2016.

Continuando com o sistema actual, e face a concorrência cada vez mais e melhor preparada, apenas poderemos exigir aos nossos jogadores que continuem a representar Portugal com a dignidade com que o tem feito.

E seguramente, voltaremos a disputar o torneio de qualificação para a época 2014/2015.

* Texto: Pedro Sousa Ribeiro
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