22 de Julho de 2014

COPA DAS CONFEDERAÇÕES AJUDARIA À EXPANSÃO DO RUGBY*

* Paul Tait
O Rugby é um desporto único que reúne habilidades diversificadas distribuídas de uma forma significativamente equilibrada em termos globais. 
Os países que conseguiram classificar-se para os mundiais aumentou de 16 para 20 participantes em 1999 com origem em cada uma das seis regiões identificadas pela IRB.
Identificar o melhor por região, para criar uma Copa das Confederações é, portanto, uma
possibilidade.
O torneio poderia servir para ajudar a mostrar o desporto e permitir ao próximo anfitrião organizar um Campeonato do Mundo melhor.

7 de Julho de 2014

GROUNDLINK ENCONTRA EM CASCAIS NOVO PARCEIRO



O GDSC - Cascais Rugby e a GroundLlnk estabeleceram uma parceria que visa dinamizar o plantel sénior, com as condições essenciais para a conquista de títulos.

A GroundLink considera ser o Cascais Rugby o parceiro ideal para levar a um novo nível o seu projecto empresarial de apoio à prática desportiva, que entra no seu terceiro ano. 

4 de Julho de 2014

BRASIL QUER ETAPA DAS SERIES MUNDIAIS

De acordo com a Confederação Brasileira de Rugby, a cidade de São Paulo foi anunciada oficialmente nesta terça-feira, 1º de julho, como candidata a receber uma etapa da temporada 2015/16 da Série Mundial de Sevens, a principal competição anual de rugby sevens masculino. 

A confirmação das sedes escolhidas será no dia 10 de Outubro e o sevens é parte do programa dos Jogos do Rio-2016, marcando o retorno do rugby aos Jogos Olímpicos.

“O circuito mundial é um evento enorme no mundo, uma competição que tem muito prestígio. Pegando a onda Olímpica, seria muito bom ter uma etapa desse torneio aqui no Brasil. Com certeza iria atrair mais atenção e fãs, já que é um torneio com muito potencial para divulgar o rugby aqui no País”, afirma Bernardo Costa Duarte, diretor de torneios e eventos da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

A Série Mundial de Sevens tem hoje nove etapas, realizadas de outubro a maio. Recebem o circuito: Austrália, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Nova Zelândia, Estados Unidos, Hong Kong, Japão, Escócia e Inglaterra, sendo a América do Sul, portanto, o único continente sem uma etapa do torneio. 

Para a temporada 2015/16 o calendário será revisto e contará com 10 etapas. 
Além do Brasil e dos nove países que já recebem o circuito, são candidatos à sede Argentina, Canadá, Quénia, Singapura, Alemanha, Holanda e França.

“Acredito que nossas chances são boas, porque enviamos uma proposta sólida, com bons argumentos, e temos a vantagem de sermos a sede olímpica. 
A CBRu está alinhada com a International Rugby Board (IRB) com as estratégias de divulgação do rugby”, complementa Duarte.

Vale lembrar que o Brasil recebeu neste ano uma etapa do Circuito Mundial de Rugby Feminino, torneio similar para as mulheres que foi digno de elogios da IRB em todos os aspectos, e também lançou nova candidatura para recebê-lo novamente em São Paulo em fevereiro de 2015.

3 de Julho de 2014

A TRISTE SITUAÇÃO A QUE CHEGÁMOS

Para quem gosta de rugby e tem a infelicidade de se dedicar ao Jogo em Portugal, a sucessão de asneiras e irregularidades da gestão de Amado da Silva provocam um efeito de desânimo e vergonha que nunca antes tinha sido sentido pelos adeptos do rugby nacional.

Já não se trata de revolta por ver as nossas representações nacionais perderem qualidade consistentemente, nem de estupefacção perante as inúmeras brincadeiras com que temos sido brindados ao longo dos últimos quatro anos, quer no que respeita à organização das competições nacionais, quer ao longo romance do paga/não paga aos árbitros, quer à participação em competições internacionais inadequadas, quer ao atropelo dos regulamentos, e por aí fora.
Trata-se apenas de uma coisa - vergonha!

Vergonha essa que não é conhecida por quem gere futebolisticamente o nosso rugby - ou seja, quem o gere com os pés - e que continua alegremente a fazer disparates, experiências, inovações, retrocessos, como um garoto na rua brincando de índios e cowboys...

Vergonha porque durante décadas nos orgulhámos de pertencer a um grupo de gente diferente, que resolvia os seus desentendimentos e problemas com nobreza, com carácter, com frontalidade, no respeito pelas regras que aceitávamos livremente, e nos últimos anos temos sido sistematicamente confrontados com irregularidades, experimentalismos, inconsequências e tolices.

Vergonha porque hoje somos - os gajos do rugby - motivo de chacota, de comentários depreciativos, de desclassificação...

Como é do conhecimento geral - ou pelo menos de quem acompanha os nossos escritos - temos estado de férias e de férias vamos continuar, mas resolvemos hoje fazer uma pequena pausa para chamar a atenção para três factos.

Começamos pela participação da nossa selecção de sevens na segunda etapa do Grand Prix da FIRA, e do excelente segundo lugar obtido, com vitórias sobre o País de Gales e a Escócia no segundo dia da prova, depois de um primeiro dia menos feliz, mas em que os deuses se reuniram e resolveram dar uma oportunidade aos Linces, que foi devidamente aproveitada.
Parabéns pelo feito, e apenas lamentamos que os diversos pedidos de entrevista feitos directamente à equipa tenham sido desprezados quer pelo capitão de equipa, quer pelo seu treinador.
Pedro Leal e Pedro Netto deveriam ter mais consideração pelo único orgão de comunicação que sistematicamente tem procurado divulgar a equipa, os seus jogadores e a sua actividade.

Passamos agora ao calendário provisório de competições para a época 2014-2015 e fazemos apenas dois comentários.
Primeiro estranhamos que depois de duas épocas em que as competições avançaram pelo mês de Setembro se tenha voltado atrás - que no caso significa andar em frente - com o regresso do campeonato nacional da Divisão de Honra apenas em Outubro, e, mais uma vez, com o esquecimento de que desde há mais de 50 anos que o dia 5 de Outubro é o dia do rugby em Portugal, disputando-se a Super Taça no último final de semana de Setembro e no dia do rugby disputando-se uma jornada normal do campeonato.

Pode parecer insignificante, mas são estes pequenos esquecimentos que vão fazendo perder a identidade do rugby nacional - tarefa em que a direcção de Amado da Silva está definitivamente empenhada.

Depois não podemos deixar de notar que entre Amlin Cup, Campeonato da Europa, jogos teste e Nations Cup, a nossa querida Federação considera a possibilidade que sejam realizados apenas 19 (dezanove) jogos considerados na secção Selecção Senior XV.

Depois do fiasco completo da época que passou, em que o excesso de jogos internacionais foi motivo de múltiplos problemas, reforça-se a dose e pimba! toma lá 19 (dezanove) fins de semana dedicados à selecção nacional de XV - só contaram pra você!!!

Esperamos que no meio desta treta toda alguém tenha bom senso, por forma a evitar que vestir a camisola das quinas deixe de ser um orgulho e passe a ser ou um sacrifício ou uma banalidade...

Finalmente - que se faz tarde para regressar às férias que estamos a cumprir - vamos referir a fantochada da escolha da décima equipa a participar na Divisão e Honra, com o afastamento do Montemor - após a desistência de participação pelo Caldas - em claro desrespeito pelos regulamentos em vigor, conforme se encontram publicados no site federativo.
Claro que existe sempre a possibilidade de Amado da Silva ter outros regulamentos de que apenas ele tem conhecimento e que justifiquem a substituição dos mouflões pelos leões...

Mas se esses regulamentos secretos existem, uma coisa é certa - não existe pinga de bom senso nas decisões recentes da FPR nesta matéria!

O Montemor já reclamou da decisão federativa, a época ainda não começou e mais uma vez a total insanidade já tomou conta das decisões da Julieta Ferrão - coitada da senhora deve estar pelos cabelos, reproduzindo imagens de Rafael Bordalo Pinheiro, de cujo museu foi diretora.... - mas como a história do escorpião, também Amado da Silva não é capaz de deixar os seus instintos auto-destrutivos em paz...

Na verdade, e de acordo com o próprio RC Montemor, o clube declarou à FPR em tempo oportuno estar interessado em disputar novamente a Divisão de Honra, aliás de acordo com a regulamentação - conhecida - em vigor (claro que a desconhecida não vale de nada) que prevê que no caso de desistência do campeão da 1ª divisão em ascender à DH, a segunda prioridade é da equipa despromovida, mas a FPR decidiu ir perguntando a todos, menos àquele que detém o direito regulamentar, eh pá, vocês não querem jogar na divisão de honra??

Claramente esta história vai ter repercussões e mais uma vez se demonstra a total inépcia e incapacidade da actual gestão federativa em dirigir o rugby nacional.

Sabemos que existem outros problemas, mas para já chega.
Nós vamos voltar para as nossas férias de rugby, evitando dizer que gostamos da modalidade e estamos envolvidos nela, para evitar passarmos vergonhas...
Quem sabe Amado da Silva não resolve deixar o cadeirão, naquela que seria a melhor coisa que poderia fazer pelo rugby português que se tem entretido a destruir...

Mas claro que a culpa do que se passa não é apenas dele - os clubes nacionais, uns mais, outros menos, partilham dessa responsabilidade, já que se alheiam dos problemas como se nada fosse com eles...
Acautelem-se, porque quando derem por ela, não vai haver rugby para ninguém!

Tenham um verão repleto de praia, sol e mar, e, se tiverem tempo, façam o favor de ser felizes...

30 de Junho de 2014

ITÁLIA PERDEU SUA FONTE DE ARGENTINOS *

* Paul Tait
Com a criação da sistema PladAR na Argentina o êxodo regular de jogadores para o exterior está significativamente menor hoje do que era antes.
Jogadores continuem de assinar contratos com clubes europeus de vários níveis mas o número de jogadores ficando na Argentina é uma coisa positiva segundo vários observadores porque os treinadores tem mais tempo com seus jogadores hoje do que antes.
Para a Itália os impactos foram negativas - a selecção italiana está contando com menos argentinos.
Com menos sul-americanos Itália está tendo dificuldades no campo, como os jogos deste mês contra Fiji, Samoa e Japão demonstraram.

Com os centros de PladAR e contratos pelos melhores jogadores baseados na Argentina a quantidade de jogadores disponíveis para representar a Itália diminuiu.
Menos jogadores estão saindo o país para jogar na Itália.
Com instalações superiores do que antigamente jogadores baseado na Argentina tem menos motivos para sair e muitos estão envolvidos com Los Jaguares, o time Argentina A que assegura a elegibilidade dos jogadores e assim eles não podem jogar pela Itália ou qualquer outra selecção.
Com isso Itália perdeu um fonte de jogadores que era capaz de utilizar com regularidade e, de fato, fez.

A etnografia da Argentina é tal que até 60%, ou 24 milhões, da população é de descendencia italiana.
Por causa disso há uma alta fonte de jogadores argentinos elegíveis para representar a Itália baseado na Regulação 8.1 do IRB que afirma que jogadores com um pai ou avô de outro país que não é seu próprio pode jogar rugby internacional para aquele país .

É, de fato, comum ter Pumas no campo com sobrenomes italianos em vez de espanhóis.
Terceiras-linhas como Leonardí, Longo, Matera e Senatore são apenas alguns exemplos. Daqueles da Argentina que representaram Itália existe casos em que o jogador classificou por motivos de residência depois de jogar na Itália por três anos, mas para muitos Regulação 8.1 entrou em vigor.

A seleção italiana teve seis argentinos no novembro passado.
Entre eles alguns, incluindo Sergio Parisse e Gonzalo Canale, foram nacionalizados depois de mudar da Argentina para Itália com suas famílias.
Alías na maioria dos casos durante os anos os jogadores argentinos que jogaram pela Itália fizeram isso depois de serem convocado pela FIR após de sairem da Argentina para jogarem rugby profissional.

Daqueles da Argentina envolvidos nas partidos internacionais de novembro todos foram parte da seleção antes do estabelecimento do sistema de PladAR.
Além de Parisse e Canale Itália contou com Matías Aguero, Martín Castrogiovanni, Alberto de Bernardo e Luciano Orquera.
Entre eles vários foram perdidos para a Argentina pelo fato que não tinha nenhuma forma de profissionalismo no país e, além de jogos amistosos, a Argentina não tinha nenhum competição internacional fora do Mundial.

Itália, por outro lado, era um membro das Seis Nações.
Um dos jogadores italianos que foi directamento responsável pelo sucesso da Itália antes de ganhar um lugar no velho Cinco Nações foi Diego Domínguez, um Puma que passou a jogar pela Itália sob a lei do IRB que permitiu aos jogadores mudar de nação.
Domínguez marcou 983 pontos para Itália em 74 testes entre 1991-2003.

Em 2008 o ex-Headcoach dos Pumas Santiago Phela estava interessado no centro Calvisao Gonzalo Garcia, um ex- Pumita na seleção juvenil de sub 19 e sub 21 da cidade de Mendoza.
Tanto assim que Garcia foi convocado pela seleção Argentina A.
Ao mesmo tempo Garcia foi chamado por Nick Mallet, o ex-treinador da seleção italiana para participar na gira do África do Sul e Argentina em junho de 2008.

Garcia chegou na Itália em 2007 e o pilar Castrogiovanni se mudou para lá em 2001 e foi convocado pela seleção no ano a seguir.
Garcia foi titular no sábado passado contra Japão, formando uma dupla de 10-12 com Orquera de Córdoba, a mesma cidade que sediou o Argentina-Escócia na sexta-feira.
Orquera se mudou para Itália em 2002 e estreou-se na seleção em 2004.

Em busca de opções de abertura o headcoach atual Jacques Brunel convocou Alberto di Bernardo, com 32 anos, em junho de 2013.
A Itália tentou obter Juan Pablo Socino quem é outro jogador que pode jogar na seleção por causa da Regulação 8.1.
Socino decidiu que não, ele quer ser um Puma.
Ele tomou a decisão mesmo sendo muito mais complicado conquistar um lugar na seleção argentina que historicamente tem melhores aberturas e centros do que Itália.
Até hoje Socino nunca jogou na seleção mas já jogou para Los Jaguares o nome actualizado para Argentina 'A'.
Sem duvida Brunel ia colocar Socino no campo como titular.

Ao contrário de treinadores anteriores Brunel tem menos argentinos para convocar.
Parte da explicação tem a ver com a entrada da Itália no Rabo Direct Pro 12 que resultou na queda de nível do campeonato doméstico.
Mas uma explicação significante também vem de PladAR mantendo jogadores os argentinos em casa.
Os argentinos na seleção italiana já estão chegando aos 30 anos de idade ou mais e agora a possibilidade existe da Itália não ter mais argentinos em campo. 

28 de Junho de 2014

APOIO AO DESPORTO, UMA BANDEIRA DA EUROPCAR

É inegável o papel que o desporto, nas suas mais diversas manifestações, assume na mobilização de cidadãos e na criação de laços emocionais, razão pela qual são muitas as empresas a associar-se e a promover a atividade desportiva.

Poucas são, no entanto, as que assumem com o desporto um compromisso e um envolvimento profundo e prolongado, na convicção de que este é um importante motor de desenvolvimento social e económico. É o que acontece com a Europcar.

Com efeito, o desporto merece um lugar de destaque nas áreas de apoio da empresa, tanto a nível global, como no caso da Europcar Portugal. Prova disso é a aposta da Europcar no patrocínio à Team Europcar, equipa que veste a camisola da rent-a-car e que a honra com a presença nas principais competições de ciclismo internacionais e nacionais - Pro Cycling, Tour de France, Giro, Vuelta e Volta ao Algarve -, nas quais tem vindo a conquistar resultados muito satisfatórios.

Mas não se encerra nesta modalidade o investimento da Europcar. O Golfe, o Basquetebol e, mais recentemente, o Rugby são outras modalidades desportivas que a Europcar tem vindo a apoiar, no âmbito da sua política de patrocínios.

No caso do Golfe, apoia, enquanto Rent-a-car Oficial, o Circuito Golfe & Comunicação e ainda o Expresso
BPI Golf Cup, competição que reúne anualmente cerca de 1.500 quadros e empresários portugueses, em provas espalhadas pelos principais campos de golfe nacionais.

No Basquetebol, a Europcar patrocina, desde 2011, a equipa do Sport Lisboa e Benfica, enquanto no Rugby apoia, desde 2012, a Corrida Direito Rugby Europcar, que tem como principais objectivos promover a modalidade e cativar novos públicos para a mesma.

Sendo líder europeia no setor de rent-a-car, e uma referência a nível mundial, “a Europcar entende ter uma responsabilidade acrescida no desenvolvimento económico dos mercados em que se insere e na valorização do que de melhor se faz em cada um deles”, como afirma Paulo Moura, Diretor Geral da Europcar Portugal.
“Acreditando que o desporto ocupa um lugar fundamental nesse desenvolvimento, é nossa vontade manter e reforçar a nossa atividade neste domínio, reiterando o nosso compromisso de fazer mais e melhor, não só pelos clientes como pela sociedade”, conclui Paulo Moura.

27 de Junho de 2014

SUB-16: A ÉPOCA EM BALANÇO, OS PROBLEMAS DO PRESENTE E SUGESTÕES PARA O FUTURO*

* PGS

Após a final do Circuito Nacional de Sevens realizada no passado domingo e com cerca de 50 atletas de todo o país desde ontem a participar no estágio de final de época da Seleção Nacional Sub-16, o Mão de Mestre faz um balanço da época deste escalão.

Juntando a conquista da Taça de Portugal ao Campeonato, o Belenenses é o destaque do ano, seguido de perto pelo Montemor.
 

Apesar dos seus vários problemas - já lá iremos - a fase final do Campeonato Grupo A, que reuniu as cinco primeiras qualificadas da primeira fase, compensou largamente em emoção algum défice de qualidade geral.