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6 de novembro de 2013

9 DE NOVEMBRO, O DIA EM QUE O CICLO DA ÚLTIMA OPORTUNIDADE COMEÇA.

Tem início este fim de semana o ciclo da última oportunidade da selecção nacional portuguesa de chegar ao seu segundo Mundial.

Agora sob  a direcção técnica de Frederico de Sousa, que soube traçar o seu caminho de treinador adjunto a treinador principal, a tarefa não é fácil, e segue-se ao consulado de Errol Brain, que foi despedido da FPR de uma forma no mínimo “pouco delicada”.

Mas afinal qual foi o comportamento relativo da equipa comandada pelo neozelandês?

27 de março de 2013

ROUPA SUJA E MAU CHEIRO - LAVANDARIA EM AÇÃO

O Mão de Mestre tem mantido um cauteloso silêncio em relação à dispensa dos serviços de Errol Brain, porque entende que a discussão pública desta matéria em nada ajudaria o rugby português, nomeadamente no que diz respeito a eventual divulgação dos termos da entrevista dada por Errol Brain, após tomar conhecimento do seu afastamento.

Claro está que as declarações de Brain não parecem apropriadas, se analisadas apenas por elas, sem se pensar naquilo que as provocou - não podemos esquecer que Errol Brain foi o último a saber que já não trabalharia mais para a FPR, depois do presidente da FPR ter informado os jogadores e o público em geral.

Mas hoje, perante o lava mãos de Amado da Silva, feito através de comunicado publicado no site da Federação, não podemos deixar de abordar o assunto, apesar do desagrado que os termos do comunicado provocaram.

Não vamos entrar na análise desse documento, mas gostaríamos apenas de esclarecer que quem contratou Errol Brain foi Amado da Silva, como informámos em Novembro de 2010, que fez dessa contratação uma aposta pessoal, foi ele que estabeleceu o valor desse contrato, e todos os seus termos, incluindo a altura da fasquia que agora se reclama não ter sido atingida.
A Amado da Sivla, e só a ele se pode atribuir qualquer responsabilidade nesta escolha!

Errol Brain, como dissemos nessa altura, não tinha grande currículo, e o fato de ser uma aposta pessoal do presidente, era uma arma de dois bicos - e a verdade é que o bico que acabou por vencer, não foi o do presidente da FPR.

Se Amado da Silva diz hoje que o pesadelo de Brain era dourado, o que devemos dizer em relação a quem definiu o valor do seu contrato?

Se Errol Brain não deixa história nem marcas no rugby nacional, não deve essa responsabilidade ser, pelo menos, partilhada com quem o contratou apesar da falta de currículo como treinador, e lhe pagou a peso de ouro?

Quando Amado da SIlva acertou a vinda de Errol Brain, foi anunciado através de comunicado da FPR de Setembro de 2010, que ele viria - para além das suas funções como treinador/selecionador nacional - para coordenar o projeto Força 8, e nós perguntamos: qual a intervenção que Brain teve nesta matéria?

E foi também anunciado na mesma altura, , que o novo treinador iria participar ainda, regularmente, em acções de suporte técnico aos clubes nacionais, e nós perguntamos: que ações se realizaram com a participação de Errol Brain, e em que clubes?
E se nada disto aconteceu, fica a dever-se a quem?

Errol Brain falhou, não atingiu aquilo que aceitou serem, contratualmente, os seus objetivos, e não viu o seu contrato renovado.
Nada de estranho, era uma prerrogativa do presidente da FPR.

Agora pretender afastar de si a responsabilidade sobre o que se passou, atirando-a para cima do homem que no final foi tratado sem consideração nem respeito - aliás numa linha de actuação que deu cunho à liderança de outros presidentes federativos no passado - é, no mínimo, uma covardia.
Não fica bem a Amado da Silva utilizar a figura de um bode expiatório, para esconder as suas próprias responsabilidades.

Amado da Silva devia assumir que é o principal responsável pela situação que se vive, desde o momento em que estabeleceu os objetivos, e decidiu fazer uma aposta pessoal num treinador sem experiência internacional, sem conhecimento do meio nem da realidade do rugby nacional, da mentalidade dos intervenientes - jogadores, treinadores e dirigentes - ou sequer das línguas mais faladas no balneário.

Com as decisões que tomou em 2010 sobre estas matérias, Amado da Silva demonstrou a sua ignorância sobre a realidade e as necessidades do rugby nacional, e a sua arrogância em relação aos restantes intervenientes, dirigentes e técnicos.

20 de março de 2013

AGORA É OFICIAL: ERROL BRAIN JÁ ERA!

Nenhuma surpresa na saída de Errol Brain do comando da seleção nacional, apenas a confirmação formal da decisão da FPR, em comunicado divulgado hoje mesmo.

Errol, que chegou a Portugal em Outubro de 2010, não teve uma tarefa fácil à frente dos Lobos, como tivemos oportunidade de salientar na devida altura, com sucessivas tentativas daqueles que deviam trabalhar para ele em se sobreporem ao treinador principal.

Assistimos a isso diversas vezes, nomeadamente em conferências de imprensa durante o ano de 2011, e desde logo foi possível verificar como ele se encontrava sozinho, o que acabava por ser estranho atendendo à aposta de Amado da Silva na sua contratação - ou talvez por isso mesmo...

A sua passagem por Portugal não foi feliz, e dos 32 jogos que dirigiu, Errol foi particularmente infeliz nos Campeonatos da Europa de 2012 e 2013, anos em que apenas conseguiu duas vitórias (uma em cada ano) - além do empate com a Espanha da semana passada - e a equipa, se durante algum tempo demonstrou uma atitude diferente, acabou por se afundar numa total falta de soluções e imaginação...

E agora? Quem será o senhor que se segue?

Com a qualificação para o Mundial de 2015 praticamente arrumada - apenas um verdadeiro milagre dará aos Lobos a passagem para a discussão da repescagem - irá a FPR apostar num homem da casa, e assim poupar alguns milhares de euros que tanta falta nos fazem, ou será que a escolha vai recair sobre outro estrangeiro?

Para já, e com o aproximar do final da época, quem sabe se Tomaz Morais não é encostado à parede e terá que acumular o cargo de Diretor Técnico com o de treinador da seleção principal, deixando para depois do final da época a escolha definitiva.

De qualquer forma, para a próxima época as possibilidades serão outras, com a eventual chegada de outro estrangeiro escolhido por Amado da Silva, ou com mais um baralha e torna a dar dentro do imenso lote de profissionais que a FPR tem ao seu serviço.

Vamos aguardar, já que, venha quem vier, pouco se alterará, com Amado da Silva a manter o seu controlo de banco que certamente continuará a dar maus resultados.

27 de janeiro de 2013

MONTEMOR GANHA E ASSUME LIDERANÇA

Uma vitória no Algarve dava a liderança aos muflões, e estes não desperdiçaram a oportunidade, vencendo o Loulé e ultrapassando os seus rivais de Évora na cabeça da classificação.

Simultaneamente no Vale da Rosa o Setúbal conseguia uma preciosa vitória e agora será muito difícil perder o quarto lugar e a tranquilidade de uma segunda volta sem o risco de rebaixamento...

Entretanto sabe-se já onde e quando se disputarão os dois jogos que ainda estão em atraso, sendo que o Santarém-Agrária terá lugar em Santarém (!), no Campo Chã das Padeiras, no domingo, dia 3 de Fevereiro às 15 horas, e o Setúbal-Loulé, na Moita do Ribatejo, no Campo do Gaio, no mesmo dia e às mesmas horas.

LOULÉ 7-35 MONTEMOR (1-5)
A mudança de líder era já esperada - havia a dúvida de até onde o Loulé resistiria - e a questão do ponto bónus não tinha qualquer importância, considerando que em caso de igualdade a vantagem era do Montemor, mas os muflões não deixaram dúvidas e foram com tudo para cima dos algarvios.
Com três ensaios conseguidos no primeiro tempo, os alentejanos relaxaram um pouco no início da segunda parte, mas acabaram por marcar mais dois e garantir a pontuação máxima e a liderança da prova, com um ponto de vantagem sobre os chaparros.
Quanto ao Loulé, sem conseguir nenhum ponto no encontro, poucas possibilidades lhe restam de conseguir assaltar o quarto lugar do Setúbal, e terão agora que se preparar para a luta pela permanência.

SANTARÉM 17-22 SETÚBAL (2-3)
Os cavaleiros pularam do último lugar graças ao ponto de bónus conseguido, mas o grande vencedor do dia foi o Setúbal que, com os quatro pontos conquistados, e beneficiando da derrota do Loulé frente ao Montemor, parece agora inatingível na sua quarta posição classificativa.
Com quatro jogos por realizar, e sendo um deles entre eles, Setúbal e Loulé já não deverão trocar de posições até final da fase de apuramento.
Na verdade, com 13 pontos de vantagem sobre os perseguidores, aos sadinos deverão bastar três pontos nos jogos que vão disputar - Loulé (casa), Évora (casa), Lousã (fora) e Santarém (casa), o que lhes dará 31 pontos na geral - enquanto aos algarvios será necessário conseguir mais de 15 pontos nos mesmos quatro embates - Setúbal (fora), Montemor (fora), Santarém (fora) e Agrária (casa).
Impossível? Não!
Mas o histórico recente e a experiência das equipas em confronto, dizem-nos que será quase impossível...

Veja os quadros de resultados e a classificação atualizada aqui.

JOGO NÃO INTERNACIONAL
PORTUGAL XV 20-25 ENGLAND STUDENTS
Uma derrota que não surpreende em função da equipa apresentada pelos portugueses, entendida dentro de um espírito de alargamento da base de jogadores utilizáveis, e que possa vir a assegurar o futuro da seleção principal de Portugal.

Pena é que esta equipa não tenha nome próprio e fórmula de composição consistente, continuando a misturar-se umas coisas com as outras, sem esclarecer afinal do que se trata.

Chamem-lhe Portugal Emergentes (como os italianos), Portugal Lusitanos (como os ingleses), ou outra coisa qualquer, mas não deixem que esta equipa, que vai ganhando espaço próprio, não tenha nome, e seja de umas vezes tratada de uma maneira, e de outras vezes de outra...

E quanto à sua constituição, não seria possível, das duas uma, ou dar o jogo à equipa que vai defrontar a Roménia (com uma ou outra eventual alteração ou teste final), ou tirar dela todos os que defrontarão os romenos?
E estabelecer um protocolo que ajude a definir isso mesmo - quem é quem - como fazem os Jaguares, os Saxons ou os Emergenti?

Uma vezes tratada de Portugal XV, outras de Academia XV, acabam por se reunir nesta equipa jogadores com projetos (imediatos) muito diferentes, que levaram mesmo o capitão João Correia a dizer publicamente que Não é fácil trabalharmos desta forma. Domingo, segunda e terça-feira estivemos no estágio em França e treinámos com uma equipa, depois chegámos a Portugal e tivemos que adaptar os novos processos de jogo.

Faltou a João Correia dizer que fazer perder o foco aos que estarão no próximo fim de semana equipados para defrontar os romenos não pode trazer boa coisa, e que, naturalmente, o medo de uma lesão nesta altura do campeonato, era maior que todas as outras vontades...

Meses e meses de sacrifício e de prejuízo para as suas vidas e para os seus clubes, para depois tudo ser posto em risco num jogo que deveria ser disputado por jogadores de uma segunda linha, ou a necessitar de horas de campo para recuperar a forma ou a motivação (caso óbvio de Vasco Uva), na véspera da realização daqueles que serão alguns dos jogos mais importantes das suas vidas, demonstra a falta de consistência decisória de quem não sabe ao certo o que anda a fazer...

Claro que a Julieta Ferrão não quer saber disso para nada, mas a Rugby Football Union não perdeu a oportunidade e não se calou hoje durante todo o dia dizendo que os England Students tinham derrotado Portugal, num miserável aproveitamento de uma falta de frontalidade dos responsáveis portugueses...

Bom, a partir de agora já não se brinca mais - está aí o Europeu, com o processo de apuramento para o Mundial, e é chegada a hora da verdade para Os Lobos, para Errol Brain e para Carlos Amado da Silva.

Para Os Lobos porque uma campanha abaixo das expectativas criadas (apuramento para o Mundial) vai lançar dúvidas sobre cada decisão federativa que ponha os interesses da seleção nacional de quinze à frente de outra coisa qualquer.

Para Errol Brain porque se os objetivos não forem assegurados, o seu destino não passa pela manutenção à frente da nossa seleção nacional.

E para Carlos Amado da Silva, porque pôs os ovos todos na mesma cesta, esqueceu-se que existe rugby além do triângulo Julieta Ferrão (onde as decisões se tomam), Estádio Nacional (onde a equipa se prepara), e Estádio Universitário, (onde a equipa tem jogado), e anunciou em devido tempo que um eventual não apuramento para o Mundial ditaria a sua renúncia a novo mandato federativo.

Fique com o boletim de jogo

Foto: António Simões dos Santos

12 de novembro de 2012

LOBOS VENCEM E SOBEM NO RANKING IRB

A vitória portuguesa em Montevideo foi, com certeza um notável feito, que merece todo o aplauso.
Terminando o primeiro tempo a vencer, os Lobos foram ultrapassados pelos Teros, que aos 61 minutos de jogo passaram para a frente, mas os lusitanos não baixaram os braços e com dois ensaios em cinco minutos, trocaram as voltas aos donos da casa e trouxeram de Montevideo o mais apetecido troféu.

Apesar da quase total falta de informação, quer espontânea, quer a pedido, conseguimos fazer um pequeno filme do jogo, com especial atenção ao desenrolar do marcador.

Foram os sul-americanos os primeiros a marcar, logo aos 7 minutos, com um ensaio de Rodrigo Martinez, que podia ter assustado os portugueses, mas que parece ter tido o efeito contrário, logo nos seguinte sete minutos, com a transformação de uma penalidade por Pedro Leal, e um ensaio de António Aguilar, solicitado por um pontapé longo de Leal, a que o extraordinário veterano de Portugal deu o melhor seguimento.

Este ensaio de Aguilar leva-me a referir que os três "velhotes" da equipa deram uma grande lição aos que protegidos pelo anonimato comentavam e criticavam a sua chamada à seleção.
Talvez seja altura dos meninos que só falam, se calarem, e respeitarem os nossos internacionais.
Em particular no caso de António Aguilar, era bom que registassem que ele tem sido uma escolha constante dos treinadores de Portugal desde Março de 1999, quando se estreou contra a Holanda em Amsterdão.
Ao longo deste quase 14 anos, Aguilar vestiu a camisola das quinas por 76 vezes, número apenas suplantado por Joaquim Ferreira (87) e Vasco Uva (80), o que só por si seria motivo suficiente para que os que falam sem saber o que dizem, se curvem e tirem o chapéu ao jogador!

Com o resultado em 8-5 favorável a Portugal, foram os Teros quem respondeu e marcou, passando para a frente ao 26 minutos, com um ensaio de penalidade - uma das poucas vezes em que o Uruguai tirou partido da sua apregoada superioridade na formações - e respetiva transformação por Etcheverry, para um resultado de 12-8..

Apesar de algumas dificuldades nas formações, Portugal dominava nos alinhamentos, e com uma defesa quase sempre segura, não cedeu ao esforço dos uruguaios e terminaria a primeira parte a vencer por 18-12, fruto de uma penalidade de Pedro Leal (28 minutos) e um ensaio de Nuno Penha e Costa, transformado por Leal, aos 38, a fechar os primeiros 40.

Começaram melhor os Teros, que marcaram uma penalidade logo aos 42 minutos, seguida de outra aos 48 (igualando o marcador a 18), ambas por Etcheverry, e de um ensaio de Gastón Mieres transformado aos 61 pelo chutador celeste de serviço. O marcador ficava em 25-18 para o Uruguai, e poucos acreditavam que seria possível Portugal recupera e dar a volta ao resultado.

Mas foi aí que a equipa deu uma lição de esforço, empenho e dedicação, a que a mão de Errol Brain não é certamente alheia, e que beneficiou não apenas do ritmo dos que jogam em França (e Inglaterra!), mas também das tripas feitas coração de toda a equipa!

E o resultado está aí: Jacques Le Roux aos 65 minutos e Nuno Penha e Costa (de novo!) aos 70, com Pedro Leal a converter os dois pontapés respetivos, mudaram o rumo dos acontecimentos e garantiram uma estressante mas merecida vitória (Errol Brain).


Portugal começou a partida com Francisco Fernandes, João Correia e Anthony Alves; Gonçalo Uva e David Reis; Jacques Le Roux, Laurent Balangue e Tiago Girão; Samuel Marques e Pedro Leal; Gonçalo Foro, Alexandre Barros, Carl Murray e António Aguilar; Nuno Penha e Costa.

Num jogo altamente exigente, e ao contrário do Uruguai que fez quantas substituições a Lei lhe permitia, 
Portugal apenas trocou quatro jogadores a saber: Jorge Segurado entrou para o lugar de Anthony Alves, Mike Tadjer Barbosa para o lugar do grande capitão João Correia, Eric dos Santos substituiu David Reis, e, nas linhas atrasadas, José Lima entrou em substituição de Alexandre Barros.

São já 10 os jogos realizados entre Portugal e Uruguai, e esta foi a terceira vitória portuguesa, que chega num momento decisivo do rugby nacional, com a campanha de qualificação para o Mundial de 2015 a espreitar já no início do ano.

Mas antes, Portugal vai jogar com o Chile, no sábado dia 17, e é importante que a equipa continue a trabalhar duro e que os jogadores se apliquem como fizeram ontem. Foi este o desafio que eu coloquei aos jogadores! 
Para vencermos no sábado frente aos chilenos, temos que nos preparar bem física e mentalmente - qualquer coisa menos e não estaremos a fazer justiça a nós próprios (Errol Brain).

Três dos nossos representantes de ontem estiveram em Montevideo em 2007, quando Portugal assegurou a presença no Mundial, apesar de ter perdido por 6 pontos de diferença - em Portugal os (ainda não) Lobos tinham vencido por 7 ... - e nem se notou o passar dos anos.


João Correia, Gonçalo Uva e Pedro Leal são os resistentes, e para eles vai uma especial saudação do Mão de Mestre, que aproveita para renovar os parabéns que transmitiu a toda a equipa - na sua Página  do Facebook onde fizemos a transmissão ao vivo que foi possível - logo que o apito final soou.

Com esta vitória Portugal subiu três lugares no ranking da IRB, e se o resultado se renovar no sábado, Portugal, pela mão de Errol Brain, recuperará uma posição mais condizente com as suas ambições, subindo até mais outros três postos na tabela.


Vejam em www.portugalxv.maodemestre.com a lista de jogos de Portugal devidamente atualizada, bem como o frente a frente com o Uruguai, depois do jogo de ontem.


Fotos: www.rugbynews.com.uy/ e Errol Brain

26 de dezembro de 2010

ERROL BRAIN FALA DA ATITUDE PROFISSIONAL DOS JOGADORES AMADORES

ERROL BRAIN, O NOVO TREINADOR DA SELEÇÃO NACIONAL DE SENIORES - OS LOBOS - DEU UMA ENTREVISTA ao jornal Record que merece a nossa melhor atenção.

Pelo interesse das declarações de Brain, o Mão de Mestre resolveu pôr à disposição de todos  a referida entrevista. 


Errol Brain: «Os jogadores portugueses são grandes profissionais»
NEOZELANDÊS FELIZ COM OS "LOBOS"
Domingo, 26 dezembro de 2010 | 03:53
Autor: SÉRGIO LOPES
 
 
O novo selecionador de râguebi veio encontrar uma realidade diferente e um grupo de trabalho que o surpreendeu pela positiva.

R – O que conhecia do râguebi português antes de chegar?

EB – Sabia como tinham estado bem no Mundial, que jogaram com muita paixão, que eram amadores (o que é invulgar hoje em dia) e um amigo meu que foi treinador do CDUL (Craig Sandland) durante dois anos deu-me uma ideia de como se jogava râguebi aqui.

– A realidade que encontrou ao chegar era, então, a que esperava, ou existem grandes diferenças?

EB – Há pequenas diferenças mas, no geral, é o que esperava. O mais difícil é a impossibilidade de passar muito tempo com os jogadores, pois eles trabalham e alguns têm muito boas posições no mundo profissional. E eu estava habituado a ter os jogadores disponíveis o tempo todo e a trabalhar com eles sempre que precisasse. Aqui temos de ser muito mais organizados. É muito importante que consigam distribuir o seu tempo entre o trabalho, a família e o râguebi. Assim, quando vimos treinar trabalhamos muito intensamente, o que é importante. São pequenas coisas de que, apesar de ter sido avisado, não me tinha apercebido verdadeiramente da dimensão antes de chegar.

R – O que mais gostou na equipa?

EB – Sobretudo, por serem amadores… (Pausa) Não gosto muito desta palavra, pois não é a mais correta. Apesar de não receberem, ou de não receberem muito, são extremamente profissionais na forma como encaram o râguebi. Isso foi muito agradável para mim. Os jogadores trabalham o dia todo e ainda se comprometem a vir ao ginásio treinar-se. E à noite, depois do trabalho, vêm a correr para o campo e trabalham no duro. Não tenho rigorosamente nada a apontar aos seus níveis de compromisso e isso é muito gratificante. Outro aspeto é que os jogadores estavam preparados para me escutar. Fiquei muito satisfeito com a forma como captaram o novo estilo de râguebi que estamos a tentar jogar e ouviram um novo treinador a tentar constantemente corrigir alguns aspetos. Foi muito gratificante e mostra-me que têm capacidade para melhorar.

R – E o que menos gostou?

EB – Das derrotas (risos). Perder com os Estados Unidos e o Canadá da forma como perdemos é muito desapontante. Porque os test-matches tratam essencialmente de ganhar. Temos de aprender com estas derrotas, mas estou confiante porque mostrámos muito bons sinais de aprendizagem e de melhorias à medida que vamos trabalhando.

– De uma forma geral, ficou satisfeito com as exibições e os resultados destes três jogos?

EB – Fiquei contente com os jogadores que temos. Conhecia apenas alguns, sobretudo os do circuito mundial de sevens, assim como o Julien Bardy e o Gonçalo Uva, que jogam no Top 14 em França. Foi particularmente agradável conhecer os jogadores que alinham em Portugal, que mostraram que podem, de facto, ser competitivos a este nível.

R – O facto de ter feito muito poucas mudanças nestes três jogos significa que já encontrou a “espinha dorsal” da equipa que pretende nos jogos oficiais?

EB – Diria que o grupo que temos agora é o que queremos para o futuro imediato. Não quero fazer muitas mudanças ao mesmo tempo, uma vez que estamos a tentar desenvolver um estilo de jogo e os jogadores precisam de crescer nesse estilo.

8 de novembro de 2010

LOBOS COMEÇAM ÉPOCA COM NOVO LÍDER

A SELEÇÃO NACIONAL DE SENIORES COMEÇA AGORA A SUA ÉPOCA desportiva sob a batuta de um novo maestro, com a preparação dos jogos da janela de Outono, em que defrontará as seleções dos Estados Unidos, Namíbia e Canadá.

Errol Brain, o novo treinador dos Lobos tem pela frente uma tarefa dificil, na reconstrução de um sonho, mais do que de uma equipa, e na condição de aposta pessoal do presidente Amado da Silva, a sua tarefa é duplamente complicada.

Sem grande currículo como treinador, pese embora o facto de que para ter chegado onde chegou na Nova Zelândia, Brain tem que ser melhor que a média, e a sua experiência como jogador pode ajudar, em especial na criação de uma relação hierárquica com os jogadores.

Se souber adaptar-se ao rugby português e europeu, Errol Brain beneficia da enorme vantagem de não ter laços com ninguém nem com nenhum clube, e a sua condição de aposta pessoal de Amado da Silva é uma arma de dois bicos, mas se for bem utilizada, pode trazer benefícios para a equipa, numa época em que se antevêem algumas dificuldades financeiras e de obtenção de sucessos imediatos.
Há que dar tempo para que o novo treinador possa transmitir as suas ideias e os seus conceitos, saiba ele aproveitar o conhecimento que o seu adjunto Frederico de Sousa tem do rugby nacional, e todas as armas que terá ao seu serviço, e então o seu caminho e a sua presença podem ser recheados de alegrias.
O primeiro passo para este longo caminho foi dado agora, com a convocação de um grupo de jogadores onde os luso-descendentes estão bem representados, e onde algumas ausências se ficam a dever a problemas de ordem pessoal ou de indisponibilidade dos clubes patrões dos jogadores.
Problemas de outra natureza, que se arrastam já desde Novembro de 2009, espera-se que tenham o seu termo, com o cumprimento pela FPR dos compromissos então assumidos.
E esperamos também que o staff dos Lobos saiba estabelecer com a comunidade uma relação de camaradagem, de respeito e de consideração, onde as atitudes sobranceiras sejam afastadas e se assuma que a seleção nacional é de nós todos e não apenas couto de alguns.
Com poucos dias para preparar a equipa para o primeiro embate com os americanos, os Lobos não podem perder tempo nem concentração, e exige-se que todos os envolvidos, jogadore e não só, contribuam em pleno para que a apresentação de Errol Brain e a sua matilha seja um prazer para todos nós.
Porque, sendo embora a sua contratação da responsabilidade do presidente, Errol Brain é a partir deste momento o nosso treinador principal, e deve ser encarado nessa perspectiva por todos nós.
Aqui fica a convocatória oficial para esta primeira fase, esperando-se ainda este mês a chamada de mais alguns jogadores que completarão o lote de opções à disposição da equipa técnica.

21 de setembro de 2010

JOGO ABERTO COM ERROL BRAIN (*actualizado)

NÃO PERCA A PRIMEIRA ENTREVISTA DE ERROL BRAIN depois de anunciado como treinador principal dos Lobos!
A nomeação de Brain foi notícia na imprensa neo zelandesa (NZ Herald e TV NZ por exemplo) e em alguma imprensa da especialidade (Heaven's Game), e foi obviamente comentada nas nossas páginas, e na generalidade da imprensa portuguesa também.
Mas quem marcou mais pontos neste jogo da informação foi o Join the Maul que publicou ainda ontem uma primeira declaração de Errol à imprensa portuguesa, e hoje nos dá a primeira entrevista do novo treinador, onde se anuncia um novo estilo na gestão pública dos destinos da seleção nacional.
Não perca este ensaio do Join the Maul!




*A propósito da contratação do técnico neo zelandês, aqui fica a lista dos kiwis em posição de liderança nas diversas seleções do mundo:

Nova Zelândia: Graham Henry
Austrália: Robbie Deans
Tonga: John McKee
Japão: John Kirwan
Irão: Wayne Marsters
País de Gales: Warren Gatland
Portugal: Errol Brain
Canadá: Kieran Crowley

20 de setembro de 2010

FUMO BRANCO NA JULIETA FERRÃO

A FPR ANUNCIOU HOJE A CONTRATAÇÃO DE ERROL BRAIN PARA TREINADOR PRINCIPAL da nossa seleção de seniores, confirmando a presença de Frederico de Sousa como treinador adjunto e responsável pelas linhas atrasadas.

Brain é neo zelandês, tem 42 anos e foi um jogador de mérito, nomeadamente ao serviço dos NZ Maoris, que representou entre 1989 e 1998.

Como jogador Errol Brain disputou ainda a Super 12 (depois 14 agora 15), primeiro pelos Auckland Blues, depois pelos Waikato Chiefs, antes de ir para o Japão, onde defendeu as cores da Toyota, primeiro como jogador, depois como treinador.

Em 2006 foi contratado para os Manuaku Steelers, antes de se mudar para a Bay of Plenty onde primeiro treinou um dos principais clubes da região, e depois a seleção de Sub 20 da região.

Ainda de acordo com as informações da FPR, Brain vai coordenar um tal projeto Força 8, que não foi ainda anunciado publicamente.

Errol Brain, Murray Henderson e Frederico de Sousa, fazem todos parte do corpo de preletores da IRANZ, uma empresa privada neo zelandesa, com atividade um pouco por todo o mundo, que se dedica à organização de cursos e estágios para jogadores e treinadores de rugby.

Deixamos aqui a Errol Brain o desejo de felicidades nesta sua primeira tarefa como treinador de uma seleção nacional, com a certeza deu que o seu passado vai merecer o respeito e consideração de todos os que estiverem envolvidos nas tarefas dos Lobos.

Veja mais pormenores da contratação da FPR no nosso Diário da Federação.