9 de maio de 2015

VER PORTUGAL JOGAR COM UM OLHO NO JAPÃO E NA INGLATERRA

Com alguns sustos pelo meio, o apuramento das oito equipas que vão disputar a Cup não teve surpresas, embora a ordem por que elas se classificaram tenha, aí sim, motivos de comentários.

Mas vamos lá grupo de apuramento a grupo de apuramento, começando pelo Grupo B, onde a Nova Zelândia sofreu a bom sofrer para vencer o jogo com a Samoa, que chegou a estar a perder por 0-19 (!), mas conseguiu dar a volta ao problema e acabou por vencer por 24-19.


Mas os neozelandeses aprenderam a lição e no seu último jogo do dia bateram a líder do ranking, a África do Sul, e terminaram na primeira posição!

Como resultado disto, os blitzbokes vão defrontar as Fiji nos quartos de final, e a Nova Zelândia enfrenta os escoceses...

No grupo A o equilíbrio foi tão grande que a Inglaterra e a Austrália, depois de empatarem o jogo entre si a 17 pontos, acabaram por ver a ordem da sua classificação depender dos factores de desempate, já que as duas equipas chegaram ao fim com oito pontos cada uma.

Agora reparem que as equipas empataram a 17 pontos, marcaram e sofreram no conjunto da eliminatória o mesmo número de ensaios (14-5), marcaram o mesmo número de pontos no total (61), e foi preciso recorrer aos pontos sofridos para conseguir desempatar!
E mesmo aí foi por uma unha negra, já que se a Inglaterra sofreu 31, a Austrália sofreu 29!

E graças a essa diferença de dois pontos, os australianos ficaram na primeira posição e defrontam os Estados Unidos nos quartos de final, e os ingleses defrontam o Canadá!

Nos outros grupos as coisas foram menos dramáticas, e no grupo C as Fiji ficaram na frente seguidas da Escócia, enquanto no grupo D o Canadá venceu, com os Estados Unidos na segunda posição..

ENTRETANTO PORTUGAL APROVEITOU O DIA PARA RODAR A EQUIPA
Portugal esteve bem no primeiro jogo, frente à Escócia e chegou ao intervalo a vencer por 14-12 em resultado de dois belíssimos ensaios e respectivas transformações de Pedro Leal.
No primeiro ensaio Adérito Esteves surgiu na ponta com uma entrada explosiva que só terminou entre os postes, e no segundo, que começou com um rapidíssimo passe de mestre de Pedro Leal e terminou com o toque de meta de David Mateus.
No segundo tempo os escoceses reagiram e marcaram a cerca de um minuto do final, mas Portugal respondeu de forma magnifica que apenas não resultou em ensaio graças a uma intercepção defensiva, com o jogador escocês a cair sobre a linha lateral, no exacto momento em que a buzina sinalizava o fim do tempo regulamentar, e o resultado ficou então em 14-19 para os escoceses...
Foi bom ver a atitude da equipa em geral, e em particular a forma como José Lima e Pedro Ávila se esforçaram por entrar na equipa.
Na segunda partida Portugal jogou em regime de poupança, fez rodar os 12 jogadores, e esperamos que o que foi poupado agora seja gasto nos momentos decisivos, já que as Fiji ainda são de outro campeonato e deram também a impressão de estarem em velocidade de cruzeiro...
Com 7-21 ao intervalo, o resultado final só confirmou a distância entre as equipas e ficou pelos 12-
40, já que entre placagens falhadas, atrapalhações no ataque e desorganização defensiva, lá se marcaram dois ensaios, o primeiro por Nuno Sousa Guedes e o segundo do poderoso Adérito Esteves, com uma transformação de Pedro Leal.
Finalmente no terceiro jogo - a que não conseguimos assistir - o País de Gales passeou superioridade e venceu por 7-42, salvando a honra do convento um solitário e tardio ensaio de Adérito Esteves (marcou nos três jogos) e a respectiva transformação de Nuno Sousa Guedes, e como no segundo jogo, Pedro Netto rodou todos os 12 jogadores.

UM OLHO NO BURRO...
Enquanto Portugal ia rodando a equipa para tentar amanhã uma posição mais adequada ao seu potencial valor, a nossa atenção esteve também no comportamento de japoneses e ingleses, embora por razões diferentes.
Assim em relação aos nipónicos a nossa preocupação era que eles não conseguissem o apuramento para a Cup, evitando dessa forma - mesmo que na pior das hipóteses o Japão consiga ficar numa melhor posição que Portugal em Glasgow - que eles nos ultrapassem no ranking geral.
E os japoneses fizeram a sua parte, perderam os três jogos e vão defrontar a França no primeiro jogo de amanhã.

No que respeita aos britânicos, o primeiro objectivo - apuramento para a Cup - foi garantido, mesmo se no abraço com os australianos ninguém tenha mostrado o jogo todo e as equipas se tenham contentado com um empate, e o equilíbrio tenha sido como descrevemos mais acima.

Amanhã Portugal vai defrontar o Quénia às 11,36 horas da manhã, e creio que não é pedir muito à equipa, para que ganhe esse jogo e se apure para as meias finais da Bowl, o que poderia ser um passo decisivo para a manutenção no grupo das equipas residentes.
Apesar de tudo convém saber que as duas equipas já se defrontaram em 24 ocasiões, nunca empataram, e Portugal venceu 10 das partidas, tendo marcado 299 pontos e sofrido 360.

Fiquem com o quadro dos resultados e os jogos dos quartos de final da Cup e da Bowl.


Foto: World Rugby

2 comentários:

Antonio Freitas disse...

Então a ambição de outros tempos ?!! a obrigação de ficar sempre nas 8 primeiras , agora a conversa é a manutenção a todo custo , sempre a tremer :)))) de rirrr

Claudio disse...

Parabéns ao Sr. Lima que deu uma grande ajuda.

A entrada do Pedro Bettencourt não convenceu tanto, mas acredito que seja apenas uma questão de rotinas e portanto de tempo.

Quanto aos resultados da equipa eu, pessoalmente, estou muito preocupado. Vi os jogos todos e não consigo identificar o que não funciona, mas claramente algo impede este grupo de subir.

Espero sinceramente que os que têm a responsabilidade da modalidade conseguiram resolver sem mais tardar este quebra-cabeça. Eu não sei ajudar, fico sem voz.