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2 de outubro de 2009

SELEÇÃO DE SEVENS DE PORTUGAL

Este novo blog, com todos os resultados da seleção nacional de sevens, é o cumprimento de uma promessa que vos fiz há alguns meses. Seleção de Sevens de Portugal, é um trabalho que ponho à disposição de toda a gente, e que realizei como homenagem a quem tantas alegrias tem dado a toda a comunidade do rugby português. Numa hora em que os destinos do mundo do rugby provavelmente vão sofrer profundas mudanças, conhecer a história desta equipa é fundamental para compreender o caminho percorrido, e saber até onde podemos ir. Mas não se iludam. Se, por um lado as nossas ambições não devem ter limites, por outro lado existem montanhas de tarefas que tem que ser desenvolvidas. E a pergunta que deixo é esta: Estarão jogadores, dirigentes e toda a comunidade unidos nessas tarefas? Já o disse e repito, o rugby em Portugal é propriedade de todos os que estão envolviddos na sua prática, direção ou acompanhamento. E não tem espaço para aqueles que apenas sabem "deitar abaixo" e, quando solicitados, nada fazem. Os sevens em Portugal podem ser um sucesso. E você? Está disposto a colaborar?

19 de setembro de 2009

PORQUE NÃO O LISBOA SEVENS DE NOVO?

Enquanto a nossa seleção de sevens disputa o Namíbia Sevens, a Austrália joga com a Nova Zelândia, em Wellington, o último jogo do Três Nações deste ano. Neste encontro, estão em disputa uma série de aspectos. Claro que o principal é o resultado direto do jogo, e neste particular, a Nova Zelândia leva grande vantagem histórica. Na verdade a Austrália não consegue ganhar em terra dos maoris desde 2001 (9 vitórias consecutivas da NZ), pelo que podemos imaginar a vontade de vencer que vai embalar os Wallabies. Do lado dos All Blacks, manter a tradição é a única vitória que podem alcançar, pois a vitória na competição já está muito bem guardada em casa dos Springboks. Muito pouco para os neo-zelandeses, na verdade... Por outro lado os australianos, se vencerem o jogo por mais de 15 pontos de diferença, ultrapassarão os seus rivais no ranking da IRB, roubando-lhes o segundo lugar. Quanto ao primeiro lugar desse ranking, ele está também com a África do Sul. Esta é a 158ª partida entre Austrália e Nova Zelândia, com larga vantagem para os Blacks: 108 vitórias e apenas 45 derrotas, com 5 empates. Entretanto, no continente africano, a Federação de Rugby da Namibia meteu as mãos na massa e conseguiu, em pouco tempo, marcar uma data no calendário internacional da modalidade, com a organização do primeiro Torneio Internacional de Sevens do país. Continente em fase de grande expansão rugbistica, a África não tem ainda estabelecidos os marcos definidores da sua implantação, encontrando-se tudo em aberto. Com exceção da África do Sul, não existe no continente, por enquanto, outra potência do mundo oval. A Namíbia, que ocupa o segundo lugar regional atrás dos Sprinboks, não consegue mais, no concerto das Nações, que um modesto 25º lugar. No entanto, este lugar confere-lhe uma posição no conjunto dos países em desenvolvimento, conforme definido pela IRB, ao lado de Portugal, Espanha, Uruguai e Rússia, entre outros. No que respeita aos Sevens, e mesmo tendo em consideração a pouca exatidão do ranking respectivo, que apenas diz respeito à participação nas Séries da IRB, a situação continental é significativamente melhor, com quatro equipas entre as 20 melhores, e duas entre as 10 melhores. A África do Sul, com enorme consistência ocupa o topo desta tabela também, e o Kenya, que no rugby de XV não passa da 42ª posição, tem aqui um destaque extraordinário, roubando para si a 6ª posição da tabela. Completam o cenário a Tunísia (19º) e o Uganda (20º). E é nestas circunstâncias que a Namíbia consegue um lugar ao sol, com o Namíbia Sevens. Fruto de uma estratégia bem bolada pelos seus dirigentes, a Namíbia conseguiu garantir um patrocínio para seis anos, no valor total de quase 1.666.000,00 euros, o que dá cerca de 280 mil euros/ano. Cansados de aturar o anterior patrocinador que não andava nem desandava, a Federação da Namíbia conseguiu atrair o apoio de uma empresa publica namibiana (TrustCo), multifacetada, com interesses nas áreas financeira, seguros, educação, media, telefonia móvel, entre outros. Depois de garantido o suporte financeiro, a Federação apresentou o projeto do Torneio à IRB, que em finais de Agosto acabou por lhe dar o seu acordo e consentimento. E em menos de um mês, os dirigentes africanos conseguiram garantir a presença de um conjunto invejável de presenças, montando aquele que deve ser o melhor Torneio de Sevens deste início de época. É uma história que nada tem de especial. Mas prova que com vontade e determinação se conseguem estabelecer metas, vencer obstáculos e obter resultados. Fica a lição para quem a quiser aprender. Porque não o Lisboa Sevens de novo?

17 de setembro de 2009

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Com a participação no Torneio de Sevens da Namíbia, em Windhoek, inicia-se mais um ano de atividade da seleção nacional masculina de sevens. Esta é a primeira vez que este Torneio se disputa, e demonstra o interesse no desenvolvimento do rugby em África, impulsionado pela IRB e pela CAR (Confederação Africana de Rugby) Espera-se que este ano marque o principio de uma nova era, com a demarcação das nossas seleções de VII e de XV. É o ano ideal para o fazer, já que a equipa de XV vai ter uma época muito exigente e que não admite margem de erro. Na verdade, com os importantes jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2011, a terem lugar em Fevereiro e Março, e os jogos de preparação em Novembro, será mais fácil assumir que o grupo de trabalho dos sevens deverá ser diferente, para permitir uma participação nos torneios de inicio de época (Namíbia) e de final de ano (Dubai e África do Sul), sem confusões e sem acusações de perturbação dos trabalhos da equipa de XV, pela preparação e jogos da equipa de VII. Quanto ao Hong Kong Sevens, que terá lugar uma semana após o decisivo jogo com a Romênia em Portugal, esperemos que o bom senso prevaleça e a separação das variantes também, assim como para os restantes torneios da época. Quanto à equipa que vai ao Torneio da Namíbia, poucas novidades. Em relação aos jogadores envolvidos nos seus trabalhos no ano passado apenas duas caras novas: Diogo Gama e o jovem Afonso Vareta. Quanto aos restantes, salienta-se a experiência que adquiriram o ano passado ao participarem nos World Games (Ricardo Dias, Francisco Serra, Hugo Valente, Veltioven Tavares, Frederico Oliveira e Bernardo Silveira) ou no Campeonato da Europa (Diogo Miranda, Francisco Mira e Bernardo Silveira). De toda a equipa apenas Frederico Oliveira esteve no campeonato do Mundo no Dubai. Como se constata, e apesar da ausência de muitos nomes sonantes, com Pedro Netto no comando técnico, a seleção vai apresentar-se em força na Namíbia. E bem pode, já que no primeiro dia da competição, e de acordo com as informações da FPR, Portugal defrontará a Samoa e o Botswana. Enquanto esta é a primeira vez que defrontamos Botswana, já defrontamos Samoa por 12 vezes, com um saldo francamente favorável aos nossos adversários: apenas duas vitórias portuguesas, uma em 2000 e outra em 2008. Os restantes participantes no Torneio da Namíbia são a África do Sul, Fiji, Argentina, Tunísia, Uganda, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia, e os Emerging Springboks. Entretanto disputou-se nos passados dias 12 e 13 de Setembro,em Shangai, o primeiro torneio das Séries Asiáticas de Sevens. A Coréia, depois de algumas dificuldades no primeiro dia, em que foi derrotada por Hong Kong (31-10), acabou por dominar o segundo dia e vencer Taipei (12-10) nas meias finais, e o Japão na final (42-19). O Japão chegou à final depois de bater, na meia final, Hong Kong por 17-5. As Séries Asiáticas seguem em 24-25 de Outubro com o Torneio de Brunei.

10 de agosto de 2009

JOGOS OLÍMPICOS E JOGOS DA NOSSA SELEÇÃO

Todos ouviram falar da hipótese dos Sevens passarem a fazer parte do programa Olímpico a partir dos Jogos de 2016. Essa decisão será tomada na Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional que terá lugar nos próximos dias 2 e 3 de Outubro. Mas nessa Assembléia apenas dois desportos serão considerados e votados. E apenas com 50% mais um dos votos dos 115 membros do COI eles serão integrados. Mas antes dessa votação, há um passo muito importante que vai ser dado esta semana. Na verdade, é na reunião da Comissão Executiva do COI que se vai realizar nos dias 13 e 14, na Alemanha, que será tomada a decisão de quais serão - entre um grupo de seis a saber: Rugby, Golfe, Karate, Softbol, Basebol e Corriddas em Patins - os dois desportos candidatos à inclusão, a apresentar à votação na tal Assembléia de Outubro. Ou seja, para chegar à votação, o rugby terá primeiro de ser uma das duas modalidades escolhidas pela C.E. do COI, esta sexta-feira. Enquanto esperamos por essa decisão, vou tornar públicos alguns dados da nossa seleção de sevens que a FPR não tem, ou não divulga. Mas passo a explicar: criei uma base de dados com (quase...) todos os jogos realizados pela seleção nacional, desde 1992, altura em que ela foi pela primeira vez formada. Infelizmente ainda não consegui arranjar os seguintes dados: Resultados dos jogos realizados no Torneio de Benidorm em 1992, e os pontos marcados e sofridos nos jogos do Torneio de Catania em 1992, no apuramento para a 1ª RWC (com exceção para o último jogo contra a Espanha). De resto creio que consegui reunir todos os torneios em que participámos, o resultado de todos os jogos, onde foram disputados esses torneios e quando. Para a informação ficar completa falta apenas (eheheh...) a lista dos jogadores participantes em cada torneio e os marcadores dos pontos. Hoje ficam aqui os jogos contra equipas de África, da Ásia e das Américas. Quarta-feira publicarei os jogos contra equipas da Oceania e da Europa, e na quinta feira à tarde, um Mapa Resumo de todos os jogos, e um outro com a distribuição geográfica e por tipo de equipa, dos nossos adversários. Divirtam-se e façam força para a Comissão Executiva do COI acordar com as botas calçadas. O seu Presidente, Jacques Rogge foi internacional de rugby pela Bélgica... Será que isso ajuda?