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24 de abril de 2015

BRASIL ENFRENTA CHILE NO SUL AMERICANO DE XV

Prossegue este fim de semana o Sul-americano de rugby de XV, com a realização do Chile-Brasil, em Santiago, que é a segunda partida do Brasil na prova deste ano, e a estréia dos chilenos.

Após ser derrotado em Montevideu na semana passada os Tupis têm agora um encontro decisivo para determinar se a vitória conseguida no ano passado - a primeira da história - foi um acidente ou significa realmente que o rugby brasileiro cresceu e atingiu um plano que lhe permita disputar com chilenos e uruguaios uma posição de destaque no continente.

27 de abril de 2014

BRASIL VENCE CHILE NO SUL-AMERICANO E FAZ HISTÓRIA *

Está de parabéns o Brasil, com a sua primeira vitória na história, frente ao Chile por 24-16, depois de 18 derrotas e um empate, tais foram os resultados dos jogos anteriores entre as duas equipas, com o primeiro deles a ter sido realizado em Setembro de 1951, e em homenagem aos nossos amigos brasileiros aqui reproduzimos, sem qualquer adaptação ortográfica (!), o texto de Daniel Venturole no Portal do Rugby, líder de audiência na web de rugby no Brasil, com fotos de Diego Gutierrez

Entretanto os mais interessados podem conhecer a história da competição neste texto do Victor Ramalho, também do Portal do Rugby, e ainda todos os resultados do Sul Americano e das selecções do Brasil, em trabalhos do Mão de Mestre.

29 de maio de 2013

CONDORES MUITO FORTES PARA OS LOBITOS

É fácil e constitui prática generalizada desculpar as derrotas com a arbitragem ou com erros deste ou daquele jogador.

E se não for culpa daqueles, há sempre o treinador para ser responsabilizado pelo que se passou.

Pois bem, em Temuco, ontem ao fim da tarde, nada disso justifica a derrota da equipa portuguesa por 18-6, com 15-3 ao intervalo, e um certo sentimento de desilusão que ficou no ar - esperava-se mais, até porque pouco ou nada se sabia da oposição...

E essa foi a primeira causa do resultado - os Condores foram fortes de mais para os Lobitos, e ultrapassaram aquilo que deles se esperava!

Os chilenos foram mais fortes nas melées, no primeiro tempo, e graças a isso marcaram um ensaio que deixa marcas na equipa que recua metros e metros e nada pode fazer para o evitar...

Os chilenos foram mais fortes na defesa, em especial ao nível dos centros, com uma agressividade que marcou os nossos atacantes sempre que se depararam com aquela barreira...

Os chilenos foram mais fortes a atacar, semeando o pânico na nossa defesa, que
pareceu surpreendida com a velocidade do adversário...

Resta agora saber se o comportamento da nossa equipa nos desanimou, ou se eventualmente nos terá envergonhado.

Mas a verdade é que se houve uma certa desilusão - não há quem nestas coisas do rugby goste de perder... - em nenhum momento sentimos vergonha pelo que se estava a passar em campo, nem o comportamento da equipa nos desanimou...

Os Lobitos sofreram bastante na primeira parte - que até começou bem com um drop muito bem fabricado e executado! - mas souberam reagir no segundo tempo, equilibrando a partida, recuperando pontos nas melées, e tentando por todas as formas reverter o sentido do marcador.

Até ao último sopro do jogo!

Não vamos entrar na análise detalhada do que se passou em campo - isso é trabalho da equipa técnica que vai ter que corrigir o que esteve mal, e recuperar a moral, naturalmente abalada, dos Lobitos, para o encontro com a Namíbia.

Mas também não vamos deixar de dizer a impressão com que ficámos dos Lobitos.

A equipa pareceu-nos equilibrada, sabendo o que estava a fazer em campo - independentemente de algumas decisões menos certas na movimentação ofensiva - corajosa perante um adversário que se apresentou fisicamente muito bem, mas não conseguiu, em nenhuma ocasião, encontrar espaço e tempo para se movimentar...

A verdade é que a este nível os espaços parecem desaparecer, e o tempo parece fugir, pelo que se exige a realização de um conjunto de encontros exigentes de preparação, que, infelizmente, a nossa seleção não teve.

Reparem, a título de exemplo, que o Uruguai jogou antes da prova, com uma seleção uruguaia de seniores, com os Sub-21 da UR de Buenos Aires, e com a Argentina Sub-20, o Chile defrontou os Sub-23 de San Juan, a equipa de desenvolvimento de Mendoza, e a seleção Sub-20 da Argentina, e a Itália participou no 6 nações sub-20 defrontando a França, a Escócia, a Irlanda, o Pais de Gales e a Inglaterra...

Ou seja, as equipas quando se preparam para um Mundial, como este de Temuco, defrontam equipas mais fortes e mais competitivas, para elevar todos os seus próprios índices...

A equipa portuguesa fez uma boa preparação, mas para poder competir a este nível tem que ter horas de jogo com equipas que lhe criem problemas semelhantes àqueles com que se irão defrontar, dos quais se destaca a velocidade de execução, a redução dos espaços de utilização da bola, e a falta de tempo para tomar decisões...

E foi precisamente nestes quesitos que os portugueses falharam...

De tudo o que se disse, de tudo o que se viu em campo, fica a ideia de que no sábado tudo vai correr melhor, com o aprendizado que a equipa teve, e com as correcções que os técnicos irão certamente introduzir na actuação dos Lobitos.

E nós cá estaremos, para cantar a Portuguesa com eles!

Veja os resultados do primeiro dia da prova e os jogos dos dias seguintes:




18 de novembro de 2012

LOBOS TRAZEM VITÓRIAS NO SACO!

A segunda vitória dos Lobos na América do Sul, perante o Chile por 28-22, fechou com chave de ouro a digressão que começou no Uruguai.

Foi uma vitória suada frente a uma equipa difícil, que concentrou todas as suas expectativas nos avançados, e criou muitos problemas aos portugueses, em especial no primeiro tempo - os chilenos falharam fisicamente e a segunda parte não teve a intensidade dos primeiros 40 minutos.

Neste aspecto os portugueses estiveram muito bem nos dois encontros, lutando sem quebrar durante os 80 minutos, e essa foi uma das peças fundamentais para o sucesso da equipa.

A partida começou bem para a nossa equipa, que praticamente no início conseguiu os seus primeiros pontos, por Pedro Leal, na transformação de uma penalidade.


Esteve muito bem o nosso médio de abertura, compensando alguns falhanços que trazia na bagagem do Uruguai, e numa tarde verdadeiramente inspirada, Pedro Leal não perdoou aos chilenos e à sua conta marcou sete penalidades (21 pontos) e uma transformação de ensaio (2 pontos).
Ontem, a vitória portuguesa passou, sem sombra de dúvidas, pelos seus pés!

Mas logo aos 9 minutos Javier Valderrama, o defesa chileno, empatou o jogo, para aos 13 minutos dar vantagem à sua equipa (6-3) a que Leal respondeu aos 15 minutos, igualando de novo o marcador.
Foi um  período de troca de pontapés, que serviu para as equipas se medirem e assentarem o jogo.

Os chilenos faziam questão de conservar a bola ao nível dos avançados, o jogo não se desenvolvia ao largo, por clara opção tática de Los Condores, e aos 28 minutos, finalmente, a equipa da casa conseguiu transformar em pontos a pressão que exerceu com os seus homens da frente, e o segunda linha Pablo Huete marcou o ensaio chileno, que Valderrama transformou, passando o marcador para 13-6.

A primeira parte terminou marcada por um cartão amarelo a Jacques Le Roux - que Valderrama (de novo!) converteu, e ao qual Pedro Leal respondeu muito bem, encerrando as operações com o resultado favorável aos chilenos por 16-9.

Ainda a propósito de Pablo Huete, registe-se que ele e e seu companheiro de segunda linha Sergio Valdés, jogam no PAU de França, sendo dos mais qualificados Condores da atualidade - quem os deve conhecer bem, é Francisco Appleton.

A segunda parte começou melhor para os Lobos, ainda com 14 homens em campo, já que a espada (amarela) do árbitro uruguaio Joaquin Montes, caiu desta vez na cabeça de Benjamim Pizarro, que foi ainda castigado com mais um belo pontapé de Pedro Leal que reduziu o marcador para 16-12.

Mas Valderrama não demorou a repor a diferença - os últimos pontos que marcou, pois foi substituído aos 65 minutos, lesionado.

Entretanto Errol Brain tinha já feito duas substituições, fazendo entrar Jorge Segurado e Laurent Balangué para os lugares de Anthony Alves e Eric dos Santos, refrescando a grupo da frente, e chamando António Aguilar para o lugar de Nuno Penha e Costa.

E foi a meio do segundo tempo que Portugal deu a volta à situação e, finalmente, anulou a vantagem chilena com um ensaio de Gonçalo Foro, a solicitação ao pé de Pedro Leal - já o tinha feito no Uruguai, dessa feita para Aguilar - e com a respetiva transformação que o milimétrico pé de Leal, não perdoou - no marcador ficavam 19-19, e menos de 20 minutos para jogar.

E nesse período, mais uma vez - perdão, três vezes! - Pedro Leal somou pontos para as nossas cores e, aos 77 minutos pôs Portugal fora do alcance de tiro dos chilenos, com nove pontos de vantagem no marcador: 19-28

Com três minutos para jogar, e nove pontos na carteira, a vitória estava praticamente assegurada, e nem o cartão vermelho que Francisco Fernandes recebeu - e os três pontos que os chilenos dele retiraram - nem a entrada de Alexandre Barros para o lugar de Carl Murray, teriam influencia de nota no registo do jogo.

Com o marcador em 22-28, Joaquin Montes - que teve como assistentes o brasileiro Henrique Platais e o argentino Juan Sylvestre - deu o jogo por terminado e a vitória (suada) a Portugal.


Portugal alinhou de início com:
1-Francisco Fernandes, 2-João Correia (c), 3-Anthony Alves; 4-David dos Reis, 5-Gonçalo Uva; 6-Eric dos Santos, 7-Jacques Le Roux, 8-Tiago Girão; 9-Samuel Marques, 10-Pedro Leal; 11-Gonçalo Foro, 12-José Lima, 13-Carl Murray, 14-Wilfried Rodrigues; 15-Nuno Penha e Costa


Foi uma jornada inesquecível esta, com Portugal a recuperar seis (!) lugares no ranking da IRB, e regressando ao 21º lugar de onde saiu há cerca de um ano, quebrando uma longa série de nove derrotas, apenas interrompida por uma vitória contra a Espanha em Coimbra, que nos levou ao pior lugar que alguma vez ocupámos naquela tabela, o 27º

A IRB apenas na segunda feira publicará a tabela oficial, mas nós fizemos as nossas contas e aí fica o que saiu destas duas semanas de jogos internacionais, na parte que nos interessa:


18º (18º) - Roménia    63,58  (64,54)
19º (20º) - Espanha    62,72  (61,63)
20º (19º) - Rússia       61,51  (62,05)
21º (27º) - Portugal    59,63  (56,58)
22º (21º) - Uruguai     59,37  (61,13)
23º (23º) - Bélgica      59,17  (59,17)
24º (22º) - Namíbia     58,40  (59,24)
25º (24º) - Chile          57,02  (58,32)
(Entre parenteses, posição e pontuação das equipas em 5 de Novembro de 2012)

Pouco se fala dele, é por natureza, um homem discreto.

Errol Brain foi durante a primeira parte do seu trabalho em Portugal, quase que empurrado para a sombra por adjuntos que não o respeitaram e se apresentavam nas conferências de imprensa falando como se o treinador principal fosse outro que não o neo-zelandês.

Mas a verdade é que a situação parece ter mudado - não sabemos exatamente em que moldes, mas que mudou, mudou - e Errol Brain parece ter hoje mais autoridade e independência no comando da equipa.
E a verdade é que o afastamento de uns e a chamada de outros parece estar a resultar.

Aguardemos agora o que nos trará o futuro próximo. Para já Brain sai vitorioso deste teste e ganhou - com certeza! - uma maior margem de manobra. Resta saber como a vai utilizar.

Aproveite para dar uma vista de olhos no nosso mini-site dedicado em exclusivo ao registo da atividade da nossa seleção nacional aqui, e veja bem que apenas no inverno de 2009, Portugal conseguiu melhor que duas vitórias seguidas, e que desde então apenas no inverno de 2010 e entre Março e Junho de 2011, os Lobos conseguiram duas vitórias, como agora.

Fotos: www.feruchi.cl, Tomaz Morais e Miguel Rodrigues.

15 de dezembro de 2011

ARGENTINA ENSINA O CAMINHO

DEPOIS DE TER CONSEGUIDO GARANTIR a participação da sua segunda equipa nacional, sob o nome de The Pampas XV, na Vodacom Cup - que venceram este ano, derrotando na final os Vodacom Blue Bulls por 14-9 - e de assegurarem que a partir de 2012 vão disputar o Tri-Nations - a partir de agora Rugby Championship - com a Austrália, África do Sul e Nova Zelândia, a União Argentina de Rugby dá mais uma vez o exemplo.