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27 de abril de 2019

OS PROBLEMAS DO RUGBY PORTUGUÊS - A ARBITRAGEM*

* Pedro Sousa Ribeiro
Arbitrar não é uma tarefa fácil. Além do conhecimento profundo das Leis do Jogo o árbitro tem que conseguir encontrar posicionamentos corretos para poder avaliar bem as diversas situações e um controlo emocional que lhe permita controlar todas as eventuais situações de potencial conflito.

É inegável que a arbitragem é um dos problemas principais do rugby português.
O quadro disponível é muito limitado e impede que haja árbitros designados oficialmente para todos os jogos do calendário oficial. 
Se, em alguns fins de semana, quando há menos jogos programados, é possível designar árbitros para todos os jogos, noutros casos, em que o número de jogos é mais elevado, torna-se impossível cobrir todos.

1 de junho de 2018

IMPLOSÃO NO RUGBY PORTUGUÊS

A crise desencadeada pelos acontecimentos do passado dia 28 de Abril tem posto a nú algumas das fragilidades do rugby nacional e atingiu o seu ponto de ebulição com a decisão da direcção da FPR em aplicar falta de comparência às duas equipas envolvidas no fatídico jogo da Tapada.

Com a aplicação destas faltas de comparência, Agronomia e Direito, duas das mais importantes equipas nacionais, serão despromovidas para o escalão competitivo de mais baixo nível (CN3, 2ª Divisão ou Segundona) e impedidas de regressar ao escalão principal por cinco anos.

10 de março de 2017

A ARBITRAGEM E O RUGBY PORTUGUÊS

* Pedro Sousa Ribeiro
A situação atual da arbitragem levou-me a passar a escrito algumas reflexões.
O progresso do rugby tem que ser, em qualquer situação, um equilíbrio entre os seus vários intervenientes: jogadores, árbitros, treinadores, dirigentes e apoiantes. 
Mas, nunca em qualquer situação, se deve deixar de considerar como primacial o jogador. 
É ele o ator principal. 

7 de junho de 2015

MEMÓRIAS DE UM ÁRBITRO PORTUGUÊS EM MOSCOVO (*)

(*) Paulo Duarte
Chegado a Moscovo, após algumas horas sem dormir, é sempre agradável começar o dia com a noticia de que o campo onde se vai realizar o Torneio, tem uma área de validação de cerca de dois Metros, e os postes bastante reduzidos em tamanho…Interessante.

Mas vamos ao que interessa, o jogo em si… Este ano espera-se um Grand Prix bastante intenso e competitivo, pelo que se espera bastante dos jogadores e claramente dos árbitros   pois cada decisão tomada pode definir quem fica automaticamente qualificado para o JO ou tem de ir à repescagem quer Europeia quer Mundial.

8 de abril de 2015

ESCOLHIDOS OS ÁRBITROS DO MUNDIAL 2015 *

A World Rugby anunciou hoje o painel de 12 membros que irão apitar no Campeonato do Mundo de Rugby 2015, assim como os sete árbitros assistentes e quatro árbitros de televisão que também vão dirigir partidas na prova, que começa a 18 de Setembro.

A França vai fornecer três árbitros que serão Jérôme Garcès, Romain Poite e Pascal Gauzere. A Nova Zelândia, a África do Sul, a Inglaterra e a Irlanda irão fornecer dois, com um do País de Gales.

26 de novembro de 2014

OS ÁRBITROS TAMBÉM MARCAM ENSAIOS? *

* José Muralha
Os árbitros também marcam ensaios?
Espero que depois de um instante inicial de surpresa, o leitor diga para consigo “Claro, são os ensaios de penalidade”. 

Em seguida, pode sentir felicidade e orgulho por o desporto da bola oval ser bem mais avançado que os outros em termos de fair-play. 
Basta que o árbitro considere que uma falta da equipa defensora impediu um ensaio que seria provavelmente marcado, não permitindo, de forma alguma, que o crime compense (no soccer, cerca de 10% das grandes penalidades são falhadas).

12 de fevereiro de 2014

ARBITRAGEM, UM SECTOR QUE MERECE SER BEM TRATADO

Imediatamente antes da crise que atravessou o rugby nacional, que foi despoletada pela indisponibilidade dos árbitros nacionais para dirigirem encontros oficiais, o Mão de Mestre tinha encetado um processo de investigação sobre a situação naquele sector, e embora os acontecimentos tenham de certa forma antecipado o trabalho que pretendíamos levar a cabo, a verdade é que a situação pouco se alterou e o problema subsiste sem grande evolução.

Decidimos então, continuar com a nossa matéria, aproveitando o trabalho que já tínhamos bem adiantado.

1 de fevereiro de 2014

SEGUNDA SEMANA SEM ÁRBITROS TIRA MÁSCARA AO RUGBY NACIONAL

Hoje é dia de jogo internacional, mas estamos certos que em Cluj o encontro vai ter uma equipa de árbitros oficiais, ao contrário do que vai acontecer em Portugal, onde uma vez mais a inépcia da Direcção de FPR foi incapaz de resolver um problema que explodiu na cara dos amantes da modalidade há mais de uma semana, como o Mão de Mestre vos contou nas suas páginas.

Dando mais uma vez provas de total indiferença em relação ao rugby doméstico, a FPR não soube negociar com os árbitros nacionais o regresso à actividade e assim os jogos que terão lugar neste fim de semana serão, mais uma vez, dirigidos por árbitros pescados na assistência, apesar da declaração do Presidente da FPR de que É preciso, e é urgente, encontrar uma solução.

24 de janeiro de 2014

ÁRBITROS EM PÉ DE GUERRA BATEM COM A PORTA E DIZEM "BASTA!"

Cansados de serem desconsiderados pela direcção federativa, os árbitros nacionais resolveram que não dá para aguentar mais as prepotências da gestão a que estão sujeitos, e que acaba por ter a sua ponta visível na falta de pagamento das despesas com as deslocações.

Agora a bolha rebentou e os homens do apito querem ser respeitados e não querem ter que pagar para apitar...

E para que todos compreendam de uma vez por todas que não estão a brincar, logo à noite o árbitro nomeado para dirigir o jogo entre Portugal XV e os England Students não estará presente, aliás como não estarão presentes os seus colegas nomeados para os jogos do final de semana.

14 de junho de 2013

HONRAR O JOGO TERIA POUPADO UMA VIDA *

Pela sua importância e atualidade, adaptámos um artigo da PCA - Positive Coaching Alliance - publicado pela IRB Coachins & Training, no âmbito do projeto IRB Passport, aproveitando para aconselhar a que consultem o respectivo site em www.irbpassport.com/

*Texto adaptado
Ricardo Portillo, um árbitro de futebol juvenil em Utah, morreu na semana passada depois de ser agredido por um jogador que estava chateado com uma falta assinalada por ele.

31 de maio de 2013

ARBITRAGEM PORTUGUESA EM FIM DE SEMANA OCUPADO

A arbitragem portuguesa vai ter um fim de semana muito ocupado, com a presença em dois torneios de sevens da FIRA e num jogo a contar para a Divisão 1B do campeonato da Europa.

Desta vez serão cinco os nossos árbitro em acção internacional simultaneamente.

Filipa Jales continua a ser presença nos grandes eventos femininos da Europa, e depois de ter estado em Amesterdão, na última etapa do Women Sevens World Séries, como árbitra auxiliar, uma semana depois esteve em Bratislava a oficiar no Campeonato da Europa de Sevens Feminino, Divisão B, e vai estar este fim de semana em Brive, no Grand Prix da FIRA Feminino, regressando no fim de semana de 15/16 de Junho, em Marbella, na segunda e última etapa do Grand Prix Feminino.

Paulo Duarte é outro dos embaixadores da arbitragem portuguesa que tem estado bastante ocupado, e depois do Europeu de Sevens Sub-19 em Palma de Maiorca, dirigiu o Bósnia-Finlândia da Divisão 2D da FIRA, para regressar agora aos sevens, em Israel, no Europeu da Divisão A, e vai estar em Lyon no próximo fim de semana para a primeira etapa do Grand Prix Séries da FIRA, estando ainda prevista a sua participação nas duas restantes etapas do GPS, em Setembro, em Manchester e Bucareste.

No âmbito do rugby de XV, Pedro Murinello esteve em Madrid no qualificativo do Mundial Feminino, em finais de Abril, e estará amanhã em Estocolmo, com Pedro Mendes Silva e Afonso Nogueira como auxiliares, a dirigir o Suécia-Polónia da Divisão 1B da FIRA.

Afonso Nogueira, esteve ainda, em finais de Abril no Cross Border da FIRA do escalão Sub-17 em Haia, na Holanda.

O Mão de Mestre congratula-se com estas presenças em eventos internacionais, e todos eles deseja os maiores sucessos!

28 de fevereiro de 2013

AINDA ESTAMOS A TEMPO! VAMOS A ISSO!

Ao longo dos meses e dos anos, o Mão de Mestre tem lutado por um melhor ambiente no rugby português, o que passa indubitavelmente pelo respeito para com os árbitros, a aceitação das suas decisões e um comportamento correto por parte do público.

Mas passa também pelo respeito pelo adversário e pelos próprios companheiros de equipa.

Diversas situações têm acontecido contrárias a este bom ambiente que se gostaria de ver respirar em todos os campos nacionais, e como já referimos, esta é uma matéria em que não há inocentes - nem os árbitros, nem a organização da arbitragem...

Mas o que mais interessa não é encontrar um qualquer bode expiatória que pague pelos seus atos e pelos atos de todos os outros.

O mais importante é que os jogadores, os treinadores, os clubes, os adeptos, os árbitros e os dirigentes, compreendam e aceitem que é hora da parar.

É hora de começarmos a escrever um novo capítulo na história do rugby português, de que todos nós nos orgulhemos.

E o melhor comentário que pode ser feito, vem dos próprios intervenientes diretos, dos jogadores, treinadores e clubes.

Hoje, deixamos aqui o comunicado do CRAV sobre esta matéria, que merece a nossa inteira concordância e respeito.


COMUNICADO
As presentes linhas são escritas num espírito pedagógico e preventivo. O rugby é uma modalidade que transparece determinados valores e é vontade do clube impedir que episódios infelizes venham a ocorrer.
Neste sentido, não queremos criticar ou censurar ninguém.
Apenas queremos melhorar as coisas.
Comunicamos então o seguinte:
  1. Todos sabemos que o rugby encerra em si uma série de valores. Respeito, desportivismo, trabalho de equipa, disciplina e prazer são alguns deles, talvez os mais divulgados. Da nossa parte, chamamos a atenção para os dois primeiros. Cabe-nos a todos manifestar o nosso respeito por adversários e pela equipa de arbitragem, e, em última instância, pelo Clube. Neste sentido, durante os jogos, apelamos para a adoção de um comportamento civicamente irrepreensível e pautado pelos princípios da boa educação. Há formas de protestar e de manifestar desacordo. Há pessoas responsáveis e mandatadas para o efeito e existem canais próprios. Uma atmosfera de intimidação e hostilidade em nada ajuda o rugby, a região e o CRAV, antes pelo contrário.
  2. Presença da assistência nos jogos. As pessoas que vão assistir aos jogos do CRAV deverão estar na zona expressamente reservada ao público. Zonas como banco de suplentes não são permitidas. A infração destes princípios leva à interrupção do jogo, levando depois a procedimentos disciplinares contra os infratores e sobretudo contra o Clube (art.º 40 do Regulamento Geral de Competições da FPR).
  3. Mais uma vez, destacamos o espírito pedagógico destas linhas. Mais e melhor Rugby, mais e melhor CRAV!
     

23 de fevereiro de 2013

NOTA OFICIAL SOBRE A QUESTÃO DA ARBITRAGEM

A situação da arbitragem tem preocupado toda a comunidade do rugby nacional, de tal forma que hoje, inesperadamente, o presidente da FPR emitiu uma nota através do site oficial do organismo, que reproduzimos na íntegra e sem comentar.

Aproveitamos para informar, e como já referimos nos artigos anteriores sobre esta matéria, que NÃO SERÃO PUBLICADOS comentários que façam referência a casos concretos e pessoas definidas, pelo que agradeço que parem de encher a caixa de comentários com textos dessa natureza.



Independentemente do apuramento das responsabilidades e das consequências que decorrerão do juízo que delas vier a fazer o Conselho de Disciplina - Órgão próprio da Federação- não quero deixar de lamentar e repudiar a agressão a um árbitro no final de um jogo, ainda que a mesma não tenha, ao que parece, envolvido jogadores ou dirigentes de qualquer dos Clubes e se tenha registado nas bancadas.
O clima de suspeição, de agressividade e de intolerância que se vem registando, semana a semana, conjugado com a evidente preocupação e desencanto no quotidiano dos portugueses, pode reflectir-se no desporto e, particularmente, nos árbitros, que serão os alvos mais fáceis e desprotegidos, não pode, no entanto, justificar o que aconteceu.
O RUGBY rege-se por normas e defende valores que a todo o custo temos que preservar sob pena de hipotecarmos uma história e a uma imagem de diferença positiva relativamente a outras modalidades o que nos tem grangeado o respeito e admiração da comunidade, em geral, e da desportiva em particular.
A Direcção guardará pela conclusões do Conselho de Disciplina deixando claro, de forma inequívoca, que não pactuará com qualquer acto de indisciplina, independentemente dos seus intervenientes ou do local onde se venham a verificar.
Aproximam-se os jogos das decisões importantes e com eles um risco compormental mais elevado, pelo que apelo, a todos, que se esforcem para ajudar a que a normalidade seja a " festa do jogo " , com respeito pelos adversários e pelos árbitros que apenas têm a difícil tarefa de ajuizar.....
Deixo, aqui, o meu abraço solidário ao Sr. árbitro, Sebastião Petronilho e a todos os outros que tão importantes são para que o rugby se possa desenvolver.Sem deixar de me preocupar com árvore continuarei a preocupar-me mais com a floresta, acreditando que, juntos, saberemos ultrapassar os acidentes de percurso, sem que nos desviemos dos nossos propósitos fundamentais.

Presidente Carlos Amado da Silva

ABERTA A CAIXA DE TODOS OS MALES

A situação da arbitragem em Portugal arrasta-se há anos, e não houve até agora quem tenha tido coragem para pegar no assunto e desenvolver as ações necessárias para a resolução do problema.

Primeiro porque é um tema que não rende votos, a sua resolução não desperta paixões apesar de atravessar o rugby nacional de Norte a Sul, e mesmo que se pegue nele, vai levar muito tempo até que os resultados apareçam.

E os nossos dirigentes de tão preocupados com o seu sucesso imediato - mesmo que tenham que o afirmar através de políticas aventureiras e suicidas - esquecem-se que deveriam trabalhar na gestão dos atos correntes, mas sobretudo no resguardo e preparação do futuro.
Porque, contrariamente ao que eles pensam, o que é importante não é a sua vaidade, mas o nosso desporto, a nossa paixão.

Reparem que quando digo que o assunto se arrasta há anos, quero dizer muitos anos, dezenas de anos.
Recordo muitas vezes incidentes acontecidos no rugby português nos últimos 50 anos, que hoje se repetem e apenas surgem mais nítidos, fruto talvez da maior visibilidade que o rugby ganhou, não por mérito seu, mas pelo surgimento das redes sociais, que transmitem, como fogo na floresta, as notícias - as verdadeiras e as outras - a velocidades vertiginosas.

Jogadores ou dirigentes que agridem árbitros sempre houve, mas como os castigos aplicados em tempos eram de rigor extremo - levando ao afastamento definitivo dos agressores do nosso convívio - os potenciais prevaricadores ficavam nas covas, para não sofrerem as devidas sanções.

O problema dos insultos, das contestações, da má criação, das ameaças, das agressões, é de muito difícil solução, porque não é apenas um problema do rugby - é um problema generalizado de falta de educação, de falta de princípios morais, de ética, de respeito e consideração.
É, além do mais, o lendário problema de escorpião, que enterra o ferrão em si próprio, apenas porque essa é a sua própria natureza.

E por isso, mesmo sabendo que atacar os árbitros apenas vai trazer prejuízos para o valente agressor, este não consegue refrear-se e interromper a sua evidente estupidez.

Nada do que se disse tem a ver com o caso concreto que despoletou o momento que vivemos, antes se referindo aos fatos de uma forma genérica e tendo em consideração que não existe neste momento nenhum clube que possa afirmar em sã consciência, que do seu seio não sai nenhum dos atos atrás descritos.

E que se saiba, poucas são as iniciativas dos dirigentes clubistas para pôr um travão nisto, até porque começa a sentir-se no ar um certo sentimento de que quem não insulta um árbitro, não é um bom chefe de família - triste sina a nossa.

Talvez seja altura para que todos, todos os clubes, todas as Associações e a Federação, resolvam dar um chega para lá em quem não se saiba comportar - porque podem estar certos que por cada energúmeno que afastarem das suas fileiras, dez homens ou mulheres de bem se juntarão e reforçarão as suas hostes - e lancem uma campanha cívica que torne o rugby efetivamente diferente das outras modalidades desportivas.

Talvez seja altura para os dirigentes, dos clubes e dos orgãos dirigentes, darem o exemplo, pelo seu comportamento, pelo que dizem e escrevem, e que tenham consciência que se exercem funções num clube, podem muito bem ser chamados a representar  o rugby nas Associações ou na própria Federação.
E se não derem hoje, no seu clube, provas de lucidez e educação, não serão com certeza, amanhã, as pessoas indicadas para terem as rédeas do poder nas suas mãos.

BEIRA MAR/RUGBY DA VILA DA MOITA
Recebemos esta madrugada um comunicado de resposta do Beira Mar ao comunicado da ANAR, que publicamos de seguida, e voltamos a pedir que não enviem comentários fazendo referência a casos concretos de discordância sobre aplicação de Leis ou comportamentos de árbitros, jogadores, dirigentes, enfim, seja de quem for, pois NÃO SERÃO PUBLICADOS.



 
O Beira Mar Futebol Clube Gaiense, vem exercer o seu direito de resposta ao comunicado oficial da ANAR publicado hoje, dia 22/02/2013

Como  nota  pvia,e  como  ponto  de  honra  o  Beira  Mar  FC  Gaiense  REPUDIA  e ABOMINA quaisquer agressões a agentes desportivos, sejam elas quais forem e em que condições se apresentem.

Importa então esclarecer e controverter o explanado pela ANAR, baseado no testemunho de uma única pessoa, o sr Arbitro Sebastião Petronilho, uma vez que ninguém do BMFCG foi chamado a apresentar a sua versão dos hipotéticos factos.

É bem verdade que no final do jogo o sr. Arbitro foi apupado pela assistência que estava em grande numero na bancada da Pista de Atletismo da Sobreda onde se realizou o jogo a contar para o CN ll Divisão zona Lisboa/Sul entre o FCT e o BMFCG.

Segundo o mesmo, foi agredido, o que não podemos confirmar pois não vimos a hipotética agressão.

O que vimos, foi no final do jogo, o sr Arbitro deslocar-se para a bancada, desviando- se do percurso para os balneários, subir para a mesma, e tirar esforço dos adeptos que nela se encontravam, e que é verdade lhe dirigiam palavras desagradáveis.
Mais,  juntou  as  duas  bandeirolas,  com  o  propósito  de  arma  de  defesa,  pois manobrava-as como se um cassetete de um agente da autoridade se tratasse.
Nesse  momento,  o  delegado ao  jogo  que  o  comunicado diz  ser  passivo, tentou acalmar os adeptos e pediu ao arbitro para que fosse para a cabine.
Mas o sr. Arbitro insistiu e, pasme-se !!!,  subiu os 3 degraus que separam a pista e da  bancada  e   entrou  em  discussão  com  as  pessoas  que  naquela  zona se encontravam.

Como poderá um clube ser responsável por uma situação que o sr Arbitro criou ao ir tirar, na bancada, esforço dos adeptos, subindo para ela e colocando-se no meio dos espectadores?

Como poderá o delegado ao jogo e o presidente do clube impedir que o sr Arbitro suba para a bancada por sua livre iniciativa, para participar em discussão estéril?

Não é verdade que o Delegado ao jogo e Presidente, não tenham tentado segurar o sr Arbitro e pedindo inclusivamente que não fosse para a bancada ?

E mesmo assim, foi tirar esforço dos adeptos ?

Como pode a ANAR emitir um comunicado deste tipo sem que haja da parte dos supostos visados o direito ao contraditório?
Como  se  emite  um  comunicado  deste  tipo  sem  se  ouvir  TODAS  as  partes supostamente  envolvidas,  ou  será  que   o  depoimento  do  sr.  Arbitro  é  que é merecedor de confiança e ele é considerada pessoa idónea?

Tentam denegrir a imagem do Clube, parecendo que se trata de um grupo de arruaceiros, e que as pessoas envolvidas no clube dão azo a que aconteçam incidentes ou que os provoquem.

Por tudo isto, não pode ser o Clube sancionado por antecipação, através de uma tomada de posição concertada e corporativa, sem que se proceda a uma averiguação séria dos factos, condenando-se na praça publica e prejudicando a imagem do clube que é terceiro nos factos apresentados.

Entretanto, foi hoje também emitida uma nota de culpa” pelo Conselho Disciplina da FPR, pelo que estando agora abertas oficialmente as averiguões por este organismo, escusa-se para já o BMFCG emitir mais opiniões sobre o assunto, e se no final se provar o envolvimento directo do clube, é obvio que será com elegância que o BMFCG se retratará junto dos hipotéticos ofendidos.

Moita, aos 22 de Fevereiro de 2012

A Direcção