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25 de maio de 2015

GEÓRGIA VENCE TROPHY E DISPUTA MUNDIAL EM 2016

Uma vitória por 46-24 sobre o Canadá na final do World Trophy de 2015 no escalão Sub-20, dá à Geórgia o seu primeiro título e o direito a participar no Mundial de categoria em 2016.

O Uruguai garantiu o terceiro lugar na prova, após derrotar Tonga por escassos 44-43, enquanto as Fiji bateram a Namíbia por 36-24, na discussão do quinto lugar na prova.

21 de maio de 2015

LOBITOS AMEAÇARAM GEÓRGIA E DEIXARAM FUGIR BÓNUS POR POUCO


Contra um dos principais favoritos à vitória na prova, a Geórgia, Portugal soube corrigir alguns dos problemas sentidos na partida contra o Uruguai, e ofereceu uma boa resistência durante toda a partida, o que impediu que os georgianos conseguissem o ponto de bónus.

Os Lobitos mereciam o ponto de bónus defensivo que lhes fugiu por muito pouco, e o ensaio obtido no final da primeira parte, e os primeiros 25 minutos do segundo tempo - altura em que a Geórgia marcou o seu único ensaio nesta parte do jogo, francamente contra a corrente do jogo - são a demonstração disso mesmo.

19 de maio de 2015

LOBITOS INCAPAZES DE DAR A VOLTA POR CIMA, PERDEM COM URUGUAI

Depois de um excelente comportamento no jogo da primeira etapa frente às Fiji, Portugal não foi capaz de manter o mesmo nível e perdeu com o Uruguai, num jogo em que os sul-americanos dominaram e controlaram completamente.

Os uruguaios que tinham perdido por larga margem com a Geórgia souberam reorganizar-se e não deram qualquer oportunidade aos Lobitos de repetir a exibição do primeiro dia, e vão decidir o segundo lugar no grupo B frente às Fiji.

15 de maio de 2015

PORTUGAL DEFRONTA URUGUAI NA SEGUNDA JORNADA DO TROPHY 2015

Depois de um excelente comportamento na primeira jornada frente às Fiji, Portugal defronta amanhã o Uruguai no segundo dia do Sub-20 World Trophy, que se desenrola em Lisboa.

Apesar de derrotados pelos fijianos, os Lobitos mostraram grande personalidade e capacidade, em especial ao nível dos avançados, sector por onde no passado as equipas nacionais sofriam no embate com adversários mais poderosos.

12 de maio de 2015

LOBITOS MOSTRAM DENTE MAS NÃO CHEGAM LÁ...

Excelente partida dos Lobitos portugueses frente às Fiji, que acabaram por perde por 34-19, mas o resultado não reflecte o que se passou em campo, com os nossos jovens a dominarem a partida, mas não tendo arte para a estocada final, acabaram por sofrer 10 pontos nos últimos.

Gostámos de ver a equipa portuguesa a dominar o jogo dos avançados, em especial nos mauls e nos rucks, onde exploraram bem as técnicas de limpeza de bola dos sevens, e fazendo mesmo os fijianos recuar muitos metros em alguns mauls dinâmicos.

11 de maio de 2015

LOBITOS EM ACÇÃO NO JAMOR A PARTIR DE AMANHÃ

A partir de amanhã Lisboa vai ser o palco da segunda mais importante competição de Sub-20 que se realiza no Mundo, e que tem como principal prémio a participação do vencedor no Mundial da categoria do ano seguinte.

Portugal participa na prova pela segunda vez, tendo sido a primeira em 2013, no Chile - como o Mão de Mestre na altura noticiou largamente - e desta vez joga na primeira fase da prova com as Fiji, o Uruguai e a Geórgia, sempre no Estádio Nacional, como pode conferir no quadro geral da prova que apresentamos abaixo.

3 de maio de 2014

BOLAS CURTAS COM TROPHY EM LISBOA

A organização da edição de 2015 do Junior World Rugby Trophy foi atribuída a Portugal, e terá lugar entre o Estádio Nacional e o Estádio Universitário, na sequência daquilo que a IRB classificou como uma proposta impressionante da FPR para conseguir a atribuição do evento.

O Torneio de Lisboa será o 8º Junior Trophy a ter lugar, depois deste ano se ter disputado em Hong Kong com a vitória final do Japão, que bateu Tonga na final por 35-10, e em 2013 ter tido lugar no Chile, onde contou com a participação de Portugal que conseguiu obter a sexta posição, e foi vencido pela Itália, que foi promovida ao Junior World Championship.

22 de abril de 2014

JUNIOR WORLD RUGBY TROPHY 2014 - JAPÃO VENCE

O Japão vence o Junior Trophy 2014 ao bater na final o Tonga por 35-10, conquistando assim o direito a disputar o Junior Championship 2015, num regresso que levou cinco anos para acontecer.

A equipa japonesa já tinha participado do Championship em 2008 e 2009 - os dois primeiros anos da segunda fase da competição - mas foi rebaixada em 2010, como resultado da reformulação da competição e da sua redução de 16 para 12 participantes, que criou o actual sistema.

19 de abril de 2014

NO JUNIOR TROPHY URUGUAI INVICTO AFASTADO DA FINAL *

* Paul Tait
O vencedor do Grupo A, Tonga, enfrentará o vencedor do Grupo B, Japão, na final do Junior World Trophy que se disputa amanhã. 

Tonga chegou no final porque venceu dois dos seus três jogos, derrotando Hong Kong por 37-0 e os Estados Unidos por 28-22 mas perdeu por 34-10 contra a Geórgia, que terminou em terceiro lugar no Grupo. 

Os EUA derrotaram Hong Kong e a Geórgia, mas perderam por seis pontos contra Tonga, para terminar com dez pontos, como Tonga, na tabela.

4 de abril de 2014

BOLAS CURTAS COM TBILISI SEM LOBOS

Depois de ter ficado de fora da Nations Cup porque na altura ocupava a quarta posição do Europeu das Nações (em Janeiro deste ano), Portugal ficou também fora do Tbilisi Cup, pois na altura da decisão os Lobos tinham decido ao quinto lugar na competição europeia, por troca com a Espanha que, graças à posição agora ocupada, vai Tbilisi em Junho, disputar a segunda Nations Cup da Europa, jogando com a Geórgia no dia 14, com os Emergenting Italy no dia 18 e com os Argentina Jaguars no dia 22, mostrando claramente em que degrau os nossos parceiros europeus nos colocam na escada do sucesso no Velho Continente.

10 de junho de 2013

LOBITOS ENCERRAM PARTICIPAÇÃO NO WORLD TROPHY FRENTE A TONGA

Uma derrota no derradeiro jogo do World Trophy, desta vez contra Tonga por 27-7, deixa um sabor amargo na boca, já que a equipa deu a nítida sensação de poder ter ido mais longe, acabando por falhar em alguns fundamentos que se esperava tivessem sido corrigidos com o correr da competição.

Houve uma acentuada melhoria na utilização da bola, apesar da fraca concretização conseguida, mas viu-se uma melhoria na transmissão, na continuidade e nos encadeamentos conseguidos, mas no que respeita à defesa a equipa não conseguiu grandes melhoras, mostrando fragilidades que a este nível se pagam muito caras.

Os avançados estiveram bem em quase todo o jogo, mas também neste sector se sentiu que a defender a equipa tem que fazer melhor.

O ponto mais forte da equipa esteve onde normalmente as equipas portuguesas tem mais dificuldade - nas formações ordenadas - e foi talvez o sector que mais merece o nosso aplauso.

Recordo que no primeiro jogo houve uma formação que foi completamente
arrastada pelos chilenos, o que nos levou a pensar o que poderia acontecer contra equipas de maior porte atlético, mas a verdade é que aquele momento foi ultrapassado e a nossa casa das máquinas esteve em grande!

Em termos gerais temos que nos congratular pela qualidade da equipa, que mostrou ser constituída por um conjunto de jogadores - uma geração - acima da média, e que pode vir a constituir uma boa plataforma para o futuro dos Lobos.

Depois desta participação internacional fica-nos a dúvida se atrás deste grupo de jogadores outro virá que garanta a continuidade da nossa representação a este nível.

ITÁLIA VENCE TROPHY E GANHA PASSAPORTE PARA O CHAMPIONSHIP
A vitória da Itália na prova, derrotando o Canadá por 45-23 na final, e a sua promoção para o Championship, mantém as melhores perspectivas para a equipa portuguesa no Europeu da categoria, já que desta forma a Itália não irá participar naquela prova de acesso ao Trophy.

Assim, Portugal vai encontrar no próximo campeonato da Europa os mesmos adversários que encontrou este ano, pelo que as suas possibilidades de êxito, são, teoricamente, semelhantes às que teve em Novembro de 2012.

Veja o quadro dos resultados finais:


Antes de encerramos este assunto, não podemos deixar de fazer uma referência ao comunicado da FPR sobre o último jogo de Portugal, divulgado após o jogo.

Na verdade o Mão de Mestre tem tido ao longo da sua existência um extremo cuidado e acção pedagógica naquilo que se refere aos comentários às arbitragens, evitando fazê-los e não autorizando que nas caixas de comentários do Portal a publicação de críticas ou desagravos sobre as mesmas.

Assim, foi com grande desapontamento que verificámos que o referido comunicado se espraia em observações sobre a qualidade da arbitragem do jogo Portugal-Tonga, como forma de justificar o resultado negativo da equipa.

Esperava-se que a FPR tivesse uma acção comedida sobre esta matéria, e que não repetisse nas suas páginas o mesmo tom e conteúdo que foi prática corrente num certo cantinho da responsabilidade do seu actual presidente.

Esperamos que o bom senso prevaleça e que a FPR não repita este tipo de comentários.


6 de junho de 2013

LOBITOS NO LIMITE DO POSSÍVEL?

Uma pesada derrota frente à Itália por 61-13 marcou o encerramento da fase de apuramento do World Trophy para os Lobitos, com um terceiro lugar na bagagem que para uns é pouco e para outros é demais...

Depois do deslumbramento inicial e da derrota frente ao Chile na primeira jornada, duma vitória suada contra a Namíbia no segundo dia da prova, o jogo de hoje era encarado com grande expectativa, menos pelo sentido do resultado, e mais pela descoberta de até onde poderia ir a nossa equipa perante um adversário que pertence - gostemos ou não - a outro nível (superior) do rugby europeu.

A ideia com que ficamos, primeiro, diz-nos que Portugal foi a segunda melhor equipa deste grupo, e que o jogo com os chilenos teria um resultado diferente, fosse a ordem dos jogos alterada.

Mas também o jogo contra a Namíbia poderia ter corrido em sentido contrário, se esse jogo tivesse sido o primeiro...

O que quero dizer é que o que se passou no primeiro dia condicionou - positivamente - aquilo que se veio a passar no segundo, e isso tem pouco a ver com o adversário que tivemos pela frente em cada um daqueles jogos, e mais com a descoberta de um novo mundo, que os jovens Lobitos fizeram à sua própria custa.

E neste sentido ficou a pairar a dúvida em relação ao derradeiro jogo desta fase, não sobre quem venceria, mas como os portugueses se comportariam perante uma equipa que se sabia à partida estar uns bons degraus mais acima.

E depois de assistirmos ao jogo com os italianos, a segunda ideia que retiramos desta fase e do confronto com equipas, como já referimos, de um nível superior, é que Portugal, em geral, embora estando acima das expectativas, esteve aquém daquilo que efectivamente pode alcançar.

Mas atenção, mesmo chegando ao seu limite - o que não foi o caso - Portugal está ainda um bom bocado atrás dos transalpinos, e por comparação, com o acesso ao Junior World Championship...

Mas, perguntarão alguns, porque digo isto se conseguimos equilibrar o jogo nos avançados, chegando mesmo, a espaços, a exercer domínio nas melées, rucks e mauls?

Pois, é verdade, mas fomos suplantados nos alinhamentos e levámos um balde das linhas atrasadas italianas, num jogo em que foi óbvio qual o plano de jogo do adversário: jogar a bola, tornar a jogar e jogar ainda mais uma vez, ou em alternativa, jogar e perfurar sem dar chance de reacção...

E foi aí que Portugal esteve menos bem, na defesa individual, nas falhas de placagem, na surpresa pelas ondas sucessivas de ataque transalpino, que, em certos períodos do jogo, ou acabavam em ensaio, ou muito perto dele...

Como esteve menos bem no aproveitamento das (muitas) bolas de ataque de que dispôs, com hesitações, passes a mais, demoras na transmissão, que tiveram sistematicamente como resultado, a falta de espaço, a falta de zonas de perfuração, a perca da linha de vantagem e o recuo no terreno.

E quando Portugal insistiu no pontapé longo, obrigando a Itália a refazer os seus movimentos a partir do seu meio campo, acabou por entrar naquilo em que o adversário do dia era manifestamente mais forte - na circulação de bola, na perfuração e na continuidade...

Sempre que conseguiu transmitir a bola com rapidez, Portugal mostrou que sabe atacar - quesito em que esteve melhor no segundo tempo, talvez por um certo abrandamento defensivo dos italianos, ou por efeito da entrada de jogadores mais frescos na equipa - mas não conseguiu manter a sua eficácia nem a consistência que a este nível são essenciais, especialmente a defender, e sem as quais se paga uma amarga fatura.

A nossa equipa sabe o que anda a fazer, é sólida naquilo que tem sido uma falha constante do rugby português - nos cinco da frente - e sabe ter calma e paciência para ir desenrolando o seu fio de jogo.

Mas como não o conseguiu fazer durante todos os minutos do jogo, nomeadamente a defender como já referido, acabou por ver o resultado ampliar-se e chegar a números que podem dar uma errada ideia do valor da equipa.

Vamos agora aguardar que os Lobitos lambam as feridas e se apresentem frente a Tonga, na luta pelo quinto lugar, com mais esta lição bem aprendida, escalando mais alguns degraus da escada que os separa das melhores equipas do mundo...

Veja os quadros de resultados e da classificação, bem como os jogos finais do próximo domingo:

 

Fotos: IRB/Facebook

1 de junho de 2013

JUNIOR WORLD RUGBY TROPHY - DIA 2 RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES

Terminou a segunda etapa do Junior World Rugby Trophy e como já sabemos Portugal obteve uma excelente vitória sobre a Namíbia por 26-17.

Do relato que fizemos ficaram por esclarecer que os ensaios foram marcados pelo João Afonso (o primeiro e o terceiro) e o Bernardo Seara Cardoso (o segundo), enquanto o Duarte Marques marcou uma transformação e três penalidades.

No outro jogo do grupo, a Itália derrotou o Chile por 50-6, não deixando qualquer dúvida quanto à sua superioridade, e estando já apurada para a grande final, pois com os dois pontos de bónus que já conquistou, está fora do alcance de Portugal ou do Chile.

Chile e Portugal seguem nas posições imediatas com quatro pontos cada, mas os chilenos têm vantagem nos factores de desempate por terem vencido o encontro com Portugal, enquanto a Namíbia segue na cauda do pelotão.

No Grupo B o Canadá segue na frente depois da vitória de hoje sobre o Japão, e dificilmente deixará de chegar ao fim no primeiro lugar do grupo, enquanto o Japão e Tonga, com cinco pontos cada, discutirão o segundo lugar, e o Uruguai parece condenado a somar por derrotas os três jogos que vai completar.

Fique com o quadro dos resultados e as classificações.




HOJE É DIA DE LOBITOS!

Espírito de equipa, sacrifício e capacidade de aproveitar as oportunidades, levaram a equipa Sub-20 de Portugal a uma excelente vitória sobre a Namíbia por 26-17 no segundo jogo da sua participação no Junior World Rugby Trophy.

A sorte esteve com a nossa equipa, que, ainda os espectadores não se tinham sentado, já vencia com um ensaio de João Afonso na primeira bola do jogo!

Mas a sorte não aparece por acaso, há que saber aproveitar as oportunidades para que não se transformem em má sorte.

E foi isso que os Lobitos fizeram de novo, quando ainda não estavam corridos dois minutos de jogo, voltando a marcar!

Com o registo em 10-0, a despesa do jogo passou para as mãos da Namíbia que teve que correr atrás do resultado, o que fez durante quase todo o resto da primeira parte, mas Portugal esteve quase sempre bem, e apenas falhou aos 28 minutos, aproveitando os africanos para reduzir para 10-7.

Duarte Marques ainda teve oportunidade de aumentar a vantagem para 13-7, resultado com que se atingiu o intervalo, logo após Bruno Medeiros ter sido castigado com um amarelo...

Na segunda parte a Namíbia volta a entrar com toda a força, Portugal pareceu ter adormecido um pouco, e permitiu o segundo ensaio dos africanos, que não foi transformado, reduzindo para 13-12.

E chegou-se ao momento critico da partida, com um ponto apenas a separar as duas equipas.

Mas foi aí que o melhor dos portugueses veio à tona, e reagindo muito bem à pressão namibiana desenvolveram sucessivos movimentos de ataque que acabaram por proporcionar o terceiro ensaio, por intermédio de Duarte Marques, que também converteu.
20-12 no marcador, e Portugal de novo fora do alcance imediato da Namíbia.

É justo aqui referir o domínio português nas formações ordenadas, que, aliás, deu origem a este último ensaio, e que obrigou o adversário a jogar a recuar, mesmo quando na posse da bola...

Aproveitando bem este período de domínio, Portugal conseguiu mais três pontos - de novo Duarte Marques - antes de mais um esforço da Namíbia ter conduzido ao seu terceiro ensaio e à redução para 23-17.

Chegámos assim aos últimos 10 minutos da partida - o relógio parecia não andar! - mas foi Portugal quem dominou neste período, não se desorientou, manteve a calma e a presença em campo, conseguindo ainda mais uma penalidade transformada e um resultado final de 26-17.

Excelente vitória dos Lobitos, que aprenderam a lição da derrota frente ao Chile, e sabem agora que para vencer a este nível, é preciso trabalhar muito, respeitar o plano de jogo e sofrer, sofrer, sofrer...

Está também de parabéns a equipa técnica, que soube recuperar o espírito abalado da equipa, e transformar os erros cometidos em forças, e apresentar uma equipa que deixou todos nós - e aos próprios intervenientes também! - com um sorriso a bailar nos lábios!

Portugal volta a jogar no dia 5, quarta-feira, frente à Itália, para disputar a última partida no dia 9 de Junho.


31 de maio de 2013

LOBITOS PREPARADOS PARA ATACAR A NAMÍBIA

Quando no sábado às 18 horas de Lisboa os Lobitos entrarem em campo para defrontar a Namíbia, todos os fantasmas do jogo da passada quarta feira estarão afastados e os jovens lusitanos apenas terão um objectivo - derrotar os africanos.

Agora que já conhecem as regras do jogo a este nível, que a tremura da estreia já passou, os Lobitos prometem errar menos, e seguir à risca o plano de jogo determinado pela equipa técnica.

Duas alterações na primeira linha, em relação ao XV inicial do jogo com o Chile, procuram encontrar a estabilidade que não foi alcançada no primeiro tempo do jogo inaugural, enquanto as múltiplas alterações nas linhas atrasadas podem significar que se pretende garantir que o jogo vai ser disputado no meio campo do adversário, e que não haverá moleza no combate homem a homem quando o adversário ousar atravessar a linha de vantagem.

A versão lobitos dos (quatro) P's vai tentar levar os nossos jovens a pontuar, mantendo com paciência a posse da bola e colocando sistematicamente o adversário sob pressão e se isso for conseguido, a vitória não estará longe...

Aguardemos então o segundo jogo de Portugal, para verificarmos se o jogo de abertura deu à juventude e garra da equipa, alguma da sabedoria que lhe faltou naquela altura...

Fique com a constituição da equipa e lembre-se que o jogo poderá ser visto on-line (pelo menos esperamos que sim!) em www.temucotv.com.

1. Tomás Moreira, 2. José Conde, 3. Bruno Medeiros
4. Frederico d'Orey, 5. Eric Madeira
6. Salvador Santos, 7. Lourenço Matalonga, 8. Vasco Fragoso Mendes (c)
9. Manuel Queirós, 10. Nuno Sousa Guedes
12. João Silva 13. Manuel Moura
11. Bernardo Cardoso, 14. João Afonso, 15. Duarte Marques

Banco:
16. Francisco Domingues, 17. João Corte Real, 18. José Fino, 19. João Cabaço, 20. Miguel Queirós, 21. Manuel Pereira, 23. Carlos Sottomayor

Foto: www.rugbiers.cl

29 de maio de 2013

CONDORES MUITO FORTES PARA OS LOBITOS

É fácil e constitui prática generalizada desculpar as derrotas com a arbitragem ou com erros deste ou daquele jogador.

E se não for culpa daqueles, há sempre o treinador para ser responsabilizado pelo que se passou.

Pois bem, em Temuco, ontem ao fim da tarde, nada disso justifica a derrota da equipa portuguesa por 18-6, com 15-3 ao intervalo, e um certo sentimento de desilusão que ficou no ar - esperava-se mais, até porque pouco ou nada se sabia da oposição...

E essa foi a primeira causa do resultado - os Condores foram fortes de mais para os Lobitos, e ultrapassaram aquilo que deles se esperava!

Os chilenos foram mais fortes nas melées, no primeiro tempo, e graças a isso marcaram um ensaio que deixa marcas na equipa que recua metros e metros e nada pode fazer para o evitar...

Os chilenos foram mais fortes na defesa, em especial ao nível dos centros, com uma agressividade que marcou os nossos atacantes sempre que se depararam com aquela barreira...

Os chilenos foram mais fortes a atacar, semeando o pânico na nossa defesa, que
pareceu surpreendida com a velocidade do adversário...

Resta agora saber se o comportamento da nossa equipa nos desanimou, ou se eventualmente nos terá envergonhado.

Mas a verdade é que se houve uma certa desilusão - não há quem nestas coisas do rugby goste de perder... - em nenhum momento sentimos vergonha pelo que se estava a passar em campo, nem o comportamento da equipa nos desanimou...

Os Lobitos sofreram bastante na primeira parte - que até começou bem com um drop muito bem fabricado e executado! - mas souberam reagir no segundo tempo, equilibrando a partida, recuperando pontos nas melées, e tentando por todas as formas reverter o sentido do marcador.

Até ao último sopro do jogo!

Não vamos entrar na análise detalhada do que se passou em campo - isso é trabalho da equipa técnica que vai ter que corrigir o que esteve mal, e recuperar a moral, naturalmente abalada, dos Lobitos, para o encontro com a Namíbia.

Mas também não vamos deixar de dizer a impressão com que ficámos dos Lobitos.

A equipa pareceu-nos equilibrada, sabendo o que estava a fazer em campo - independentemente de algumas decisões menos certas na movimentação ofensiva - corajosa perante um adversário que se apresentou fisicamente muito bem, mas não conseguiu, em nenhuma ocasião, encontrar espaço e tempo para se movimentar...

A verdade é que a este nível os espaços parecem desaparecer, e o tempo parece fugir, pelo que se exige a realização de um conjunto de encontros exigentes de preparação, que, infelizmente, a nossa seleção não teve.

Reparem, a título de exemplo, que o Uruguai jogou antes da prova, com uma seleção uruguaia de seniores, com os Sub-21 da UR de Buenos Aires, e com a Argentina Sub-20, o Chile defrontou os Sub-23 de San Juan, a equipa de desenvolvimento de Mendoza, e a seleção Sub-20 da Argentina, e a Itália participou no 6 nações sub-20 defrontando a França, a Escócia, a Irlanda, o Pais de Gales e a Inglaterra...

Ou seja, as equipas quando se preparam para um Mundial, como este de Temuco, defrontam equipas mais fortes e mais competitivas, para elevar todos os seus próprios índices...

A equipa portuguesa fez uma boa preparação, mas para poder competir a este nível tem que ter horas de jogo com equipas que lhe criem problemas semelhantes àqueles com que se irão defrontar, dos quais se destaca a velocidade de execução, a redução dos espaços de utilização da bola, e a falta de tempo para tomar decisões...

E foi precisamente nestes quesitos que os portugueses falharam...

De tudo o que se disse, de tudo o que se viu em campo, fica a ideia de que no sábado tudo vai correr melhor, com o aprendizado que a equipa teve, e com as correcções que os técnicos irão certamente introduzir na actuação dos Lobitos.

E nós cá estaremos, para cantar a Portuguesa com eles!

Veja os resultados do primeiro dia da prova e os jogos dos dias seguintes:




28 de maio de 2013

LOBITOS PREPARADOS PARA SUPERAR O CHILE

Apesar das peripécias da viagem, que terminou com um voo desviado de Temuco para Constancia e quatro horas de viagem em autocarro, os Lobitos chegaram ao seu destino, depois do treino que realizaram em Santiago, conforme noticiámos em tempo próprio.

Segundo as palavras de Henrique Rocha, técnico da nossa seleção, o Município de Temuco preparou uma operação fantástica em apenas 30 dias, e o estádio onde Portugal jogará é muito bom, apesar de se encontrar completamente encharcado com a chuva que caiu durante toda a noite de domingo.

O último treino dos Lobitos foi realizado num campo sintético, e é convicção de Henrique Rocha que a equipa cumprirá o sistema de jogo e que irá superar as dificuldades colocadas pelo Chile.
Segundo o treinador nacional, a equipa está concentrada e preparada para este desafio.

Aqui fica a constituição da equipa portuguesa para este jogo com o Chile, que parece ter transmissão on line assegurada através de www.temucotv.com a partir das 23 horas de Lisboa (18 horas locais):

1. Francisco Domingues
2. José Conde
3. João Tomás
4. Frederico d'Orey
5. Eric Madeira
6. Salvador Santos
7. Lourenço Matalonga
8. Vasco Fragoso Mendes (c)
9. Carlos Sottomayor
10. Manuel Pereira
11. Francisco Lobo
12. João Silva
13. Tomás Appleton
14. João Afonso
15. Nuno Guedes

16. João Corte-Real
17. Tomás Moreira
18. Filipe Miguéis
19. João Cabaço
20. Manuel Moura
21. Bernardo Cardoso
22. Manuel Queirós

Foto: IRB

26 de maio de 2013

SAIBA COMO TEM PASSADO O MUNDIAL JUNIOR

Agora que Portugal chegou ao Junior World Trophy pela primeira vez - com inteiro mérito, diga-se - é natural que você se interrogue quando esta prova começou a ser disputada, e qual o seu valor no conjunto das Nações que se entregam à prática do rugby.

Comecemos por esclarecer que o Junior World Trophy faz parte de um conjunto de duas competições que a IRB organiza anualmente desde 2008, para o escalão Sub-20, sendo a outra a Junior World Cup, que é a 1ª divisão deste grupo etário, enquanto ao Trophy cabe a classificação de 2ª divisão mundial do escalão.

Entre estas duas divisões existe um sistema de promoção/rebaixamento, e
enquanto a World Cup começou a ser disputada por 16 equipas, e só desde 2010 passou a ser apenas disputada por 12 equipas, o Trophy foi desde o início disputado por oito equipas nacionais.

Quanto à constituição do World Cup, ela é disputada entre as 11 melhores do ano anterior, mais o vencedor do Trophy do mesmo ano, enquanto o Trophy conta com a participação do último da Cup do ano anterior, do país organizador, e mais seis equipas escolhidas com uma base regional.

Assim foi com Portugal este ano, participando do Trophy por ter vencido o Europeu de sub-19 em 2012, que foi realizado em Lisboa em Novembro.

A propósito, consta que Portugal será de novo em 2013 o local de disputa do Europeu, o que nos apraz desde já, e com a devida reserva, assinalar.

Agora que já tem uma visão do que se vai passando, convém que saiba também que estas duas provas nasceram de outras duas, também organizadas pela IRB, desde 2002.

Na verdade a primeira competição mundial organizada pela IRB para os escalões abaixo do senior, foi o Mundial de Sub-21, que se disputou entre 2002 e 2006.

E desde 2004, e até 2007, a IRB organizou também um Mundial de Sub-19.

Este Mundial de Sub-19 era disputado em duas divisões de 12 equipas, enquanto o Mundial de Sub-21 se jogava entre 12 equipas.

Este sistema era muito dispendioso e exigia uma entrega completa das federações à tarefa de organizar duas seleções nacionais de escalões mais novos, e assim a IRB decidiu, com início em 2008, organizar o sistema em que agora vivemos.

Veja o quadro dos vencedores de todas estas provas - lamentamos não ter conseguido descobrir quem venceu a 2ª divisão dos sub-19 em 2004, 2005 e 2006, mas não quisemos por isso, de deixar de o informar do que sabemos.

E veja também um quadro mais detalhado com as participações na World Cup e no World Trophy desde a sua instalação.



25 de maio de 2013

LOBITOS INVADEM SANTIAGO A CAMINHO DE TEMUCO

Os Lobitos chegaram ao Chile e aproveitaram as poucas horas que passaram em Santiago, para visitar o Centro de Alto Rendimento da Federação Chilena, e para fazer um treino ligeiro de descontracção, depois da longa viagem que os trouxe desde Lisboa.

A passagem por Santiago foi aproveitada pelo Embaixador de Portugal naquele país sul-americano, Luis Lorvão, para conhecer os elementos da nossa equipa, e receber das mãos do chefe da delegação lusitana, Pedro Nunes, uma gravata oficial da FPR.

Nas declarações que produziu à imprensa chilena, Pedro Nunes referiu que, apesar da longa e cansativa viagem, a equipa chegou sem problemas ao Chile e que as providências tomadas pela Federação chilena para a recepção da equipa foram impecáveis.

Quanto ao apuramento, em especial quanto à vitória sobre a Geórgia, Nunes referiu que ela se ficou a dever fundamentalmente â disciplina mental e táctica que a equipa apresentou frente a um adversário de grande envergadura física.

Sobre a equipa chilena, que Portugal defronta na próxima 3ª feira, Pedro Nunes foi cauteloso, afirmando que apesar da qualidade física e técnica da equipa adversária, os Lobitos conhecem o suficiente sobre ela para a enfrentar de igual para igual...

A equipa portuguesa seguiu ao final do dia para Temuco, local onde se realiza a competição, e onde já se encontram as seleções da Itália – que viajou da Europa no mesmo voo que Portugal - e do Japão, além da equipa da casa.

Recorde-se que Portugal defronta o Chile no dia 28, a Namíbia no dia 1 de Junho e a itália no dia 5, encerrando a sua participação no dia 9 de Junho, contra adversário a sair do outro grupo de qualificação entre Japão, Uruguai, Tonga e Canadá.

Fonte e fotos: www.rugbiers.cl

24 de maio de 2013

LOBITOS A CAMINHO DO CHILE, VASCO FRAGOSO MENDES FALA COM MÃO DE MESTRE


Está a caminho do Chile a seleção portuguesa de sub-20 que vai disputar o Junior World Trophy a partir da próxima terça feira.

Os Lobitos conquistaram o direito a estar presentes nesta importante competição, quando, em Novembro do ano passado, venceram o Campeonato da Europa de sub-19, disputado em Lisboa.

Foi uma vitória que merece realce, fruto da reunião de um lote especial de jogadores que estiveram sempre bem enquadrados pela respectiva equipa técnica.

Ao sucesso da equipa também não foi alheia a escolha do seu capitão de equipa, um miúdo com cabeça de gente grande!, com quem tivemos o privilégio de conversar algumas horas antes da partida para a grande aventura.

Fique com o relato dessa conversa e veja lá se os Lobitos não vão de dentes afiados!

Mão de Mestre 
Vasco, viveste um ano na NZ, conviveste diretamente com uma sociedade que vive o rugby de forma muito intensa e conheceste de forma direta o rugby neozelandês.
Qual a importância que atribuis a essa experiência na tua evolução como jogador e em que medida pensas que podes contribuir para o desenvolvimento dos teus companheiros de clube e de seleção?

Vasco Fragoso Mendes
Essa experiência foi realmente importante para mim, fez-me crescer não só como jogador mas também como pessoa, amigo e filho. 
No que toca ao rugby, lá aprendi muito que hoje me serve de base para poder continuar a evoluir. 
A melhor maneira de contribuir é cumprindo o que os treinadores pedem, fazer e concentrar-me no meu trabalho dentro e fora do campo.

Como classificas a nossa equipa de sub-20 em relação ao valor das equipas do mesmo escalão dos clubes da Nova Zelândia?

A competição que eu e o Francisco Vieira de Almeida jogámos era de sub-19 (em que só três jogadores de 1992 eram aceites por equipa). 
Hoje percebo o ritmo a que jogávamos lá, as bolas eram muito mais rápidas a sair, atacávamos em velocidade e havia menos espaço, daí ser preciso jogar rápido. 
Sinceramente, num jogo entre St.Bede’s College de 2011 e Selecção Sub-19, acho que Portugal ganharia, mas não seria fácil... 


A base desta seleção é a equipa que venceu o Europeu de sub-19 em Outubro/Novembro de 2012.
Cerca de seis meses depois, com a realização de um jogo de preparação contra a France Agrícole, a equipa que vai participar no World Trophy, no Chile, é mais forte ou menos forte, que aquela que venceu o Europeu?

Só podemos ser mais fortes! 
Com seis meses de preparação, com muitos jogadores a jogarem no Campeonato de Séniores, outros a treinar com a Selecção de XV e de 7's, só podemos estar melhor preparados!


O World Trophy é o equivalente a um Mundial B do escalão, o que significa que reune oito das melhores 20 equipas do Mundo.
Quais são as reais possibilidades da nossa equipa nesta prova e o que consideras ser uma participação positiva na mesma?

As reais possibilidades vamos nós ver quando jogarmos o primeiro jogo com o Chile e tivermos uma ideia do nível da competição. 
"Impossible is nothing", mas sempre com os pés no chão.

Como correu a preparação da equipa para esta competição, não apenas em termos do que foi feito, mas também do que não foi feito?

A preparação foi bem delineada e cumprimos à risca tudo o que nos foi pedido.
Desde Janeiro que estamos todos a trabalhar nas Academias com treinos físicos e técnicos. 
Em Fevereiro e Março estivemos todos juntos e jogámos com a França Sub-18. 
Em Abril dedicámo-nos mais aos Clubes, mas sempre com treinos regionais e nacionais. 
Este mês temos estado a 100% na Selecção Sub-20, e jogámos com a Franca Agrícola.
Durante os 2 primeiros meses do ano, jogámos três vezes contra a Selecção Sénior e isso fez-nos mais fortes. 
Infelizmente, a Selecção Sénior acabou mais cedo e não tivemos oportunidade de jogar outras vezes.


Pouco mais de um ano depois de teres terminado a tua estadia na Nova Zelândia foste internacional absoluto em sevens, capitaneaste a seleção nacional de sub-19 e venceste a Divisão de Honra pelo teu clube.
Quais são os teus objectivos de curto e médio prazo, quer ao nível de clube, quer em termos de representação nacional?

A curtíssimo prazo é fazer um bom Junior World Trophy e mostrarmos que também temos rugby para poder jogar a níveis mais altos. 
No futuro o objectivo é representar a Selecção Nacional Sénior de XV. 
A nível de Clube o objectivo é ganhar, sempre. 
Este ano deram-nos como enterrados, que não tínhamos equipa, que éramos “putos” e "velhos" e que não tínhamos hipótese.
Deu-me gozo fazer exactamente o contrário.

Fotos: Vasco Fragoso Mendes