A partir daí o domínio dos argentinos, que já se vinha afirmando, concretizou-se em pontos e o resultado final de 9-41 é bem o reflexo da diferença de andamento entre os dois quinzes.
Apesar disso, e enquanto teve pulmão e pernas, Portugal esteve razoavelmente bem, defendendo com garra e sacrifício, mesmo se em termos de organização se pudesse esperar mais.
Nos primeiros quarenta minutos, os ataques encadeados dos Jaguares foram parados por uma defesa agressiva, mas a utilização da bola, quando a teve, foi de pouca qualidade, com alguns erros que não deviam ter acontecido.
Na fase final do jogo, quando as equipas decidiram fazer entrar os seus bancos, o desnível acentuou-se, e a diferença no marcador foi-se alargando.
Individualmente gostei bastante do regresso de Tiago Girão e da cobertura que Vasco Uva fez do terreno, sobressaindo num pack avançado que até aos 54 minutos deu muito boa conta do recado.
O par de médios esteve bem, tanto Francisco Pinto de Magalhães com Yannick Ricardo melhoraram em relação a jogos recentes, com Pinto de Magalhães a mostrar uma boa evolução técnica, apenas se podendo apontar que ainda pode melhorar bastante no quesito "falar com o árbitro"...mas esteve muito mais calmo!
O trio de trás não comprometeu, com destaque para Gonçalo Foro e a sua (boa) agressividade - luta e pressiona como um terceira linha! - e Francisco Appleton e José Lima, que nunca viraram a cara ao adversário, deram a sensação de precisarem de melhor entrosamento.
No conjunto achamos que foi uma esplêndida oportunidade para Errol Brian fazer todas as suas experiências, que poderão ser retificadas no jogo contra os italianos, para que a equipa apareça no seu máximo potencial no jogo com o Uruguai - o único que conta para uma classificação.
Note-se que hoje a Roménia bateu esse mesmo Uruguai por 29-9, enquanto a Rússia foi derrotada pelos Emergentes italianos por 17-33.
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