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11 de fevereiro de 2016

OS SEIS TORNEIOS REGIONAIS QUE REÚNEM A ELITE MUNDIAL DO RUGBY

Estamos no meio de três importantes competições mundiais de selecções nacionais, e delas temos feito a devida cobertura, com especial destaque para o Torneio das 6 Nações, a mais antiga competição mundial que teve o seu início em 1883, disputado apenas pelas equipas britânicas e que tinha a designação de Home Nations.

Em 1910 a França - que já tinha participado em quatro edições do Home Nations como equipa convidada - é oficialmente integrada na prova que passa a ter a designação de Torneio das Cinco Nações, para 90 anos depois, no ano 2000, a Itália ser também integrada na competição, que muda de nome para o actual Torneio das Seis Nações.

11 de novembro de 2015

PRESIDENTE DA W.R. DEFENDE JAPÃO NO RUGBY CHAMPIONSHIP *

* Victor Ramalho/Portal do Rugby
O sucesso do Japão na Copa do Mundo não passou nada despercebido pelos altos escalões do rugby mundial. Bernard Lapasset, presidente do World Rugby, declarou à ESPN mundial que defende a inclusão do Japão no The Rugby Championship.

Para o dirigente, o Japão é parte essencial do plano de desenvolvimento global do rugby e a inclusão do país na competição com Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina seria extremamente benéfico para o rugby do Hemisfério Sul, em especial por conta da já inclusão do japonês Sunwolves no Super Rugby.

10 de dezembro de 2013

2014-2016 TRARÁ MUDANÇAS REVOLUCIONÁRIAS AO RUGBY ARGENTINO *

*Paul Tait
O problema central do rugby Argentino em 2013 foi a incapacidade de enfrentar os adversários e derrotá-los.

As explicações para isso foram variados, mas uma diferença fundamental foi que a Argentina teve pouco ou nenhum controle sobre os seus jogadores. 
A África do Sul, Austrália, Inglaterra, Nova Zelândia e País de Gales, por outro lado, tiveram controle absoluto ou muito significativo. 

Agustín Pichot está em vias de alterar esta realidade e as mudanças vão ter efeito entre 2014 e 2016.

8 de outubro de 2013

ARGENTINA PRECISA DE UMA REACÇÃO RÁPIDA *

* Paul Tait
A Argentina recebeu um lição de rugby na cidade de Rosário no sábado passado.
Os Wallabies foram muito forte e conseguiram dominar o jogo de tal forma que os sul-americanos andaram totalmente perdido no campo, tentando jogar um estilo não-argentino.

Como resultado disso perderam por sete ensaios a dois e esta foi o sétima derrota dos argentinos no torneio, o que significa que a equipa actual dos Pumas tem o pior registo em jogos internacionais deste 1977.

26 de setembro de 2013

DUPLA OPORTUNIDADE PARA OS PUMAS MOSTRAREM O QUE VALEM

* Paul Tait
Apenas três dias antes da quinta rodada do Rugby Championship, há uma perspectiva comum que a Argentina tem uma chance maior de ganhar neste fim de semana do que a Austrália.

O desempenho de ambas as equipes no torneio até agora, teve como resultado que as pessoas comentam que a Argentina está com um conjunto melhor neste momento, enquanto a Austrália piorou deste 2012.

Seja verdade ou não, o facto é que a Argentina continua sem vitórias na competição.

13 de setembro de 2013

FIM DE SEMANA COMEÇA COM JOGOS (QUASE) DECISIVOS NO RUGBY CHAMPIONSHIP (em actualização)

Amanhã é um dia grande no rugby, com a realização da Tapada Cup e do Triangular da Bairrada, em Portugal à beira do Oceano Atlântico Norte, e a quarta jornada do Rugby Championship, repartida entre Perth na Austrália, banhada pelo Oceano Índico, e Auckland, na Nova Zelândia, rodeada pelo Oceano Pacífico.

Mas tem mais, o fim de semana...

7 de setembro de 2013

SPRINGBOCKS VENCEM WALLABIES POR LARGA MARGEM

A África do Sul venceu a Austrália por 38-12, a maior vitória dos Springbocks em terra dos Wallabies, e a terceira maior de sempre.
E se os números podem parecer exagerados, a verdade é que se justificam por completo, dada a diferença que separou as duas equipas.

Os sul-africanos apresentaram-se com uma defesa muito sólida, que não permitiu qualquer veleidade aos australianos, e conseguiram mesmo três intercepções que são reflexo de como a equipa da casa esteve sob pressão.

26 de agosto de 2013

AUSTRÁLIA CONTINUA SEM VENCER E PUMAS REAGEM À SOVA DO PRIMEIRO JOGO*

*Ricardo Mouro
Duas semanas dentro do Rugby Championship no hemisfério sul e os All Blacks, com o regressado inspirador capitão McCaw, parecem estar a preparar-se para um passeio pelo torneio.

A Austrália já foi despachada e apesar das muitas mudanças pós-Lions apenas estiveram perto de um susto no segundo jogo em Wellington.

7 de outubro de 2012

PUMAS FALHAM OBJETIVO E DEIXAM DÚVIDAS NO AR

A derrota dos Pumas em casa por 19-25, frente a uns Wallabies remendados, deixou no ar muitas dúvidas e algumas certezas.

Ficou claramente a ideia que os argentinos estiveram quase lá, quando conseguiram impôr um empate aos Springboks, também em casa, e voltaram a estar quase lá quando foram à Austrália perder por 23-19.

E estes dois resultados, e uma natural vontade que todos temos de querer que os mais fracos se consigam sobrepor e trepar nos degraus da hierarquia, fizeram-nos olhar para a derrota frente aos All Blacks por 54-15, apenas considerando o valor dos neo-zelandeses.

Mas a verdade é que aquela superioridade não desculpa tudo, e alguns dos erros que os Pumas cometeram nesse jogo, voltaram a ser cometidos agora e deixaram claro que ainda falta qualquer coisa, para eles chegarem lá...

Contra os Blacks, foi notória a incapacidade dos argentinos continuarem a jogar como uma equipa até ao final do jogo, tentando a todo o custo marcar pontos contra os campeões do mundo, mas de forma desunida e individual.

Ora hoje isso voltou a acontecer, embora de forma menos evidente e mais cedo, ainda na primeira parte, talvez fruto de uma ansiedade que se compreende mas que a este nível não se aceita.

Depois temos a questão da indisciplina, que se manifestou em sucessivas faltas desnecessárias ao longo da competição, e que hoje acabaram por ditar o amarelo de Patrício Albacete, além de algumas atitudes de manifesto desacordo com a arbitragem que lhes trouxe alguns dissabores e vai voltar a trazer.

Por outro lado ficou também claro que se os Pumas foram suficientemente competitivos quando se tratou de defender e perder por poucos, não o foram ao tentar passar dessa fase para uma fase de rugby ofensivo e vencedor.

Assim, a ideia que fica desta primeira participação a este nível, é que a Argentina esteve quase lá...mas falta ainda um grande quase...

ÁFRICA DO SUL-NOVA ZELÂNDIA
Os All Blacks foram os grandes vencedores da primeira edição do The Rugby Championship  ao terminarem a prova só com vitórias e ao manter uma invencibilidade que se arrasta desde 9 de Setembro de 2011 e que vai já em 16 jogos com aproveitamento total.

Para os mais desavisados pode parecer que Richie McCaw e Companhia nada mais têm para conquistar, mas a verdade é que lhes falta ainda igualar um recorde do mundo - o de maior série de vitórias em jogos internacionais reconhecidos pela IRB, que está em poder (imaginem!) da Lituânia, com 18 vitórias seguidas, entre 28 de Outubro de 2006 e 24 de Abril de 2010...

Ou seja, para que todos os títulos estejam nas suas mãos, a Nova Zelândia ainda tem que conseguir três vitórias antes de não ganhar, pois caso contrário, os louros vão continuar na cabeça dos Lituanos...

E como os três próximos jogos dos Blacks serão a Escócia em Edimburgo (11 de Novembro), a Itália e Roma (17 de Novembro) e o País de Gales em Cardiff (24 de Novembro), mesmo sem o capitão em campo, apenas o País de Gales parece ter condições para pôr o estabelecimento de um novo máximo em perigo...

Ontem a Nova Zelândia venceu a África do Sul por 32-16, depois de ter começado o jogo por baixo - os Springboks foram até aos 10-0 - e ter chegado ao intervalo ainda a perder por 16-12.

Mas o segundo tempo foi todo negro (em especial para os sul africanos que perderam o brilho) e 20 pontos sem resposta foi o castigo que McCaw e seus comandados impuseram aos Springboks.

Fique com a tabela completa de resultados e a classificação final da prova:



Fotos: http://www.planetrugby.com e http://www.uar.com.ar

4 de outubro de 2012

PUMAS - A PRIMEIRA VITÓRIA?

The Rugby Championship está a chegar ao fim, e se o campeão desta primeira edição a quatro já é conhecido, falta ainda saber se os novatos argentinos serão ou não capazes de duma primeira e mais que merecida vitória.

Na Soccer City, no Soweto, os Springboks põem todas as fichas numa vitória sobre a Nova Zelândia, com base na excelente exibição que fizeram na semana passada frente aos Wallabies, e o facto de apresentarem o mesmo XV inicial que naquele jogo, significa a total confiança que Heyneke Meyer tem nos seus comandados.

Uma coisa é certa, e joga também a favor de Meyer - a equipa melhorou significativamente em relação ao ano passado, e se em 2011 venceu os All Blacks por 18-5, em Port Elizabeth, a lógica diria que não existe qualquer motivo para que essa vitória se não repita.

Só que o que existe não é um qualquer motivo. O que existe é uma equipa toda de preto que não cedeu à tentação de começar a dar folgas aos seus melhores representantes, e aproveitando o fato de já terem faturado o título, fizesse entrar na equipa uma nova fornada de jogadores.

E de tal forma não cedeu a essa tentação, que apenas fez duas mudanças, com a entrada de um novo ponta, Hosea Gear, no lugar de Julian Savea, e do segunda linha Brodie Retallick a entrar para o posto de Luke Romano, que passa para o banco.

Ou seja, os All Blacks estão a levar este jogo muito a sério, e não estão na disposição de terminarem a prova com uma derrota, nem a irem para férias com o amargo sabor de um falhanço, entre os dentes - especialmente o seu capitão  Richie McCaw, que vai disputar o seu 112º internacional, antes de uma licença sabática imposta pela Federação kiwi. 

Este será o 85º jogo entre as duas equipas, e nas anteriores 84 a Nova Zelândia venceu por 47 vezes e a África do Sul 34, com três empates.




ARGENTINA-AUSTRÁLIA
A pesada derrota dos Pumas na semana passada frente aos All Blacks não parece ter afetado a equipa argentina, e aguarda-se uma partida intensa, emotiva e intrigante.

Porque se conhecemos os habituais interpretes e sabemos como os Wallabies são capazes de reagir a um desaire como o sofrido na África do Sul, sabemos também como se comporta a equipa argentina perante equipas do seu nível, ou pouco melhores.

Sem alterações no XV inicial, os Pumas passam a mensagem a quem a quiser entender - perdemos si, mas não fomos afetados por essa derrota, enquanto os Wallabies se viram forçados a uma longa série de substituições, que afetaram sobretudo as suas linhas atrasadas, com a entrada de um novo defesa, o ponta direito e o segundo centro.

Nos avançados apenas uma troca, a do pilar esquerdo.

Depois de cinco jogos, os argentinos estarão finalmente preparados para passar de uma excelente equipa a defender, o que lhe permitiu, por exemplo, empatar com os Springboks, a uma equipa ganhadora?

A diferença não é tão pequena como isso, mas será a verdadeira prova da maturidade da equipa, e a sua passagem do estatuto de outsider, para um verdadeiro competidor.

Mais do que acreditar que isso será possível, nós desejamos que seja, mas a verdade é que os Pumas ainda apresentam alguma inconsistência que, perante grandes equipas (leia-se os All Blacks) deita tudo a perder. 

Mas a verdade é que o processo de aprendizagem foi acelerado, e na despedida de Rodrigo Roncero - 35 anos, 54 jogos internacionais e três Mundiais nas pernas - a vitória dos Pumas não deixaria mais estrelas no céu do que no coração do grande pilar!

Sábado, à meia noite de Lisboa, em Rosário.


30 de setembro de 2012

ALL BLACKS ESMAGAM PUMAS E VENCEM CHAMPIONSHIP

Quem assistiu ao jogo Argentina-Nova Zelândia foi bafejado pela sorte, pois teve oportunidade de ver am ação duas excelentes equipas, que deram um espetáculo memorável.

Os All Blacks venceram por 54-15, e visto na crueza dos números só se pode dizer que foi uma vitória fácil.

Nada mais errado - a vitória foi sim, fruto de uma exibição notável, a que o regresso de Dan Carter e de Aaron Smith não é estranho.

Um resultado pesado, mas um merecido castigo para os sul americanos, que não esperávamos, mas que está absolutamente certo. 

Os All Blacks são uma máquina de jogar, fazem circular a bola rápido e com qualidade e cometem poucos erros. O excelente relvado, seco e propício ao jogo à mão, deu aos Blacks aquele pequeno extra que justifica a vantagem

Mas e os Pumas? Bem os argentinos são muito bons, e podem ganhar a qualquer equipa do mundo. Mas não a esta, nestas circunstâncias. Porque esta equipa dos All Blacks não é deste mundo...

Os Pumas, que nos jogos anteriores não tinham concedido nenhum ensaio nas primeiras partes, não foram capazes de manter esse estatuto, apesar de terem entrado muito bem no jogo, adiantando-se mesmo no marcador com um ensaio de Martin Landajo.


A reação da equipa comandada por Richie McCaw não se fez esperar, e em poucos minutos anulou a desvantagem, passou para a frente, e foi por aí fora, sempre dilatando a diferença entre os dois quinzes.

Os Pumas só a partir dos (fatídicos) 60 minutos, começaram, a perder a compostura, e a atitude de alguns dos seus jogadores, tentando resolver sozinhos o que não conseguiam coletivamente, condenou a equipa a sofrer ainda mais pontos e a tremer como nos outros jogos, ao aproximar da corneta final.

A Nova Zelândia conseguiu assim assegurar a uma jornada do final, a conquista do primeiro título da prova, e vai para a última partida com a África do Sul com a descontração própria de quem já cumpriu o seu dever...o que vier será bónus!

ÁFRICA DO SUL 31-8 AUSTRÁLIA
A conquista dos Blacks em Mar del Plata ofuscou a grande exibição e vitória dos Springboks sobre os Wallabies no Loftus Versfeld por 31-8, que destroçou completamente a equipa australiana, que terminou o jogo com 14 jogadores, por ter esgotado as sete substituições a que tinha direito, assistindo-se a uma cena pouco habitual em cenários internacionais de  formações não disputadas.

A equipa do país dos cangurus viu cinco dos seus jogadores forçados a abandonar o campo lesionados, e o treinador Robbie Deans está em dificuldade para conseguir encontrar substitutos à altura e que estejam na Argentina a tempo de jogarem no próximo sábado.


Do lado sul africano tudo é sorrisos, com Brian Habana a reger as comemorações depois de ter marcado três ensaios, que foram a cereja no topo de uma excelente exibição dos Springboks, que durante algumas horas sonharam ainda ser possível roubar a taça aos neozelandeses.

Agora, que a questão do título está arrumada, o jogo de encerramento contra a Nova Zelândia ganha novo valor, e é de esperar um jogo de grande espetacularidade e pleno de movimento, com as duas melhores equipas do mundo, a chegarem ao final da prova em grande estilo e num pleno de forma.


28 de setembro de 2012

PUMAS DE GARRAS AFIADAS PARA RECEBER ALL BLACKS

O maior torneio de rugby do mundo aproxima-se do seu final, e a penúltima jornada trás mais uma vez a questão que falta resolver - será desta vez que os Pumas vão conseguir a sua primeira vitória na competição em que se estrearam este ano?

Num dia em que os Wallabies vão deixar Quade Cooper fora dos 22 - oficialmente porque está lesionado, mas as suas últimas exibições e as declarações que fez depois de saber que estava de fora, indicam que se trata de um afastamento completamente técnico.

Robbie Deans, treinador da Austrália, resolveu dar uma chance a Kurtley Beale com a camisola 10, mas a verdade é que pode residir nos médios a maior dificuldade da equipa no jogo deste fim de semana.

Mas, falando de médios de abertura, apenas a Argentina vai repetir o mesmo nome com o número 10, já que a Nova Zelândia vai assistir ao regresso de Dan Carter e a África do Sul vai lançar o jovem Johan Goose (20 anos) na posição.

ÁFRICA DO SUL-AUSTRÁLIA
Um empate, 44 vitórias sul africanas e 33 australianas é a situação atual entre as duas equipas, mas o mais significativo de tudo é que desde 2010 os Wallabies venceram todas as cinco partidas disputadas com os Springboks.

Desta vez a tendência aponta para a equipa da casa, mais consistente e equilibrada, mas a verdade é que a saída de Quade Cooper pode trazer um novo ânimo à equipa, com Kurtley Beale a tentar tirar partido da situação e guardar a camisola para si.

Na verdade é mesmo possível que o ambiente no balneário estivesse mesmo envenenado, como disse Quade Cooper, mas é provável que isso acontecesse porque ele próprio não estivesse a cumprir com a vontade da equipa.

Com a passagem de Beale para a posição, é natural que se sinta mais segurança e mais confiança por parte dos jogadores mais velhos, e isso pode trazer à equipa aquele extra que lhe tem faltado, e uma circulação de bola que pode criar muitas dificuldades aos Springboks.

Isto, claro, se Kurtley não resolver repetir a miserável exibição que produziu em Agosto passado contra os All Blacks...

Mas Heyneke Meyer, treinador sul africano conhece bem as características de Kurtley Beale e sabe o que esperar da sua inclusão na equipa, na posição de médio de abertura.

E esse conhecimento pode anular a prospetiva vantagem dos Wallabies, tentando tirar partido dessa estratégia, para utilizar previsíveis situações de turnover, obrigando a defesa australiana a correr mais do que o esperado, e cometer os erros que permitam o sucesso dos contra ataques sul africanos.
Sábado, 20 horas de Lisboa




























ARGENTINA-NOVA ZELÂNDIA
Um empate foi o melhor que os Pumas conseguiram nas 15 anteriores partidas entre as duas equipas, mas a evidente melhoria da equipa ao longo deste torneio, fruto em grande parte da manutenção do XV base, que se repete integralmente neste fim de semana, permite  aos sul americanos, sonhar.

E se o resultado normal é a vitória dos All Blacks, há dois factos importantes a ter em conta e que se resumem no ditado não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe, o que traduzido para rugbynês se pode dizer que a Argentina um dia vai ganhar um jogo no Rugby Championship, e a Nova Zelândia não vai ganhar todos os jogos do mundo...

A questão é só saber quando esses factos se verificarão.

Em relação à última jornada os Blacks apresentam duas alterações - o já referido regresso de Dan Carter (e a saída de Aaron Cruden) e o retorno de Aaron Smith para vestir a camisola número 9, em substituição de Piri Weepu que apesar da péssima exibição do último jogo, vai ficar no banco...vamos ver se lhe vai ser dado algum tempo de jogo...

Este é um dos jogos deste fim de semana que não posso perder!
Sábado às 16,10 hora de Lisboa.




























Fotos: http://www.sanzarrugby.comhttp://www.espnscrum.com e http://www.allblacks.com

16 de setembro de 2012

PUMAS A UM PASSO DA VITÓRIA MAS WALLABIES ACABAM MELHOR

Quando Julio Farias marcou o (controverso) segundo ensaio dos Pumas, e alguns minutos depois Juan Martin Hernandez marcou uma penalidade que colocou os Wallabies a 13 pontos de distância (19-6) quase todo o mundo acreditou que tinha chegado a hora dos argentinos.

Mas nem todos se conformaram com isso, e num esforço final, a que os homens de azul celeste não resistiram, os australianos deitaram para trás das costas os inadmissíveis erros de Quade Cooper e, em certa medida, o pé torto de Berrick Barnes, e a 12 minutos do fim deram início a uma recuperação que aproveitou a quebra física dos Pumas e marcaram 17 pontos sem resposta, para saírem vencedores (e aliviados!) dum jogo em que as honras vão, na sua maior parte, para os derrotados.

Bem vistas as coisas, a vitória acaba por ser da equipa que criou mais oportunidades de marcar, e não fora alguns pontapés que não acertaram no alvo, a expressão da vitória teria sido maior.

No entanto ficou bem claro que a Argentina merece em absoluto um lugar entre estas equipas, e assim que conseguir 80 minutos sem quebras de ritmo - a que não serão alheias as dificuldades de banco da equipa - vai com toda a certeza deixar marcas profundas no Império da SANZAR.

Para já deixou à mostra a falta de argumentos que justifiquem o facto de durante nove anos - desde 2003 - não terem sido criadas condições para outros encontros entre Pumas e Wallabies, a menos que os australianos já tivessem entendido que os sul americanos se estavam a aproximar perigosamente do seu nível.

É curioso ver os comentários de Enrique "Topo" Rodriguez - o pilar Argentino (13 vezes entre 1979 e 1983) que representou a Austrália (26 vezes entre 1984 e 1987) e ainda vestiu as cores do Tahiti num jogo contra a França - que considera os Pumas favoritos para a vitória na edição 2014 do Rugby Championship...

Nós não diríamos tanto, mas continuamos a acreditar numa vitória argentina ainda este ano, e num caso muito sério nos jogos fora de casa na próxima época - quanto aos jogos em casa este ano já fala/vai falar por si só...

Quanto ao jogo deste fim de semana, fica marcado, como já referimos, pelos sucessivos erros de Quade Cooper e também pela excelente reação australiana nos momentos cruciais do jogo - o amarelo a Patrick McCabe logo no início do jogo, e os tremendos 20 minutos finais - que lhes entregaram um jogo que tinha estado (quase) sempre nas mãos do adversário.





























Nova Zelândia-África do Sul
Os All Blacks continuam a somar vitórias, mas a verdade é que quase sempre com grande dificuldade,  e sempre como resultado do seu maior rigor e consistência, afinal aquilo que os distingue dentro e fora do campo.

Este fim de semana não foi diferente, e só nos últimos 20 minutos a sua superioridade veio ao de cima, depois de terem beneficiado de sete pontapés aos postes falhados (em nove tentados) por Morne e Frans Steyn.

Mas não se confunda o que digo - os Blacks são realmente melhores do que a concorrência, mas essa diferença está, quanto a nós, na disciplina, consistência e num banco que dá todas as garantias de manutenção da qualidade quando é necessário recorrer a ele....

Apesar disso, no jogo com os Spingboks a equipa sentiu as dificuldades de Piri Wepu que esteve uns bons furos abaixo do que se poderia (e deveria) esperar dele, chegando a comprometer a equipa em algumas fases da primeira parte.

A chamada ao intervalo de Aaron Smith pode significar mais do que uma simples substituição tática, e a sobrevivência de Weepu no grupo de trabalho pode mesmo estar posta em causa...

Aaron marcou um excelente ensaio e a sua atitude durante os 40 minutos, as suas declarações após o jogo - garantindo que aprendeu a lição por ter quebrado o protocolo disciplinar da equipa - garantem-lhe a devolução da camisola número 9 provavelmente por muito tempo...

Fique com o quadro dos resultados e a classificação ao cabo de quatro jornadas disputadas:











Fotos: www.uar.com.ar e www.planetrugby.com

14 de setembro de 2012

ARGENTINA - PARA QUANDO A PRIMEIRA VITÓRIA?

A questão hoje é muito diferente do que era antes de ter início a primeira edição a quatro do melhor campeonato de rugby do mundo.

Na verdade o Tri-Nations atingiu tal notoriedade que a admissão de mais um participante fazia perigar o seu equilíbrio e a sua importância - seria a Argentina capaz de aguentar o embate sistemático com os três primeiros do ranking mundial, sem dar vexame, e sem que esse vexame acabasse por jogar contra o próprio princípio do alargamento?

Depois de três jornadas, os Pumas deixaram bem claro que não vão passar vexame nenhum, e que o momento da sua primeira vitória vai chegar em breve - resta saber quando isso irá acontecer.

NOVA ZELÂNDIA - ÁFRICA DO SUL
A história deste jogo começa com a exclusão de Aaron Smith do XV inicial dos All Blacks, e sua relegação para o banco de reservas.

A substituição de Aaron por Piri Weepu até poderia ter passado despercebida, já que Weepu cumpriu muito bem a sua tarefa, quando foi, na semana passada, chamado para entrar em campo a meio do segundo tempo do jogo com a Argentina.

Mas Steve Hansen, treinador dos All Blacks, quis deixar bem claro que a substituição para o jogo deste final de semana se ficou a dever a uma questão disciplinar.

Na verdade Aaron Smith quebrou o protocolo disciplinar dos campeões do Mundo, depois do jogo de Wellington, e, apesar de não ter sido revelado do que se tratou, Hansen foi absolutamente claro ao declarar que a consequência de uma quebra no protocolo da equipa, implica a retirada do XV inicial para o jogador infrator.

Fora de campo, como dentro dele, os All Blacks são um exemplo - e era bom que outras seleções nacionais seguissem o mesmo comportamento e o mesmo rigor.

Mas a verdade é que esta substituição pouco significa em termos de rendimento da equipa, e pode mesmo ser um incentivo extra para Piri Weepu no sentido de segurar o lugar.

Do lado dos Springboks a grande preocupação é secar Richie McCaw e a sua influência no desenvolvimento do jogo no chão dos neozelandeses, e para isso vai entrar o asa do Bath, François Low - como refere Ricardo Mouro na sua crónica sobre a Aviva Premiership.

E deve ser aí que o jogo se vai decidir, mas apesar da preocupação e cuidado dos Springboks, a vantagem deve cair para o lado dos All Blacks.

E se no caso da Argentina a pergunta é quando irá acontecer a primeira vitória dos Pumas na competição, no caso da Nova Zelândia a pergunta é quando irão os Blacks perder o seu primeiro jogo depois do Mundial de 2011....


AUSTRÁLIA - ARGENTINA
O factor surpresa, que pode ter dado um empurrão aos Pumas nos jogos com os Springboks e os All Blacks, terminou.

Hoje os Pumas são olhados de igual para igual, por qualquer dos seus adversários no Rugby Champioship, e não vai ser a Austrália que vai baixar a guarda e devolver essa vantagem para o lado dos Pumas.

Os Wallabies começaram a sua participação na prova com duas derrotas contra a Nova Zelândia - nada de novo e a situação não pode servir para catalogar os australianos.

Aliás, no terceiro jogo, contra os Springboks, em especial no segundo tempo, as coisas correram de forma claramente diferente, e se a exibição não calou definitivamente os mais críticos, a verdade é que abrandou em muito as vozes mais discordantes.

A vitória sobre a África do Sul foi um tónico importante para a equipa de Will Genia, mas a sua lesão - que o vai manter afastado dos campos por mais de seis meses - é com toda a certeza mais uma dor de cabeça que Robbie Deans vai ter que resolver.

A Argentina tudo fará para conseguir nesta visita à Austrália a tão ambicionada primeira vitória, mas a verdade é que acreditamos que esse momento venha a acontecer na terra dos pampas - quem sabe se no jogo de volta com os Wallabies...

Os Pumas vão entrar em campo com duas alterações na equipa - entram o médio de formação Martin Landajo e o defesa Lucas Amorosino - e o mais significativo e importante é que se mantém todo o pack avançado, sem alterações.

E a verdade é que tem estado na consistência do grupo dos oito da frente a maior força dos Pumas e o duelo entre os conjuntos dos avançados deve determinar o caminho do jogo, dependendo da quantidade e qualidade das bolas que forem destinadas às linhas atrasadas o seu vencedor.


(Alterações nos XVs iniciais marcadas com um asterisco)

9 de setembro de 2012

WALLABIES BATEM SPRINGBOKS E PUMAS FAZEM TREMER ALL BLACKS

Se alguma dúvida subsistisse quanto ao verdadeiro valor da Argentina, a sua atuação perante os campeões do Mundo, em casa destes, deixou bem claro que os Pumas podem jogar de igual para igual com qualquer equipa.

O resultado de 21-5 que enfeitou o marcador no final dos 80 minutos é lisonjeiro para os neozelandeses, que apenas na segunda metade do segundo tempo conseguiram assumir o comando do jogo - após um amarelo atribuído a Julio Farias - marcando 12 pontos nesses minutos finais.

Debaixo de um temporal enorme, com ventos que assolaram Wellington a mais de 160 km/hora, e que acabaram por provocar uma quebra na energia eléctrica que levou o intervalo a prolongar-se por cerca de meia hora, os Pumas demonstraram que são, neste momento, provavelmente, a melhor equipa do mundo a defender, e os All Blacks tiveram bem a prova dessa capacidade argentina.

Mas aos Pumas ainda falta pulmão para manter o mesmo ritmo e intensidade durante todo o jogo, o que não vai tardar muito a acontecer - e quando isso acontecer, e a base do funcionamento da equipa estiver assegurada por 80 minutos, e as suas linhas atrasadas puderem mostrar o que valem, então o vértice do rugby mundial pode muito bem sofrer algumas alterações.

Mas por enquanto ainda é cedo para pensar nisso, até porque a Austrália venceu a África do Sul por 26-19 com um ensaio marcado aos 68 minutos, e graças a ele manteve a sua segunda posição no ranking da IRB.

Os sul-africanos conseguiram o ponto de bónus defensivo, mas estão agora ao alcance dos Wallabies na tabela classificativa.

Veja todos os resultados e a classificação após a terceira jornada.




Foto: Planet Rugby

6 de setembro de 2012

PUMAS ENFRENTAM DUAS SEMANAS DE FOGO

Duas rodadas jogadas na sua primeira época no convívio dos grandes, os Pumas podem sorrir graças ao empate sofrido em casa frente aos Sprigboks, mesmo tendo em consideração a pesada derrota no jogo inaugural.

Mas se a equipa sul-americana já teve oportunidade de quebrar o nervosismo próprio de quem entra pela primeira vez numa competição que está um degrau acima (ou dois...) do seu nível habitual, vai agora ter a prova de fogo desta primeira época com as deslocações, em dois fins de semana seguidos, à Nova Zelândia e à Austrália...

Ou seja, se o empate frente à África do Sul foi uma prova da potencialidade da equipa, estes dois jogos vão ser a sua verdadeira iniciação à alta roda do rugby mundial - afinal All Blacks e Wallabies ocupam os dois primeiros lugares do ranking da IRB, e não é por acaso...

Este sábado em Wellington, às 11,35 h de Lisboa, Nova Zelândia e Argentina vão defrontar-se pela 19ª vez e os All Blacks venceram por 17 ocasiões e apenas em 1985 os Pumas mostraram as garras e impuseram um empate aos campeões do Mundo.

Foi no Mundial de 2011 que as equipas se encontraram pela última vez e a superioridade dos homens do Pacífico é enorme, mas o jogo de 1985 diz-nos que a tarefa sendo temível, não é impossível...

Um dia de muita chuva é esperado para sábado e isso pode acabar por ser determinante no jogo, que não deve ser muito rápido, e em que os Pumas vão tentar ir para cima dos All Blacks desde o princípio, entusiasmados com o resultado contra os Springbocks, e ainda pela confiança extra que o apoio de Graham Henry - o treinador da Nova Zelândia até ao último Mundial - agora a assessorar a equipa técnica argentina, com a sua extraordinária capacidade de análise e profundo conhecimento do seu adversário deste fim de semana.

Mas essa atitude agressiva dos argentinos pode provocar alguns erros ou falhas técnicas - e aí os homens de preto não perdoarão - e pode também levar a uma quebra física antes do apito final, e cada minuto em campo, sem gás, perante os campeões do mundo, é uma verdadeira tormenta...

Quanto aos XV iniciais, note-se o regresso de Juan Martín Hernándes com a camisola número 10, que pode levar os Pumas a "largarem" as suas linhas atrasadas pela primeira vez na competição, e também do terceira linha Juan Manuel Leguizamón que com a sua experiência vai por certo dar ainda mais consistência e eficácia aos avançados sul americanos.

Do lado dos All Blacks o regresso do pilar Tony Woodcock vai ser importante contra a poderosa formação ordenada que os Pumas possuem, e o regresso de Conrad Smith vem mesmo a calhar para suprir a falta de Sonny Bill Williams que foi jogar para o Japão. Dan Carter lesionado à última hora, foi substituído por Aaron Cruden, que terá uma tarefa difícil frente ao excelente médio de abertura dos visitantes.

Fique com a constituição das duas equipas (até esta altura ainda não se conhece o banco da Argentina* ver depois do quadro):

* Foi agora - quinta feira - publicada a lista dos jogadores no banco dos Pumas. Ela aqui fica: 16 Agustin Creevy, 17 Marcos Ayerza, 18 Juan Pablo Orlandi, 19 Leonardo Senatore, 20 Tomás Leonardi, 21 Martin Landajo, 22 Lucas Gonzalez Amorosino

Em Perth a Austrália recebe a África do Sul num jogo em que o segundo lugar do ranking IRB está em jogo, já que uma vitória da equipa visitante, levará os sul africanos a ultrapassar a Austrália.

E se é verdade que o favoritismo está - ligeiramente - do lado australiano, é também verdade que os Springboks tem que fazer alguma coisa para provar que o resultado na Argentina foi um acidente.

Um jogo de grande equilíbrio que vai ser decidido nos detalhes, com a África do Sul a fazer cinco alterações em relação ao jogo de Mendoza, duas posicionais, com a passagem do médio de formação François Hougard  para a ponta, e Willem Alberts a passar de nº 8 para flanker, e a entrada de Ruan Pienaar com a camisa 9, Vermeulen com a número 8 e Juandre Kruger com a camisa 5.

Do lado dos australianos entra com a camisa 8 Radike Samo, com a camisa 15 entra Kurtley Beale - e Adam Ashley-Cooper troca de 15 para 13 - e com a camisa 14 o novo internacional Dominic Shiperley.
Fiquem com a constituição dos dois XV's.

Foto: www.foxsports.com.au

26 de agosto de 2012

ARGENTINA IMPRESSIONA E QUASE GANHA...

Os Pumas receberam e empataram com os Sprigboks por 16-16, mas tiveram um início de jogo empolgante com total domínio das operações,  apagaram, durante 15 minutos, a equipa da África do Sul, e mostraram ao mundo que merecem sem qualquer favor, integrar, em pé de igualdade, com as restantes equipas do Hemisfério Sul - ou pelo menos com sul-africanos e, dizemos nós, australianos.

Quem assistiu ao jogo não pode ter ficado indiferente ao que os argentinos fizeram durante todo o jogo, com destaque para os tais 15 minutos iniciais, e não fossem dois erros no jogo ao pé - um pontapé de ressalto falhado, e logo de seguida um pontapé a seguir interceptado e que deu o ensaio do empate final aos visitantes - e a alegria de não perder em casa teria sido substituída por outra bem maior de vencer o temível adversário.

Contra os Springboks, esta foi a 15ª partida realizada pelos Pumas, e foi a primeira vez que não perderam - mantendo assim a invencibilidade em jogos realizados em Mendoza, no emblemático Estádio Malvinas Argentinas, mais que uma provocação, uma afirmação de nacionalismo e repulsa pela ocupação britânica das Ilhas.

Os sul-americanos estiveram sempre à frente do marcador, chegando ao intervalo com 13-3 e a clara sensação de terem sido a melhor equipa em campo, e foi apenas a dez minutos do final que a já referida sequência de pontapés mal executados, permitiu aos sul-africanos empatar um jogo que era de inteira justiça terem perdido.

Curiosamente o ensaio do empate foi obtido numa fase do jogo em que a reacção dos Springboks já tinha acontecido e os Pumas voltavam a ter o controle do jogo...
Agora, para completar a entrada da Argentina na fase adulta, falta apenas conseguir a sua primeira vitória, e quem está mais próximo de ser a sua vítima, é a Austrália...



NOVA ZELÂNDIA-AUSTRÁLIA
E a Austrália não esteve nada bem contra os All Blacks, perdendo o segundo jogo por 22-0 - e a Bledisloe Cup - e saindo de campo com os olhos no chão, como as palavras de Will Genia, seu capitão de equipa, no final do jogo, bem ilustram: Temos que dar todo o crédito a esta equipa dos All Blacks, eles são uma grande equipe e vão melhorando a cada semana, e, para falar francamente,acho que esta noite aprendemos uma grande lição.

O regresso de Quade Cooper saldou-se por uma desilusão, e as cinco alterações na equipa acabaram por se revelar inúteis - o problema dos Wallabies não parece estar neste ou naquele jogador, e sim na incapacidade de acompanhar a evolução do jogo, ao mais alto nível.

O que mais impressiona é a capacidade da Nova Zelândia em se manter no topo do mundo, mantendo uma estrutura inalterável e introduzindo em cada dia novos níveis de exigência, e não é a saída de um ou outro jogador, que vai alterar esse facto.

E vamos ter oportunidade de confirmar isso mesmo já no dia 8 de Setembro quando defrontarem os Pumas sem Sonny Bill William, que vai regressar ao Rugby League, desta vez no Japão.

Depois destes resultados os All Blacks comandam a classificação com oito pontos, seguidos dos Springboks com seis, dos Pumas com dois e, finalmente, sem pontos, dos Wallabies.





















Fotos: ESPN Deportes - BBC Sports

25 de agosto de 2012

O ORGULHO ARGENTINO EM MENDOZA


Dentro de poucas horas será dado o pontapé de saída para o segundo jogo da Bledisloe Cup deste ano, no Eden Park, cenário da final do Mundial de 2011, e onde os Wallabies não ganham desde 1986 – muitos dos nossos leitores não eram sequer nascidos...

E os All Blacks confirmaram na semana passada que pretendem manter-se na rota das vitórias, ao derrotarem o seu adversário de hoje por 19-27, no ANZ Stadium de Sydney.

Em Auckland a Austrália vai trocar nada menos que cinco dos jogadores iniciais da semana passada, começando pelo importantíssimo retorno de Quade Cooper, que pode – se estiver em dia sim... – criar muita dificuldade à defesa neozelandesa.

Nas linhas atrasadas as mudanças não ficam por aqui, com a entrada de Drew Mitchel para a ponta direita, a passagem de Adam Ashley-Cooper de ponta para a defesa, e a do abertura Barrick Barnes para primeiro centro, mantendo a sua condição de chutador da equipa.

Mas as alterações continuam nos avançados, e além da entrada do talonador Stephen Moore e do pilar Ben Alexander, ainda entra Michael Hooper para o lugar do capitão David Pocock, com a entrega da responsabilidade de conduzir a equipa ao médio de formação Will Genia...

Do lado neozelandês as coisas foram mais simples, apenas com a saída do pilar Tony Woodcock, substituído por Wyath Crockett – de resto tudo igual...

Hoje, de novo, o favoritismo vai por inteiro para os All Blacks, mas a vitória no Mundial e todas as que se seguiram, tornam os Blacks o prémio mais desejado por todas as outras equipas – o inimigo público número um, o alvo a abater – o que pode ajudar a equilibrar as forças e favorecer uma surpresa...

Mas não se fiem muito nisso! Richard McCaw e Companhia estão aí para dar e durar!

ARGENTINA-ÁFRICA DO SUL
Mais tarde, ao final do dia, a Argentina recebe em Mendoza, no Estádio Malvinas, a África do Sul, depois de na semana passada na Cidade do Cabo, os Pumas terem recebido uma violenta lição dos Sprigboks.

A derrota por 27-6, e a capacidade ofensiva dos sul-africanos deve ter aberto os olhos dos sul-americanos, e, mais importante, o seu orgulho – a escolha do Estádio Malvinas é capaz de não ser ingênua... – o que pode condicionar os acontecimentos em Mendoza.

A vitória dos Springboks é um facto quase certo, mas é nesse advérbio que pode residir a primeira vitória do Pumas sobre o seu poderoso adversário, e se as alterações verificadas com as equipas – o talonador Bismarck Du Plessis sai e entra no lugar dele Adriaan Strauss, na África do Sul, e na Argentina entra o abertura Nicolás Sanchez no lugar de Juan Martin Hernandez e o defesa Martin Rodriguez substitui Lucas Gonzalez – não devem influenciar o rumo dos acontecimentos, o mesmo não se pode dizer quando se lida com um Puma ferido...