20 de março de 2015

ÚLTIMA CENA… E TANTA COISA AINDA PARA DECIDIR *

* António Henriques
Conclui-se amanhã a fase regular da DH e ao contrário de épocas anteriores, nas quais a derradeira jornada servia apenas para cumprir calendário, este último dia vai resolver ainda muita coisa na classificação final com implicação direta no escalonamento das equipas para a fase subsequente do campeonato.

Assim e como apenas CDUL (1.º), Direito (2.º) e RC Montemor (10.º) têm já definidas as respetivas posições finais, muito ainda poderá mudar. 

Técnico e Cascais discutem o 3.º lugar; entre Cascais ou Agronomia, qualquer deles pode ser 4.º; e Belenenses e CDUP vão resolver entre si quem é 6.º e segue em frente e quem se fica pelo 7.º lugar e não joga mais. 

E mesmo sem qualquer relevância, Académica e CRAV discutem ainda a 8.ª e 9.ª posições. Convenhamos que não é coisa pouca para resolver….

Eis o programa completo da derradeira ronda com os jogos a realizarem-se todos no sábado e, como mandam os regulamentos, com início simultâneo pelas15.00.

CASCAIS–CDUL (Guia)
Como se viu ao longo de grande parte da época, uma 2.ª equipa dos campeões nacionais – ou pelo menos um quinze sem 7, 8 ou 9 habituais titulares – vai servindo para as encomendas, tal a supremacia da equipa de Damien Steele na prova.
Ora amanhã e pese embora todo o empenho do Dramático – que surgirá também fragilizado, pois fruto de uma época a todos os títulos notável tem 5 elementos incluídos na seleção nacional que defronta a Rússia (e há quantas dezenas de anos que isso não acontecia…) – parece-nos que nem o sintético da Guia impedirá novo triunfo robusto dos universitários e que lhes permitirá concluir esta fase com 18 vitórias noutros tantos desafios.

RC MONTEMOR-DIREITO (Montemor-o-Novo)
O jogo que marca a despedida dos alentejanos da DH (se as alterações faladas para a próxima época não mudarem tudo de novo…) será, em princípio, um passeio para os advogados que se apresentarão sem o seu capitão Vasco Uva, mais os 5 atletas dos sevens para Hong Kong e Tóquio e outros 3 em Sochi. A partida do adeus montemorense servirá certamente para António Ferrador se isolar no topo dos marcadores de ensaios da prova, já que tem 13, tal como o companheiro Vaz Antunes, mas este foi chamado aos sevens nacionais.

CRAV-TÉCNICO (Arcos de Valdevez)
Os engenheiros, que marcaram 98 pontos aos minhotos no jogo da 1.ª volta, sabem que a vitória lhes garante, desde logo, o 3.º lugar e um play-off nas Olaias, pelo que não irão facilitar. Sente-se que a equipa está longe dos bons momentos que já atravessou ao longo da temporada, mas o CRAV tem a permanência garantida e como se viu no EU Lisboa na passada semana, a equipa de Nuno Vaz parece já ter entrado em modo de ‘férias grandes’…

AGRONOMIA-ACADÉMICA (Tapada)
As recentes vitórias de Agronomia sobre Cascais e Técnico nas últimas duas jornadas, equipas que a antecediam na tabela, permitem que o quinze de João Moura, à entrada para a derradeira ronda tenha reais possibilidades de atingir o 4.º lugar e jogar em casa sua partida no play-off – algo que há umas quantas semanas estaria por completo fora das cogitações de quase todos.
É que em caso de triunfo bonificado sobre os pretos – que nas últimas (largas) semanas têm feito figura de corpo presente nos relvados pois somam 8 derrotas consecutivas, com a sua última vitória a datar de 6 de dezembro (!), precisamente diante do rival de amanhã – os agrónomos, que levam vantagem sobre a equipa da Linha (perderam por 18-8 na Guia, mas venceram por 34-18 em casa), só não serão 4.ºs se o Cascais surpreender o invicto líder CDUL ou perder com bónus defensivo.

CDUP-BELENENSES (Pista Gémeos Castro)
Este será o jogo mais importante da última ronda, pois irá distinguir aquilo que se poderá considerar uma época apesar de tudo razoável (para o vencedor que continuará em prova no play-off do título) de outra, a derrotada, que não viu serem atingidos os objetivos iniciais com que partiu para esta temporada.
Qualquer das equipas já passou, ao longo dos últimos meses, por períodos muito maus e também já teve exibições bem agradáveis, mas a sensação que ambas deixam é que, enquanto a equipa do Restelo (que vem de 3 triunfos seguidos com um total de 17 ensaios marcados) está no seu melhor momento da época, finalmente a jogar um râguebi eficaz e mais bem pensado e organizado, já os portuenses – que até venceram em Lisboa no jogo da 1.ª volta, por 30-14 – estarão distantes da equipa fresca e atrevida que proporcionou algumas alegrias aos seus responsáveis.
Com 3 pontos a menos na classificação, ao CDUP só a vitória interessa, nem que seja por menos de 7 pontos, para continuar em prova. 
Mas este Belenenses de João Uva vem mostrando um azul cada vez mais forte…

1 comentário:

gonçalo Cruz disse...

Apenas para esclarecer que face aos regulamentos em vigor o Cascais já garantiu o quarto lugar. O critério de desempate para as equipas que terminem a fase regular em igualdade pontual é o numero de vitórias obtidas nesta fase. no pior cenário Cascais e Agronomia terminam com os mesmos pontos mas tendo o Cascais mais vitórias.