21 de abril de 2012

LOULÉ E AGRÁRIA NA FINAL DA SEGUNDONA

LOULÉ VENCE FAMALICÃO por 19-9 e é finalista da Segundona com um total de 14 vitórias, um empate e uma derrota, com a particularidade das suas não vitórias terem sido ambas contra a FCT.

E Agrária vence FCT por 15-7, somando 13 vitórias e três derrotas na prova,e apura-se no saldo de pontos para defrontar os algarvios no último jogo da época.

Os vencidos deste fim de semana provaram bem o equilíbrio que se regista no topo da Segundona - e podemos mesmo alargar esse equilíbrio ao Oeiras e à Bairrada, que nunca deixaram os seus adversários decolar na fase de apuramento - e vão agora defrontar-se para atribuição do terceiro lugar, depois de terem, no conjunto da prova, conseguido, no caso da FCT, 11 vitórias um empate e quatro derrotas, e 11 vitórias e sete derrotas, no caso do Famalicão.

Perante este panorama, creio que não seria despropositado o alargamento da 1ª Divisão para 10 equipas, com o apuramento automático das duas finalistas da Segundona, e pela manutenção no escalão do último classificado da Primeirona - que tudo indica venha a ser o Caldas.

Gostaria que responsáveis dos diversos clubes da 1ª e da 2ª Divisões, e os nossos leitores em geral, comentassem esta sugestão, e a manutenção da fase final - com ou sem play-off - que, acredito, tornaria a Primeirona numa prova de grande competitividade, contribuindo para a evolução das equipas que nela militam.

Só o fato de aumentar de 14 para 18 jornadas a fase de apuramento, com o inevitável aumento da sua dificuldade, seria justificação suficiente para este alargamento, mas as seis jornadas da Fase Final completariam o calendário, totalizando 24 jogos, acrescidos ou não de play-off tornariam a prova na mais exigente do panorama nacional.

Isto permitiria uma época bem recheada, aliada à não existência de interrupções, com exceção das jornadas para a Taça de Portugal (de que as meias finais e final poderiam ser realizadas no termo da época), obrigando clubes, equipas e jogadores, a levar mais a sério a sua preparação, com a consequente melhoria de todo o conjunto do escalão.

Entretanto para a atribuição do quinto lugar o Oeiras venceu a Bairrada por 26-18, em jogo disputado no Estádio Universitário de Lisboa.

Foto: Albuquerque Afonso/Facebook

23 comentários:

O Bife Velho disse...

Bora loulé , Bora Loulé , Bora Loulé .......

Anónimo disse...

Caro Manuel
Tenho acompanhado com algum interesse a 2ª divisão a alguns anos, e vejo actualmente um conjunto de equipes que tem evoluido, que começam a jogar um rugby de razoavel nível. No entanto a proposta que fazes parece-me má, tanto para essas equipes, como para a 1ª divisão, como para a 2ª divisão, e passo a explicar o que digo:
1- É má para estas equipes, porque na sua maioria, elas não tem plantéis com jogadores suficientes para aguentar os rigores de um campeonato como o da 1ª divisão, com tantos jogos, a um nível elevado para estas equipes. equipes estas que são compostas por jogadores amadores na verdadeira acepção da palavra, o que leva a que por vezes não possam estar presente nos jogos (principalmente se compreendem grandes deslocações), ou que em algumas semanas não possam estar presentes nos treinos e jogos. Para além disso, as lesões ainda empobreceriam mais esses plantéis, como exemplo basta ver a UTAD ou o que aconteceu com o Loulé a alguns anos, ou com a Agrária a 2 anos. Para além disso a 1ª divisão é nacional e implica custos muito mais elevados as equipes participantes.
2- Depois de vários anos, a 1ª divisão parece ter conseguido atingir um ponto de razoavel equilíbrio, no qual quase acabaram os resultados ridiculos, e mesmo equipes como Caldas ou Setubal ofereceram boas réplicas aos Arcos e Cascais 8atente-se que o Montemor foi a unica equipe que venceu os Arcos na 1ª fase), e voltar atrás aumentando o numero poderia acabar com esse equilibrio.
3- Subir duas equipes da 2ª e não baixar nenhuma, tornaria o campeonato da 2ª divisão muito mais fraco, pois seriam 2 equipes de qualidade a menos nessa divisão. E a breve termo a consequencia seria que a equipe que subisse não estaria preparada para as durezas da 1ª. Para além disso, a 2ª actualmente com perto de 30 equipes, começa a ser muito pequena para tanto clube.

Minha proposta seria manter a 1ª como está, e criar uma 2ª divisão nacional (8 equipes) ou dividida em 2 regiões (5+5 ou 6+6 equipes) e a criação de uma 3ª divisão, para as equipes mais recentes, ou cmais deficientes tecnicamente, e que desta forma, passariam a disputar campeonatos mais disputados, com a atracção de poder ser campeã (isso para equipes que nesse momento ainda estão muito longe desse sonho, tais como Braga, Aveiro, etc...). Desta forma teriamos jogos competitivos e verdadeira competição para muito mais equipes.
Mas essa é só a minha opinião, tendo em conta que o espírito português só aparece em grande quando as equipes e ois jogadores veem objectivos palpaveis pela frente. Não sabemos trabalhar para daqui a X anos atingir objectivos. Precisamos de uma cenoura que nos atraia.
Abraço
M

Anónimo disse...

Pelas razões já avançadas por M, parece-me que, por enquanto, a 1ª divisão não deverá ter mais do que 8 equipas.

Por outro lado, a 2ª divisão está a ser disputada por 21 equipas. Ainda estamos longe de 30 equipas.

A criação de uma 2ª nacional com 8 equipas obrigaria a que essas equipas andassem a correr o país de Norte a Sul e algumas delas têm muitas dificuldades financeiras, plantéis muito curtos, etc. Poderia levar ao desaparecimento de clubes que têm recursos materiais e humanos para competirem a nível regional, mas não os têm para competir a nível nacional.

A criação duma 2ª nacional com duas zonas de 6 equipas (6+6), deixaria apenas umas 9 ou 10 equipas na 3ª divisão, ou seja, 2 ou 3 equipas em cada zona, o que seria muito mau.

Só com um aumento significativo de equipas é que poderá ser criada uma nova divisão. Isto talvez fosse interessante:

DH - 8
1ª - 8
2ª - 6+6
3ª - 6+6+6+6

Mas para este modelo são necessárias cerca de 54 equipas. Por enquanto, temos apenas 37 (8+8+21).

Adepto

Anónimo disse...

Concordo quase a 100/ com a análise anterior que se coloca tb em minha opinião com a DH/1a

Anónimo disse...

não concordo. Mesmo as equipas da 1-º divisão com excepção das 3 ou 4 primeiras as restantes têm jogos em que não conseguem apresentar mais do que 17 iu 18 jogadores, mais duas equipas representa mais quatro jornadas, mais duas viagens a cada um dos clubes que na sua maioria se debate com grandes carências financeiras, ao contrário do que aqui li não me parece que a 2ª divisão tenha qualuqer nível, aqui nem se trata de apresentarem 17 ou 18 jogadores, em muitos jogos nem 15 conseguem, quanto aos jogos mesmo na 1-º divisão tirando as 4 ou 5 primeiras classificadas que podem ganhar ou perder as restantes não ganham a nenhum dos 4 primeiros do campeonato nacional de sub 21

Anónimo disse...

Já era é altura de acabarem com as equipas B na 2nd divisão .

FCT Rugby disse...

Onde posso ver as fotografias da Agrária vs FCT como esta aqui do post?

Manuel Cabral disse...

No final de cada texto, quando tem uma foto de outra pessoa, deixamos o respetivo crédito e, sempre que possível, o link para a mesma.
No caso de hoje, assim, é, pelo que basta seguirem o link que lá está.
Abs

FCT Rugby disse...

Tem razão caro Manuel, não tinha reparado. Obrigado

João Quintela disse...

Concordo com a passagem da 1ª divisão a 10 equipas. O aumento da competitividade faz-se pondo as equipas a jogar ao (seu) mais alto nível. As equipas da 2ª divisão quando sobem à 1ª aumentam o seu rendimento desportivo - mesmo que fiquem em último da classificação e voltem a descer! A verdade é que aumentam o seu nível de jogo. O problema poderá passar por outro tipo de problemas; custos associados, mais e maiores deslocações, planteis curtos, etc, etc, mas esses problemas terão ser resolvidos pelos próprios clubes. Não podemos é ficar à espera que esses problemas se resolvam por magia (ou que a FPR resolva esses problemas aos Clubes; apesar de poder e dever tentar ajudar)
Para que isso aconteça será necessário um muito maior acompanhamento da 2ª divisão, tentar dar as melhores condições para que todos os clubes que joguem na 2ª vão ganhando estruturas de modo a tentarem dar o "salto".
Seguramente com melhores bases, chegaremos a melhores resultados no topo, mas isso não acontecerá para o ano, nem daqui a dois. Será preciso tempo e trabalho.

Ignatius disse...

E ter uma 1ª divisão com 12 equipas, 2 grupos de 6?

Com uma separação regional que evitaria na 1ª fase as dispendiosas viagens....!!!

Depois de disputada a 1ª fase apuravam-se 4 equipas para decidir a subida, com jogos entre os 4 em formato campeonato e aí já com as "dispendiosas" viagens...!!!

Até acho que seria ainda mais interessante haver 2 grupos de 8 equipas, mas aí seria mais complicado decidir quem desceria de divisão......

Assim teríamos:

Honra: 8 equipas (ainda não estamos em condições de apresentar mais equipas e manter um campeonato competitivo).
1ª Div.: 2 grupos de 6 com 4 a decidir quem sobe e as outras 2 a decidir quem desce.
2ª Div.: Manter o formato que me parece adequado.

Em relação À taça de Portugal creio que as primeiras jornadas deveriam também ter um formato regional para obstar a despesas incomportáveis, e na 1ª fase poderiam ser desafiadas as equipas emergentes a jogarem com as da 2ª divisão.

Uma primeira eliminatória com 16 equipas para apurar 8, uma 2ª eliminatória para apurar 4, estas eliminatórias teriam carácter regional. Em seguida entravam as da primeira divisão, que seriam 12, o que totalizaria 16 equipas, para apurar 8.

A estas 8 juntar-se-iam as 8 da Divisão de Honra, que jogariam fora, e daqui em diante seria o formato normal da taça, ou seja, 8os, 4os meia e final.

Isto faz se com um total de 36 equipas, que creio que existem e que estariam disponíveis para a competição. Caso houvesse equipas emergentes disponíveis para entrar nesta competição teria que haver uma eliminatória anterior.......

Anónimo disse...

Ora viva Manel

Tentei enviar um comentário mas o mesmo não foi (terá sido greve?)

Na minha opinião deveriam haver 2 zonas na 1ª divisão com 6 equipas cada, divididas geograficamente por forma a evitar deslocações muito onerosas na 1ª fase. Na 2ª fase passariam as 4 primeiras de cada grupo para a fase final, esta já de carácter nacional. No entanto repare que em principio só haveriam 2 deslocações "mais longe" que seriam na 2ª fase.

As restantes 4 equipas (2+2) iriam entrar na 2ª fase da 2ª divisão e jogar com as melhores equipas da 2ª divisão, creio que haveria grandes jogos. Mais uma vez haveria critério geográfico para evitar grandes deslocações.

Na taça de Portugal acho que deveria haver uma primeira fase em que entrariam as equipas da 2ª devisão e porque não as equipas emergentes que assim o entendessem. Nesta fase seriam apuradas 4 equipas que se juntariam às 12 da 1ª divisão, para num grupo de 16 equipas serem apuradas 8. Estas 8 iriam jogar (em casa) com as equipas da Honra e depois o precurso seguiria até à final.

Joaquim

Jose Silva disse...

Dizem aqui que a 1ª divisão tem ainda 3/4 equipas com pouco nivel comparando com as de cima, mas vejam por exemplo a evolução do Santarém. Este um verdadeiro exemplo do que os jogos com equipas mais fortes pode fazer para aumentar o nível. Se o Setubal não tivesse baixado o nível, apenas o Caldas não teria acompanhado a subida de divisão. Mas se descer, no próximo ano será um forte candidato ao titulo.

Anónimo disse...

Basta uma vista de olhos nos não apurados para ver que os jogos em atraso são todos equipas B

a ADS deu mesmo falta de comparência frente ao Técnico B ?!?

Anónimo disse...

"para as equipes mais recentes, ou cmais deficientes tecnicamente, e que desta forma, passariam a disputar campeonatos mais disputados, com a atracção de poder ser campeã (isso para equipes que nesse momento ainda estão muito longe desse sonho, tais como Braga, Aveiro, etc...)."

concordo , e porque não criar "finais" para os não apurados ? esta ideia não é nova e podia servir como motivadora para equipas que estão a lutar pelo 9º lugar poderiam passar a lutar por uma final no estadio nacional no dia da final da 2nd divisão. assim criava-se uma festa com o jogo dos nao apurados primeiro e a final da 2nd divisão dps com taças entregues tanto ao campeao como ao primeiro nao apurado! e talvez até ao 5 lugar num esquema de cup plate bowl

a mim soa-me bem

Anónimo disse...

Olá Manuel,

Concordo com o que já foi dito sobre o possivel alargamento da 1º divisão. Acho que não tem nexo se pensar nisto nesta altura, muito menos já para a próxima época. Para além de todas as questões já apresentadas temos de ter quadros competitivos estáveis e que cada equipa saiba, quando começa uma prova, como ela irá acabar (não podemos mudar as regras a meio do jogo).
Também não concordo com a criação de uma 3ª divisão pois ainda não temos equipas para isso. Acho também que a participação das equipas b deve ser revista, pois é importante que elas continuem a existir, mas tem de se garantir que elas não disvirtuem a verdade desportiva da competição. POis estas equipas, como sabemos, variam muito a sua prestação de jogo para jogo, bastando para tal que a equipa principal não tenha jogo ou que joguem em casa e não fora.

Anónimo disse...

Calma quanto ao Santarém. Todos os clubes quando sobem é um entusiasmo natural. Vide o Caparica, Vilamoura, agraria, Caldas, Montemor, Tecnologia. Todas elas subiram e no primeiro ano disputaram com os melhores. O dificil é Np terceiro ano. Aí é que a porca torce o rabo. Algumas até acabam por desaparecer.

Anónimo disse...

Os clubes com mais futuro serão os que apostarem mais e melhor na captação (número de jogadores dos plantéis) e na formação (qualidade dos jogadores ao fim dalguns anos de rugby).

Às vezes há boas apostas na formação, mas a captação fica esquecida. Ao fim de poucos anos, o clube ressente-se. Sempre achei que a captação é muito importante.

Noutros casos, a captação funciona bem, mas a formação têm poucos técnicos e alguns ou todos eles estão mal preparados.

Não me parece que seja necessário muito dinheiro para fazer captação a sério (pelo menos nas zonas em que as Associações Regionais funcionam bem e em que, portanto, os clubes lhes podem propor colaborações), nem boa formação (não fica à borla, mas é dinheiro muito bem empregue).

Andar a jogar num escalão com equipas mais fortes, por si só, não melhora a qualidade da equipa. Há muitos casos que mostram que assim é e não vale a pena estar a indicar exemplos.

Outro aspecto muito importante é o dos campos e restantes instalações, mas para resolver este problema não há soluções facéis.

Anónimo disse...

A existência de equipas B a disputarem a II divisão trará vantagens para todos desde que sejam tomadas algumas medidas que não me parecem complicadas.

É bom para os jogadores desses clubes porque, com equipas B, têm muito mais oportunidade de jogarem (o problema é o aumento das despesas do clube). É bom para as outras equipas porque, com mais equipas, as zonas ficam mais "compostas". Mais jogos e menos deslocações longas.

As medidas a tomar poderiam ser estas: os clubes que inscrevessem equipas A e B teriam que indicar à FPR um número elevado de jogadores que ficariam afectos apenas à equipa principal (28, por exemplo). Os outros, os menos bons, jogariam na A ou na B, mas ao fim dum certo número de jogos pela A (3? 5?) deixariam de poder jogar pela B.

Quanto aos clubes que inscrevem equipas Sub21, os jogadores inscritos pelos Sub21 continuariam evidentemente a poder ser chamados à equipa sénior A, mas não poderiam jogar nunca pela equipa sénior B. Os clubes com muitos Sub21 poderiam inscrever nos séniores os sUB 21 que teriam menos hipóteses de jogar no campeonato Sub21, sendo que estes jogadores teriam oportunidade de jogar pelos séniores B.

Anónimo disse...

Não. No site da FPR está o resultado do jogo. 24-24

Estevão disse...

Na minha opinião, antes de se pensar em aumentar as equipas na DH, 1ª ou 2ª, deveria criar-se critérios minimos para participação na DH e 1º, como já sugerido aqui no MDM.
Por exemplo, penso que não faz sentido equipas estarem na 1ª divisão sem terem escolas (pelo menos sub16 e sub18), para alimentar a equipa senior.
Não tirando qualquer mérito ao FCT, vou usar como exemplo. Este ano subiam à 1ª e a equipa mantinha-se semelhante para o próximo ano e conseguiam a manutenção. Daqui a 2 anos desistiam vários jogadores (por qualquer razão) e não havia recrutamento de outros jogadores. Desistiam como o Rugby da Linha? Levavam sovas das outras equipas?
Penso que se deverão estimular as escolas e formação nos clubes, para começar a aumentar o nível desde pequenos e alimentar as equipas seniores dos clubes.
Na DH deveria ser obrigatória a participação e existência de todos os escalões de formação até aos sub21.

Anónimo disse...

Peço Desculpa, concordo com o que disse, mas acho que o exemplo e mal dado, apesar do FCT não ter escolas (ainda), tem por tras uma Faculdade de milhares de alunos em que todos os anos aparecem dezenas de jovens a querer experimentar jogar rugby e a querer fazer parte da equipa, alguns tornam-se mesmo bons jogadores de Rugby. Não são escolas de formação jovem mas de certa maneira são escolas (diferente do convencional).
No entanto, concordo consigo, acho que as escolas de formação são essenciais para um Clube para quando os jogadores chegarem à equipa Sénior terem um bom nível técnico, e isso faz diferença numa equipa.
JCampelo

Estevão disse...

Eu até comecei a jogar no Universitários mas penso que não é bem a fonte capaz de alimentar equipas seniores. Esperemos que o FCT consiga criar as escolas então...