2 de maio de 2013

BRITISH AND IRISH LIONS ESCOLHIDOS *

Acabada a especulação à volta dos escolhidos para representar os British & Irish Lions na Austrália, Warren Gatland anunciou a equipa ontem em conferência de imprensa. 
Como era esperado alguns nomes teriam que ficar de fora mas alguns causam mais polémica do que outros o que tem gerado algumas reacções na imprensa. Obviamente o nome de Jonny Wilkinson foi o mais falado, o abertura é o principal responsável pelo sucesso do Toulon no Top 14 e na Heineken Cup e as suas exibições têm merecido rasgados elogios o que levou a que várias vozes se manifestassem a favor da inclusão do inglês na Tour à Austrália.

Facto é que Wilkinson já tinha "baixado o tom" na sua presença nos Lions na flash interview após ter destroçado os Saracens em Twickenham, e Gatland confirmou que falou com o abertura para, pelo menos, considerar estar de "prevenção" caso Farrell e/ou Sexton se lesionem, Wilkinson brutalmente honesto admitiu que neste momento a sua condição física é alvo de uma gestão cuidadosa e que dificilmente aguenta uma Tour de 7 semanas.

O mediatismo de Wilkinson levou a que outros nomes, surpreendentemente ausentes, não tivessem tanta atenção da imprensa. 
Exemplo do caso do talonador Rory Best (Irlanda) que perdeu o lugar para Dylan Hartley, Best começou muito bem o 6 Nações pela Irlanda enquanto que Hartley perdeu o seu lugar na Inglaterra para o jovem Tom Youngs. 
A indisciplina do capitão dos Saints também é uma das suas "marcas", mas o que é certo é que é um capitão que lidera por exemplo e no limite do legal e das suas capacidades físicas. 
Mas teria sido o suficiente para relegar o consistente e regular Best?

O "capitão coragem" Robshaw é outro dos ausentes, líder indiscutível da Inglaterra de Lancaster, terá sido prejudicado pela dúvida em relação à sua posição (é 6 ou 7?) e perdeu o seu lugar para o talento emergente de Tipuric (puro 7) e o regressado de lesão Lydiate. 
Na 3ª linha nota-se também a falta do veterano Ryan Jones (Gales) e do lesionado "tractor" Stephen Ferris (Irlanda). 
Tom Croft regressou a tempo de uma lesão no pescoço para apanhar o avião, exibições de encher o olho no final da época em que os Tigers garantiram playoff caseiro convenceram Gatland a entregar-lhe um dos bilhetes.

Na 2ª Linha perde-se Launchbury a jovem sensação inglesa, Gatland optou aqui por jogadores estabelecidos e verdadeiros líderes em campo como O'Connell e Wyn Jones. 
Infelicidade para o talentoso inglês que foi "apenas" responsável pelo alinhamento mais eficaz da Premiership.

Supresas nos pilares, o jovem Vunipola que se estreou este ano por Inglaterra garantiu o bilhete no avião, e o veterano Matt Stevens que, apesar de retirado do rugby internacional pela Inglaterra, vai viajar com os Lions. 
É certo que o veterano dos Saracens tem feito uma época excelente e ainda não recuou um passo na formação ordenada dos londrinos, mas, por exemplo, só ouvir o nome de Sheridan põe a melée australiana a tremer! 
Aos 33 anos Sheridan reencontrou-se em Toulon mas o seu companheiro Jenkins levou preferência sobre o inglês. 
O Toulon aceitou libertar o galês para os Lions até porque este já decidiu deixar os franceses no Verão.

Nos três-quartos os pontas Simon Zebo (Irlanda) e Tim Visser (Escócia) também não viajam e vão ver a Tour com Chris Ashton através da televisão. 
As escolhas na defesa foram óbvias e sem surpresa, com Halfpenny a encabeçar o trio escolhido. 
Nos centros, Tuilagi vai ser o jogador de "impacto" e o seu parceiro no meio campo inglês Barritt vai ficar em casa, com a dupla Roberts/O'Driscoll a ser a provável escolhida para começar contra os Wallabies. 
Danny Care (Inglaterra), que tem estado em excelente plano pelos Quins, não resistiu a ser o suplente de Ben Youngs e à vitória no 6 Nações de Mike Phillips, e fica também em casa. 
Connor Murray é, sem grandes preciosidades, um formação que não põe um pé mal em campo.

O capitão para liderar a Tour à Austrália (e Hong Kong) foi o galês Warburton. 
Ainda jovem nestas andanças Gatland é um confesso admirador das capacidades de Warburton, já o havia treinado pelo País de Gales onde aliás o nomeou capitão de equipa. 
Controversa escolha ou não, é certo que o jovem de 24 anos em dois anos levou o seu país a uma semi-final do Mundial e a um Grand Slam. 
Gatland escolheu um capitão que lidera pelo exemplo e que não se esconde da fisicalidade, e será alguém que os avançados seguirão naturalmente. 
Á semelhança de O'Driscoll nas linhas atrasadas, 4 Tournées dos Lions para este velho guerreiro irlandês, que já esteve no melhor e no pior quer da Irlanda quer dos Lions, espera-se que seja o maestro de uma linha de 3/4 de impacto (Roberts, Tuilagi, North, Cuthbert...) e que impõe respeito ao adversário.

O maior número de jogadores do País de Gales (15) parece ser um reflexo natural dos resultados que a seleção britânica tem conseguido ultimamente, a natural superioridade sobre as nações do hemisfério norte e o facto de ter encostado a Austrália às cordas no Outono perdendo apenas nos últimos momentos do jogo. 
Apesar da desilusão de Wilkinson e Robshaw são 10 os ingleses que viajam para a Austrália, mais um que os irlandeses. 
A Escócia leva apenas 3 jogadores, nomes como Ross Ford, Euan Murray e Greig Laidlaw ficam de fora e vão ver a Tour em casa.

O que pensam os leitores das escolhas e qual o vosso XV inicial?

Fiquem com a lista completa.

British & Irish Lions

Defesas: Leigh Halfpenny (Wales, Cardiff Blues), Stuart Hogg (Scotland, Glasgow Warriors), Rob Kearney (Ireland, Leinster)
Pontas: Tommy Bowe (Ireland, Ulster), Alex Cuthbert (Wales, Cardiff Blues), Sean Maitland (Scotland, Glasgow Warriors), George North (Wales, Scarlets)
Centros: Jonathan Davies (Wales, Scarlets), Brian O'Driscoll (Ireland, Leinster), Jamie Roberts (Wales, Cardiff Blues), Manusamoa Tuilagi (England, Leicester Tigers)
Médios de Abertura: Owen Farrell (England, Saracens), Jonathan Sexton (Ireland, Leinster)
Médios de Formação: Conor Murray (Ireland, Munster), Mike Phillips (Wales, Bayonne), Ben Youngs (England, Leicester Tigers)
Pilares: Dan Cole (England, Leicester Tigers), Cian Healy (Ireland, Leinster), Gethin Jenkins (Wales, Toulon), Adam Jones (Wales, Ospreys), Matt Stevens (England, Saracens), Mako Vunipola (England, Saracens)
Talonadores: Dylan Hartley (England, Northampton Saints), Richard Hibbard (Wales, Ospreys), Tom Youngs (England, Leicester Tigers)
2ª Linha: Ian Evans (Wales, Ospreys), Richie Gray (Scotland, Sale Sharks), Alun Wyn Jones (Wales, Ospreys), Paul O'Connell (Ireland, Munster), Geoff Parling (England, Leicester Tigers)
3ª Linha: Tom Croft (England, Leicester Tigers), Toby Faletau (Wales, Newport Gwent Dragons), Jamie Heaslip (Ireland, Leinster), Dan Lydiate (Wales, Newport Gwent Dragons), Sean O'Brien (Ireland, Leinster), Justin Tipuric (Wales, Ospreys), Sam Warburton (Wales, Cardiff Blues)


*Texto: Ricardo Mouro
Link de referência: www.lionsrugby.com

3 comentários:

Anónimo disse...

Kelly Brown na terceira linha também

Anónimo disse...

Penso que as escolhas são aceitáveis tirando um nome ou outro estão presentes os melhores jogadores possíveis. o meu 15 inicial seria: Cian healy, Tom youngs, Adam jones; Richie gray e Paul o´connell; sean o´brien, sam warburton e Toby faletau; ben youngs; owen farrel; jamie roberts e manu tuilagi; george north, sean maitland e leigh halfpenny

João Quintela disse...

As ausências de Rory Best e especialmente Tom Wood deixam-me espantado.
Robshaw tambem tem que se lhe diga.