2 de fevereiro de 2015

BEIRÕES NO COMANDO SEM RIVAL, LEÕES SOBEM AO QUARTO LUGAR

Se ainda havia dúvidas da superioridade da Lousã neste campeonato, elas desapareceram completamente com a sua vitória sobre o segundo classificado, o Évora, que está agora - quando falta disputar um terço da prova - a nove pontos de distância.

O Sporting subiu ao quarto lugar graças à vitória sobre o Vitória e o Benfica mantém o terceiro lugar após derrotar o Caldas, enquanto o Santarém se afirma como claro candidato a disputar o play off final, após vencer o o Vila da Moita no seu campo-talismã.


No fundo da tabela o Loulé fica cada vez mais isolado, enquanto o São Miguel consegue ultrapassar o Vitória e fugir à zona de rebaixamento, pelo menos provisoriamente.

LOUSÃ *27-0 ÉVORA (4-0)*
Como tem sido habitual o jogo na Lousã começou com a entrada de rompante dos lousanenses que estiveram nos primeiros 15 minutos sempre muito perto de marcar por várias vezes mas sem o conseguir, fruto da aguerrida e bem estruturada defesa visitante.
Sempre na zona dos 22 adversária, só aos 18 minutos através do ponta alcançaram o primeiro ensaio que não foi transformado.
Mantendo a pressão e o domínio, sobretudo nas situações estáticas de melées e alinhamentos, mas sem mais hipóteses flagrantes de marcar só aos 33 minutos através duma penalidade os locais colocaram o resultado em 8-0.
Foi a vez dos alentejanos reagirem e equilibrarem a partida através dum sistemático jogo ao pé que a bem colocada defesa lousanense foi sempre contrariando e ripostando. Aos 35 minutos num maul muito bem executado e que repetiriam na 2ª parte por mais duas vezes, arrastaram vários metros a equipa da Lousã tendo inclusive num deles forçado a saída com cartão amarelo do pilar da Lousã que mesmo com toda a sua experiência não conseguiu “enganar” o árbitro que estava bem colocado.
Com o resultado em 8-0 ao intervalo logo no primeiro minuto dá-se aquele que se pode considerar o momento do jogo.
Um pontapé raso do abertura (?!) alentejano sobre a linha de meio campo bateu nas pernas do defesa da Lousã que contra-atacando de imediato e seguindo a bola ao pé proporcionou a Ethan um ensaio que transformado colocou o resultado em 13-0. 
Este lance criou alguma desorientação nos visitantes que passaram por algum período de desorientação bem aproveitado pelos beirões para delinearem algumas jogadas de belo efeito e marcarem aos 14 minutos o terceiro ensaio passando o resultado para 20-0. 
Reagem os alentejanos para durante um largo período colocarem o jogo da área dos 22 metros locais. Poderiam ter alcançado o merecido ensaio não fosse a garra defensiva dos beirões.
Finalmente aos 35 minutos Samuel o endiabrado asa lousanense consegue romper uma já frouxa e cansada defensiva visitante para marcar sobre os postes o 4º ensaio que dava direito ao ponto de bónus.
Foi pena este jogo não ter tido árbitro (LOL) .... Brincamos claro, pois estar 80 minutos sem ninguém ter reparado no homem de preto - salvo um raríssimo “quid pro quo” em que nem sequer foi culpado - é pormenor que desejamos realçar e manifestar o nosso agrado. 
Certo que cada vez mais o publico lousanense está a ser formatado para ver rugby ao bom e tradicional espírito inglês. 
 Seja pelo treinador do País de Gales que tem, seja pela dúzia e meia de ingleses dos arredores da Lousã que normalmente vêm assistir aos jogos, seja ainda pelo bom momento de forma que atravessa, o que é certo é que cada vez mais é um prazer assistir aos jogos de rugby na Lousã. 
 E assim, paulatinamente se vai construindo a estrutura dum clube que em nossa opinião, mais do que proporcionar actividade desportiva aos lousanenses, lhes deve proporcionar bons momentos de lazer e confraternização aos fins de semana.
Mais uma vez, como vem sendo habitual, ambas as equipas receberam fortes aplausos no final dos encontro
*José Redondo

BENFICA *35-21 CALDAS (6-3)
Como é habito na Sobreda o forte vento que se fez sentir condicionou o jogo. O relvado algo mole, fruto das recentes chuvadas que episodicamente caíram durante o encontro.
O Benfica apresentou-se forte, com a equipa completa - 23 jogadores. O Caldas, ainda limitado por lesões e efeitos das gripes da época, apresentou-se apenas com 17 jogadores.
A jogar a favor do vento na 1ª parte o Benfica entrou a dominar, concentrado e com o tipo de jogo que se exigia - pontapés a seguir, onde os especialistas Filipe Grenho e Tiago Sá sabem jogar.
Assim aos 18 min. o SLB já ganhava por 18 a 0, fruto de uma penalidade pelo seu abertura logo no 1º minuto e 3 ensaios por João Mestre (2) e Gonçalo Jorge e uma transformação por Tiago Sá.
Recompôs-se o Caldas, jogando como se exigia, a partir de fases estáticas dos seus avançados, equilibrando o jogo até cerca da meia hora, ainda que sem criar qualquer situação real de marcação.
Nos últimos 10 min. o Benfica voltou a dominar e a pressionar, com bom jogo de avançados a criar fases para a penetração dos 3/4, obtendo mais três ensaios - 2 nos últimos 3 minutos do jogo por André Andrade, Nuno Figueiredo e António Ventosa, contudo não transformados,
Ao intervalo SLB - 35, CRC - 0, resultado perfeitamente ajustado ao que se passou no terreno.
Na segunda parte, a jogar contra o vento, ainda que não tão forte, o Benfica jogou de forma diferente e como se impunha face às condições - fases estáticas dos seus avançados, sempre no meio campo Pelicano e a pressionar a linha de vantagem, estando por diversas vezes em condição de marcar.
Defendeu com garra o Caldas e a partir dos 20 min. conseguiu colocar o jogo nos 22 m da casa, e num alinhamento bem ganho pelo seu flanqueador Conseguiu penetrar a linha de vantagem e obter o 1º ensaio, aos 65 min., pelo "veterano" pilar Luis Gaspar, a jogar nas circunstâncias a 2ª linha, transformado pelo abertura Jonathan Nolan.
Nos últimos 10 min. e face às várias substituições efetuadas no Benfica, o Caldas encheu-se de brio, e com garra conseguiu obter 2 ensaios entre os postes, pelos seus 3ª linhas Nika Charkviani e Tiago Ribeiro, ambos transformados por Jonathan "Nilas" Nolan, equilibrando de certa forma o marcador.
Resultado final SLB-35 (6E 1PT e 1PP) CRC-21 (3E e 3PT).
Vitória clara da melhor equipa, o Benfica, mais forte, organizada e com jogo mais adulto e adequado às diferentes condições do tempo que se observaram ao longo do encontro.
Jogo difícil, face às circunstâncias para a formação da equipa, dos Caldenses, que ainda assim mostraram garra e espírito de luta de assinalar.

SPORTING 18-15* VITÓRIA (?-3)
Importante vitória do Sporting que aproveitando a derrota do Caldas, subiu ao quarto lugar..
O Vitória, apesar de derrotado, somou o bónus defensivo e ganhou um ponto ao Loulé, que perdeu também, mas não conseguiu o bónus defensivo, encontrando-se agora cinco pontos atrás do antepenúltimo.

VILA DA MOITA *9-14 SANTARÉM (0-?)**
O Santarém mantém a invencibilidade no seu campo novo, e isolou-se na sexta posição, deixando o seu adversário do dia a três ponto de distância na tabela, e apenas a dois pontos do Caldas que ainda é quinto, agora apenas com dois pontos de vantagem sobre os cavaleiros.
O Vila da Moita mantém a sétima posição, somou um ponto de bónus, mas viu o São Miguel aproximar-se perigosamente e ficar apenas a quatro pontos de distância.

LOULÉ 21-29 SÃO MIGUEL (4-3)***
Foi numa tarde muito ventosa com chuva intermitente que Louletanos e Buldogues se defrontaram num jogo de extrema importância e que se previa de grande equilíbrio face à posição classificativa de ambos os conjuntos. Foi exactamente isso que se assistiu em particular na 1ª parte.
Entrou melhor o Loulé a aproveitar alguns erros de manuseamento de bola dos homens da casa tendo posto a pressão junto aos 22 m adversários embora nunca criando real perigo.
Foram precisos 8 minutos para o São Miguel sair do seu meio campo mas com eficácia absoluta aproveitou para facturar a partir de maul dinâmico depois de um alinhamento a 10 m da linha de ensaio. Conversão bem sucedida. 
No pontapé de recomeço nada de novo e continuou o Loulé no meio campo adversário a tentar quebrar a defesa buldogue tendo obtido o seu 1º ensaio convertido aos 22 m a partir de um bom aproveitamento de mais um erro ofensivo dos homens da casa. 
Respondeu o São Miguel e começou a criar perigo junto aos 22 m adversários ameaçando por diversas vezes novo ensaio que viria a acontecer aos 34 minutos novamente pelas suas linhas avançadas. 
Dois minutos depois aumentaria a vantagem através da conversão de uma penalidade de 40 m. 
No final da 1ª parte e numa fase em que voltava a estar por cima do jogo o Loulé marcaria novo ensaio convertido através das suas linhas atrasadas. 
Resultado ao intervalo 14-15 que demonstrava o equilíbrio da partida.
Nos primeiros 15 minutos da 2ª parte apesar de um maior ascendente da equipa da casa os pontos foram repartidos por ambos os conjuntos com um ensaio convertido para cada. 
A partir daí o São Miguel encostou os Louletanos aos seus 22 m tendo várias situações de muito perigo desperdiçadas por erros técnicos ou más tomadas de decisão associada a uma sempre aguerrida defesa visitante. 
O resultado ficaria selado aos 22 minutos num ensaio junto à linha lateral a partir de uma formação ordenada nos 5 m. Conversão bem sucedida. 
Nos 20 minutos seguintes aguardava-se a todo o momento novo ensaio buldogue fruto de uma enorme pressão no meio campo Louletano mas o resultado não se alterou. 
Nos últimos minutos e depois de uma penalidade jogada à mão dentro dos seus 22 m o Loulé levou a bola até à outra extremidade do campo tendo quase marcado novo ensaio e não saindo daquela zona até ao apito final do árbitro.
Foi um jogo interessante, com uma boa arbitragem, onde ambas as equipas revelaram alguma ansiedade e muitos erros de manuseamento de bola. 
A vitória assenta bem aos de Lisboa pelo ascendente na 2ª parte.
** Disputado em Santarém, no campo da EPC por troca de campo
*** Disputado em Lisboa, no Estádio 1º de Maio por troca de campo


Foto de Capa: João da Franca

1 comentário:

Carlos Carta Custodio disse...

Sporting - Setúbal (2-3) ensaios.