12 de julho de 2015

DIA (QUASE) TRANQUILO PARA LINCES A CAMINHO DO TORNEIO DE LISBOA

Apesar de não deslumbrar, Portugal sai de Exeter com uma exibição de razoável qualidade, que teve mesmo alguns excelentes momentos, e que nos trouxeram de volta o pivot da equipa Pedro Leal, que tão alheado tem andado das boas exibições.

Leal pegou nas rédeas do jogo, e a verdade é que a equipa respondeu e deu um ar da sua graça, vencendo os dois encontros do segundo dia da prova, embora tenha feito sofrer todos os portugueses que acompanham a equipa, com um desnecessário empate a 17 pontos frente à Roménia, no final dos 14 minutos da meia final do prémio menor.


Uma jogada inexplicável sobre o apito final, embora precedida de um fora de jogo que não se entende como o árbitro não viu - e mesmo não tendo nós o hábito de comentar as arbitragens, não podemos deixar de fazer esta referência a um facto que envergonhou todos os juízes presentes, de tão absurda a situação, e notamos agora ao procurar na ficha de jogo da Rugby Europe, que nesta ficha não consta o nome do dito árbitro, ao contrário do que acontece com todas as outras... - mas, dizíamos, uma jogada inexplicável que deve estar a fazer muita comichão na cabeça do seu responsável, e que poderia ter transformado uma justa vitória em mais um pesadelo.

Felizmente tudo acabou bem, com um ensaio de Vasco Poppe, e Portugal apresentou-se na final da Bowl com uma atitude diferente acabando por conseguir um bom resultado, mas convém deitar um pouco de água em algum entusiasmo dizendo que nem tudo foram rosas, e que se Giulio Toniolatti, o número 8 de Itália, não tivesse dado uma perigosa joelhada na cara de Pedro Leal - que poderia ter
posto fim à época do manobrador da nossa equipa - e por isso foi castigado com um inusitado vermelho, a história poderia ter tido um final diferente.

Não se pretende diminuir a vitória portuguesa - merecida e que mostrou alguns bons momentos e revelou a capacidade de alguns jogadores, que acalmam as preocupações para o torneio de Lisboa - mas por favor, não façam como certa imprensa que deita foguetes porque se venceu uma final...
Afinal apenas estava em jogo o 9º lugar no torneio, e embora agradável, não é a vitória que todos queremos e a equipa tem condições para conseguir.

FRANÇA FAZ PLENO E É CAMPEÃ DA EUROPA
A França é a grande vencedora do Grand Prix 2015, com vitórias em Moscovo, Lyon e Exeter, não deixando dúvidas quanto à sua superioridade - 18 jogos, 18 vitórias, são prova suficiente da qualidade da equipa e do seu valor em relação a toda a concorrência.

Em Exeter, mais uma vez, só vitórias, com destaque para a da final sobre a Inglaterra que se apresentou a este terceiro torneio com a sua melhor formação, depois de ter rodado muitos candidatos a um lugar na equipa, no seu futuro próximo.

Desinteressada da qualificação Olímpica a Inglaterra acabou por não ter qualquer influência na classificação dos dois primeiros lugares da geral e terminou o GPS na terceira posição, atrás da Espanha que suplantou a Rússia e a Alemanha na luta pelo acesso directo à Repescagem Final, e mostrando uma qualidade que não se via na equipa à muito tempo, e que tem com certeza a ver com o regresso de alguns nomes à equipa, com destaque para Pablo Feijóo que é uma peça fundamental na movimentação da equipa.

Das restantes equipas a Rússia acabou por desiludir e a Alemanha por confirmar uma enorme melhoria da sua qualidade, e que já é uma das novas potências do rugby europeu de sevens, a par da Lituânia, que se destacou neste fim de semana ao conseguir não apenas chegar à discussão da Cup, como vencer  claramente a Geórgia na final do 7º lugar, sua melhor classificação da época.

REPESCAGEM EUROPEIA, EM LISBOA
Ficou assim esclarecido quem vai estar em Lisboa no próximo final de semana - ver lista completa mais abaixo - e julgamos que o apuramento dos três lugares em aberto para a Final Olympic Qualification, ou Repescagem Final, vai ser discutido principalmente entre a Rússia, a Alemanha, Portugal e a Irlanda, embora a Lituânia tenha tido um bom comportamento em Exeter e possa vir a complicar a vida de algum dos favoritos - veja a distribuição dos Grupos no quadro abaixo

Participantes da Repescagem de Lisboa
Alemanha, Bélgica, Geórgia, Itália, Lituânia, Portugal, Roménia e Rússia - do Grand Prix
Letónia, Polónia e Ucrânia - da Divisão A
Irlanda - da Divisão B

Quadro do primeiro dia da Repescagem de Lisboa



 Fique com o quadro completo dos resultados de Exeter, e o ranking final do Grand Prix 2015.



1 comentário:

Antonio Freitas disse...

O que dizer , um dia tranquilo em nada foi , jogar contra duas das piores equipas e sofrer não deixa em nada tranquilo , equipas com a Roménia em média leva 30 pontos de diferença com as equipas boas está tudo dito .
Quando era impensável não ficar em primeiro lugar agora um 9º é uma festa , como se viu pelas imagens dos treinadores e jogadores a festejar , é a continuação de um capitulo triste, o festejo de derrotas foi o apanágio durante este ano , festejos de shilds no circuito mundial e bowls no europeu - celebração do medíocre , é isto que se está a ensinar aos mais novos . Uma classificação final 6º que tal como aconteceu em Setembro péssima , a 14 pontos da "super potência" Alemanha e a 26 do segundo lugar da Espanha , já não falar da França , isto de uma equipa que se propunha a disputar o titulo . O resultado não é tudo , mas o espelho de tudo foi uma não equipa , não sabia atacar e defender como um colectivo e falta da dita chama foi mais que evidente - TOTAL INCAPACIDADE .

Resta o último sopro que em nada salva a época , até porque jogar em Lisboa contra as melhores dos piores deverá servir de estímulo para ganhar o torneio que será o mínimo que se pede a uma equipa portuguesa com o seu historial .