26 de julho de 2015

QUEM VAI DIRIGIR AS NOSSAS SELECÇÕES NACIONAIS DE SENIORES?

Com eleições à vista na FPR, com o conhecimento da existência de um candidato alternativo (pelo menos) à presidência da Federação Portuguesa de Rugby, o mínimo que se podia espera do actual presidente, é que fosse cauteloso nas suas decisões, sempre que elas tenham efeitos que ultrapassem o último dia do seu mandato.

Mas não foi isso que Amado da Silva fez, quando demitiu os responsáveis pelas selecções nacionais de XV e de VII (masculina), criando assim a necessidade de nomeação de novas equipas técnicas, que, naturalmente, terão um prazo de validade de pelo menos um ano, obrigando o futuro presidente da FPR a respeitar estas nomeações, mesmo se estiver contra elas.

E Amado da Silva já afirmou publicamente - embora a cotação da sua palavra ande muito por baixo - que tratará de concluir este processo até 31 de Julho, ou seja, até à próxima sexta-feira.


Ou seja, o futuro presidente herdará uma equipa técnica pela qual não é responsável, enquanto Amado da Silva pretende com este seu acto, criar condições de continuidade que ele julga que prevalecerão nas eleições às quais já afirmou ir concorrer.

Cabe aqui fazer referência aos termos desrespeitosos com que Amado da Silva se referiu ao seu já conhecido opositor, em mais uma atitude sem classificação na escala da educação que um presidente de uma Federação deve demonstrar - enfim, na verdade nada de novo no que respeita a Amado da Silva: ele é o centro do mundo, e o resto é paisagem, patetas e incompetentes...

Voltando ao que realmente importa, aguardam-se com preocupação as nomeações que Amado da Silva irá fazer, pois por aquilo que tem sido ventilado pela imprensa, vamos ter pela frente tempos muito difíceis para as nossas equipas nacionais.

A ideia de contratar um treinador francês que apenas vem a Lisboa de vez em quando, ficando os trabalhos da equipa nacional entregues na mão de um ex-treinador que deixou péssimas recordações no que respeita não apenas às suas opções técnicas, mas sobretudo à sua incapacidade de gerir um balneário, assegura desde logo a reabertura de um velho conflito com os jogadores portugueses, joguem eles em Portugal ou em França.

Como afirma de uma forma sintética Manuel Lopes, o português que vive em França e que tem sido o grande intermediário entre os jogadores portugueses de França e a FPR, Baragnon não tem cartão de visita, e Frederico de Sousa não tem carisma nem diálogo com os atletas!

Contactados pelo Mão de Mestre, a grande maioria dos clubes da Divisão de Honra foi claramente contra as decisões tomadas por Amado da Silva nesta matéria, e Miguel Freudenthal, presidente do Belenenses Rugby sintetiza de forma exemplar a posição daquela grande maioria, quando diz que Recomendaria a prudência afirmar que, aproximando-se um ato eleitoral, esta decisão deveria ser tomada pelo novo executivo, seja ele qual for.

Ou seja, mais uma mistura explosiva made by Amado da Silva!

Quanto aos sevens, Amado da Silva não ponderou de forma adequada as condicionantes decorrentes dos resultados desportivos da nossa selecção, despediu os treinadores tendo em vista a contratação de um treinador neozelandês - que não é garantia de qualidade adaptada à nossa realidade - mas depois da eliminação na corrida aos Jogos Olímpicos viu-se sem dinheiro, sem treinadores e sem opções.

Até 31 de Dezembro as nossas selecções masculinas de seniores têm prevista a participação na Hong Kong Nations Cup (em XV) juntamente com a Rússia, o Zimbabwé e Hong Kong, enquanto a selecção de 7's vai participar na primeira jornada (dupla) do Circuito Mundial no Dubai (4 e 5 de Dezembro) e na África do Sul (12 e 13 de Dezembro).

Se Amado da Silva fosse uma pessoa de bom senso, teria acautelado a permanência das equipas técnicas para estes eventos, e, de acordo com o futuro presidente, teria deixado que fosse este a tomar a decisão final na matéria - isso sim teria sido uma atitude de Homem do Rugby...

Mas não foi isso que se passou, e a verdade é que seja qual for a escolha de Amado da Silva, este será com certeza mais um pepino a resolver pelo futuro presidente.

4 comentários:

João Paulo Santos disse...

Porque é que ainda não perceberam que 7s é uma maneira de jogar com a bola oval e que só em aspectos é parecida com o XV?
Mudar o chip de combate para evasão, na Primavera, não resulta no alto rendimento.
7s já não e ó jogo do defeso.
ganhou dimensão olímpica - é uma modalidade!
... e não é atletismo - quem corre mais depressa ganha ... desenganem-se
Um abraço
(fico à espera da Federação Portuguesa de Rugby de SETE)
JP Santos

Claudio disse...

Boa noite,

Peço desculpa pelo presente comentário "terra-a-terra"...

Em relação a questão da detecção nos sevens (porque eu pessoalmente continuo convencido que nesta modalidade o que conta são os talentos individuais), faço uma proposta : o que acham de a FPR pedir a todos os clubes da duas primeiras divisões de medir todos os jogadores em distâncias de 100 metros e de transmitir á mesma FPR o nome de todos o jogadores capazes de correr essa distância á volta dos 11 segundos ?

Jogadores com nacionalidade portuguesa ou capacidade para representar Portugal, claro !

O que pensam desta ideia ?

Claudio disse...

Acho que o comentário vem por parte responder o meu mais abaixo de esta noite.
Peço desculpa mas tive que escrever de novo está manhã uma vez que algum erros gramáticos podiam alterar o significado... E por esse motivo encontra-se agora depois do seu... Em
todo caso agradeço a resposta. Abraço.

Duarte disse...

A ideia é manter o Frederico de Sousa como responsável, enquanto o treinador francês estiver em França?!
E continuarem a pagar-he 70.000 euros por ano (quem o afirma é o presidente do CDUL)?!
Isto depois dos resultados que obteve, e de arrajar conflitos com vários jogagores?!
Isto já não é só má gestão...