21 de dezembro de 2014

SETÚBAL VENCE NAS CALDAS E ESTÁ A QUATRO PONTOS DO PLAY OFF

A vitória do Vitória de Setúbal nas Caldas da Rainha roubou as primeiras linhas deste comentário, pois foi a única surpresa da jornada.

Na verdade aquilo que as duas equipas têm feito esta época levava a considerar a superioridade dos pelicanos como garantia de superioridade e vitória.

Pois, mas o Vitória de Setúbal demonstrou que ainda está vivo na prova, e os quatro pontos que separam o último do sexto prometem dar muito que falar!


Nas outras partidas confirmada a superioridade dos dois primeiros - se é que precisava de confirmação! - enquanto em relação aos restantes o equilíbrio é a nota dominante.

RC LOUSÃ *66-11 RC SANTARÉM (10-1)
Num belo e frio dia de sol, tivemos oportunidade de assistir a um bom espectáculo de rugby.
O público deu por bem empregue o sacrifício da temperatura gélida que se fazia sentir à sombra.
Foto: Joana Marques
Para o magnífico espectáculo muito contribuiu uma arbitragem que se pautou por uma sobriedade e "um saber estar" que dá gosto apreciar.
O resultado espelha a superioridade dos beirões, que souberam aproveitar as inúmeras oportunidades que foram construindo a partir de numerosas conquistas de bola fosse nos alinhamentos, onde os ribatejanos mostraram maiores fragilidades, fosse a partir de melées, sector onde os visitantes deram bastante luta.
Aos 22 minutos os lousanenses alcançaram o seu terçeiro ensaio, para aos 38 os visitantes reduzirem através duma penalidade. 
No minuto seguinte os beirões fizeram o seu quarto ensaio. E foi na bola de jogo que uma boa saída do numero 8 escalabitano pelo lado fechado, foi bem apoiado pelo abertura (?) que em corrida ultrapassou com muita decisão todos os que lhe foram aparecendo fixando o resultado ao intervalo em 26-8.
A segunda parte começou praticamente com mais dois ensaios transformados para os da casa, com os visitantes a reduzirem com uma penalidade aos nove minutos.
Até aos 20 minutos o Santarém teve bons períodos de jogo, conquistando inclusivé duas bolas em melées que conseguiram rodar. 
Daí até ao final só deu Lousã que com naturalidade alcançou mais quatro ensaios, três deles transformados.
José Redondo

CR ÉVORA *40-13 CR SÃO MIGUEL (6-1)
Foi um jogo a espaços bem jogado, o Évora entrou forte, impondo o seu jogo e empurrando o adversário para a sua área tendo obtido três ensaios nos primeiros 25 minutos.
O São Miguel entretanto equilibrou a partida tendo obrigado os chaparros a algum trabalho defensivo, tendo nesta altura marcado os seus primeiros pontos através de uma penalidade e falhando inclusivamente duas penalidades fáceis.
O CRÉ no final da 1ª parte marca o seu quarto ensaio que lhe garantiu o ponto de bónus. 
Na segunda parte os donos do Inferno entraram bastante apáticos, tendo permitido que a equipa dos buldogues, muito bem organizada, encadeasse algumas boas jogadas pondo alguma pressão na equipa de Évora, daí resultando a obtenção de um ensaio transformado.
Na parte final da partida os eborenses voltaram a tomar conta do jogo tendo obtido mais dois ensaios.

SPORTING *12-19 BENFICA (2-3)
Os “encarnados” começaram muito fortes tendo mais uma vez Filipe Grenho comandado a “orquestra” para logo no 1º minuto de jogo colocar a bola ao pé por cima da linha defensiva leonina dando a oportunidade de Tiago de Sá agarrar a mesma e marcar o primeiro ensaio da tarde que o ele próprio se encarregou de converter. 
Com vento forte pelas costas, o Benfica soube aproveitar esse facto para dominar por completo a primeira parte mas estranhamento preferiu jogar à mão e não ao pé aproveitando o vento.
Mas a sucessão de ataques à mão levaram a inúmeras faltas do Sporting que aproveitava o Benfica para ganhar terreno, tendo aos 10 minutos de jogo, após ganhar uma touche a pouco mais de 5 metros da linha de ensaio, o pilar Narciso Monteiro aproveitado para marcar novo ensaio não convertido.
A equipa de Alvalade demorou a reagir e aproveitando a sucessão de maus alinhamentos dos encarnados, aliviou a pressão encarnada e jogou mais no meio campo do Benfica, mas novo erro no passe levou a excelente intercepção de Filipe Grenho que correu isolado para um ensaio fácil no meio dos postes, convertido por Tiago de Sá e elevando o resultado para 0-19, resultado esse que não sofreria alteração até ao intervalo.
O Sporting mexeu na equipa ao intervalo e entrou a dominar no segundo tempo e marcou logo aos 48 minutos um ensaio por Guilherme Santos, reduzindo, com a transformação, para 7-19.O Benfica tentou reagir, mas os leões estiveram várias vezes em cima da linha de ensaio do Benfica, valendo na ocasião a boa defesa encarnada aliada à inexperiência dos leoninos que desejavam o segundo ensaio o mais rápido possível, o que levou a percas de bolas sucessivas.
E acabou por ser Diogo Stilwell a marcar o segundo ensaio do Sporting, não transformado, já mesmo no final do jogo fixando o resultado favorável aos “encarnados” por 12-19,  assegurando o ponto de bónus defensivo, que manteve a distância para o seu concorrente directo, o Caldas.
Os encarnados mantém a terceira posição, mas perderam um ponto para os dois primeiros.

CALDAS RC *12-15  VITÓRIA RUGBY (2-2)
Tempo soalheiro, vento forte - o que condicionou cada uma das partes do jogo, algum público, pouco vibrante.
A jogar a favor do vento na 1ª parte, o Vitória de Setúbal dominou esta parte do encontro. 
Com uma equipa muito unida e mais completa face aos últimos jogos, fortemente pressionante sobre a linha de ataque dos caldenses, mais placadora e acima de tudo determinada, os vitorianos obtiveram o primeiro ensaio transformado aos 10 minutos.
Reagiram os caldenses, mas pouco determinados e bem contrariados pela defesa muito pressionando do adversário, vieram a cometer erros de manuseamento, aproveitados pelos sadinos para transformarem uma penalidade aos 20 minutos e conseguirem um segundo toque de meta os 26 minutos após uma mêlée nos 22 metros caldenses, mal defendida pelos pelicanos.
Ao intervalo Caldas 0-15 Vitória, perfeitamente de acordo com a prestação de ambas as equipas.
N 2ª parte e com o vento favorável esperava-se a reacção dos pelicanos
Tal só se veio a verificar a espaços, ao invés o jogo caracterizou-se por uma defesa muito determinada dos setubalenses, muitas vezes colocando o jogo no 22 metros caldenses.
Só aos 17 minutos os visitados lograram ultrapassar a linha de defesa dos visitantes, alcançando o seu primeiro toque de meta, contudo não transformado.
Quando se esperava um intensificar da pressão pelicana, reagiu o Setubal - excelente a atitude da equipa do Sado! - voltando a instalar o jogo no meio campo caldense, mesmo a jogar com 14, fruto de um amarelo.
Foi só nos últimos 10 minutos que o Caldas se instalou então definitivamente nos 22 metros adversários, pressionando os últimos 5 metros adversários que defenderam com garra, ainda que recorrendo a algumas faltas. 
Toda esta pressão apenas resultou num ensaio, transformado, talvez na única ocasião em que os pelicanos jogaram com discernimento, e de acordo com o seu estilo de Rugby.
Vitória justa dos de Setúbal, com equipa em crescendo e determinada em sair da situação classificativa que não corresponde ao valor da equipa, e novamente jogo menos conseguido dos caldenses, a passar por um período de certa descrença e motivação, talvez fruto de algumas lesões e outras ausências.
Segue-se um curto período de férias e o regresso da 2ª volta augura luta muito igual quer para o acesso aos três lugares ainda em disputa para o quartos de final - qualquer das equipas entre o 4º lugar e o 10º os pode alcançar - quer para a fuga à despromoção já que qualquer uma das mesmas sete equipas poderá cair nesta situação.


RC LOULÉ 15-12* RUGBY VILA DA MOITA (2-2)
O Loulé conseguiu uma importante vitória que o mantém na nona posição, mas agora apenas a três
Foto: Tonico Fernandes
pontos do sexto classificado - precisamente o seu adversário do dia - deixando uma nota de grande equilíbrio entre quase todas as equipas da Primeirona.
O Vila da Moita, apesar de registar apenas duas vitórias, ocupa a sexta posição com ligeira vantagem sobre São Miguel e Santarém, que contam com três vitórias cada um, graças ao registo de pontos de bónus, que lhe é claramente favorável.
Aliás se observarmos o saldo de pontos classificativos e de ensaios, verificamos que o Vila da Moita apresenta valores muito favoráveis em relação aos quatro últimos da tabela e muito semelhantes aos valores apresentados pelo quarto classificado.
Isto significa claramente que apesar de contar apenas com duas vitórias o Vila da Moita conseguiu manter um forte equilíbrio em quase todos os jogos já disputados, tendo perdido apenas uma vez por margem superior a 10 pontos.
O jogo realizou-se numa tarde com temperatura agradável o público não faltou e como tem sido hábito em Loule as bancadas estavam cheias.
A equipa da casa teve uma entrada forte e inaugurou o marcador bastante cedo com um ensaio não transformado. 
O Rugby Clube de Loulé controlou o jogo em todas as suas fazes e defendeu bem tendo algumas oportunidades para elevar o resultado quer por ensaios quer por pontapés de penalidades mas não o conseguiu, umas vezes por culpa própria outras vezes por grandes acções defensivas da equipa da Vila da Moita. 
Já perto do final da 1ª parte a equipa de Loulé voltou a marcar mais um belo ensaio colectivo levando para o intervalo o resultado de 12-0.
Na segunda parte o jogo foi muito mais equilibrado com algum ascendente da equipa visitante. 
A equipa da Vila da Moita com o seu trio de trás bastante rápido, móvel e bem posicionado aliado ao médio de abertura , Pedro Silva, a usar magnificamente o jogo ao pé, foram criando perigo e conseguiram marcar dois ensaios mas apenas uma transformação. 
Entre os ensaios da equipa visitante houve uma penalidade convertida por parte da equipa de Loulé pondo o resultado em 15-12.
Nos últimos 5 minutos assistiu-se a um jogo menos bonito de ambas as partes onde havia muito coração e vontade de ganhar mas pouca calma e oxigênio.

4 comentários:

Anónimo disse...

Muito triste o que se passa nas Caldas,todos nos deveríamos lembrar do que foi dito durante o Verão e das razões apresentadas para a saída da Groundlink.
Das duas uma ou os dirigentes estavam enganados e nesse caso deveriam pedir desculpa ao clube, ou então distorceram deliberadamente a verdade e isso seria muito grave.

Nada daquilo que foi dito no Verão corresponde ao que se está a passar.
Espero que a equipe se una e faça das tripas coração para remediar este enorme problema que foi criado por outros.

Anónimo disse...

Em relação ao comentário das 14:32,
Realmente não percebo o que quer dizer com o seu comentário, acho que não faz muito sentido.

O facto é que o Caldas optou por não dar continuidade à parceria com a Groundlink, os motivos terá de perguntar à direção do clube, daí eu achar o seu comentário estranho, uma vez que toda gente à partida sabia no que isto ia dar.
Aliás até é de louvar e de agradecer o "know how" que foi lá deixado pela Groundlink que tem feito com que o clube lá se tenha aguentado melhor do que seria de esperar.
Alias a ideia é tão má, que é a principal forma de patrocínio na "2ª divisão inglesa" e também felizmente já existem novas empresas a estabelecer os seus patrocínios neste formato.
É caso para dizer dá Deus nozes a quem não tem dentes.

Antonio Ferreira Marques disse...

Hesitei em comentar os dois posts . anônimos ... anteriores, mas julgo importante esclarecer que o factor essencial da opção da Direcção do CRC, suportada por sócios e apoiantes, foi o risco do Clube passar a ser mais de Lisboa do que das Caldas. O Caldas e das Caldas sempre!
Claro que a experiência com a Groundlink foi e será sempre de agradecer e os aspectos positivos são de aproveitar e continuar. Nem sempre é possivel obter todo o apoio necessário ... mas o que mais interessa é ser preserverante num caminho. Foi assim que o Clube nasceu, se manteve e continuará.
Antonio Ferreira Marques, Lisboeta, Caldense por opção e sempre Pelicano!

Anónimo disse...

É pena que a equipa não concorde muito com o António e se sinta enganada e alguns muito arrependidos de não terem seguido outro caminho e de na altura própria terem tido a coragem de dizerem o que pensavam.
Porque sou anónimo? pela mesma razão que na reunião com a equipa votei a favor da saida da Groundlink, não porque concordasse mas porque a votação foi propositadamente feita de braço no ar e se a minha decisão fosse outra nunca mais calçava porque isso mesmo nos foi sugerido pelo treinador. FUI COBARDE na altura e continuo COBARDE agora mas não tenho outra alternativa se quizer jogar.
Sou das Caldas jogo nas Caldas, não comecei agora a aparecer pelo clube como é o caso do António por isso não recebo lições de moral de si.
Digo-lhe com convicção a equipa sente-se enganada, sente-se desmotivada e sabe que nada irá melhorar porque quem teria obrigação de o fazer é boa pessoa mas infelizmente não sabe como.