5 de dezembro de 2014

LINCES ACORDAM TARDE MAS PARECEM DECIDIDOS!

Depois de um fraco começo contra a África do Sul (derrota por 36-0), Portugal soube reagir, corrigiu erros e atitude e melhorou já no segundo jogo frente ao País de Gales (derrota por 26-21), para terminar com uma excelente vitória sobre o Canadá por 26-7.

Na verdade só neste último jogo - que era de extrema importância para evitar a qualificação para a Cup dos canadenses - os Linces apareceram com uma atitude de verdadeiros campeões, e é justo destacar o trabalho de Pedro Leal nessa transformação, em dois momentos chave da partida.

Referimos-nos à placagem salvadora na última jogada da primeira parte, em que foi buscar o pequeno mas veloz Phil Mack a cinco metros da área, quando este já devia ir fazendo contas ao ensaio, e ao ensaio que marcou logo aos 30 segundos da segunda parte, na sequência da marcação rápida de uma penalidade a meio campo.

Esses dois momentos marcaram a viragem do jogo, mas é justo referir também o ensaio de Adérito Esteves quando estávamos a perder por 0-7, mais em força do que em jeito como lhe é habitual, e o detalhe do Nuno Sousa Guedes ao dar um pequeno grubber quando sentiu que iria ser placado, para a
marcação do ensaio número três.

Bernardo Seara Cardoso veio do banco "apenas" para marcar o quarto num apoio pleno de oportunidade, aquele ensaio que na verdade nos colocou à frente do Canadá na classificação do Grupo, com base na diferença global entre pontos marcados e sofridos.

Mais importante, no entanto, do que estes momentos individuais, foi a capacidade de gerir a defesa, com agressividade e consistência, num apontamento daquilo que pode ser a imagem de marca da equipa.

Uma referência para mostrar como é importante nunca baixar os braços, já que muita coisa no Circuito se resolve pelo saldo de pontos de jogo, pelo que se devem evitar a todo o custo as pesadas derrotas como aconteceu no jogo inaugural de hoje.

A África do Sul apurou-se só com vitórias, mas País de Gales, Portugal e o Canadá, cada um com uma vitória e duas derrotas, viram as suas posições na classificação definidas em função daqueles saldos que foram, respectivamente de -7, -22 e -26.
E também respectivamente, estas equipas perderam com os sul africanos por 12-5, 36-0 e 24-12.

Por aqui se vê que a qualificação para a Cup esteve perfeitamente ao nosso alcance, e que o facto de a não termos conseguido se ficou a dever àqueles 36-0...

Uma última nota para referir a lesão do Duarte Moreira, ainda no princípio do jogo com o Canadá, de que não conhecemos ainda a gravidade.

OS OUTROS
Entretanto os nossos adversários directos no ranking da World Rugby além do Canadá - Escócia, Japão e Quénia - tiveram sortes diferentes: os japoneses e os quenianos não conseguiram ser apurados, ficando ambos na quarta posição dos seus grupos, enquanto a Escócia se qualificou para a Cup e vai assim, fugir do nosso grupo.

Quem também não passou à Cup foram os Estados Unidos, a Samoa, a França e o Brasil, sendo que serão mesmo os brasileiros os nossos adversários dos quartos de final da Bowl.

BRASIL UM NOVO ADVERSÁRIO
E os Tupis merecem uma palavra e uma atenção especial, pois vimos os seus jogos de hoje, e apesar das três derrotas sofridas a equipa evoluiu positivamente e mostrou uma disposição muito mais competitiva do que no passado recente, pelo que amanhã os Linces ou entram em campo à maneira, ou podem-lhes estalar as castanhas na boca...

E como o jogo é uma estreia entre as duas equipas, os brasileiros vão chegar cheios de vontade de se desforrarem da derrota sofrida em Novembro de 2013, no primeiro jogo de XV entre os dois países...

(Sábado, 6 de Dezembro - 06,14 h de Lisboa)

Quanto ao resto nada de novidades e os apurados são os suspeitos do costume.

Vejam os quadros completos dos resultados do primeiro dia, a classificação de cada grupo e os jogos dos quartos de final da Cup e da Bowl.


Foto de capa: Martin Seras Lima/WR

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