15 de julho de 2013

RAV-RÂGUEBI DE VIANA ESCOLA DE VIDA E DE DESPORTO

O RAV-Râguebi de Viana é uma das mais antigas equipas emergentes de Portugal, tendo começado as suas actividades em Junho de 2008, com sete atletas do escalão sub-12, e completou no mês passado o quinto aniversário sempre a crescer e com a bola a girar.

Projeto iniciado por um antigo jogador do CRAV, José João Terleira, na tentativa de suprir carências sentidas na cidade na área do desporto aliado à conduta social, o RAV-Râguebi de Viana movimentou na época que agora terminou cerca de 60 atletas, todos dos escalões de formação.

Terleira foi não só o fundador do clube, como se manteve à frente do mesmo e do seu projeto até agora, altura em que vai passar o bastão a Pedro Passos, um dos jovens que têm acompanhado toda a actividade em Viana do Castelo desde o seu início.

José João Terleira, a quem agradecemos a disponibilidade,  falou com o Mão de Mestre e deu-nos um quadro do que se passa no rugby da terra de Ana do Castelo:

Mão de Mestre: Quais as funções que desempenhas no Râguebi de Viana?
José João Terleira: Sou presidente da Direção cessante, ao fim de cinco anos de mandatos.

MdM: Como surgiu o Râguebi de Viana e quando surgiu?
J.J.T.: Joguei discretamente rugby no CRAV, de onde ficou a paixão, e
perante a impossibilidade de a passar para o meu filho de nove anos, após passagem frustrada por outra modalidade, dada a ausência de códigos de conduta sociais e desportivos, não havendo em Viana do Castelo, criei o clube para ele.

MdM: Em 2012-13, quantos jogadores e que equipas tiveram em actividade?
J.J.T.: Tivemos 62 atletas nos escalões Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18.

MdM: Quem são os treinadores das equipas do clube?
J.J.T.: São três:
Pedro Passos foi o treinador dos Sub-12 e Sub-14, tem 19 anos de idade, é

atleta sénior do CRAV e está no RAV- Râguebi de Viana desde os 14 anos, como atleta primeiro e treinador depois. 
Será o próximo presidente da Direção já na próxima época. 
Mas também se manterá como treinador;
Roberto Coelho foi o treinador-adjunto da treinadora principal (Elisa Gomes) nos Sub-16 e Sub-18. 
Tem 19 anos de idade, foi atleta Sub-16 do CRAV, está no RAV- Râguebi de Viana desde o início;
Elisa Gomes foi a treinadora principal dos Sub-16 e Sub-18, atleta do CRAV Feminino durante nove épocas, foi também treinadora e atleta do Braga Rugby Feminino e está no RAV- Râguebi de Viana como treinadora desde o primeiro dia;
Américo Gomes foi o diretor-técnico desde o início, que por trabalhar e treinar equipa sénior em Espanha, esteve ausente na época passada.


MdM: Onde e em que dias e horas são os treinos?
J.J.T.: Treinos bi-semanais, ás quartas e sextas-feiras, das 18h30 ás 20h, no Estádio Municipal Manuela Machado.

MdM: Em que torneios/competições costumam participar?
J.J.T.: Sub-12, nos Convivios mensais regionais das ARN/CRRC e
eventualmente nacionais. Oito jornadas por época;
Sub-14, nos Torneios inter-regionais das ARN/CRRC, no Inverno e Primavera, com quatro + quatro jornadas e no Circuito Beach Rugby ARN de uma a duas jornadas por época;
Sub-16 e Sub-18, nos eventuais Campeonato Regional XV ARN de quatro jornadas e Circuito Nacional Seven's de sete etapas.


MdM: Que novidades são esperadas para a próxima época?
J.J.T.: A mudança de Direção e Corpos sociais.

MdM: O clube já tem disputado alguns jogos de seniores de XV?
J.J.T.: O RAV- Râguebi de Viana começou com sete Sub-12 a 14 de Junho de 2008, que são actualmente Sub-16 e Sub-18. 
Não temos nem teremos ainda na próxima época o escalão sénior mas esse será um objectivo a médio prazo.

MdM: Quais são as linhas fundamentais do projeto de formação do RAV-Râguebi de Viana?
J.J.T.: Não é demais realçar o projecto do formação do RAV- Râguebi de Viana, assente no seu 'Grito de guerra' - Atitude; Compromisso; Lealdade; Objectivo; Regras.
Este é o primeiro 'treino' para pais e atletas, quando entram para o clube. 

Todos o gritam no início dos jogos como do Haka se tratasse, sabem o significado de cada palavra, o porquê de trazermos aqueles adjectivos para o jogo e a analogia com a vida real.
Indissociável do Grito de guerra, está o Código de Conduta, com nove 'mandamentos' e que não são mais do que o apelo ás práticas sociais mais básicas, do tipo: 'Não dizemos palavrões'; 'Não cuspimos para o chão' e termina com 'As nossas vitórias são o cumprimento do nosso Grito e do nosso Código'.
Não valorizamos vitórias e derrotas, ensinamos o valor relativo de ambas, entendemos que até aos seniores, são escalões de formação e não sendo adultos com uso de razão, mais do que pressão com resultados, são as cartilhas sociais e desportivas que devem ser o mote da sua formação.

3 comentários:

Anónimo disse...

Gostei sinceramente de ler este artigo. Parabéns ao trabalho desenvolvido pelo José João Terleira. Como eu o compreendo.

Braga Râguebi disse...

Parabéns Zé pelo enorme e magnifico trabalho realizado.

abraço,

Pedro Aguilar

Anónimo disse...

Parabéns e felicidades ao Viana. Belo exemplo. Um abraço, José Monas.