22 de janeiro de 2014

O CARNAVAL É EM MARÇO, MAS A PALHAÇADA ESTÁ NA RUA

Em Setembro de 2013, após o início da época desportiva 2013-14, a direcção da FPR publicou um conjunto de novos regulamentos de competições que colheram de surpresa o meio do rugby nacional.

Entre muitas alterações aos regulamentos em vigor naquela data, foi criada uma nova competição para as equipas B's - Torneio Nacional de Equipas B's - mas foi mantida a possibilidade da sua (equipas B's) participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão no regulamento alterado, como constava do anterior (2012-13).

Acontece que o Técnico tinha - antes da publicação destes novos regulamentos - inscrito a sua equipa B no Nacional da 2ª Divisão, zona Sul/Lisboa.


No entanto a FPR não aceitou esta inscrição e comunicou ao Técnico, em 11 de Setembro dia da realização do sorteio do calendário da competição, que a sua equipa B não seria incluída para participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão, e a equipa também não foi incluída no sorteio do Torneio Nacional de Equipas B's.
Ou seja, o Técnico B, inscrito nas competições da FPR a tempo e horas, e que já tinha disputado provas nos anos anteriores, não foi considerado para nenhuma delas.

Mas o Técnico reclamou, disse que queria jogar na 2ª Divisão, e a FPR resolveu pôr à consideração dos restantes clubes da Zona Sul/Lisboa, em 17 de Setembro, se aceitavam a inclusão da equipa B, provocando a alteração do calendário que entretanto já tinha sido publicado em 13 de Setembro.

Os clubes da 2ª Divisão foram contra a inclusão do Técnico B alegando que já tinham feito as marcações de campos e que a inclusão iria obrigar a alterações, e assim a FPR manteve a sua decisão de não incluir esta equipa na competição.

O Técnico não gostou e recorreu da decisão da FPR para o Conselho de Justiça, iniciando-se entretanto a disputa da 2ª Divisão Sul/Lisboa (sem a equipa do Técnico B), no fim de semana de 2 de Novembro.

Note-se que todo este expediente é tratado através do Clube do Rugby do Técnico, que representa a equipa da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico nas suas relações com a FPR.

Em 10 de Janeiro de 2014 o Conselho de Justiça dá razão ao Técnico e ordena que a equipa B deste clube seja integrada no calendário da 2ª divisão, Zona Sul/Lisboa, que entretanto ia já na sua 6ª jornada.

(Acontece porém que o Acordão do Conselho de Justiça se refere ao CR Técnico e não à AEIS Técnico.
Afinal qual a equipa B que se inscreveu no Nacional da 2ª Divisão no início de toda esta história: a do Clube de Rugby ou a da Associação de Estudantes?
Porque se foi a equipa B da AEIS Técnico, a referência ao CR Técnico por parte do CJ não passa de um erro de simpatia.
Mas se foi a equipa B do CR Técnico, então está tudo doido.)

No dia 17 de Janeiro, a FPR dá cumprimento ao acordão do CJ e publica um novo calendário da 2ª Divisão, Zona Sul/Lisboa, procedendo à integração da equipa B da AEIS Técnico, naquela competição.

Entre o dia 17 e o dia 18, as equipas que faziam parte da Zona Sul/Lisboa da 2ª Divisão tiveram reações diversas, mas nenhuma se mostrou satisfeita com a inclusão do Técnico B, o Elvas abandonou a prova dizendo que se recusava a jogar contra equipas B's, e o Rugby da Vila da Moita ameaçou também abandonar a competição.

No dia 18 a FPR publicou no seu site uma classificação da prova que atribuía 24 pontos ao Técnico B - que não disputara nenhum jogo - como resultado de seis folgas, classificação essa que viria a ser novamente alterada no dia 20, com a retirada da equipa do Técnico B.

No dia 21 a FPR comunica ao Clube de Rugby do Técnico que não pode cumprir o acordão do CJ porque o CR Técnico não tem qualquer jogador senior inscrito, e a competição é destinada àquele escalão etário.

Claro está que a história não vai ficar por aqui, o Técnico vai com certeza reclamar, o Elvas que não jogou no fim de semana e que tinha tomado a decisão - porque o Técnico B ia ser integrado - de abandonar a prova, pode querer regressar, o Oeiras que devia ter jogado com o Elvas nem foi ao Estádio Nacional e ainda se arrisca a ser punido com falta de comparência, o Conselho de Justiça não vai deixar sem resposta a interpretação de última hora da FPR, e quem se lixa é sempre o mesmo - o rugby nacional!

Na verdade todos têm razão, e nada disto teria ocorrido se a FPR simplesmente tivesse aplicado os regulamentos - o de 2012-13 ou o de 2013-14, já que em ambos é permitido às equipas B's disputarem a 2ª divisão...

Entretanto aguarda-se que a FPR cumpra outra decisão do Conselho de Justiça que obriga a que o regulamento em vigor para a Divisão de Honra seja o que foi aplicado em 2012-13, o que tem como mais importante consequência a reposição dos jogos do play-off da manutenção, que tinham sido eliminados no regulamento rejeitado pelo CJ.


20 comentários:

Anónimo disse...

Incompetência gritante por parte da FPR!

Já não bastavam as argoladas constantes com outros temas de maior visibilidade, tinha agora o Presidente deste cantinho, que é nosso Rugby, meter o nariz em assuntos que nem assuntos se deviam chamar.

Enfim, enquanto a FPR for comandada por esta corja não vejo que os tempos venham a melhorar.

MRB

Anónimo disse...

Caro Manuel Cabral e restantes,

Esta história é nojenta a vários níveis. E não é só a FPR que fica mal vista na minha opinião.

Nojenta, porque se trata de uma equipa que se encontra impedida de competir. Isto num desporto que tem falta de jogadores e equipas. Não consigo compreender como leio posts atrás de posts (e comentários a esses posts) a defenderem projectos de desenvolvimento do rugby e depois assistimos a episódios destes.

Qual o mal de o CRT ou AEIST (pareceme indiferente nesta história...numa comunidade tão pequena parece-me uma questão em que o bom senso pode imperar) querer apresentar um equipa b? O clube dispõe-se a apresentar 3 equipas todos os fins de semana. Em vez de aplaudir/aceitar tenta-se bloquear esta equipa, que aliás existe todos os anos?

Pelos resultados que a equipa apresenta, diria até que acrescenta qualidade ao campeonato. Mesmo aquelas alminhas que acusam o Técnico de utilizar jogadores da equipa A (o que é tão estupido que nem vale a pena desmentir nem contrapôr), uma vez que a equipa b se encontra impedida de subir de divisão, deveriam sentir-se envergonhados por tal atitude.

A equipa b do Técnico (CRT ou AEIST) é uma equipa com objectivos bem definidos que passam por manter uma série de jogadores ligados à modalidade, que apenas querem jogar. Jogadores velhos, novos e a recuperar de lesão. É disto que se trata apenas e só. Só o simples facto de haver uma equipa que se recusa a disputar jogos contra o Técnico B, não só é lamentável como altamente criticável.

A FPR é culpada porque, para não perder mais apoios ainda, toma esta decisão que vai contra tudo o que existe de bom senso e apoio ao desenvolvimento da modalidade. e nem vou falar nessa fantochada que foi a tentativa de um campeonato de equipas b, que nunca teve pernas para andar.

Se se recusam a jogar contra o Tecnico B, pelas razões que forem, pensem pelo menos nos jogadores que pagam para jogar e treinar, e que se vêm impedidos de disputar a modalidade por causa de politiquices nojentas. O rugby em portugal precisa de jogadores. Precisa de familias. Precisa de clubes. Nisto acho que estamos todos de acordo.

Tendo em conta, mais uma vez o digo, a quantidade de posts e comentários onde se fala do crescimento da modalidade, peço-vos que que não deixem passar isto em branco.

Um abraço,

Tiago Costa disse...

Por estas e por outras é que o Rugby nao evolui.

Nao querem jogar com o Tecnico B porquê ? Por ter uma equipa superior ?
É jogando com equipas superiores que se evolui!

Não se querem deslocar para muito longe ? Temos pena...não se inscrevam em campeonatos.

É ridiculo como é que a lei é diferenciada de uns para os outros.

Não é na mesma divisão , mas na zona norte, que joga o CRAV B ??

Enfim....

Cumprimentos,
Tiago Costa (CRT)

Anónimo disse...

Metam na vossa cabeça que o problema aqui não é o Técnico nem o Técnico B, é aumentar as necessidades logísticas das equipas a meio de um Campeonato quando estamos a falar de uma divisão que pela sua natureza tem equipas com várias carências.

Desculpem lá os fidalgos se nem todas as equipas da Segunda Divisão tem um clube histórico como o Técnico por trás e capacidade de mobilizar sabe-se lá quantas pessoas para ajudar a resolver problemas financeiros e logísticos, ainda gozam de apoios da AE provavelmente.

Equipas como o Elvas, o Borba, tinham de realizar mais uma deslocação para Lisboa ! E para eles é sempre demasiado complicado muito menos a meio do campeonato com marcações agendadas com as respectivas câmaras municipais! O Elvas admite-se que dado o historial dos últimos anos e da maneira como já estava a decorrer este campeonato tenham aproveitado a porta de saída providenciada por esta confusão para terminar a época mais cedo...Em anos anterior a Equipa B do técnico também já se desculpou de deslocações e deu faltas de comparência ou aguardou por fins de jogos dos SUB 21 NO MESMO DIA ! Para comparecer atrasado a jogos... Neguem lá.

O Ubuntu Rugby está ligado a um projeto de natureza social cujo orçamento concerteza não é ilimitado para financiar uma equipa de Rugby, o Sobredense e a FCT partilham o campo da Sobreda que é dos mais sobrecarregados ali da zona e que agora se quiserem alterar muito provavelmente não conseguirão conciliar, o que os vai obrigar a procurar alternativas em Lisboa, o Oeiras trabalha com o Estádio Nacional e dado o facto que muitas equipas deixaram de utilizar as instalações desse campo nos últimos anos se calhar até é a par com o Vila da Moita e o Belas(e o Belas penso que tem de prestar contas ao clube de futebol local) as que menos dificuldades terão em fazer as alterações, e pedirem para jogar às quartas feiras ?! Estão Loucos! Olhando para calendários á clubes a quem é exigido jogar na quarta feira e depois jogar no Sábado ! Isto é uma realidade super amadora e os clubes com mais dificuldades vão se resentir de coisas assim !

Senhores, não se façam de virgens ofendidas, eu admito que a FPR é a culpada final desta borrada e têm todo o direito de defender os vossos direitos, esta conversa já cheira mal a nível organizativo o suficiente para deixar qualquer adepto do rugby português enjoado.

Agora longe do Técnico através da sua equipa B ser um exemplo de radiante realidade desportiva e não têm o direito de censurar os outros clubes por não quererem complicar as suas logísticas! Lá porque este ano têm malta a monte e estão bem não vos dá o direito de criticar desta maneira clubes duas divisões abaixo da vossa real capacidade !

Aqui ninguém está concerteza com medo do Técnico B, quem vos ouvir falar nunca fizeram borradas na vida. Ponham a mão na consciência e deixem-se de comentários mesquinhos contra os clubes, lá que pessoas de proveniência dúbia o façam em comentários de fóruns anónimos contra voçes já deviam ter maturidade e arcaboiço para tratar das coisas nos sítios certos!

Acompanho a Segunda Divisão e tenho acompanhado o desenrolar desta história de fora e começa a ser uma estupidez a falta de bom senso de toda a gente envolvida! Haverá concerteza uma solução melhor e se alguém tiver de amochar que amoche e siga mas é a carrinha !

Anónimo disse...

Ainda está por descalçar a eliminatória da taça entre Tecnico e Belenenses que se encontra em recurso no conselho de disciplina a ver vamos no que vai dar pois o Belenenses vai até ás ultimas consequências

Anónimo disse...

Há de facto gente que convive muito mal com os regulamentos que ela própria faz aprovar.

Sim, estou a falar do Presidente da FPR que insiste em fazer o seu mandato com permanentes ilegalidades aos regulamentos.

Para não falar em decisões que toma arbitrariamente sem consultar os restantes membros da direção, aparecendo depois actoas com se todos lá tivessem estado e decidido por consenso.

Esta trapalhada com a participação da Equipa B da AEIST é só mais uma do extenso rol de confusões. Quem reclamou foi a AEIST, única equipa que tem jogadores/equipas inscritas nas competições seniores.

E o Presidente, certamente com o apoio dos seus assessores, só por má-fé ou vingança publicou aquele lindo comunicado no site da Federação.

Um dia iremos conhecer o buraco nso dinheiros da Federação e aí, nem 3 troikas nos salvam. Vamos ver qual a desculpa esfarrapada que vai apresentar.

Anónimo disse...

Isto é mesmo muito estranho, primeiro alteram os regulamentos a seu belo prazer, depois os órgãos da Fpr dissem que a verdade deve ser posta e mesmo assim o senhor presidente e seu advogado acha que o seu órgão federativo não tem razão, desculpem mas isto é um VERGONHA

Já agora compreendo o problema dos clubes da 2 divisão, mas desculpem faz todo o sentido que os clubes que tenham possibilidade de ter uma equipa B , que as mesmas tenham competição mesmo que sejam de qualidade inferior , pois certamente iram dar mais qualidade a competição ( quantos mais jogos melhor).
O problema é a parte financeira, mas este problema já é antigo, mas as equipas B também tem esse problema.

Anónimo disse...

Sou um leitor assíduo do mão de mestre e fui jogador durante diversos anos em diversos clubes. Tenho desde sempre acompanhado o Rugby Nacional, quer no campo desportivo, quer nas suas políticas internas. Nos últimos dias, tenho lido à cerca da inclusão do “Técnico B”, no Campeonato Nacional Da II Divisão. E tenho uma opinião própria. No meu entender a todos deverá ser dada a hipótese de praticar a modalidade, devendo ser proporcionada o direito á igualdade e à equidade.
No caso em apreço, foi elaborado ( bem ou mal ) um campeonato para as equipes B’s, face ao número de equipes que este ano se inscreveram. Proporcionando, assim a Direção da FPR o direito ao jogo, não impedindo por isso qualquer clube ou jogador de jogar. Aliás, ao criar esta competição, os clubes intervenientes, poderiam, rodar jogadores, jogar com os mais velhos, jogar com os jogadores em fase de recuperação, e acima de tudo poder jogar com um objetivo – Ganhar um título.
Mas o “Técnico”, optou por não querer competir nesse campeonato e fazer um “finca pé” para jogar no Campeonato da II Divisão, o que lhe foi recusado. Usou, então, os mecanismos regulamentares e muito bem, que estavam ao seu alcance, para repor o seu direito pela aplicação dos regulamentos, recorrendo para o órgão de jurisdicional da Federação, fazendo-se justiça, segundo o comunicado da sua Direção.
Proferido o acórdão pelo Conselho de Justiça da FPR, o mesmo deu provimento ao clube recorrente, decidindo, ainda, pela inclusão da referida equipe na Competição.
A Direção sem outra alternativa incluiu na Competição o CR Técnico.
Não poderemos culpar de todos os atos do Rugby Nacional a Direção da FPR, porque pelos vistos, quem se inscreveu para jogar na II Divisão, foi o CR Técnico e não o AEIS Técnico. Ao que me parece são duas entidades com capacidade e personalidade jurídica diferentes. Aliás o CR Técnico foi a entidade ou o clube que recorreu da decisão, mas não poderá jogar pois não tem jogadores inscritos, o que facilmente se vê na página oficial da FPR. Será que a decisão da FPR está deturpada, ou alguém daquele clube trocou “as mãos” ao inscrever uma equipe do qual não tem jogadores. Ou será que em anos anteriores o referido clube tem usado do mesmo estratagema. A ser assim e à luz dos regulamentos deveriam ter sido aplicadas faltas de comparência, com a consequente perca de votos e ou delegados nas Assembleia Gerais da Federação, ou estou enganado?
Meus amigos, não conheço os intervenientes, mas finalmente começamos a ver alguma ordem na Julieta Ferrão, começamos a verificar a aplicação dos regulamentos e só assim o Rugby evolui com disciplina e com o cabal cumprimento dos regulamentos a bem da modalidade.
Bem haja a quem teve o mérito e a coragem de decidir.

Anónimo disse...

Ser CRT ou AEIST não me parece ser assim tão indiferente, ou não permite ao Técnico estar representado a dobrar na FPR e assim ter mais votos? Alguém me pode confirmar isto?

Anónimo disse...

Sendo duas equipas distintas não vejo qual e a lógica de toda está polêmica! Os senhores do técnico nem para eles são bons, visto que, assim sendo, o CRT poderia disputar o campeonato e subir de divisão! Pena que tenham caído na sua própria trampa, pões queriam entrar num campeonato sem inscrever um único jogador!

Anónimo disse...

Compreendo que alguns Clubes da segunda divisão, referidos em cima tenham os seus problemas logísticos e financeiros. No entanto pelo que parece Técnico B atempadamente inscreveu-se na competição. Logo embora solidário com todos os problemas apresentados, não infringimos qualquer regra, assim sendo temos o direito de jogar. Não temos ninguém a monte este ou outro ano qualquer, as caras que estarão no campo para jogar serão as mesmas, nada tem com circunstâncias mais positivas ou menos. Uma equipa que participa, se não me engano, à quase uma década ininterruptamente nesta divisão, não pode nem deve ser assim excluída. Com todo o respeito as outras equipas, porque sem elas não há competição, penso que isso diz alguma coisa sobre o empenho que sempre colocamos nesta competição. Mostra também empenho de um clube na sua formação e no desenvolvimento do rugby.

Sublinho
"Em anos anterior a Equipa B do técnico também já se desculpou de deslocações e deu faltas de comparência ou aguardou por fins de jogos dos SUB 21 NO MESMO DIA ! Para comparecer atrasado a jogos... Neguem lá."

Também não nego que já joguei contra o Técnico B (contra a minha própria equipa), usando camisola do meu adversário, por essas equipas não terem um 15 para jogar. Não nego que já joguei pelo Técnico B apenas com 13 ou 14 jogadores e não nego que já esperei horas pelo meu adversário vir de longe e se ter atrasado. Mas mesmo assim joguei, é assim o rugby, como todos os seus defeitos e virtudes.

Cumprimentos a todos Mauro Almeida

Anónimo disse...

Em Portugal infelizmente, não há vontade para desenvolver o rugby, todos querem é ser "donos de clubes", jogadores que nem as leis de jogo conhecem, muito menos técnicas e skills, se as divisões são pequenas (e o nosso campeonato deveria ter umas 5 ou 6)é por que é injusto e elitista, se tem muitas é mau porque há muitas deslocações.... afinal o que é isto, o melhor seria criar ligas separadas, uma para quem quer jogãr rugby e outra para quem quer andar (dizer que é presidente ou jogador ou treinador)por ai...No uruguai (um rugby do nivel do nosso ou melhor) um clube teve 3 equipas na divisão principal (se eram melhores que as outras por que não, e mesmo em portugal em idos anos julgo que cdul teve duas na 1ª, a académica nos anos 90 (andará por ai) tb teve duas equipas na principal divisão... Mas agora somos muito evoluidos temos muitos "clubes" mas com nivel de rugby (infelizmente) cada vez menos... é penoso a diferença entre equipas de divisões diferentes é alucinante...

Anónimo disse...

Ainda ninguém aqui disse o que e que o técnico B iria acrescentar ao campeonato, já agora gostaria de saber!

Anónimo disse...

Grande confusão vai numas quantas cabecinhas.

Clarificando: Quem sempre disputou o CN II Divisão foi a AEISTecnico - B, clube diferente do CR Técnico.

Quem se inscreveu, como aliás permitido pelo Regulamento deste Campeonato foi a AEIST-B !

E quem apresentou o recurso - em nome da AEIST - foi o CRT, ao abigo de um protocolo entre os 2 clubes que atribui ao CRT a gestão desportiva das equipas de rugby da AEIST.

Até aqui ... nada de ilegal, os regulamentos permitem a inscrição e a lei portuguesa permite poderes de representação ou seja, que outra pessoa ou entidade represente alguém ou outra entidade.

O que é grave no meio disto tudo é atuação da FPR:
1º porque tem um regulamento que permite inscrição de equipas B;
2º porque sabe muito bem que quem participação há uns 10 anos neste campeonato é a AEIST-B;
3º Porque quis atirar a AEIST-B para um Torneio no qual a equipa não se inscreveu;
4º Porque usou critérios ilegais, como andar a perguntar aos outros clubes se não se importavam de jogar contra a AEIST-B;
5º Por último, perante o acórdão do Conselho de Disciplina, que erradamente se referia ao CRT,ao melhor estilo de chico-esperto de vão de escada, sabendo muito bem que apenas a AEIST-B tem inscritas na FPR equipas e jogadores do escalao senior, o troca tintas do Presidente fez publicar um comunicado a tentar dar a volta à situação, o que é de todo ilegal!

Estes são os factos e tendo o CJ decidido com base nos Regulamentos não pode o Sr Silva da FPR deixar de cumprir a decisão.

Alegam alguns clubes que podem ter dificuldades financeiras para fazer deslocações, o que acredito seja verdade.

Se o SR Silva está tão interessado no desenvolvimento do rugby, daria um bom exemplo a todos se abdicasse do chorudo ordenado na FPR e canalizasse essas verdas - diria, embora sem conhecer valores, que podem andar entre 15 a 18.000 Euros ano (1500 por mês) - para ajudar os clubes que mais precisam.

O que vemos é um panorama desolador. Conseguiu que o rugby, desde os escalões de formação ao feminino, esteja a definhar de dia para dia. Nas seleções é o qie se vê. No final do mandato, não ficará pedra sobre pedra no rugby português.

Anónimo disse...

O mesmo que todos os outros clubes acrescentam.

Anónimo disse...

Queira desculpar-me mas não posso concordar que uma equipa que não conta para a classificação possa acrescentar algo ao campeonato! O que o técnico quer e treinar ao fim de semana quando a equipa A não tem jogos e os outros que se lixem! Corrigindo, vem acrescentar lesões e despesas as outras equipas, equipas essas que já se encontram em grandes dificuldades de cumprir o calendário estipulado no início da época! Cada um tem o seu lugar e eu concordo que o regulamento seja alterado e que as equipas b's tenham um campeonato só para si!

Anónimo disse...

Porque é que em alternativa a equipas B não se começa a pensar em reforçar os conceitos de equipas Satélite, apadrinhamento, intercambio e empréstimo de jogadores ?

Porque haverão de haver equipas com planteis de 40 ou 50 em que metade já nem vão treinar por não ter lugar e haver equipas geograficamente perto que tem dificuldades em levar 23 para um jogo ?

Os jogadores se querem jogar rugby tem de procurar alternativas, estes jogadores todos do Técnico B estão parados ? passem um ano em outras equipas .... "ah tirar jogadores aos seus clubes do coração.." um jogador que goste de rugby quer é jogar, as vedetas é que querem dizer que estão nos grandes clubes.

Explorando bem estes conceitos e melhorando oque existe nos regulamentos aposto que podia-se até criar um consenso para que todos possam jogar rugby e o desporto possa evoluir com uma segunda divisão mais forte.

É só uma ideia á qual reconheço a enorme dificuldade de implementação real

Anónimo disse...

Já diziam os romanos: "Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!"

Anónimo disse...

"Os jogadores se querem jogar rugby tem de procurar alternativas, estes jogadores todos do Técnico B estão parados ? passem um ano em outras equipas .... "ah tirar jogadores aos seus clubes do coração.." um jogador que goste de rugby quer é jogar, as vedetas é que querem dizer que estão nos grandes clubes."

Do ponto de vista conceptual a sua ideia faz todo o sentido, embora como diz na sua última frase, de difícil implementação. Quantos clubes existem então junto a Lisboa onde jogadores do Técnico B poderiam jogar?... Belas, Unbutu, Sobredense, FCT, Oeiras, Vila da Moita. Do meu ponto de vista pessoal faz-me pouco sentido jogar por uma equipa que "boicotou" a participação da minha equipa (Técnico B) na competição. Em algumas equipas tentando não parecer "arrogante" iríamos tirar o "lugar" a jogadores que o precisam é de jogar e evoluir e não ficar no banco. Em outras equipas existem rivalidades por demais evidentes, que tornariam a integração difícil senão impossível. E penso que sermos "vedetas" e dizermos que jogamos nos grandes clubes nunca foi o que motivou ninguém que entra no Técnico, se assim fosse jogariam Direito, Belém, CDUL. Nem sempre o que parece na teoria, uma boa ideia, o é na prática.

Mauro Almeida

Anónimo disse...

Só lhe posso responder da seguinte forma irónica, o Técnico A não deve jogar então 10 anos, para puder jogar com as equipas da 2 divisão. Portanto o Técnico B só comparece aos jogos quando o Técnico A não joga será? Peço-lhe desculpa mas o seu "argumento", nem sequer faz sentindo, facilmente a sua teoria cai por terra com cruzamento de calendários de épocas passadas.

Quanto a lesões penso que fazem parte deste jogo, infelizmente, mas quem entra em campo "sabe ao que vai". Se não se quer lesionar e gosta de rugby só tem que ser treinador, dirigente ou arbitro.

Não temos classificação, sempre a tivemos até a dois anos atrás se bem me recordo, sinceramente não sei o porquê "regulamentar" que criou esta situação, mas posso garantir-lhe que teria todo o gosto em tê-la de novo. Mas talvez se chame a isso gostar de rugby, jogar sem pensar que terminarei em ultimo apesar de ter ganho jogos para ficar a meio da tabela.

Cumprimentos a todos Mauro Almeida.