13 de março de 2016

COMEÇAR PIOR ERA IMPOSSÍVEL, SEM CHAMA, SEM ATITUDE...

Mais um dia de derrotas para a selecção nacional de sevens, que não conseguiu corrigir os erros da semana anterior e voltou a cometer erros sobre erros, quer a defender, quer a atacar.

Hoje ao fim de tarde lá voltamos a disputar os quartos de final da Bowl contra um adversário de peso, a Inglaterra, e a menos que a noite traga alguma grande novidade, o nosso destino parece traçado.

A desilusão que nós sentimos frente ao televisor, também foi sentida pelo responsável da equipa, António Aguilar, que confessou que "era impossível começar pior..."

"Depois de uma semana muito mais forte e concentrada esperávamos mais um vez melhor! Muito melhor!
Começar pior era impossível, sem chama, sem atitude e sem competir.
Este sim um dia para apagar por completo e mais uma vez começar de novo amanhã.
Apesar de muito jovem e sem rodagem a este nível, hoje foi evidente demais a falta de experiência e o quanto temos de evoluir!!
Dois momentos do jogo que trabalhamos muito esta semana falharam por completo, os pontapés de saída e a defesa (quer a nossa estrutura defensiva quer a placagem individual) não estiveram a altura desta competição.
Sabíamos que era um grupo muito difícil e os nossos objectivos passavam mais por subir os nossos níveis de confiança e fazer um torneio em crescendo para manhã conseguirmos o objectivos mínimos, esse objectivos ainda estão vivos e ainda pode ser um torneio bastante positivo!!
Amanhã jogamos com a Inglaterra nos quartos da Bowl. Mais um jogo difícil mas como todos neste torneio...
Agora é recuperar, descansar e amanhã vir com uma cara nova!!"

Recorde-se que Portugal joga às 18,24 horas de Lisboa frente a Inglaterra, e que a seguir defrontará Canadá ou Brasil, dependendo do resultado dos dois encontros - vencedor defronta vencedor para as meias finais da Bowl, derrotado defronta derrotado para as meias finais do Shield.

OS OUTROS GRUPOS
No resumo do dia o destaque vai para o grupo B, onde três equipas terminaram em igualdade de pontos, com o apuramento para a Cup a ser decidido no diferencial de pontos marcados e sofridos - ficou de fora o Canadá, que apesar de ter vencido a Rússia no derradeiro jogo por 29-12, precisava de mais 13 pontos para ultrapassar o País de Gales na classificação.
Ainda no grupo B a Rússia ficou pela quarta posição, mas a verdade é que a equipa melhorou bastante em relação aos primeiros torneios, e parece em condições de defender a vantagem que tem sobre Portugal.
A Austrália ficou na primeira posição, apesar de ter sido batida pelo Canadá.

No grupo C a Escócia empurrou a Argentina para a Bowl e garantiu a segunda posição, atrás da África do Sul, enquanto o Brasil ficou com a última posição.
Para quem tem acompanhado a evolução dos Tupis, fica a clara ideia que a equipa está francamente melhor, embora seja óbvia a falta de experiência dos seus elementos em competições deste nível e intensidade.
As derrotas sofridas, em especial frente a África do Sul, foram todas muito disputadas, com os brasileiros a cederem na fase final das partidas, e a cometerem erros que com o tempo com certeza deixarão de cometer.

No grupo D os Estados Unidos cada dia que passa se afirmam com mais rigor como uma equipa do grupo da frente, e venceram a França e a Inglaterra sem qualquer margem para dúvida, embora não tenham sabido contornar os problemas que a Nova Zelândia lhes criou, fruto de uma defesa muito agressiva e ordenada, que apenas deu um pequeno espaço a Baker para correr, o que ele aproveitou para marcar o único ensaio dos americanos no encontro.


3 comentários:

Antonio Esteves disse...

Como se tem vindo a antecipar , a perda de fulgor nos comentários por aqui é directamente proporcional aos resultados "históricos" de ambas as seleções .

A tolerância ao comentário e aos resultados das prestações das seleções nacionais é ensurdecedor , graças a Deus que num passado recente a tolerância era pouca e os comentários eram muitos , talvez porque havia algo a comentar .

Antonio Esteves disse...

Isto é tipo de noticias que o site FPR escreve , visto que este passou de site de uma Federação a espaço noticioso , nunca visto .

"Os “Leões” confirmaram o favoritismo e ao intervalo já venciam por 18-7, apesar de uma primeira metade com tónica de equilíbrio. Na segunda metade, os “Lobos” foram incapazes de contrariar a superioridade espanhola."

Hoje falasse em favoritismo da Espanha , num passado recente seria impensável , esta direcção já percebemos que colocou a fasquia bem cá em baixo , vamos ter que nos habituar ou arranjar outra modalidade para apoiar .

jmegapixel7 disse...

Exactamente ao invés da FPR ouvir adeptos da modalidade que realmente desejam ver a modalidade bem representada contribuindo com opiniões construtivas , passou a ter um site de apenas teor informativo. Concordo que a modalidade deve ter apoio escolar opcional e televisivo. Defendo que estás seleções de 7 e XV tem capacidade de fazer muito melhor devido à experiência adquirida em muitos jogos internacionais. Opções erradas de treinadores e eleições em momentos chave para a permanência Na ENC1A teram sido na minha humilde opinião , claro razões plausíveis para o péssimo diga-se de passagem desempenhos de ambas as nossas seleções. Abraço