25 de maio de 2016

PORTUGAL ABANDONA CIRCUITO MUNDIAL PELA PORTA DOS FUNDOS

Como se esperava Portugal não conseguiu anular a distância que o separava da Rússia na classificação geral da competição, e termina na 16ª posição, mesmo atrás do Japão, que embora não sendo equipa residente e tendo participado apenas em cinco das 10 etapas, conseguiu o mesmo número de pontos que a nossa equipa.

Desta vez, mais uma vez, Portugal termina uma etapa apenas com derrotas, e deixou bem claro que a sua classificação final não foi um acidente, antes o resultado de uma longa série de erros e más decisões, restando agora esperar que um dia, no futuro, alguém trate do rugby português como ele merece.
A Escócia foi a vencedora da prova, deixando para trás na fase de abertura o Quénia, a Inglaterra e os Estados Unidos no caminho da final, e a África do Sul no jogo decisivo, fechando com chave de ouro uma época que viu o rugby escocês aproximar-se do brilho que já teve no passado, quer em sevens quer em XV.

Note-se que nas três últimas etapas do Circuito houve três vencedores inesperados, embora justos: Quénia em Singapura, Samoa em Paris e agora, em Londres, a Escócia, devolvendo também ao jogo reduzido aquele inesperado que permite a qualquer equipa - que faça o seu trabalho de casa e leve estas competições a sério - sonhar com os mais altos voos.

Fique com o quadro geral do torneio de Londres e com o ranking final da prova, lembrando-se que para a próxima época Portugal não mais fará parte deste grupo extraordinário de equipas.




3 comentários:

Claudio disse...

Ausência no mundial de 2015, descida de divisão no CEN, não apuramento para os J.O. (masculinos), saída dos residentes do HSBC (não há repescagem ?), lugar 30 na classificação IRB, "divórcio" aparentemente em curso com os jogadores de França, blogs fechados uns atrás do outros... Afinal, mesmo tentando ver as coisas do lado positivo, a realidade é "terrível" :-(

Leo Leo disse...

Será que há um problema ?...

Como se disse em França, "il n'y a pas de problème mais que des solutions"... infelizmente ainda não encontrei a solução...

Claudio disse...

Para melhorar o 7 tenho poucas ideais e muito menos que para aumentar o nosso nível no XV.

Pois, os "nossos" jogadores de 7 têm grande nível. O staff tem muita experiência na modalidade. Já é muito. Pode ser que falte alguns meios/estruturas para permitir de melhorar a condição física dos jogadores em termos não de potência - têm suficiente - mas de resistência (endurance) para assim poderem conservar o mesmo nível ao longo dos jogos e dos dias de cada um dos torneios, o que por enquanto não acontece. Também já disse que nunca se perde a fazer detecção e acho que seria bom ver se nós clubes portugueses de segundo ou terceiro escalão não se encontra um ou dois "craques" nomeadamente em termos de velocidade, uma vez que o 7 permite muito mais que o XV valorizar esse tipo de qualidade individual.