19 de maio de 2016

LINCES COM OS OLHOS POSTOS NA CUP DE LONDRES

Com a realização do Londres Sevens, em Twickenham, este fim de semana, chega ao final o Circuito Mundial de Sevens 2015-16, depois de disputadas nove jornadas e com a introdução dos torneios de Singapura, Vancouver e Paris, a troca de Port Elizabeth pela Cidade do Cabo e Gold Coast por Sidney, e a saída da Escócia como destino.

Foi uma repaginada no Circuito, que veio comprovar que os Sevens são uma enorme forma de divulgação do rugby como um todo, ao mesmo tempo que assume cada vez mais formas próprias, maior competitividade e maior nível de exigência.


Portugal chega a esta derradeira jornada numa situação muito delicada, e injustamente exige-se aos jogadores que estão em Londres, que resolvam um problema que foi inteiramente criado pelas péssimas decisões estratégicas tomadas por Cassiano Neves.

Já ouvimos dizer que Cassiano Neves foi mal aconselhado, mas a verdade é que foi ele que escolheu os conselheiros, que assumiu a liderança com um projecto que mais parece ter tido como grande objectivo transformar o rugby nacional numa enorme planície de terra queimada, para depois se recriar tudo o que se destruiu.

Nem vale a pena falarmos no que se passou com os Lobos, pois já aqui dissemos o que tínhamos a dizer - e que infelizmente levaram ao afastamento de alguns amigos, "ofendidos" com as verdades que se disseram - mas temos que deixar bem claro que o plano a que se decidiu rebaixar os sevens nacionais é um crime de que Cassiano Neves dificilmente conseguirá evitar ser o grande responsável, e que terá consequências gravíssimas para o nosso rugby.

Ver o que se estava a passar com as decisões tomadas, e nada fazer, deixa de ser apenas uma má decisão inicial, para assumir o carácter de premeditação que não será esquecida.
Cassiano Neves é um jovem cheio de títulos e graduações, mas que terá chegado cedo demais ao lugar onde se tomam as decisões, e vai ter que levar esses erros consigo numa carreira de dirigente que esperamos que - no rugby - não se prolongue por muito tempo.

Em seis meses Cassiano Neves conseguiu rebaixar a selecção de XV, e agora, atira para cima dos 12 jogadores que estiveram em Paris e vão estar em Londres a responsabilidade (quase impossível) de resolver, o que se esmagou ao longo de oito jornadas.

Ainda acreditamos que os 12 jogadores e a sua equipa técnica serão capazes desse verdadeiro milagre, mas se ele não acontecer, não se culpem aqueles que dentro de campo dão - ou deram durante todo o ano - tudo o que podem para conseguirem o melhor.

E nem pensem em arranjar qualquer outra desculpa - se Portugal for afastado do grupo das equipas residentes, o responsável por esse rebaixamento tem nome e assinatura: Luís Cassiano Neves.

FASE DE APURAMENTO COM OS OLHOS POSTOS NA CUP
Com seis pontos de atraso em relação ao seu mais directo adversário, a Rússia, aos Linces resta conseguirem a presença na Cup e esperar que os Ursos fiquem pela Shield, para conseguirem salvar o futuro dos sevens nacionais.
E para isso vão defrontar amanhã a França, o Quénia e a Escócia.

Esta tentativa de última hora vai acontecer enquanto na bancada o público vai apresentar uma colecção de fantasias subordinadas ao tema das Extravagâncias Submarinas, abrilhantando a Catedral.

Quem sabe um tema desta natureza não favorece a equipa da nação que desbravou e dominou os caminhos marítimos do mundo durante séculos...

Fiquem com o quadro completo dos jogos da fase de apuramento e como se atribuem os pontos no final da etapa.



Nota: Por motivos particulares não poderemos fazer o acompanhamento da fase de apuramento em cima da hora, mas esperamos poder acompanhar a fase final.

5 comentários:

Antonio Esteves disse...

Texto esclarecedor da realidade a que o rugby nacional mergulhou , apenas uma correção se permite , Cassiano Neves não tem nem títulos nem graduações , não tem experiência e reconhecimento no que diz respeito ao rugby - é um pára-quedista , sempre foi como jogador , treinador e nunca foi dirigente !?
O rugby nacional está refém dele , dos seus amigos e conselheiros , os clubes têm rapidamente se verem livres .

Claudio disse...

A França vai com uma equipa de jovens... Pode ser que ajude !

Claudio disse...

Não é para estar a distribuir os bons e maus pontos, mas há um aspecto onde, ao meu ver, melhoramos ultimamente no 7 e que notei ainda em Paris. Abandonamos aquele hábito que tínhamos (herança de um tempo onde os sevens eram mais espectáculo que jogo de rugby) de dar grandes chutos para a frente esperando que um jogador da equipa recupere a bola nos 22 adversos e, a maior parte do tempo, perdendo a bola arriscando um ensaio de contra. Parece que percebemos que guardar o posso da bola é importantíssimo. Pode ter a ver com o novo treinador.

Era bom que o mesmo acontecesse no XV onde, infelizmente, se encontra ainda este tipo de gesto, aniquilando, por vezes, um esforço de conquista de terreno, longo e difícil, por parte dos avançados.

Antonio Esteves disse...

RESULTADOS DO DIA :

Kénia 22 - 17 Portugal
França 45 - 14 Portugal
Escócia 31 - 14 Portugal

Duarte disse...

Na AGO (pgt ao pres. da FPR) e na AGE (consequências da descida de divisão da ex-selecção de XV), o que é que foi decidido e informado?