4 de setembro de 2012

LIONS NA AUSTRÁLIA EM 2013


O final da época que se aproxima traz consigo um grande acontecimento, com a 28ª digressão da história dos British & Irish Lions, desta vez à Austrália, com a esperança dos viajantes em conseguirem um resultado positivo nos jogos-teste que vão realizar, o que aconteceu pela última vez em 1997, na África do Sul.

A história destas digressões começou em 1891 quando uma equipa apelidada de Great Britain se deslocou à África do Sul, e venceu os quatro jogos então realizados – como vão longe esses tempos...

Até 1938 a Geat Britain viajou mais nove vezes ao hemisfério sul – em 1908 como Anglo-Welsh – mas foi apenas a partir de 1950 que estas viagens tomaram uma forma organizada e intervalada com a viagem de equipas do hemisfério sul à Europa.

Foi também nesse ano que a equipa passou a chamar-se British & Irish Lions, adoptando o emblema que reproduzimos no topo da página, e passou a utilizar a camisola vermelha que identifica a equipa.

A partir de 1989 as digressões dos Lions passaram a realizar-se de quatro em quatro anos, visitando alternadamente a Austrália, a Nova Zelândia e a África do Sul.

Este ano é a vez da viagem à Austrália, e é também a oportunidade para os Lions se vingarem da derrota global da última viagem a este país, já que em 2001, dos dois jogos-teste apenas conseguiram vencer um.

O mesmo não tinha acontecido em 1989 quando os viajantes saíram vitoriosos por 2-1, e note-se que das últimas viagens, desde 1989, os Lions apenas foram superiores na referida viagem à Austrália, e em 1997 à África do Sul (2-1 nos testes) – em 1993 e em 2005, na Nova Zelândia os Lions foram derrotados, primeiro por 2-1 e na viagem mais recente, por 3-0, e em 2009 na África do Sul, perderam também por 2-1.

No próximo ano a digressão tem mais um ingrediente para aumentar o interesse de quem gosta de rugby, com um jogo inicial em Hong Kong contra os famosos Barbarians – recorde-se a propósito que existe em Portugal uma equipa, os Barbarians Portugueses, que foi oficialmente reconhecida pelo clube britânico em 1991, num jantar de gala realizado numa tenda árabe, no Estádio Universitário de Lisboa, e por isso faz parte de um exclusivo grupo de nove equipas, em todo o mundo, que podem orgulhosamente chamar-se de Barbarians!

E este que vos escreve teve a honra e o privilégio de fazer parte da constituição dessa equipa e de ter sido o seu primeiro presidente!

Voltando aos British Lions, foi só em 1966 que um treinador foi oficialmente nomeado para a equipa – coube a honra ao galês John Robbins – mas a responsabilidade final sobre a preparação e direção da equipa, ainda pertencia ao seu capitão, no caso Michael Campbell-Lamerton.

Andy Irvine, o manager da equipa para o ano que se aproxima, anunciou hoje que o treinador da equipa será Warran Gatland, o neozelandês que treina o País de Gales, e a tardia nomeação ficou apenas a dever-se  a uma queda sofrida por Gatland – caiu do telhado de sua casa e partiu os dois calcanhares – em Abril, mas o seu nome foi desde o princípio o único a ser considerado e não sofre qualquer contestação.

Fique com a lista dos dez jogos que a equipa fará (os jogos-teste em itálico), e bem assim a lista dos treinadores dos Lions, desde 1966.

2013 BRITISH & IRISH LIONS TOUR 
Sábado, 1 de Junho - Lions v Barbarians, Hong Kong
Quarta-feira, 5 de Junho - Lions v Western Force, Perth
Sábado, 8 de Junho - Lions v Queensland Reds, Brisbane
Quarta-feira, 12 de Junho - Lions v Combined New South Wales & Queensland Country, Newcastle
Sábado, 15 de Junho - Lions v New South Wales Waratahs, Sydney
Terça feira, 18 de Junho - Lions v ACT Brumbies, Canberra
Sábado, 22 de Junho - Lions v Australia, Brisbane
Terça feira, 25 de Junho - Lions v Melbourne Rebels, Melbourne
Sábado. 29 de Junho - Lions v Australia, Melbourne
Sábado, 6 de Julho - Lions v Australia, Sydney

Treinadores dos Lions desde 1966
1966: John Robbins (Wales)
1968: Ronnie Dawson (Ireland)
1971: Carwyn James (Wales)
1974: Syd Millar (Ireland)
1977: John Dawes (Wales)
1980: Noel Murphy (Ireland)
1983: Jim Telfer (Scotland)
1989: Ian McGeechan (Scotland)
1993: Ian McGeechan (Scotland)
1997: Ian McGeechan (Scotland)
2001: Graham Henry (New Zealand)
2005: Clive Woodward (England)
2009: 
Ian McGeechan (Scotland)



3 de setembro de 2012

EM INGLATERRA ABRIRAM-SE AS HOSTILIDADES*


Aviva Premiership 1ª Jornada:
Abriram-se as hostilidades na Premiership e de que forma, muitos ensaios marcados e muita emoção para os fãs de rugby para os quais este foi um grande fim-de-semana.
Wasps - Quins
A liga abriu com o embate entre os Wasps e os campeões Quins. 

Os leitores podem não crer, mas após o jogo estive o fim-de-semana todo a pensar como descrever este jogo. 
Os Wasps começaram bem, muito bem diga-se, mostrando uma absurda falta de respeito pelo estatuto de campeões dos adversários.  
Aos 2mins de jogo o ponta Wade combina bem com o outro ponta Varndell e as vespas de Londres põem os Quins em sentido com um ensaio convertido pelo abertura Nicky Robinson. 10 mins depois e novo ensaio por Varndell, oferecido por Wade já na área de ensaio -  Robinson converte e junta mais 2 penalidades. 20-0 aos 12mins! 

As coisas não corriam bem aos Quins, muito trapalhões nos avançados e a 3ª linha dos Wasps comandada por Haskell a 8 estava intratável no breakdown. 

Os avançados dos Quins não conseguiam aliar-se nas linhas de ataque bem comandadas por Evans, na única vez que isso aconteceu na 1ª parte, uma jogada bem apoiada por 3/4 e avançados, o ponta Williams descobre um espaço na defesa adversária e ensaia para conversão de Evans. 
Mas o desespero continuava para os avançados dos Quins, mais uma bola perdida no breakdown e duas fases depois Wade está de novo na linha de ensaio (não convertido), 28-7 aos 24mins. 

Os campeões carregam desesperadamente e Evans adiciona 2 penalidades antes do intervalo, 28-13. 

No recomeço a perder por 15 os Quins carregam nos Wasps mas Easter que teve uma tarde para esquecer, perde uma bola no contacto e 3 passes depois o 2ª linha Wentzel corre 40 metros sem oposição e ensaia, Robinson falha uma conversão que parecia fácil. 
55 minutos e mais do mesmo, os avançados experientes dos Wasps deram uma lição aos seus adversários e Wentzel oferece um ensaio ao pilar Payne que ensaia no canto, Robinson adiciona a conversão e a pouco mais de meia hora do fim os Quins estão a 27 pontos de distância.  

Após este ensaio, muitas substituições ocorrem nos Quins, incluindo o formação Care que nunca consegui pegar no jogo. 
A partir daqui Evans decide que o jogo não está perdido, o recém entrado Guest contraria bem uma tentativa de alívio ao pé do adversário, e consegue ficar com a bola e ensaiar entre os postes. 
Evans é pura classe e numa arrancada fenomenal consegue rasgar a defesa dos Wasps e oferecer a bola aos seus 3/4s e Brown ensaia no canto. 

4 minutos depois Evans recebe a bola do formação e descobre um buraco na defesa e com um pontapé a toda a largura do campo Brown recebe e só tem que colocar a bola na área de ensaio. 40-32 aos 64 minutos. 

O jogo estava ao rubro com os Quins acampados nos 22 dos Wasps, mas quando chegavam a 5 metros da linha de ensaio, um erro, um avant, uma bola perdida (muitas vezes por Easter) desesperava os fãs dos Quins. 

Perco adjectivos para descrever o jogo de Evans quando aos 67 minutos ensaia e converte, 40-39. 

Aos 77 minutos os Quins beneficiam de uma penalidade a 45 metros dos postes para, quem mais!, Evans converter e ganhar o jogo para a sua equipa. 40-42. 

Evans teve uma exibição de sonho e prova que é, neste momento, o melhor jogador da Premiership. 
Destaque também para Wade dos Wasps que no ano passado foi o melhor marcador de ensaios e procura que seja esta a sua época de afirmação.

Saracens – London Irish
Ainda em Twickenham depois do jogão anterior a tarefa para novo espectáculo de rugby estava dificultada. 

Era interessante ver como os “exilados” se iriam comportar perante a experiente armada sul-africana dos Saracens que estreou Ashton na ponta. 
O jogo começou com pouca emoção e os avançados dos Saracens liderados por Brits iam dominando e ganhavam algumas penalidades aos seus adversários que Hodgson aproveitava para por pontos no marcador (minutos 6 e 14). 
O flanker dos Irish, Treviranus vê um cartão amarelo por carga perigosa de ombro sobre Hodgson que precisou de um par de minutos para recuperar do embate.  
Mais 2 penalidades para os Sarries e uma para os Irish levam o resultado para o intervalo em 12-3. 

Na 2ª parte Ashton resolveu justificar o seu salário e mostrou que não há outro jogador como ele na Premiership a descobrir espaços na defesa, ensaio aos 42 minutos que Hogdson converte.  
Aos 50 minutos Ashton assiste Barritt com um sublime toque ao mesmo tempo que é esmagado por um adversário e Barritt só tem que voar para a linha de ensaio, 26-3. 

O show de Ashton continuou e novo ensaio após boa combinação da linha atrasada sarracena, Hodgson converte 33-3. 
Os Irish nunca conseguiram opor-se à qualidade de jogo dos Saracens e sem Corbisiero (pilar) que está lesionado a mêlée foi também muito castigada. 

Aos 77 minutos Mordt acaba com o que restava dos Irish com novo ensaio convertido. Final 40-3.

Gloucester – Northampton
Sempre um jogo emotivo quando estas duas equipas se encontram e este não foi excepção. 
Um jogo à Saints, a começar muito bem, a dominar o adversário, mas a acabar em sofrimento e com dois jogadores no “sin-bin”. 
O “tal” George Pisi (centro) que vos falei na crónica de apresentação ensaiou por duas vezes, sendo que Tindall (agora jogador-treinador) sentiu muitas dificuldades para o parar, e o estrante Waldouck a seu lado anulou Twelvetrees. 
Por outro lado, o capitão do Saint, Hartley, também ensaiou, e Lamb converteu todos os ensaios.  
Mas uns Saints faltosos permitiam a Burns adicionar pontos e manter Gloucester na esperança de um bom resultado. 
Até aos 72 minutos os Saints controlavam bem o jogo por 24-12 mas um ensaio de penalidade por infração na mêlée (Doran-Jones e o estreante Van Velze já estavam amarelados) e foram 8 minutos a sofrer até aos 80. Final 19-24.

Worcester – Bath
Os Worcester normalmente encontram-se nas lutas do últimos classificados. 
Muito esforçados contra uns Bath sempre robustos, levaram a sua vontade de vencer ao extremo causando muitas penalidades que custaram a vitória no último minuto.  

Percival ainda ensaiou aos 69 minutos mas do lado de Bath Olly Barkley converteu 8 das 11 penalidades concedidas pelos Worcester, incluindo uma aos 80 minutos que colocou o resultado em 23-24 e deu a vitória a Bath.,

Exeter Chiefs – Sale Sharks
Esperava-se mais dos Sharks depois do investimento na equipa. 
Cipriani começa no banco dos Sharks mas aos 31 minutos é chamado devido a lesão do centro Tuitopou, com MacLeod a passar para centro. 
O Exeter marcou 6 ensaios, mais que suficientes para o pontinho de bonús, e os Sharks nem um ponto marcaram com Cipriani ao leme. 
Do lado de Exeter o abertura argentino Ignacio Mieres deu uma lição de humildade a Cipriani com 16 pontos (1E, 1C, 3P). Final 43-6.

London Welsh – Tigers
Baptismo de fogo para a estreia na Premiership para a rapaziada de Londres contra uma das melhores equipas do campeonato, os Tigers. 
Na primeira parte o domínio dos avançados de Leicester foi evidente e dois ensaios da “locomotiva” Waldrom (nº 8) convertidos e mais uma penalidade (infracção na mêlée) ditaram que os Welsh perdiam por 17-0 aos 23 minutos. 
O que perdiam em talento, os Welsh ganhavam em garra e coragem, e enquanto houve “gás” ainda conseguiram dois ensaios e uma penalidade, até ao intervalo, dando algum interesse ao jogo. 13-17 ao intervalo. 

Com a fisicalidade do jogo e as substituições, os Welsh perderam algum ênfase e os Tigers apenas cumpriram. Seguiram-se ensaios de Parling, Salvi e Goneva para o resultado final de 13-38.
  
Veja o quadro dos resultados, a classificação e os jogos da 2ª jornada




Championship
No Championship a primeira jornada disputou-se sem surpresas e os favoritos venceram os seus adversários. 

Na 6ª feira Nottingham recebeu e bateu o Leeds por 34-29 com bónus ofensivo. 
Sábado os de Bedford confirmaram que são uma da melhores equipas da liga e 7 ensaios contra Moseley ilustram o resultado mais desnivelado da jornada, 50-6. 

Os Cornish Pirates, outro dos favoritos foram baptizar os de Jersey com um hat-trick de Evans, final 6-20 para os Pirates e o Plymouth venceu sem bónus ofensivo o Doncaster que conseguiu já na recta final um pontinho de bónus defensivo, 27-22.

Sábado, dia de jogo grande confirmou os Newcastle como favoritos, a despacharem outra das boas equipas desta liga, o Bristol com 20-37 e ponto de bónus ofensivo. 

Os London Scottish cumpriram os mínimos e bateram os Titans de Rotherham por 26-20.








Jacques le Roux
O nosso “lobo” Le Roux não jogou na estreia da sua equipa, o Coventry que milita na National League 1 (3º escalão). Jogou em casa contra o Ealing, uma das equipas mais fortes, senão a mais forte da liga e principal candidata à subida. O resultado foi de 13-37.

*Texto: Ricardo Mouro
Quadros : It's Rugby
Foto: ESPN scrum


2 de setembro de 2012

TOMAZ MORAIS - SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA COM O DIRECTOR TÉCNICO NACIONAL

Depois de nos ter falado sobre o novo sistema competitivo da Divisão de Honra, Tomaz Morais falou-nos do que se vai passar com os sevens, no que respeita à organização das competições nacionais.

Aproveitando para agradecer ao Director Técnico Nacional a gentileza que teve ao conceder esta entrevista ao Mão de Mestre, aqui deixamos a transcrição da conversa que tivemos sobre os sevens nacionais.


Mão de Mestre: Em relação às competições nacionais de sevens fiquei surpreendido ao ver duas coisas. Primeiro, em termos de organização de torneios, existem dois torneios regionais e depois três do Circuito. E segundo, a minha preocupação e surpresa é que no calendário da segunda divisão isto não é considerado.
Ou seja, a pergunta é muito simples: Vocês estão a considerar para o Circuito o ranking do rugby de XV
Tomaz Morais: Nas reuniões com as equipas da segunda divisão elas consideram que gostavam de ter torneios de sevens para elas, para a sua dimensão e para a sua velocidade, e acham que jogar com as equipas da Divisão de Honra mesmo nos torneios regionais não é saudável.
Ainda ontem a Universidade do Algarve disse isso mesmo em direto para a comunicação social “nós temos que sentir que somos equipas emergentes, queremos chegar à segunda divisão, e que há várias velocidades de jogo. E que nós neste momento não conseguimos competir com equipas de nível acima”.
Aquilo que as equipas da segunda divisão pediram nessa reunião, é que fosse criado e pensado com calma, sem pressa, um quadro competitivo que lhes permitisse jogar e crescer para depois, então, puderem ambicionar jogar com as equipas da primeira divisão, e com as equipas da segunda.
Não quer dizer que não haja wild cards, que não haja convites – vamos estar atentos - àquelas equipas que nós sentimos que possam estar já preparadas para competir num torneio desses...

MdM: E se não forem aquelas que vocês sentirem, aquelas que estejam dispostas e se proponham, entram dentro do esquema?
T.M.: Serão aceites. Falámos sobre tudo isso.

MdM: Isto é muito importante Tomaz, uma equipa que apareceu e que até se está borrifando nos XV, mas que se vai dedicar aos sevens pode candidatar-se a participar  nos torneios regionais, e os torneios regionais dão acesso ao Circuito?
T.M.: Podem sim e os torneios regionais são qualificativos para o Circuito.

MdM: Em resumo, os Torneios regionais são qualificativos para o Circuito, e qualquer equipa se pode candidatar a esses torneios regionais.
T.M.: Pode sim, tanto a organizar como a jogar.

MdM: Existem portanto dois torneios regionais que vão qualificar quantas equipas para o Circuito Nacional?
T.M.: isso ainda não está definido ainda. Com a organização do Algarve Sevens não houve ainda tempo para definir. Vamos com calma, em Setembro, decidir isso tudo.

1 de setembro de 2012

RABO DIRECT - TREVISO FICA COM AS HONRAS E A VITÓRIA

Começaram mal os Ospreys, campeões em título, ao perderem na sua deslocação a Itália, frente ao Treviso, por 12-6, e a derrota acaba por ser o castigo para uma exibição carregada de indisciplina que culminou com a expulsão do segunda linha Ian Evans, aos 31 minutos de jogo (!), quando lhe foi exibido o segundo amarelo do dia...

Hoje a questão da disciplina está na ordem do dia, e equipa que não saiba adaptar-se e cumprir com as exigências da arbitragem, está condenada a sofrer e a ver o seu esforço colectivo ir por água abaixo, em consequência de actos que levem à apresentação dos cartões coloridos.

Melhor esteve o Treviso, que não deixou de aproveitar a falta de concentração dos galeses, e começa a prova com uma vitória, obtida toda ela pelos pés de defesa Kris Burton, que ninguém poderia sequer imaginar...

Menos feliz foi a estreia da outra equipa italiana, os Zebre, que perderam em casa do Newport Gwent Dragons por 37-6 e sofreram os três ensaios que dão direito ao bónus de ataque, mas reagiram a uma primeira parte desastrosa concedendo apenas três pontos no segundo tempo.

Na Irlanda o Ulster recebeu e bateu os escoceses do Glasgow Warriors por 18-10, e o Munster foi a Edimburgo derrotas a outra equipa escocesa por 23-18.

As outras equipas irlandesas não tiveram tanta sorte e foram derrotadas - o Leinster na viagem a casa dos galeses do Scarlets por 45-20,  e o Connacht, em casa, perante os Cardiff Blues por 13-9.

No próximo fim de semana o Cardiff Blues recebe o Edimburgo, enquanto o Glasgow Warriors recebe o Scarlets, e os irlandeses do Leinster recebem o Newport Dragons e os de Munster acolhem os italianos do Treviso.
Para encerrar a 2ª jornada, os Zebre jogam em casa com o Connacht.

Foto: RaboDirect Pro 12

BRASIL - SUPER 10 ENCONTRA SEMI FINALISTAS

Disputaram-se hoje os quartos de final da Super10, a mais importante competição do calendário brasileiro, e a sorte sorriu às equipas favoritas..

Em São Paulo o SPAC derrotou o Farrapos por 47-19 e continua invicto na competição, mantendo em aberto toda a esperança de reconquistar o título que lhe foge desde 1999, enquanto o São José, campeão em título e que tudo fará para conseguir a sua renovação, derrotou o Rio Branco por 36-5.

Ou seja, os dois principais candidatos continuam bem vivos na competição.

Para as meias finais o SPAC vai defrontar o Desterro que venceu o Curitiba por 19-11, enquanto o Pasteur visitou e derrotou os Bandeirantes, para defrontar nas meias finais a forte equipa do São José.

Veja o quadro dos resultados:

TOP-14 GRENOBLE VOLTA A BRILHAR

Pela primeira vez em casa, o Grenoble consegue a sua segunda vitória em três jogos, o que - temos que admitir - para um recém chegado à mais importante competição de França, é obra!

Desta feita a vítima foi um dos clássicos gauleses, o Stade Français, a equipa parisiense que, apesar de não ter estado muito bem na época passada, é um dos nomes mais imponentes da terra de Jean Prat.

Mas, debaixo de uma chuva diluviana, o Grenoble ficou a um passo de conseguir o bónus ofensivo, na vitória por 26-12, ao marcar dois ensaios sem resposta.

Em Biarritz o Olympique recebeu e venceu o Toulouse por 22-17, firmando-se na cabeça da classificação com três vitórias nas três primeiras jornadas, e o campeão teve que se contentar com o bónus defensivo.

Mas o melhor desta jornada aconteceu na vitória do Clermont sobre o Perpignan por 53-31, e com a marcação de 11 ensaios (!), sete dos quais para a equipa da casa, o que lhe valeu o ponto extra pela marcação de mais três ensaios que o adversário.
Recorde-se que Julien Bardy, lesionado no jogo do passado fim de semana, ficou de fora, esperando-se o seu regresso para a próxima jornada.
O jogo foi marcado ainda na primeira parte por três lesões graves no Perpignan, e pela consequente realização de formações simuladas, a partir das quais o Clermont acabou por constituir a sua supremacia.
Mas é de notar que dos quatro ensaios dos visitantes, três forma marcados na segunda parte, e apenas aos 73 minutos os vencedores conseguiram garantir o ponto de bónus.

Nos restantes encontros o Racing venceu o Bordeuax por 18-7, o Montpellier bateu o Agen por 32-15 e o Castres derrotou o Bayonne por 31-10. No último jogo da 3ª jornada, o Toulon de Jonny Wilkinson bateu o Mont de Marsan por 29-15 e igualou o Biarritz no topo da tabela, graças a um tardio ponto de bónus conquistado.

Fique com o quadro dos resultados, a classificação e os jogos do próximo fim de semana.





Quadros: It's Rugby
Foto: L'Équipe 

ProD2 - EM FRANÇA OS PORTUGUESES EM BAIXA


Não estiveram bem as equipas do ProD2 onde militam jogadores portugueses, e apenas o Colomiers de Aurelien Beco e Lionel Campargue - mas sem nenhum dos nossos compatriotas - acabou por ter um resultado positivo, à custa do Narbonne de Gonçalo Uva (que jogou de início) e José Lima, a quem venceu por 29-25.

O Narbonne soma a segunda derrota, restando-lhe a consolação de um segundo bónus defensivo, enquanto o Colomiers segue com uma vitória e uma derrota.

O Massy de Mike Tadjer e Wilfred Rodrigues (jogou de início) também não opôs grande resistência ao Auch, perdendo por 30-16, não conseguindo sequer o ponto bónus defensivo, e o Béziers de Francisco Fernandes foi esmagado pelo Lyon por 63-15.

O Albi de Samuel Marques, que ganhara na primeira jornada ao Colomiers, sofreu também uma pesada derrota, frente ao Oyonnax por 40-6, enquanto o Pau de Francisco Appleton não resistiu às mãos do Tarbes e perdeu por 24-14.

Nas restantes partidas o Aurillac derrotou o Aix-en-Provence por 42-19, o Carcassonne bateu o Brive por 34-14, e o La Rochelle-Dax, dois perdedores da primeira jornada, disputa-se amanhã.

Fique com os resultados e a classificação, e ainda com o quadro dos jogos da próxima semana.


Quadros: It's Rugby
Foto: Rugbyrama