O Mão de Mestre tem mantido um cauteloso silêncio em relação à dispensa dos serviços de Errol Brain, porque entende que a discussão pública desta matéria em nada ajudaria o rugby português, nomeadamente no que diz respeito a eventual divulgação dos termos da entrevista dada por Errol Brain, após tomar conhecimento do seu afastamento.
Claro está que as declarações de Brain não parecem apropriadas, se analisadas apenas por elas, sem se pensar naquilo que as provocou - não podemos esquecer que Errol Brain foi o último a saber que já não trabalharia mais para a FPR, depois do presidente da FPR ter informado os jogadores e o público em geral.
Mas hoje, perante o lava mãos de Amado da Silva, feito através de comunicado publicado no site da Federação, não podemos deixar de abordar o assunto, apesar do desagrado que os termos do comunicado provocaram.
Não vamos entrar na análise desse documento, mas gostaríamos apenas de esclarecer que quem contratou Errol Brain foi Amado da Silva, como informámos em Novembro de 2010, que fez dessa contratação uma aposta pessoal, foi ele que estabeleceu o valor desse contrato, e todos os seus termos, incluindo a altura da fasquia que agora se reclama não ter sido atingida.
A Amado da Sivla, e só a ele se pode atribuir qualquer responsabilidade nesta escolha!
Errol Brain, como dissemos nessa altura, não tinha grande currículo, e o fato de ser uma aposta pessoal do presidente, era uma arma de dois bicos - e a verdade é que o bico que acabou por vencer, não foi o do presidente da FPR.
Se Amado da Silva diz hoje que o pesadelo de Brain era dourado, o que devemos dizer em relação a quem definiu o valor do seu contrato?
Se Errol Brain não deixa história nem marcas no rugby nacional, não deve essa responsabilidade ser, pelo menos, partilhada com quem o contratou apesar da falta de currículo como treinador, e lhe pagou a peso de ouro?
Quando Amado da SIlva acertou a vinda de Errol Brain, foi anunciado através de comunicado da FPR de Setembro de 2010, que ele viria - para além das suas funções como treinador/selecionador nacional - para coordenar o projeto Força 8, e nós perguntamos: qual a intervenção que Brain teve nesta matéria?
E foi também anunciado na mesma altura, , que o novo treinador iria participar ainda, regularmente, em acções de suporte técnico aos clubes nacionais, e nós perguntamos: que ações se realizaram com a participação de Errol Brain, e em que clubes?
E se nada disto aconteceu, fica a dever-se a quem?
Errol Brain falhou, não atingiu aquilo que aceitou serem, contratualmente, os seus objetivos, e não viu o seu contrato renovado.
Nada de estranho, era uma prerrogativa do presidente da FPR.
Agora pretender afastar de si a responsabilidade sobre o que se passou, atirando-a para cima do homem que no final foi tratado sem consideração nem respeito - aliás numa linha de actuação que deu cunho à liderança de outros presidentes federativos no passado - é, no mínimo, uma covardia.
Não fica bem a Amado da Silva utilizar a figura de um bode expiatório, para esconder as suas próprias responsabilidades.
Amado da Silva devia assumir que é o principal responsável pela situação que se vive, desde o momento em que estabeleceu os objetivos, e decidiu fazer uma aposta pessoal num treinador sem experiência internacional, sem conhecimento do meio nem da realidade do rugby nacional, da mentalidade dos intervenientes - jogadores, treinadores e dirigentes - ou sequer das línguas mais faladas no balneário.
Com as decisões que tomou em 2010 sobre estas matérias, Amado da Silva demonstrou a sua ignorância sobre a realidade e as necessidades do rugby nacional, e a sua arrogância em relação aos restantes intervenientes, dirigentes e técnicos.
27 de março de 2013
26 de março de 2013
LINCES, TÓQUIO E MOSCOVO
E é mesmo por aqui que vamos começar, apresentando um gráfico onde pode observar a evolução dos Linces ao longo da época.
A primeira linha diz-lhe como evoluiu de torneio para torneio a pontuação da equipa, que começou com um ponto na Austrália, para depois conseguir 10 pontos no Dubai e África do Sul, baixando de novo na Nova Zelândia e Estados Unidos, voltando aos 10 pontos em Hong Kong.
A segunda linha deve ser vista em conjunto com a quarta, sendo esta a linha de pontos da posição 12 do ranking.
A equipa posicionada na 12ª posição do ranking é a primeira das que estão automaticamente apuradas como Equipas Residentes para 2013-14, e a segunda linha representa a posição de Portugal - neste momento Portugal está a um ponto da posição 12.
Finalmente temos a linha da posição dos Linces no ranking, que deve ser vista na ordem inversa, ou seja, quanto mais pontos, menor a posição: a pior posição foi obtida no primeiro torneio, tendo melhorado nos dois seguintes, para voltar a desce na Nova Zelândia e Estados Unidos, voltando a subir em Hong Kong.
Fique também com o ranking depois do torneio deste fim de semana.
Repare que Portugal conta com três presenças na fase final da competição principal - identificadas por um mínimo de 10 pontos - mais por exemplo que a Inglaterra que apenas conta com uma presença, mas os Linces acabam por ser altamente prejudicados por não conseguirem senão o ponto de presença nas vezes em que disputou a Bowl...
Veja agora o quadro resumo da participação dos jogadores portugueses, começando pelo quadro referente a Hong Kong, e depois o acumulado nos seis torneios.
Cinco jogadores estiveram na equipa de início em todos os jogos - Duarte Moreira, Pedro Leal, Frederico Oliveira, Pedro Bettencourt e Miguel Lucas - enquanto Nuno Sousa Guedes, Nuno Penha e Costa e João Lino não alinharam de início em nenhuma partida.
Pedro Leal transformou sete dos 12 ensaios marcados (58,3%) e Duarte Moreira foi o melhor marcador da equipa com cinco ensaios à sua conta (25 pontos).
Por aqui se vê que os Linces marcaram um total de 57 ensaios, dos quais 35 foram transformados (61,4%).
Do total de 358 pontos marcados, Pedro Leal comanda a lista dos marcadores com 70 pontos (5 ensaios e 21 transformações em 34 tentadas, ou seja 61,7%, logo seguido de Duarte Moreira com 65 (13 ensaios).
Diogo Miranda com 51 pontos é o terceiro, com 5 ensaios e 13 transformações em 22 tentadas (59%), e depois vêm Frederico Oliveira e José Vareta com 30 pontos cada (6 ensaios).
No quadro pode ainda ver o número de torneios em que cada jogador participou, e quantos jogos poderia ter realizado no total dos torneios, e também pode observar como foi feita a utilização de cada jogador, com o número de vezes que esteve no VII inicial, quantas vezes foi substituto utilizado e em quantos jogos não foi utilizado
Quanto à disciplina, Miguel Lucas é o mais condecorado, com dois amarelos, seguido de José Vareta e Pedro Leal, com um amarelo cada.
Vamos finalmente ver o quadro dos resultados obtidos por Portugal até agora no Circuito deste ano.
Como pode observar, apenas na África do Sul (Port Elizabeth) Portugal teve um saldo positivo tanto no numero de vitórias, quanto no saldo de pontos marcados/sofridos.
As oito vitórias em 30 jogos realizados representam cerca de 26,6 %, e os 360 pontos marcados (uma média de 12 pontos por jogo) são o espelho da ineficácia da nossa equipa nacional.
Por outro lado, e para terminarmos este assunto, em três dos torneios - Austrália, Dubai e Nova Zelândia - sofremos mais de 100 pontos, o que também nos diz qualquer coisa sobre a eficácia da nossa defesa...
CAMPEONATO DO MUNDO DE 2013, EM MOSCOVO
A IRB anunciou na passada semana o sorteio dos jogos da fase de apuramento do Mundial de 2013, a realizar em Moscovo, de 28 a 30 de Junho.
Fique com o respetivo quadro, com particular destaque para o Grupo F em que participa Portugal.
TÓQUIO SEVENS
No último dia do Torneio de Hong Kong, foi também anunciada a composição dos grupos e a ordem dos jogos do torneio de Tóquio, que se realiza já neste fim de semana, ficando aqui também, o quadro respetivo.
Note que os adversários de Portugal serão, desta vez, a Espanha, a África do Sul e as ilhas Fiji.
Tarefa bem difícil para os portugueses, mas com possibilidade de apuramento, se os blitzbokke repetirem as exibições de Hong Kong...
E temos sempre a possibilidade de vencer as Fiji - algum dia isso vai acontecer!
Porque não agora?
25 de março de 2013
SPORTING A UM PONTO DAS MEIAS FINAIS DA SEGUNDONA
O Sporting está a um pequeno ponto de chegar às meias finais, depois de ter vencido o Oeiras por 41-3, mas tem um derradeiro obstáculo pela frente, quando defrontar o já primeiro da zona, o São Miguel.
Quanto à FCT, tem que garantir os quatro pontos de uma vitória sobre o Oeiras, mais um bónus atacante, e esperar que os leões não consigam sequer o bónus defensivo frente aos buldogues...
Ou seja, vamos mesmo que ter que esperar pela próxima jornada para sabermos quem avança para o playoff, quem fica para trás...
ZONA SUL/LISBOA
SÃO MIGUEL *62-5 ELVAS (10-1)
O São Miguel já tinha recebido esta semana a notícia federativa que confirmou a vitória por falta de comparência referente ao jogo da primeira volta, e bastou-lhe vencer agora no terreno para garantir a primeira posição da zona Sul/Lisboa, e saber que irá defrontar o Guimarães na meia final da prova.
Indiscutivelmente a melhor equipa da zona, os buldogues têm uma última prova na fase de apuramento perante o Sporting, e mesmo sem terem nada a perder, acreditamos que serão favoritos nesse confronto
OEIRAS 3-41* SPORTING (0-6)
O Sporting cumpriu o que se esperava e derrotou o Oeiras com direito ao bónus de ataque, e está agora a um pequeno ponto de garantir a presença nas meias finais.
Esse ponto pode ser garantido no encontro com o São Miguel na próxima e derradeira jornada, ou pode surgir per defeito da FCT, bastando para isso que os tecnológicos não consigam assegurar os quatro pontos de uma eventual vitória frente ao Oeiras, acrescida do respetivo ponto de bónus.
De qualquer maneira o Sporting tem condições para resolver o problema por si só, com eventual benefício de algum relaxamento por parte do São Miguel, agora que tem tudo decidido a seu favor na tabela classificativa.
FCT 19-7 ÉVORA B (3-1)
A FCT teve um fim de semana que não contou para a classificação e pode ter aproveitado para afinar a equipa para o jogo da próxima jornada, quando tudo tem que correr a 100% - quatro pontos da vitória e mais um de bónus de ataque - pois caso contrário entrega o apuramento de bandeja ao Sporting.
KELLERMAN 7-35* BEIRA MAR (1-5)
O Beira Mar encerrou a sua participação nesta fase de apuramento confirmando uma excelente época e a inclusão por direito próprio no grupo das melhores equipas da zona, como o quarto lugar da classificação, e os mais de 40 pontos conquistados atestam.
Com mais alguma experiência - e este ano foi com certeza uma grande lição! - o pessoal da Moita do Ribatejo promete estar aí a dar cartas nos próximos anos.
Os jovens do Cacém são outra das boas surpresas, e apesar de ainda não terem nenhum ponto conquistado já provaram que evoluíram muito e a continuarem assim, e com muito cuidado na administração dos papéis!, podem vir a ter um papel importante na competição, nos próximos anos.
TÉCNICO B - BELAS ADIADO
Mais um jogo do Técnico B adiado, que fica assim com três por cumprir.
Será que os engenheiros vão ficar com estes jogos por realizar?
ZONA CENTRO/NORTE - NÃO APURADOS
LOUSADA 31-24* CRAV B (5-4)
A Lousada infligiu a primeira derrota da época ao CRAV B, fato que merece destaque.
Com esta vitória os durienses sobem à segunda posição no grupo, logo atrás da AAUTAD.
Os garranos, apesar do jogo se realizar em Arcos de Valdevez, e apesar de alguns reforços de peso, não conseguiram impor-se à juventude lousadense.
Gostaríamos de ter mais informação sobre a Lousada, nomeadamente em relação ao que se passa com os seus escalões de formação, e o que se perspectiva para a próxima época, pelo que ficamos esperando que alguém nos possa fornecer esses elementos.
AAUTAD *42-7 BRAGA (7-1)
Os estudantes de Vila real comandam isolados a tabela classificativa, e a vitória final poderá ficar decidida na próxima jornada, ou dependente da realização do jogo em atraso entre Aveiro e o CRAV B.
Fotos: Tânia Garret/Rugby Photo Store, José Cerqueira, Miguel Rodrigues/Rugby Photo Store
SANTARÉM E CALDAS VENCEM NA PRIMEIRONA
Enquanto Montemor e Évora venciam com naturalidade os seus adversários do fim de semana - o Vitória de Setúbal por 52-0, e a Lousã por 62-7, respetivamente - as honras da jornada foram para o Caldas que venceu em Loulé por 8-3, e para o Santarém que derrotou a Agrária por 25-10, no Chã das Padeiras.
Assim, enquanto na corrida ao título os principais candidatos mais não fizeram que confirmar o favoritismo e deixam tudo para os jogos entre as duas equipas, na luta pela permanência ainda é cedo para dizer entre quem se decidirá a descida.
GRUPO DO TÍTULO
MONTEMOR *52-0 VITÓRIA DE SETÚBAL (6-0)
Sem dificuldades sensíveis, o Montemor derrotou o Vitória de Setúbal e manteve a sua posição de líder isolado, na segunda jornada da fase final da Primeirona.
Os sadinos registam a sua segunda derrota, e o sonho do título está cada vez mais longe, restando-lhe agora discutir com a Lousã quem ficará com a terceira posição final da tabela.
Quanto aos muflões, as baterias ficam agora apontadas para a primeira das grandes finais frente aos chaparros, que se realiza na próxima jornada, logo a seguir à Páscoa.
ÉVORA *62-7 LOUSÃ (9-1)
Vitória folgada dos alentejanos na receção aos serranos, mantendo a distância em relação ao seu grande rival, com quem medirá forças na próxima jornada.
A Lousã, tal como o Vitória de Setúbal, soma a segunda derrota na prova, e vai ter que se contentar com a luta pela terceira posição, já que não demonstrou força para se bater com os dois primeiros.
Só o encontro entre chaparros e muflões que se realiza em Évora no fim de semana seguinte à Páscoa poderá dar indicações quanto ao destino do título.
GRUPO DA PERMANÊNCIA
LOULÉ *3-8 CALDAS (0-1)
O Caldas foi a Loulé buscar uma preciosa vitória, e é agora líder isolado do grupo da permanência começando a sentir que o objetivo está perto de ser alcançado.
Os algarvios somam a segunda derrota na prova, e, apesar de terem averbado dois pontos de bónus defensivos, não demonstraram ainda capacidade ofensiva que os liberte do pesadelo - sem marcar ensaios vai ser difícil progredir na classificação, e os louletanos já não fazem nenhum toque de meta desde a penúltima jornada da fase de apuramento, quando defrontaram o Santarém.
O Loulé tem agora duas semanas para preparar a viagem quase decisiva a Santarém, onde nova derrota deixará a sua vida muito complicada.
SANTARÉM *25-10 AGRÁRIA (4-1)
Finalmente os cavaleiros passaram ao galope, na esperança de conseguirem conservar a sua posição na Primeirona, e uma vitória com bónus de ataque, iça-os ao segundo lugar provisório da prova.
Depois de uma derrota comprometedora nas Caldas, os escalabitanos parecem ter encontrado no apoio do seu público a força que lhes estava faltando, e terão agora que se preparar para a receção ao Loulé, que pode acabar por ser determinante na decisão de quem fica e de quem desce.
Os charruas que tiveram uma excelente vitória na semana passada, em casa, não conseguiram manter a sua posição e desceram ao terceiro posto, com dois pontos apenas de vantagem sobre o Loulé.
Fotos: Clube de Rugby de Évora
Assim, enquanto na corrida ao título os principais candidatos mais não fizeram que confirmar o favoritismo e deixam tudo para os jogos entre as duas equipas, na luta pela permanência ainda é cedo para dizer entre quem se decidirá a descida.
GRUPO DO TÍTULO
MONTEMOR *52-0 VITÓRIA DE SETÚBAL (6-0)
Sem dificuldades sensíveis, o Montemor derrotou o Vitória de Setúbal e manteve a sua posição de líder isolado, na segunda jornada da fase final da Primeirona.
Os sadinos registam a sua segunda derrota, e o sonho do título está cada vez mais longe, restando-lhe agora discutir com a Lousã quem ficará com a terceira posição final da tabela.
Quanto aos muflões, as baterias ficam agora apontadas para a primeira das grandes finais frente aos chaparros, que se realiza na próxima jornada, logo a seguir à Páscoa.
ÉVORA *62-7 LOUSÃ (9-1)
Vitória folgada dos alentejanos na receção aos serranos, mantendo a distância em relação ao seu grande rival, com quem medirá forças na próxima jornada.
A Lousã, tal como o Vitória de Setúbal, soma a segunda derrota na prova, e vai ter que se contentar com a luta pela terceira posição, já que não demonstrou força para se bater com os dois primeiros.
Só o encontro entre chaparros e muflões que se realiza em Évora no fim de semana seguinte à Páscoa poderá dar indicações quanto ao destino do título.
GRUPO DA PERMANÊNCIA
LOULÉ *3-8 CALDAS (0-1)
O Caldas foi a Loulé buscar uma preciosa vitória, e é agora líder isolado do grupo da permanência começando a sentir que o objetivo está perto de ser alcançado.
Os algarvios somam a segunda derrota na prova, e, apesar de terem averbado dois pontos de bónus defensivos, não demonstraram ainda capacidade ofensiva que os liberte do pesadelo - sem marcar ensaios vai ser difícil progredir na classificação, e os louletanos já não fazem nenhum toque de meta desde a penúltima jornada da fase de apuramento, quando defrontaram o Santarém.
O Loulé tem agora duas semanas para preparar a viagem quase decisiva a Santarém, onde nova derrota deixará a sua vida muito complicada.
SANTARÉM *25-10 AGRÁRIA (4-1)
Finalmente os cavaleiros passaram ao galope, na esperança de conseguirem conservar a sua posição na Primeirona, e uma vitória com bónus de ataque, iça-os ao segundo lugar provisório da prova.
Depois de uma derrota comprometedora nas Caldas, os escalabitanos parecem ter encontrado no apoio do seu público a força que lhes estava faltando, e terão agora que se preparar para a receção ao Loulé, que pode acabar por ser determinante na decisão de quem fica e de quem desce.
Os charruas que tiveram uma excelente vitória na semana passada, em casa, não conseguiram manter a sua posição e desceram ao terceiro posto, com dois pontos apenas de vantagem sobre o Loulé.
Fotos: Clube de Rugby de Évora
24 de março de 2013
EM INGLATERRA SARACENS SEGURAM TOPO DA TABELA *
Desde a última crónica sobre a Premiership houve mudanças na tabela, principalmente no fundo.
Os London Welsh foram castigados com 5 pontos deduzidos e uma multa de £15.000 por ter jogado com o formação Tyson Keats em 10 jogos quando aparentemente a sua inscrição não estava regularizada.
O resultado é desanimador para os londrinos que foram parar ao último lugar da tabela a 3 pontos dos Sale Sharks.
Imunes a isto, os Sharks iniciaram a 18ª jornada da liga em casa contra o Bath.
Agora, a 4 jogos do fim da fase regular, é mesmo a doer e o Bath com ténues esperanças de playoff colocou um pack dominante em campo.
Sem Cipriani, o galês Nick McLeod foi o cérebro dos tubarões. Com muita neve o jogo foi lento e sem emoção com McLeod de um lado e Heathcote do outro a trocar penalidades.
Aos 54' finalmente o ponta Horacio Agulla ensaia para o Bath após um excelente momento de Banahan no centro furar a defesa dos tubarões, 9-10.
Já aos 71, vindo do banco de suplentes, o jovem Dan Brady conseguiu um ensaio que colocou o resultado em 14-10.
Heathcote garantiu um final de nervos com mais uma penalidade aos 76' mas os Sharks sobreviveriam e venceram 14-13.
Destaque para o fantástico homem do jogo, o All Black Dan Braid, que tem sido uma lufada de ar fresco nestes tubarões que estavam à deriva no oceano, agora há liderança e inspiração, apesar da penalização dos Welsh, a qualidade dos Sharks certamente aumentou.
No Sábado o Welsh, obrigado a trabalho extra, foi ao difícil terreno do Gloucester. O Welsh quase conseguia a gracinha, empate ao intervalo (6-6), e no recomeço da segunda parte os londrinos reclamaram quando Tom May, do Gloucester, viu um amarelo por avant deliberado.
Os visitantes reclamam também que deveria ter sido ensaio de penalidade o que lhes daria o "momentum" para o jogo.
Facto é que aos 51' o canadiano McKenzie conseguiu o desejado ensaio para colocar o Welsh na frente 6-14.
A experiência da avançada do Gloucester e a bota de Freddie Burns haveriam de conseguir a vitória para os da casa. mais 3 penalidades castigaram o Welsh apenas a 1 ponto de bónus defensivo, 15-14.
O Gloucester está bem envolvido na luta pelo playoff, o Welsh fica mais enterrado no último lugar a 5 do Sale.
Em Londres o Irish recebeu e bateu sem espinhas o Worcester.
Renegado a 2 penalidades de Goode o Worcester nunca foi capaz de lutar contra a qualidade apresentada pelos londrinos.
Os avançados mostraram o caminha com 3 ensaios, o flanker Garvey, o pilar(ão) Aulika (8º ensaio da temporada), e o nr.8 Hala'uifa resolveram a questão com Tom Homer a pontapear mais 11 pontos, final 26-6.
Ainda em Londres, os Wasps receberam os Saints na luta pelo último lugar que qualifica para o playoff.
Os santos foram inteligentes em descobrir que eram superiores no jogo de avançados e a partir daí foi uma autêntica sessão de "bullying"!
Aos 8 minutos após um alinhamento bem conquistado, o maul dinâmico só foi parado em falta.
Rhys Thomas viu amarelo e os Wasps estavam em dificuldades ao conceder ensaio de penalidade.
Aos 15 minutos, novo alinhamento, novo maul dinâmico e o pequeno formação Lee Dickson juntou-se aos seus avançados para encontrar a linha de ensaio, 3-12 ao quarto-de-hora.
Os Wasps reagiram a partir dos 3/4, o excelente Varndell, recebeu a bola ainda no seu meio campo e 3(!!) tentativas de placagem falhadas depois, colocou 5 pontos no marcador que Jones transformou em 7, 10-12.
Ainda na primeira parte, surpresa das surpresas, novo maul dinâmico dos Saints que Tom Palmer colapsou, na vantagem várias fases lentas de avançados levam o capitão Dylan Hartley ao ensaio.
Amarelo para Palmer e os Saints vão para o intervalo com 16-19.
Na segunda parte os Wasps demonstram porque estão na luta pelo playoff e o centro Elliot Daly, novamente fraca defesa dos Saints, arrastou dois adversários pela linha de ensaio que o TMO confirmou, 24-19 premiava a vontade e imaginação dos Wasps.
O desastre para os Wasps viria a 2 minutos do final quando, adivinhem lá, um maul dinâmico dos santos é arrastado para o centro do campo, o capitão Hartley carregou uma bola para perto da linha de ensaio, e o 2a linha Day empatava o jogo com um ensaio, Myler a poucos metros dos postes confirmou a vitória, 24-26.
Os Saints recuperam o 4º lugar e deixam os perigosos Wasps a 7 pontos.
O último jogo de Sábado colocou chefes e tigres frente a frente.
Bem dentro dos lugares de playoff os Tigers tiveram a sorte na lotaria dos pontapés, Flood levou a melhor sobre Steenson e o resultado ficaria num pobre 9-12 sem grandes ameaças às linhas de ensaio adversárias.
No Domingo, no topo da tabela, no sintético de Londres, Saracens e Quins bateram-se pela vitória.
Matt Stevens parece ter reencontrado uma nova vida depois da decisão de abandonar a seleção, com Vunipola dominou a melée e deu o ímpeto aos sarracenos.
Depois de uma troca de penalidades, o aclamado melhor talonador da liga, Schalk Brits ensaiou aos 26'.
Marler viu amarelo aos 17' que provou ser um desastre, 13 pontos concederam os Quins na sua ausência.
Evans falhou um pontapé e os Quins iam a perder 18-9 para o intervalo.
Aos 46' Farrel jogou a vantagem depois de uma excelente arrancada de Ashton (praticamente apenas o que o ponta conseguiu fazer em todo o jogo) e com um pontapé encontrou o Saxon Will Fraser para o ensaio.
Fala-se que Fraser poderá estar de saída dos Saracens à procura de mais minutos de jogo.
A super-defesa dos Saracens resistiria à investida final dos Quins, nem um amarelo avermelhado de Ashton por placagem alta viriam a mudar o resultado, o ponta inglês está a atravessar um mau momento de forma.
As exibições no 6 Nações e este amarelo (4º na temporada) demonstram que o ponta está em dificuldades e precisa de se reafirmar como a máquina de ensaios que já foi.
Tirando isso os Saracens estão tranquilos a 5 pontos do Leicester no topo da tabela.
Championship
O segundo campeonato inglês esteve a meio gás devido à neve e mau tempo sentido nas ilhas.
Na 6ª feira o Newcastle tremeu para vencer o Nottingham.
Os dois primeiros bateram-se e o Nottingham esteve à beira da surpresa quando só na bola de jogo, Joel Hodgson com uma penalidade ganhou o jogo para os falcões, final 12-14.
O abertura Gopperth (2P) já acordou a sua transferência para os campeões europeus, Leinster.
Diz bem da qualidade desde jogador na 2ª liga inglesa.
No Sábado nas Ilhas de Jersey os insulares perderam contra o Bristol com o desespero de lhes terem visto anulado um ensaio na bola de jogo, 23-29 coloca os de Bristol no 4º lugar quando o Leeds não jogou devido à neve.
O outro jogo disputado em Londres o Scottish perdeu contra o Plymouth com alguma surpresa, pois vinha de 9 jogos sem ganhar e espera escapar ao playoff da despromoção.
Coventry RFC
A equipa de Jacques Le Roux, lesionado não jogou, quando se encontra na 9ª posição a 44 pontos do primeiro.
No entanto nas outras duas jornadas o Coventry conquistou 6 pontos, 5 na visita a Blackheath com ponto bónus na vitória por 8-30 e um bónus defensivo dia 16 fora contra o Macclesfield, derrota 16-13.
O Conventry conta 60 pontos na liga.
* Texto: Ricardo Mouro
Fotos: http://www.premiershiprugby.com
Quadros: http://www.itsrugby.co.uk
Os London Welsh foram castigados com 5 pontos deduzidos e uma multa de £15.000 por ter jogado com o formação Tyson Keats em 10 jogos quando aparentemente a sua inscrição não estava regularizada.
O resultado é desanimador para os londrinos que foram parar ao último lugar da tabela a 3 pontos dos Sale Sharks.
Imunes a isto, os Sharks iniciaram a 18ª jornada da liga em casa contra o Bath.
Agora, a 4 jogos do fim da fase regular, é mesmo a doer e o Bath com ténues esperanças de playoff colocou um pack dominante em campo.
Sem Cipriani, o galês Nick McLeod foi o cérebro dos tubarões. Com muita neve o jogo foi lento e sem emoção com McLeod de um lado e Heathcote do outro a trocar penalidades.
Aos 54' finalmente o ponta Horacio Agulla ensaia para o Bath após um excelente momento de Banahan no centro furar a defesa dos tubarões, 9-10.
Já aos 71, vindo do banco de suplentes, o jovem Dan Brady conseguiu um ensaio que colocou o resultado em 14-10.
Heathcote garantiu um final de nervos com mais uma penalidade aos 76' mas os Sharks sobreviveriam e venceram 14-13.
Destaque para o fantástico homem do jogo, o All Black Dan Braid, que tem sido uma lufada de ar fresco nestes tubarões que estavam à deriva no oceano, agora há liderança e inspiração, apesar da penalização dos Welsh, a qualidade dos Sharks certamente aumentou.
No Sábado o Welsh, obrigado a trabalho extra, foi ao difícil terreno do Gloucester. O Welsh quase conseguia a gracinha, empate ao intervalo (6-6), e no recomeço da segunda parte os londrinos reclamaram quando Tom May, do Gloucester, viu um amarelo por avant deliberado.
Os visitantes reclamam também que deveria ter sido ensaio de penalidade o que lhes daria o "momentum" para o jogo.
Facto é que aos 51' o canadiano McKenzie conseguiu o desejado ensaio para colocar o Welsh na frente 6-14.
A experiência da avançada do Gloucester e a bota de Freddie Burns haveriam de conseguir a vitória para os da casa. mais 3 penalidades castigaram o Welsh apenas a 1 ponto de bónus defensivo, 15-14.
O Gloucester está bem envolvido na luta pelo playoff, o Welsh fica mais enterrado no último lugar a 5 do Sale.
Em Londres o Irish recebeu e bateu sem espinhas o Worcester.
Renegado a 2 penalidades de Goode o Worcester nunca foi capaz de lutar contra a qualidade apresentada pelos londrinos.
Os avançados mostraram o caminha com 3 ensaios, o flanker Garvey, o pilar(ão) Aulika (8º ensaio da temporada), e o nr.8 Hala'uifa resolveram a questão com Tom Homer a pontapear mais 11 pontos, final 26-6.
Ainda em Londres, os Wasps receberam os Saints na luta pelo último lugar que qualifica para o playoff.
Os santos foram inteligentes em descobrir que eram superiores no jogo de avançados e a partir daí foi uma autêntica sessão de "bullying"!
Aos 8 minutos após um alinhamento bem conquistado, o maul dinâmico só foi parado em falta.
Rhys Thomas viu amarelo e os Wasps estavam em dificuldades ao conceder ensaio de penalidade.
Aos 15 minutos, novo alinhamento, novo maul dinâmico e o pequeno formação Lee Dickson juntou-se aos seus avançados para encontrar a linha de ensaio, 3-12 ao quarto-de-hora.
Os Wasps reagiram a partir dos 3/4, o excelente Varndell, recebeu a bola ainda no seu meio campo e 3(!!) tentativas de placagem falhadas depois, colocou 5 pontos no marcador que Jones transformou em 7, 10-12.
Ainda na primeira parte, surpresa das surpresas, novo maul dinâmico dos Saints que Tom Palmer colapsou, na vantagem várias fases lentas de avançados levam o capitão Dylan Hartley ao ensaio.
Amarelo para Palmer e os Saints vão para o intervalo com 16-19.
Na segunda parte os Wasps demonstram porque estão na luta pelo playoff e o centro Elliot Daly, novamente fraca defesa dos Saints, arrastou dois adversários pela linha de ensaio que o TMO confirmou, 24-19 premiava a vontade e imaginação dos Wasps.
O desastre para os Wasps viria a 2 minutos do final quando, adivinhem lá, um maul dinâmico dos santos é arrastado para o centro do campo, o capitão Hartley carregou uma bola para perto da linha de ensaio, e o 2a linha Day empatava o jogo com um ensaio, Myler a poucos metros dos postes confirmou a vitória, 24-26.
Os Saints recuperam o 4º lugar e deixam os perigosos Wasps a 7 pontos.
O último jogo de Sábado colocou chefes e tigres frente a frente.Bem dentro dos lugares de playoff os Tigers tiveram a sorte na lotaria dos pontapés, Flood levou a melhor sobre Steenson e o resultado ficaria num pobre 9-12 sem grandes ameaças às linhas de ensaio adversárias.
No Domingo, no topo da tabela, no sintético de Londres, Saracens e Quins bateram-se pela vitória.
Matt Stevens parece ter reencontrado uma nova vida depois da decisão de abandonar a seleção, com Vunipola dominou a melée e deu o ímpeto aos sarracenos.
Depois de uma troca de penalidades, o aclamado melhor talonador da liga, Schalk Brits ensaiou aos 26'.
Marler viu amarelo aos 17' que provou ser um desastre, 13 pontos concederam os Quins na sua ausência.
Evans falhou um pontapé e os Quins iam a perder 18-9 para o intervalo.
Aos 46' Farrel jogou a vantagem depois de uma excelente arrancada de Ashton (praticamente apenas o que o ponta conseguiu fazer em todo o jogo) e com um pontapé encontrou o Saxon Will Fraser para o ensaio.
Fala-se que Fraser poderá estar de saída dos Saracens à procura de mais minutos de jogo.
A super-defesa dos Saracens resistiria à investida final dos Quins, nem um amarelo avermelhado de Ashton por placagem alta viriam a mudar o resultado, o ponta inglês está a atravessar um mau momento de forma.
As exibições no 6 Nações e este amarelo (4º na temporada) demonstram que o ponta está em dificuldades e precisa de se reafirmar como a máquina de ensaios que já foi.
Tirando isso os Saracens estão tranquilos a 5 pontos do Leicester no topo da tabela.
Championship
O segundo campeonato inglês esteve a meio gás devido à neve e mau tempo sentido nas ilhas.
Na 6ª feira o Newcastle tremeu para vencer o Nottingham.
Os dois primeiros bateram-se e o Nottingham esteve à beira da surpresa quando só na bola de jogo, Joel Hodgson com uma penalidade ganhou o jogo para os falcões, final 12-14.
O abertura Gopperth (2P) já acordou a sua transferência para os campeões europeus, Leinster.
Diz bem da qualidade desde jogador na 2ª liga inglesa.
No Sábado nas Ilhas de Jersey os insulares perderam contra o Bristol com o desespero de lhes terem visto anulado um ensaio na bola de jogo, 23-29 coloca os de Bristol no 4º lugar quando o Leeds não jogou devido à neve.
O outro jogo disputado em Londres o Scottish perdeu contra o Plymouth com alguma surpresa, pois vinha de 9 jogos sem ganhar e espera escapar ao playoff da despromoção.
Coventry RFC
A equipa de Jacques Le Roux, lesionado não jogou, quando se encontra na 9ª posição a 44 pontos do primeiro.
No entanto nas outras duas jornadas o Coventry conquistou 6 pontos, 5 na visita a Blackheath com ponto bónus na vitória por 8-30 e um bónus defensivo dia 16 fora contra o Macclesfield, derrota 16-13.
O Conventry conta 60 pontos na liga.
* Texto: Ricardo Mouro
Fotos: http://www.premiershiprugby.com
Quadros: http://www.itsrugby.co.uk
BELÉM CHEGA A VICE-LÍDER E ACADÉMICA GARANTE PLAYOFF *
A penúltima ronda da Divisão de Honra acabou por resolver praticamente tudo no que respeita à tabela final, pois apenas ficou a pairar uma dúvida, a esclarecer na derradeira jornada dentro de duas semanas: quem será 2.º classificado, evitando o jogo de acesso e indo diretamente para uma meia-final em casa – Belenenses (vai à Tapada) ou Direito (recebe a Académica)?
Também verdade se diga que, mantendo-se a lógica e tudo o que ficou para trás na época, as duas equipas vão acabar por se encontrar na partida de acesso à grande final.
Também verdade se diga que, mantendo-se a lógica e tudo o que ficou para trás na época, as duas equipas vão acabar por se encontrar na partida de acesso à grande final.
PORTUGAL PERDE OPORTUNIDADE EM HONG KONG
Depois de duas frustrantes participações em Wellington e Las Vegas, Portugal recuperou uma posição entre as oito melhores equipas, e conseguiu o apuramento para os quartos de final da competição principal (Cup).
Hoje, último dia da prova, e como aconteceu em todos os torneios do circuito deste ano, Portugal voltou a não conseguir qualquer vitória, o que começa a ser mais do que um problema ocasional e tem óbvias raízes na falta de concentração e consistência da maior parte dos seus jogadores.
Além dessa falta de concentração, verificamos hoje em algumas situações determinantes para o resultado do jogo dos quartos de final e da meia final da Plate, uma displicência que tem que ser controlada.
A questão é preocupante, porque os jogadores estão lá, sabem fazer, mas não fazem, ou fazem errado nos momentos cruciais. Porquê?
É nestes momentos que se exige uma apropriada direção e comando, que tem obviamente, faltado.
Hoje, os Linces perderam uma oportunidade de ouro de atingirem, pela primeira vez na história da sua participação no Circuito Mundial, as meias finais da Taça, e até mesmo da final.
Quem viu o jogo com o Quénia não pode deixar de notar dois momentos chave que levaram à derrota - um brinde de Pedro Leal a concluir um excelente movimento de penetração, dando a bola direitinha para as mãos de um queniano, e uma tentativa mal executada de pontapé a seguir de Pedro Bettencourt, que deu direito a uma interceção e ao primeiro ensaio dos africanos.
Claro que não foi só por aqui que entregamos o jogo ao Quénia, já que chegou a ser confrangedora a taxa de placagens falhadas, que obrigaram a um esforço suplementar cada vez que era preciso parar um adversário, com o recuo desnecessário de muitas dezenas de metros no terreno, e o consequente avolumar da força ofensiva do adversário.
Depois no jogo com o Canadá, a situação repetiu-se, e é bem sintomático do que dizemos, o ensaio perdido por Pedro Bettencourt que em vez de fazer chegar a bola a Duarte Moreira que aparecia lançado e sem oposição, em excelente posição para marcar, resolveu meter para dentro e acabou placado...
Aliás Bettencourt, que é um jogador que tem feito excelentes partidas e que ganhou o lugar à custa disso mesmo, não esteve bem nestes dois jogos, e mais uma vez, parece haver uma falta de autoridade que seja capaz de meter os jogadores na ordem - depois do erro crucial cometido contra Samoa, deveria ter havido uma intervenção pedagógica que ou não existiu, ou se existiu não deu resultado...
Enfim, o conjunto da participação vale sobretudo pelo apuramento para os quartos de final da competição principal, e pelos 10 pontos que isso vale no ranking oficial, mas fica uma forte sensação a vazio, perante o que se deveria/poderia ter alcançado.
Fique com um quadro que elaboramos com todas as participações em que Portugal chegou aos quartos de final de torneios do Circuito Mundial, e com as fichas dos jogos de hoje.
Foto: IRB/Getty Images
Hoje, último dia da prova, e como aconteceu em todos os torneios do circuito deste ano, Portugal voltou a não conseguir qualquer vitória, o que começa a ser mais do que um problema ocasional e tem óbvias raízes na falta de concentração e consistência da maior parte dos seus jogadores.
Além dessa falta de concentração, verificamos hoje em algumas situações determinantes para o resultado do jogo dos quartos de final e da meia final da Plate, uma displicência que tem que ser controlada.
A questão é preocupante, porque os jogadores estão lá, sabem fazer, mas não fazem, ou fazem errado nos momentos cruciais. Porquê?
É nestes momentos que se exige uma apropriada direção e comando, que tem obviamente, faltado.
Hoje, os Linces perderam uma oportunidade de ouro de atingirem, pela primeira vez na história da sua participação no Circuito Mundial, as meias finais da Taça, e até mesmo da final.
Quem viu o jogo com o Quénia não pode deixar de notar dois momentos chave que levaram à derrota - um brinde de Pedro Leal a concluir um excelente movimento de penetração, dando a bola direitinha para as mãos de um queniano, e uma tentativa mal executada de pontapé a seguir de Pedro Bettencourt, que deu direito a uma interceção e ao primeiro ensaio dos africanos.
Claro que não foi só por aqui que entregamos o jogo ao Quénia, já que chegou a ser confrangedora a taxa de placagens falhadas, que obrigaram a um esforço suplementar cada vez que era preciso parar um adversário, com o recuo desnecessário de muitas dezenas de metros no terreno, e o consequente avolumar da força ofensiva do adversário.
Depois no jogo com o Canadá, a situação repetiu-se, e é bem sintomático do que dizemos, o ensaio perdido por Pedro Bettencourt que em vez de fazer chegar a bola a Duarte Moreira que aparecia lançado e sem oposição, em excelente posição para marcar, resolveu meter para dentro e acabou placado...
Aliás Bettencourt, que é um jogador que tem feito excelentes partidas e que ganhou o lugar à custa disso mesmo, não esteve bem nestes dois jogos, e mais uma vez, parece haver uma falta de autoridade que seja capaz de meter os jogadores na ordem - depois do erro crucial cometido contra Samoa, deveria ter havido uma intervenção pedagógica que ou não existiu, ou se existiu não deu resultado...
Enfim, o conjunto da participação vale sobretudo pelo apuramento para os quartos de final da competição principal, e pelos 10 pontos que isso vale no ranking oficial, mas fica uma forte sensação a vazio, perante o que se deveria/poderia ter alcançado.
Fique com um quadro que elaboramos com todas as participações em que Portugal chegou aos quartos de final de torneios do Circuito Mundial, e com as fichas dos jogos de hoje.
Foto: IRB/Getty Images
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