2 de fevereiro de 2013

COMEÇA HOJE A CAMPANHA EUROPEIA DOS LOBOS

Portugal defronta hoje a Roménia no primeiro jogo do Europeu de 2013, que, simultaneamente é a primeira volta do apuramento para o Mundial de 2015.

Esta será a 20ª partida entre as duas equipas, e se é verdade que nas anteriores Portugal apenas venceu em três ocasiões, também é verdade que duas dessas vitórias foram conseguidas nos últimos quatro anos.

Em 2012 Portugal foi derrotado em Bucareste, num encontro disputado sob péssimas condições climatéricas, que nunca deveria ter tido lugar, pelo menos naquele campo.
Aliás o jogo esteve para ser transferido para outro campo, com mais condições, mas acabou por ser disputado num terreno gelado e sob forte manto de neve.

Mesmo assim os Lobos tiveram um comportamento meritório, e a derrota sofrida só por si não teve grande significado.


Para o jogo de hoje Portugal teve algumas dificuldades na constituição do lote dos 23 que estarão no Estádio Universitário de Lisboa, a partir das 15,30 horas, mas a equipa inicial que vai apresentar não andará muito longe do melhor conjunto em termos absolutos, ficando no entanto algumas reticências quanto aos homens no banco.

As duas surpresas maiores prendem-se com a chamada a Lionel Campergue que estava afastado dos trabalhos da seleção desde 2011 - disputou 6 jogos nesse ano pela seleção portuguesa, dois dos quais no XV inicial - e de Tony Martins que surgiu nos trabalhos da seleção há apenas um mês e já ganhou o direito a sentar-se no banco.

Quanto a Lionel a surpresa é ainda maior porque ele sofreu uma séria lesão em Agosto do ano passado, e não disputou nenhum jogo ainda pelo seu clube, desde essa altura.

Outra surpresa desta equipa prende-se com a escolha de apenas dois jogadores das linhas atrasadas para estarem no banco, o que só pode significar a grande preocupação de Errol Brain com o setor dos avançados - e o treinador nacional tem razão, pois será aí que o jogo se vai decidir. Quem melhor se comportar na frente vai vencer.

A única surpresa na constituição do XV inicial acabou por ficar por conta da terceira linha, com a entrada de Severino com a camisola número 8, e Girão no banco, mas a terceira linha portuguesa é bem forte, quer com os três que começam, quer ainda com os que ficam de fora - não será por aí que o gato vai às filhoses.

Fique com a constituição da equipa portuguesa:

FRACO SEGUNDO DIA EM WELLINGTON

A participação portuguesa em Wellington acabou com mais duas derrotas no segundo dia, mas o mais preocupante foi a maneira como essas derrotas aconteceram.

Se ontem compreendemos e apoiamos a equipa, já que os erros e falhas que se verificaram se ficaram a dever, na nossa opinião, à juventude da maior parte dos integrantes da equipa, hoje os erros mais graves vieram daqueles que mais responsabilidades tinham e cuja atuação deveria servir de exemplo e incentivo.

Não vamos entrar na análise desses erros, mas esperamos que eles sejam reconhecidos e corrigidos já no próximo fim de semana.

Hoje ficamos pela estatística, apresentando as fichas dos dois jogos de hoje, o resumo da participação dos Linces em Wellington e o resumo acumulado da participação nas séries mundiais desta época.

Apesar de ainda não estar concluída a prova podemos desde já adiantar que Portugal (com 22 pontos) desce três lugares na classificação, sendo ultrapassado pela Inglaterra, Austrália e Canadá, e ficando apenas à frente dos Estados Unidos (17 pontos), Espanha (18) e Escócia (21 ou 22 pontos), e ocupando a 12 ª posição ou com o mesmo número de pontos da Escócia, ou com mais um - vai depender da final da Plate.





1 de fevereiro de 2013

POLÍTICA DA FPR IMPEDE DIVULGAÇÃO DO XV DE PORTUGAL

São 18,20 horas de sexta-feira, amanhã por esta hora o Portugal-Roménia vai ser história e tema de conversas que se vão prolongar pela noite fora.

E nós que gostávamos de lhe poder dizer quem são os portugueses que estarão vestindo a camisola das quinas, não o podemos fazer oficialmente, porque a Federação Portuguesa de Rugby continua com a sua estúpida política de fazer segredinhos e mistérios, e de desprezo por todos que se interessam pelas coisas do rugby em Portugal.

Para contrastar com esta parvoíce, a equipa romena já é conhecida desde ontem, aliás em cumprimento das normas da FIRA que impõem isso mesmo.

Mas o mais importante desta descabelada atitude federativa, é que o silêncio acaba por ser um forte motivo de insatisfação, e permite que sejam espalhadas as mais díspares informações e boatos de que ninguém beneficia.

Apesar deste muro da vergonha, o Mão de Mestre conseguiu saber - há sempre alguém que sabe reconhecer o verdadeiro interesse do rugby português - o XV inicial (não oficial) para o jogo de amanhã.
Assim, ele aqui fica, com o nosso agradecimento a quem nos informou e o mais sério repúdio da política federativa.

JUAN MURRE
JOÃO CORREIA
FRANCISCO FERNANDES (*)

GONÇALO UVA
DAVID DOS REIS

JACQUES LE ROUX
JULIEN BARDY
JUAN SEVERINO

FRANCISCO PINTO DE MAGALHÃES
PEDRO LEAL

CARL MURRAY
FREDERICO OLIVEIRA

GONÇALO FORO
ADÉRITO ESTEVES

NUNO PENHA E COSTA

(*) Corrigido

WELLINGTON SEVENS - RESUMO DO DIA

Cinco mudanças no quadro da competição principal do Wellington Sevens, marcaram os resultados do primeiro dia da prova, em que, por outro lado, se registou o regresso à ribalta de equipas como a Inglaterra, a Austrália, a Escócia, Samoa ou o Quénia.

Note-se que de todas as equipas participantes no Circuito, apenas a Nova Zelândia mantém o pleno de participações na prova principal, já que França e Fiji, que lhe faziam companhia, foram agora empurradas para a competição complementar.

O equilíbrio é cada vez maior e já não há finalistas garantidos como antigamente, e o que se vê é uma corrida das equipas à preparação de um maior lote de jogadores, mesmo que isso represente uma certa diminuição do nível médio da prova.

Ou seja, os que podem preparam o futuro, mas mesmo os outros - mais tesos - tentam fazer o mesmo.

GRUPO A
A Inglaterra que este ano ainda não tinha conseguido chegar aos quartos de final da Cup, começou da melhor maneira, derrotou a Nova Zelândia por 19-14, e pensou que estava o assunto resolvido!
E à conta disso apanhou um susto frente aos E.U.A., não conseguindo melhor que um empate. Mas acabou em beleza com outra vitória, agora frente à Espanha, e avança como líder do Grupo para a fase final.
Os All Blacks apanharam um susto com a derrota e tiveram que se esforçar para garantir o apuramento, que acabou por ser decidido com uma vitória sobre os E.U.A., por modestos 17-10.
Os E.U.A. apesar do empate frente aos ingleses não conseguiram repetir o apuramento de Port Elizabeth e acompanham a Espanha na disputa da Bowl.

GRUPO B
A França esteve na Cup das três anteriores etapas do Circuito, mas desta vez não chegou lá, não conseguindo melhor que uma vitória sobre o Tonga, e caindo frente ao Quénia e à Argentina.
O Quénia avança para a Cup só com vitórias, acompanhado pela Argentina a quem derrotou por 12-10, e recupera uma posição que perdera na última etapa, enquanto os sul americanos repetem a participação na prova principal.
A equipa convidada do fim de semana, o Tonga, perdeu os três jogos, e guarda-se para mostrar o que vale, no segundo dia.

GRUPO C
O Grupo foi o mais complicado, com três equipas igualadas com o mesmo número de pontos, e o segundo lugar da qualificação a ser decidido pelos ensaios marcados.
Das três equipas - África do Sul, Canadá e País de Gales - quem beneficiou do desempate foram os blitzbocks que acompanham Samoa para a fase final
Os samoanos fizeram o pleno, e regressam assim à luta do título, que podem mesmo vir a conquistar, repetindo o sucesso obtido no Dubai.
Os canucks ficaram mais uma vez arredados da luta principal - só lá chegaram uma vez - e o País de Gales também ficam pelo caminho, pela segunda vez na época.

GRUPO D
A grande surpresa foi o marca passo das Fiji, que venceram em Gold Coast, e pela primeira vez no ano não chegam às finais principais, tendo perdido com a Escócia e a Austrália.
Os escoceses conseguiram o apuramento pela primeira vez na época, enquanto os aussies thunderbolts chegam às finais pela segunda vez, e só com vitórias, tentando apagar a má impressão que deixaram no Dubai e em Port Elizabeth.
Portugal, que tinha conseguido o apuramento nas duas últimas etapas, apresentou uma equipa com muita juventude e pouca experiência, e foi afastado da luta pelo título, tendo que se contentar com a disputa da Bowl, acompanhando os fijianos voadores.


Os quartos de final apresentam um conjunto de encontros regionais muito significativo, começando pelo Espanha-Portugal a abrir as hostilidades, logo à meia noite de Lisboa, com o França-País de Gales a fechar a eliminatória da Bowl.

Na Cup repete-se o cenário, com o Inglaterra-Escócia, o Austrália-Nova Zelândia e o Quénia-África do Sul!

No jogo que mais nos interessa, os jovens Linces têm uma verdadeira oportunidade de demonstrar se o que fizeram hoje foi só fogo de artifício ou se sabem mesmo o que andam a fazer.
Mas atenção, uma certa condescendência nos comentários do primeiro dia, não se vai repetir quando se trata de defrontar os nuestros hermanos...
E com a ordem prevista dos jogos, podemos mesmo dizer que aos portugueses é obrigatória a presença na final da Bowl - vamos ver do que a equipa é capaz!


Fotos: IRB/Martin Serras Lima

LINCES NA NOVA ZELÂNDIA FRENTE A FIJI

Terceiro jogo, terceira derrota dos Linces, agora frente às Ilhas Fiji, uma das poucas equipas do mundo contra quem Portugal nunca venceu.

Mas os portugueses não saem do jogo com as mãos a abanar, pois marcaram um dos mais bonitos ensaios do dia, aproveitando um mau pontapé de recomeço dos fijianos voadores.

Muito bem jogado por Nuno Sousa Guedes, e concluído por Pedro Bettencourt - um trabalhinho à moda do Porto!

Confira aqui o clip do momento:

De resto o jogo não trouxe nada de novo - a equipa portuguesa tem qualidade, tem vontade, mas falta-lhe experiência, que só se ganha jogando...
Claro que não é fácil colmatar a ausência de três dos seus nomes mais sonantes e constantes - Pedro Leal, Adérito Esteves e Frederico Oliveira - além de outros menos constantes como é o caso de Gonçalo Foro, mas a miudagem portou-se muito bem! Parabéns ao conjunto!

LINCES NA NOVA ZELÂNDIA FRENTE A ESCÓCIA

Depois de algumas notas positivas no jogo de abertura, os Linces mostraram no segundo encontro que podem ter cometido muitos erros infantis, algumas falhas indesculpáveis ou faltas despropositadas, mas também mostraram muita coisa boa, tiveram um comportamento irrepreensível, não se foram abaixo das canetas, e, mesmo perdendo, poderiam muito bem ter ganho!

O jogo foi equilibrado (três ensaios para cada lado determinaram que a vitória fosse selada nas transformações) e Portugal acabou demonstrando que existe sim, uma juventude cheia de qualidade que pode muito em breve - assim ganhe a experiência que lhe falta - enfrentar qualquer equipa do Circuito de igual para igual.

Poderíamos aqui descascar os erros cometidos, mas vamos deixar isso para Frederico de Sousa - que diferença deste Frederico de Sousa, para o outro, aquele que foi atirado para a direção desta equipa de forma bem extemporânea! - que melhorou não só na direção da equipa, mas também na sua atitude, aprendendo a lidar com as câmaras de televisão...

E terminamos com uma palavra de incentivo à equipa, e esperança no futuro que já está aí - aprender, aprender e tornar a aprender, é a chave do sucesso!

LINCES NA NOVA ZELÂNDIA FRENTE A AUSTRÁLIA

Começou a campanha dos Linces na quarta etapa das Séries Mundiais com uma derrota frente à Austrália por 5-24.
Começaram muito mal os portugueses, e chegou a temer-se um resultado de proporções históricas, mas felizmente quem assim pensou, enganou-se!
Depois de chegar aos 0-12 em menos de dois minutos, Portugal conseguiu reagir e após perder um ensaio por intermédio de Diogo Miranda, que não teve pernas para manter a vantagem e chegar aos pontos, Duarte Moreira meteu a quinta e lá foi reduzir o marcador para chegar ao intervalo com 5-12.
No segundo tempo os Linces resistiram bem até ao minuto três e meio, quando sofreram o terceiro ensaio, e foi preciso chegar ao limite de tempo para que a superioridade dos thunderbolts tivesse outro reflexo no marcador, que fechou com os já referidos 5-24.
O resultado acaba por ser pesado demais para a equipa portuguesa, que viu quatro das suas falhas serem castigadas com pontos dos australianos, mas a impressão com que se fica é simples de definir: Juventude a mais, mas com um grande futuro!