14 de setembro de 2014

LOBAS FICAM EM OITAVO LUGAR EM HONG KONG

Sem qualquer surpresa as Lobas foram derrotadas pelas Ilhas Fiji nos quartos de final do torneio de Hong Kong, que decidiam quem seriam as quatro equipas a integrar no Circuito Mundial da época que agora se inicia.

A única surpresa, se assim se pode chamar, foi a reação das portuguesas na segunda parte daquele jogo decisivo, e ainda a resistência que opuseram ao Brasil no jogo das meias finais da Plate, onde, embora derrotadas, deram excelente conta do recado.


O dia terminou com uma derradeira derrota, de novo contra a Holanda, mas podemos tirar algumas ilações desta participação lusitana no torneio de qualificação, começando por dizer que se queremos ir a algum lado com a nossa equipa feminina temos obrigatoriamente de lhes dar experiência internacional e competição interna.

Não vale a pena fingirmos que "elas" não existem, e depois, de repente, exigirmos resultados, apuramentos, qualificações.

Isto não funciona assim!

Entretanto em Enkoping na Suécia, as nossas miúdas sub-18 completaram o primeiro dia do Europeu de sevens da categoria com duas derrotas, frente à Irlanda (7-19) e o País de Gales (5-17), e um empate frente às donas da casa por 17-17.
Graças aos melhores resultados obtidos relativamente às suecas, as portuguesas estão em boa posição para evitar a luta pela fuga ao último lugar, mesmo tendo em conta que no derradeiro jogo da fase de apuramento defrontarão, amanhã, a Inglaterra.

Fiquem com o quadro final dos resultados de Hong Kong.

7 comentários:

Anónimo disse...

Alguém sabe resultados de jogos particulares de pre-competição neste fim de semana?

Anónimo disse...

O resultado final deste torneio foi uma vitória no ultimo minuto contra uma seleção com menos competição internacional que a nossa e seguiram-se várias derrotas com mais ou menos empenho , mas uma derrota é uma derrota , olhar para as condições criadas e os resultados é muito fraco , acabou-se com o campeonato de XIII para se fazer apenas seven's , criou-se academias , estágios , pagasse às jogadores , todas as condições criadas e chegasse a este resultado com uma pífia vitória .

Anónimo disse...

Factos são factos e não podem ser contornados: 1 vitória e 5 derrotas em 6 jogos.

Mas olhando bem, quais foram as condições criadas? Um estágio na Figueira da Foz, com treinos de surf?

Creio que o primeiro grande erro foi acabar com o campeonato de XIII, mas isso podem agradecer aos ideólogos da FPR e ao Sr. Gramacho do SC Porto (há que chamar as coisas pelos nomes). O próprio Diretor Nacional perfilhava o fim do rugby feminino, quando agora, com o maior cinismo, deu agoraentrevistas a dizer maravilhas das raparigas.

Depois disso, que ficou? Um campeonato de sevens de baixa qualidade, etapas sem árbitros, algumas jogadas sob o rigor do inverno. Mas, pior que isso, foi o abandono de muitas jogadoras que alinhavam no XIII. Num ápice praticamente desapareceram equipas como Agronomia, Setúbal, perdeu-se o "momentum", as melhores jogadoras trocaram o rugby pelo futebol.

Mas, na minha opinião, o maior erro foi a escolha do treinador, um verdadeiro erro de casting. Sem experiência interna ou internacional, limitou-se a convocar um conjunto de jogadoras que parecem ter lugar cativo na seleção, até as que passam a época a jogar futebol ou outras que estiveram mais de um mês de férias na Austrália, treinando 1 ou 2 semanas antes de ir para Hong-Kong.

Se somarmos toos estes fatores, que mais se poderia esperar em termos de resultados? Ganhar ao Brasil e Holanda na fase de grupos?

Sim, não me parece que isso fosse impossível, mas depressa se viu que essas equipas têm mais potencial, outra base de recrutamento, maior resistência física e prepararam o Torneio de outra forma.

É certo que as nossas jogadoras deram o que podiam, bateram-se bem, mas algumas revelaram carências ao nível físico, outras acusaram falta de velocidade, pois a idade começa a pesar, além de jogarem em posições erradas.

Mas, sejamos sinceros, esta equipa não tem condições, estrutura nem qualidade suficiente para ser equipa residente no circuito mundial feminino do IRB.



Anónimo disse...

É fantástico que continuem a bater na tecla do rugby feminino de XIII.
Vamos mas é factos para demonstrar de uma vez por todas que fruto de uma base de recrutamento bastante reduzida, não temos capacidade em Portugal de jogar rugby feminino em outra variante que não sejam 7's.

dados de 2013/2014:
Torneio Inter-regional de Tens (disputado no Sul) - Participaram 5 clubes (Técnico; Benfica, Loulé, Cascais e Agronomia). Nos torneios de sevens, a Sul, para além deste 5 clubes apareceram mais o S. Miguel, a Galiza.

No Norte apenas se jogou Sevens o ano todo, e no torneio Inter-regional participaram 11 clubes, os mesmo que participaram no circuito Nacional. Em conclusão, se já para jogar TEN's há clubes que ficam excluídos imaginem o que se passaria se se jogasse XIII.

Relembro que no último campeonato Nacional feminino de rugby XIII participaram 6 equipas, uma que acabou por desistir (Agronomia) e outra que tinha de jogar com atletas com 14 e 15 anos (CRAV). Em compensação, ano passado o circuito nacional de sevens contou com a participação de 18 equipas, e durante o inverno 11 equipas jogaram sevens e 6 jogaram TENS (se tem sido sevens talves este nº fosse superior).

Como desafio peço que façam um levantamento dos 16 clubes que jogaram o circuito nacional de sevens na época passada, têm cerca de 20 jogadoras inscritas para poder competir em rugby XIII? Dou alguns exemplo de clubes que não têm, em função dos torneio realizados na época passada: Famalicão, Braga, Caldas, Lousã, Aveiro, São Miguel, Galiza e Viseu.

Quando mais de 50% dos clubes não reúnem as condições para jogar rugby de XIII, alguns destes nem mesmo TENS, o que vamos fazer... Deixa-los de fora? Como a base de recrutamento feminina já é pouca, sim vamos deitar fora ainda o pouco que temos.

Antes de falarem, tenham a preocupação de saber do que falam, e não falem do que não sabem. Antes de falarem sobre o rugby feminino, que tal irem assistir a uns jogos/torneios das competições nacionais femininas, para ficarem a saber como está o rugby feminino Nacional. Antes de falarem, que tal ajudarem uma equipa feminina de um qualquer clube (pois nestes clubes toda a ajuda é pouca).......

Anónimo disse...

Pelo comentário das 17.14 o que depreendo é que o rugby feminino está mal e mesmo fazendo rugby a sete, a continuidade das atletas é uma miragem.
Mesmo assim, julgo que só jogando sevens se poderão manter alguns clubes em actividade

Anónimo disse...

O comentador das 17:14 não leu com atenção ou certamente tem dificuldade em entender o que foi escrito.

Se reparar verá que ninguém afirmou que queria acabar com o 7s, pelo contrário, o que se disse foi que foi um grande erro acabar com o rugby de XIII.

Aliás, em vez de ser lesto acusar os outros de não saberem do que falam (talvez o comentador seja o único que sabe das coisas), recordo-lhe que muito antes desta modernice dos 7s em Portugal, no feminino, jogou-se mais de um década rugby de XIII com a Agrária e Benfica vários anos e o Técnico um ano a sagrarem-se campeões nacionais. E foi com uma equipa de 15 que, há poucos anos, Portugal defrontou e ganhou à seleção da Galiza. E foi do XIII que saiu a esmagadora maioria das atletas que estão na seleção principal de 7s.

Além disso, não me parece que jogar rugby de XIII impeça que se jogue 7s e vice-versa. E naturalmente que ficaria na disponibilidade dos clubes jogar XIII ou apenas 7s. E certamente que se manteriam a jogar XIII, pelo menos o Benfica, Agrária, Técnico e Bairrada. O erro está na decisão unilateral da FPR a acabar com essa competição, é isso que se critica.

É falacioso esse argumento de que o CRAV jogava com jogadoras de 14 e 15 anos. Aliás, das 16 equipas que jogaram o tal circuito nacional de sevens a época passada diga-nos lá o comentador entendido – é também um desafio - quantas dessas equipas tinham jogadoras abaixo de 18 anos. Muitas, não é?

Mas, ainda em relação ao 7s, é bom que apareçam clubes com equipas femininas a praticar essa variante do rugby. Ninguém deixará certamente ninguém de fora. Mas, e que fazer às jogadoras que, ou por serem mais lentas ou fisicamente mais fortes, acabam por não jogaram 7s nas suas equipas e abandonam a modalidade?

Saiba o comentador entendido que tivemos oportunidade de assistir a alguns jogos/torneios das competições femininas e o panorama é confrangedor e com exceção do Benfica, Agrária, Técnico, Porto, Bairrada e CRAV (bom trabalho da Joana Borlido), tudo o mais é, digamos, rugby lúdico, para entreter, não se pode chamar rugby competitivo, porque de competição nada tem.

Mas enfim, continuemos neste caminho de jogar apenas 7s, pois enquanto forem necessárias apenas meia dúzia + 1 jogadora não haverá grande preocupação ou necessidade em fazer captação, trazer mais gente para as equipas, obrigar os clubes interessados em descobrir novas atletas. E é bonitinho, organiza-se um circuito sem condições, sem árbitros, “joga-se” durante um dia inteiro e ficamos todos felizes.

Anónimo disse...

Sobre jogar o tradicional rugby de XV e o rugby de 7, sem que um se substitua ao outro, recomenda-se o artigo com o Presidente do IRB publicado no link:

http://www.lerugbynistere.fr/news/passage-7-xv-bernard-lapasset-met-choses-clair-evoque-avenir-disciplines-1709141125.php