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23 de junho de 2019

O FORMATO DOS TORNEIOS DE SEVENS E A REPETIÇÃO DE JOGOS

Quando os sevens começaram a ser disputados na Escócia os torneios eram basicamente provas de eliminação direta sem fase de grupos, como ainda hoje acontece, 136 anos depois...

Com o surgimento do Hong Kong Sevens em 1976, tudo mudou, e durante muito tempo estabeleceu-se como princípio a constituição de uma fase de apuramento com oito grupos de três equipas - para um total de 24 - para só depois se entrar na fase eliminatória.

11 de novembro de 2017

CONTRIBUTO PARA O FUTURO - FPR, UM MODELO DE ORGANIZAÇÃO*

* Pedro Sousa Ribeiro
A Federação Portuguesa de Rugby não tem objetivos lucrativos e de criação de valor para os seus associados, mas tem uma atividade de promoção, de desenvolvimento da sua modalidade, de regulação e organização de competições, e de representação internacional, o que exige cada vez mais uma orgânica que possibilite a melhor concretização desses objetivos.
Com este artigo pretende-se lançar uma discussão sobre possíveis modelos de governança.

21 de março de 2017

UM CALENDÁRIO PARA O RUGBY PORTUGUÊS *

* Pedro Sousa Ribeiro
A World Rugby anunciou recentemente um calendário para o período 2020-2032 o que permitirá às diversas federações continentais e nacionais organizarem os seus calendários com a devida antecedência, integrando-os nesse calendário global.

Este calendário, um grande passo na estruturação das competições internacionais no rugby mundial, foi conseguido após largas consultas a diversas entidades, desde federações, associações de jogadores, ligas de clubes, etc.

14 de março de 2017

FPR DEIXA COMPETIÇÕES NACIONAIS AO DEUS DARÁ


O Estatuto da Federação Portuguesa de Rugby é claro na definição do principal objeto da sua ação - ninguém tem dúvida quanto a isso - mas a atual direção federativa não cumpre o código fundamental da comunidade do rugby nacional.


Artigo 2º 
Objeto

1. A FPR tem por principal objeto promover, regulamentar e dirigir, a vel nacional, o ensino e a prática do Rugby, em todas as suas variantes e competições;

19 de agosto de 2016

SEVENS - QUE FUTURO EM PORTUGAL?

A época que terminou completou um ciclo de 16 anos em que o rugby português se afirmou como uma das 16 potências dos sevens do mundo, e em que venceu por oito vezes o título europeu da modalidade.

Alguns afirmam para justificar o declínio da nossa equipa, tanto na Europa como no Mundo, que os outros países passaram, a partir de 2009 - entrada dos Sevens no programa Olímpico - a investir e a preocuparem-se com os sevens, com todo o potencial de divulgação interna e afirmação internacional que eles trazem consigo.

13 de agosto de 2016

NOTAS SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TORNEIO OLÍMPICO

1º Melrose 7's 1883 - Melrose RFC Vencedores
Ao longo dos últimos 40 anos, que os sevens deixaram de ser um acontecimento de uma tarde de sábado, como era organizado na Escócia-Pátria, e passou por diversos formatos, disputado em dois ou três dias.

O mais importante dos torneios de sevens neste período - o Hong Kong Sevens - foi disputado durante muitos anos por 24 equipas, divididas em oito grupos de três, modelo esse que foi seguido durante muito tempo pelo saudoso Lisboa Sevens.
Note-se que antes de Hong Kong, não existia fase de apuramento, sendo os torneios integralmente disputados em eliminatórias directas.

12 de julho de 2016

SUB-16 E SUB-18, O FUTURO EM RISCO COM AS MEDIDAS TOMADAS *

*António Vidigal
Durante a época que agora chega ao seu final, a FPR implementou nos escalões sub-16 e sub-18 um inovador modelo competitivo, aprovado em Janeiro de 2015, nove meses antes do início da competição, na sequência de discussão com os clubes e após alguns meses de estudo por parte do corpo técnico da FPR.

Este modelo que mereceu a concordância dos clubes - até que alguns dos “grandes” se viram afastados da competição principal - assentou no pressuposto de que nestes escalões etários existe uma grande variabilidade de época para época, em função do número de atletas disponíveis e da sua maior ou menor valia técnica.

3 de julho de 2016

CLUBES DÃO LIÇÃO DE BOM SENSO E REJEITAM ALTERAÇÕES

O bom senso da maioria dos clubes nacionais sobrepôs-se aos desejos centralizadores de uma minoria e a rejeição à proposta federativa de alteração da fórmula de disputa das principais competições nacionais – para cuja votação foi expressamente convocada a Assembleia Geral do passado sábado – levou a que nem sequer chegasse a haver votação, e na próxima época tudo continuará como até agora: 10 equipas na Divisão de Honra e outras 10 na 1ª Divisão.

Uma das principais ilações que se podem tirar desta recusa dos clubes, prende-se com a consciência que grande parte deles têm que a verdadeira prioridade da organização das competições nacionais está nas divisões de baixo - a 2ª Divisão e os Emergentes.

24 de junho de 2016

CLUBE MANIFESTA-SE CONTRA ESTRATÉGIA FEDERATIVA

Com a Assembleia Geral à vista os clubes começam a manifestar a sua posição contrária à estratégia federativa de tentar resolver os problemas do rugby nacional com medidas cosméticas no topo da pirâmide, deixando ao abandono a base e o rugby das regiões.

Agora foi o Rugby Vila da Moita que em comunicado manifestou o seu receio sobre as consequências dessa política (?) e dada a importância do que ali é dito, o Mão de Mestre transcreve na íntegra o referido comunicado.

23 de junho de 2016

DIRECÇÃO FEDERATIVA TRATA DO SUPÉRFLUO E ESQUECE ESSENCIAL

Quando se esperava que a nova gerência federativa se apresentasse ao serviço com uma atitude respeitadora dos regulamentos em vigor, deparamos com mais do mesmo numa jogada de bastidores para proceder a alterações no quadro competitivo fora dos prazos estabelecidos para a sua competência.

De acordo com o Estatuto as alterações ao regulamento da competição principal Divisão de Honra, podem ser feitas até 30 de Abril de cada ano pela gerência federativa, podendo no entanto, e de acordo com o mesmo Estatuto, ser alterado até 30 dias antes do início da competição, havendo o acordo de todos os participantes na prova.

9 de maio de 2016

O RUGBY NACIONAL APÓS O ALARGAMENTO DA D.H. E PRIMEIRONA

Concluída mais uma época do rugby de XV em Portugal, é interessante olhar para o que aconteceu com as duas principais competições nos últimos sete anos, com o alargamento dessas mesmas competições de oito para 10 equipas em cada uma delas.

Já falámos longamente sobre este assunto - basta procurar na etiqueta Organização para encontrar quase uma dezena de artigos sobre a matéria - mas a recente publicação de um relatório da FPR em que o tema é o motivo central, obriga-nos a voltar a ele, para que todos possam avaliar a situação.

20 de dezembro de 2015

COMPETIÇÕES NACIONAIS. E A SEGUNDONA?

Digam o que disserem, a verdade é que o alargamento da Divisão de Honra e da 1ª Divisão permitiu uma melhoria geral do rugby de competição nacional, e se eventualmente for verdade que tenha havido um abaixamento do nível das principais equipas, isso não se ficou a dever ao alargamento, e sim a problemas dos próprios melhores clubes - política de jogadores estrangeiros, dificuldades financeiras, erradas políticas de formação, falso semi-profissionalismo, por exemplo.

21 de abril de 2015

AMADO DA SILVA AVANÇA COM ALTERAÇÕES AOS REGULAMENTOS DA FPR

A Federação Portuguesa de Rugby vai proceder à alteração do Regulamento Geral de Competições, e ao Regulamento da Divisão de Honra, como já foi anunciado publicamente na imprensa, com efeito já na próxima época.

Apesar de estarmos em ano de eleições, e de ter sido anunciada a realização de um Congresso ainda antes do final do ano, a direcção da federação avança com a sua oitava edição do RGC desde que o actual presidente tomou posse pela primeira vez, no início de 2010.

28 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 7

Hoje é o dia em que o CDUL disputa em Valladolid o título Ibérico, que, recorde-se, desde que voltou a ser disputado - por intervenção directa do Universitário de Lisboa, perante a inércia das Federações Ibéricas - foi conquistado pelo próprio CDUL em relação à época de 2011/12 (em jogo disputado em Valladolid em 6 de Janeiro de 2013) e pelo Direito em relação à época 2012/13 (em jogo disputado em Monsanto em 28 de Dezembro de 2013).

E nós aproveitamos este dia para fazermos a nossa sugestão em relação à forma como se devem disputar as principais competições nacionais, pois embora seja pública a nossa preferência pela manutenção do sistema de 10 + 10 equipas na Divisão de Honra e na 1ª Divisão, aceitamos também que as nossas melhores equipas queiram mais, estejam dispostas a maiores sacrifícios para jogarem a um nível superior, e não vemos nada contra esse desejo, desde que seja concretizado dentro do respeito de determinados princípios.

27 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 6

Na sequência dos artigos que temos publicado nos últimos dias, vamos hoje abordar algumas ideias que podem ajudar a resolver o problema do rugby em Portugal, sendo que na nossa opinião, e como é fácil de entender por quem nos tem lido nos últimos anos, não é no número de equipas das duas principais divisões nacionais que pode estar um passo importante naquele sentido.

Já abordámos esta questão em múltiplas ocasiões, e começamos agora por sugerir que leia o que escrevemos em 23 de Janeiro de 2010 e em 27 de Janeiro do mesmo ano, e ainda em 1 de Abril de 2011, ou mais recentemente, em 14 de Abril de 2014 - como podem ver, e ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, aqui no Mão de Mestre critica-se, mas apontam-se soluções.

26 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 5

Continuamos hoje a nossa viagem através do rugby nacional, longe de pretendermos ser exaustivos na divulgação dos seus números - isso compete à FPR - mas sem abdicarmos do nosso direito a fazer uma leitura desses mesmos números, em especial quando sentimos que aquilo que se divulga, ou a forma como se divulga, não pretende mais do que justificar acções, medidas tomadas, muitas vezes de uma forma experimentalista e sem qualquer fundamentação.

Não vamos entrar agora nesta questão, mas não deixamos de referir a situação do Regulamento de Indemnizações por Formação, que foi agora suspenso pela Direcção da FPR, fazendo crer que essa sua acção vinha corrigir um erro do passado, que urgia emendar, mas esquecendo de referir que aquele Regulamento foi introduzido no verão de 2010, quando o Presidente da FPR já era Amado da Silva, e que a sua introdução fazia mesmo parte do seu plano de candidatura.

25 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 4

Hoje vamos dividir a nossa contribuição em duas partes, mas continuando a fornecer elementos que permitam avaliar e julgar aquilo que se tem feito ao rugby português nos últimos anos.

Vamos começar por pôr em dia o ranking dos clubes nacionais, que já apresentámos nos anos de 2011/12 e 2012/13, mas que por manifesta falta de tempo ainda não tínhamos feito em relação a 2013/14.

Acontece que o ranking de 2013/14 apresenta algumas variações significativas em relação aos dois anos anteriores, das quais a mais importante é a subida do CDUL ao seu primeiro lugar, destronando o Direito, vencedor das duas listas anteriores.

24 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 3

Conforme prometido vamos agora comparar o que aconteceu na Divisão de Honra nas épocas de 2013/2014 e 2014/2015, tendo em consideração que a prova está a ser disputada pelas mesmas 10 equipas, e utilizando para a comparação, os jogos realizados entre as mesmas equipas.

Ou seja, pegámos no calendário deste ano e copiámos a sua ordem dos jogos para a época passada, por forma a que os resultados apresentados correspondam integralmente aos mesmos jogos, nas duas épocas.

23 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 2

Vimos no primeiro artigo desta série que em 15 anos houve nove alterações ao sistema competitivo das divisões principais do rugby português, e é obvio que a alteração significativa que se iniciou em 2012/2013 ainda não se estabilizou completamente, pois implicou um esforço muito grande de crescimento, particularmente em relação às equipas que subiram da Segundona para a Primeirona, e ainda àquelas que subiram da Primeirona para a Divisão de Honra, mas em menor grau.

Um dos argumentos mais utilizados pelos que querem justificar que a Divisão de Honra está muito desequilibrada e que deverá ser reduzida, é o suposto número de cabazadas que acontecem na Divisão.

22 de dezembro de 2014

O SISTEMA COMPETITIVO - CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR 1

Muito se tem falado ao longo dos anos, da questão da organização das competições principais em Portugal, atribuindo-se sistematicamente ao sistema competitivo as culpas pelo baixo nível do nosso rugby.

Falando apenas do que se passou nos últimos 15 anos (de 2000/2001 até esta época de 2014/2015) aquelas competições já sofreram nada menos que nove alterações, umas mais profundas, outras menos. (cf em www.historico.maodemestre.com, os quadros na parte final)