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3 de novembro de 2015

DEPOIS DO "MELHOR DE SEMPRE" SÓ RESTA ESPERAR PELO JAPÃO 2019! *

* Pedro Sousa Ribeiro
O campeonato do mundo de rugby foi um sucesso global. 
Quer sob o ponto de vista desportivo, social e comercial o êxito foi total.

Grandes jogos com elevada qualidade técnica, estádios repletos de espectadores vibrantes e entusiastas, ambiente de grande animação, constituíram a imagem de marca deste campeonato. 
Quem se esquece da histórica vitória do Japão sobre a África do Sul, dos ensaios de Julian Savea, das placagens de Eben Etzsbergh, dos “off-loads” de SonnyBill-Williams?
Arbitragens equivalentes ao padrão do jogo praticado, sendo justo destacar Nigel Owens, o galês que dá sempre lições de bem arbitrar, e a quem, merecidamente foi atribuída a final. 
Enfim, o rugby ao seu mais alto nível.

31 de outubro de 2015

NOVA ZELÂNDIA VENCE TRI-CAMPEONATO E CONVENCE! *

* Martim Bettencourt
Os All Blacks mostraram ao que vinham logo nas primeiras três placagens. Todas ofensivas, todas a por os Australianos no pé de trás e em dificuldades. 
Não iam deixar, como tantas outras equipas o fizeram no passado, que a importância do momento tomasse conta.

No entanto, mérito da tenacidade e capacidade de sofrimento da equipa liderada por Michael Cheika, essa pressão demorou a produzir resultados. 
Foi aos oito minutos que o Man of The Match, Daniel Carter, abriu o marcador com uma penalidade a castigar uma falta australiana num ruck bem dentro da sua área de vinte e dois metros.

SPRINGBOKS VENCEM PUMAS PELO BRONZE *

* Pedro Sousa Ribeiro
A África do Sul alcançou o 3º lugar depois de bater a Argentina por 24-13.

A Argentina foi forçada a fazer alterações substanciais na constituição da sua equipa já que não pode contar com o seu capitão Agustin Creevy, nem com Marcos Ayerza, Juan Imhoff e Juan Martin Hernandez todos eles devido a lesões sofridas no jogo com a Austrália. 
Relativamente ao jogo anterior a Argentina fez 9 alterações no seu XV inicial.

30 de outubro de 2015

DOIS BI-CAMPEÕES PARA UM TRI-CAMPEONATO *

* Virgílio Franceschi Neto

O Mundo vai parar em torno da bola oval. 
AllBlacks e Wallabies fazem neste sábado, em Twickenham, a grande final da Copa do Mundo. Rivalidade Oceânica em alta. 

Entre os australianos, o foco é tamanho que proibiu-se mencionar os neozelandeses por “AllBlacks”. Os neozelandeses sabem do perigo que os Wallabies se tornam em jogos decisivos – o último jogo do “The RugbyChampionship” que diga, quando perderam por 27 a 19. 
As duas melhores equipas no melhor mundial de sempre.

29 de outubro de 2015

ÁFRICA DO SUL E ARGENTINA DISCUTEM TERCEIRO LUGAR DO MUNDIAL *

* Manuel Gaivão
É já amanhã à noite que se disputa, no Estádio Olímpico de Londres, o jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares deste entusiasmante Campeonato do Mundo.

África do Sul e Argentina, ambas magoadas pelas derrotas nas meias finais apresentam-se para este jogo com vários jogadores que poderão anunciar o final da sua carreira internacional após o mesmo e por si só, isso seria uma motivação adicional para o mesmo, pois não acredito que alguém queira sair pela porta pequena depois de tantos e bons anos na mais alta roda do rugby internacional.

25 de outubro de 2015

AUSTRÁLIA IGUALA ALL BLACKS EM FINAIS, MAS SÓ UM SERÁ TRI *

* Virgílio Franceschi Neto
A Austrália venceu a Argentina neste domingo por 29-15 e se classificou para a grande final desta Copa do Mundo, contra os AllBlacks, em Twickenham, no próximo sábado.

Depois de um jogo repleto de erros e indecisões contra a Escócia, os Wallabies entraram em campo com uma postura diferente. 
Se mostraram mais concentrados e desde o início praticaram um rugby com mais ímpeto que os argentinos. 
E isso pôde ser observado logo no início. Com 10 minutos os Oceânicos lideravam por 12 a 3 (Simmons e Ashley-Cooper). 

24 de outubro de 2015

NOVA ZELÂNDIA NA QUARTA FINAL, DEPOIS DE BATER SPRINGBOKS *

* Nuno Mourão
A força da técnica vence a técnica da força!
Grande parte do mundo oval, pode estar mais descansado, pois os puristas – (Nova Zelândia – NZ), levaram a melhor sobre os pragmáticos – (África do Sul – AS). 
Mas como sempre e, apesar da NZ ser a campeã em título, a primeira do ranking e ser favorita, não foi nada fácil e o resultado (20-18), traduz esse equilíbrio entre as duas “facções”.

Per Angusta Ad Angusta (Não se chega ao triunfo sem dificuldades), é o motto de uma das escolas mais conhecidas de Auckland e onde se formam e formaram muitos All Blacks. 

O MELHOR RUGBY DO MUNDIAL EM JOGO COM PUMAS E WALLABIES *

* Ricardo Mouro
Diferente da outra meia final onde os All Blacks são claros favoritos, o Austrália - Argentina é um jogo com menos margem de manobra.
Em campo estão duas equipas que têm praticado, à parte dos campeões do mundo, o melhor rugby do mundial.

Polémicas à parte a Austrália deverá usar o jogo contra Escócia como um "abre-olhos", à semelhança do que aconteceu com os Springboks frente ao Japão, após o passeio pelo grupo do morte.
A Argentina não passou um grupo tão difícil mas superou os irlandeses que talvez se pudessem queixar das lesões e castigo de O'Brien, mas os números da vitória falam por si.

22 de outubro de 2015

ALLBLACKS/ALL BACKS FAVORITOS FRENTE A SPRINGBOKS *

* José Silva
Após o vendaval de rugby com que os All Blacks despacharam os Franceses nos quartos-de-final, por uns impressionantes, e muito pouco dignos 62-13, dificilmente poderemos deixar de atribuir o favoritismo aos pretos.
Os All Blacks ganharam 47 dos seus últimos 52 jogos. Perderam 3 jogos nos últimos 4 anos!?
Estes números são deveras impressionantes e são um caso de estudo daquela que é, provavelmente a equipa mais dominadora de sempre….
Os All Blacks são nº 1 do Ranking IRB desde Novembro 2009.

20 de outubro de 2015

DOMÍNIO COMPLETO DO SUL SOBRE O NORTE NO MUNDIAL 2015 *

* Manuel Cabral
Pela primeira vez desde que o Campeonato do Mundo foi disputado pela primeira vez - no longínquo ano de 1987 - só equipas do hemisfério sul chegam às meias finais!

Nunca antes as equipas europeias tinham sido tão completamente varridas do topo do mundo, e mesmo nas finais apenas em 1995 não esteve presente um representante do rugby do hemisfério norte.

18 de outubro de 2015

COM DUAS DECISÕES POLÉMICAS DE JOUBERT, AUSTRÁLIA PASSA ÀS MEIAS *

* Nuno Mourão
Depois de um sufocante e espectacular jogo, entre a Argentina e a Irlanda, estava tudo à espera de poder “descansar” um pouco, com a disputa da última vaga para as meias-finais – o jogo entre a Austrália e os underdogs escoceses, os últimos bastiões e esperança, do hemisfério norte. 

Os primeiros já tinham despachado a Inglaterra para o sofá e Gales para as garras dos sul-africanos. A Escócia chegou a estes quartos de final, depois de uma fase de grupos bastante competente e em que demonstraram um rugby bastante dinâmico e intenso. 
Ainda assim, um pouco longe das equipas do hemisfério sul, habituadas a outro ritmo, pressão e competição. 

ARGENTINA AVANÇA PARA MEIAS FINAIS COM CONFIANÇA E ALEGRIA *

* Martim Bettencourt
Não vi muitos mundiais no meu tempo de “vida rugbístico”, mas tenho poucas dúvidas ao afirmar que nunca se viu tanta qualidade de jogo como o que temos tido o privilégio de assistir neste torneio.

A intensidade com que a Argentina entrou no jogo estabeleceu o ritmo que os Irlandeses teriam que igualar se quisessem sair do Millenium Stadium com a passagem às meias finais.

Vindos de um duríssimo jogo contra a França, onde ainda para mais perderam nomes tão cruciais e influentes como o seu capitão O’Connell, o abertura Sexton e os dois terceiras linhas Peter O’Mahony e Sean O’Brien; o desafio argentino tornou-se um desafio demasiado grande para os homens liderados pelo excelente Joe Schmidt.

17 de outubro de 2015

NOVA ZELÂNDIA-FRANÇA - PESADELO FRANCÊS E ALL BLACKS NAS MEIAS *

* Manuel Gaivão
Depois do desafio lançado com o Haka em forma de V, que tem sido a imagem de marca dos All Blacks durante este mundial, as equipas lançaram-se com toda a intensidade na partida.

Aos 7 minutos os franceses foram penalizados por não largarem o jogador placado e Carter abriu o marcador: 3-0.
Pouco depois uma falta no ruck por parte dos neozelandeses deu a Spedding a oportunidade de empatar o que, apesar da distância, ele não enjeitou.

ÁFRICA DO SUL-PAÍS DE GALES - SPRINGBOKS AVANÇAM PARA MEIAS FINAIS *

* Manuel Cabral
Numa primeira parte jogada a meio-campo, com poucas situações de ensaio, o País de Gales acabou por explicar o que aconteceu no jogo com a Inglaterra, e os sul-africanos explicaram o que se passou com o Japão, e a vantagem galesa ao intervalo (12-13) não surpreendeu ninguém - o País de Gales tentou mais, lutou mais e ... fez mais faltas...

Ao tentar mais a equipa galesa acabou por conseguir o único ensaio do primeiro tempo, ao lutar mais evitou que a África do Sul se aproximasse com perigo da sua área de validação, e ao fazer mais faltas deu a Handré Pollard a oportunidade de acertar no alvo, nas quatro penalidades que tentou aos postes...

AUSTRÁLIA MELHOR, DEVE SEGUIR EM FRENTE *

* Virgílio Franceschi Neto
A selecção escocesa faz um Mundial de dar muito gosto. Possui um rugby ofensivo, jogam com intensidade e mesmo na derrota diante dos sul-africanos, caíram em pé.

Depois de anos por baixo, é muito bom vê-los com este jogo. Greig Laidlaw o grande comandante, mas Sean Maitland, Finn Russell, Tim Visser e Tommy Seymour, na linha, dão o ritmo; nos avançados, destaque para os irmãos Grey, Grant Gilchrist (lesionado) e Ross Ford.

PUMAS DESAFIAM IRLANDESES EM ENCONTRO IMPREVISÍVEL *

* Pedro Sousa Ribeiro
A Irlanda vitoriosa dos quatro jogos da fase grupos, acabando com uma concludente vitória sobre a França vai defrontar a Argentina que foi talvez a equipa que mais espectacular rugby praticou e que, no jogo inicial, causou grandes dificuldades aos All Blacks.

Portanto mais um grande jogo em perspectiva que se realiza no Millenium Stadium de Cardiff onde a Irlanda contará com um enorme apoio do público já que haverá muitos milhares de irlandeses que atravessarão o Irishsea para apoiar os seus patrícios.
E quão entusiastas eles são com os seus tradicionais cânticos celtas.

16 de outubro de 2015

NOVA ZELÂNDIA-FRANÇA OU A EXPERIÊNCIA VERSUS IRREVERÊNCIA? *

* Nuno Mourão
É costume dizer-se que, para ser um jogador de rugby de eleição, é necessário uma certa dose de irreverência. 
A França sempre foi uma equipa irreverente, imprevisível, por vezes indisciplinada, capaz do melhor e do pior, mas quando “engatam”, não há nada que os seus adversários possam fazer, que não seja resignarem-se e aceitarem a derrota, como foi o caso em 1999 e em 2007, precisamente com os mesmos intervenientes e no caso de 2007, no mesmo local do “crime” e exactamente na mesma fase da competição, quartos de final.

ÁFRICA DO SUL E PAÍS DE GALES ABREM QUARTOS DE FINAL *

* Ricardo Mouro
A África do Sul parece ter engrenado após a decepção inicial frente aos bravos Japoneses somando por vitórias os restantes jogos do Grupo B.
No jogo que abre os quartos de final os Springboks defrontam o País de Gales fustigado por lesões. Apesar das ausências os galeses sobreviveram ao grupo da morte onde caíram a Inglaterra e Fiji e perderam apenas com a Austrália que veio a vencer o grupo.

Warren Gatland, treinador neozelandês dos galeses, surpreendeu ainda antes do mundial ao deixar de fora dos escolhidos para o mundial Richard Hibbard, Adam Jones e Mike Phillips mas o facto é que a equipa não parece afectada e o jogadores parecem mais unidos em campo bem liderados por Warburton e Alun-Wyn Jones.

13 de outubro de 2015

RWC-2015 - O APURAMENTO, GRUPO POR GRUPO *

* Manuel Cabral
Este Mundial foi extraordinário com o domínio da circulação da bola sobre o ping-pong chutador, com a procura de espaços em toda a largura do campo em vez da sua concentração nos perímetros curtos.

Ficou mais bonito o jogo, os jogadores - mesmo os fortes e feios! (estou-me a lembrar dos pilares japoneses) - a manusearem a bola com uma arte e elegância que parecia estar arredada do mundo oval.

ITÁLIA-ROMÉNIA - ITÁLIA VENCE MAS FICA LONGE DE CONVENCER *

* Manuel Cabral
A Itália garantiu o terceiro lugar no Grupo D e com isso assegurou a entrada directa no Mundial de 2019, mas a verdade é que a qualidade da equipa deixa muitas dúvidas, e levanta justas reclamações de Geórgia e Roménia, pelo tratamento desigual de que são vítimas.

Com a vitória por 32-22 e a marcação de quatro ensaios, os transalpinos conseguiram disfarçar a crise, mas na verdade a sua permanência como intocável no 6 Nações ficou seriamente abalada, e apenas uma mais profunda aposta na juventude pode assegurar o futuro dos italianos no topo do rugby europeu.