* Eládio Ribeiro
A atenção da imprensa inglesa volta-se agora para o tour dos Lions à Nova Zelândia e a “maldição” dos capitães ingleses parece ser cada vez mais real com Dylan Hartley a ter de puxar dos galões para que a sua ida á Nova Zelândia seja real e que sobre ele não recaia a maldição, á semelhança do que aconteceu com Chris Robshaw em 2013, que não foi convocado para o Tour á Austrália quando capitaneava a seleção inglesa treinada por Stuart Lancaster, e em 2009 com Steve Borthwick a falhar a ida á Africa do Sul com Sir Ian McGeechan a deixar o segunda linha em Inglaterra.
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17 de abril de 2017
6 de julho de 2013
LIONS METEM WALLABIES NO SACO
Vitória histórica dos Lions na Austrália por 41-16, põe fim a um conjunto de três séries perdidas, em 2001 (Austrália), 2005 (Nova Zelândia) e 2009 (África do Sul).
Nunca antes os Lions tinham marcado tantos pontos aos Wallabies, e, desde 1966, esta foi a vitória com o maior diferencial de pontos marcados/sofridos, obtida nos encontros entre as duas equipas, e marca o retorno ao sucesso numa Série, depois de 1989, por parte dos visitantes.
Nunca antes os Lions tinham marcado tantos pontos aos Wallabies, e, desde 1966, esta foi a vitória com o maior diferencial de pontos marcados/sofridos, obtida nos encontros entre as duas equipas, e marca o retorno ao sucesso numa Série, depois de 1989, por parte dos visitantes.
5 de julho de 2013
LEÕES OU CANGURUS, QUEM VAI FICAR POR CIMA?
Acontece de 12 em 12 anos, e já houve quem imaginasse que com o advento do profissionalismo e do Campeonato do Mundo, deixaria de acontecer, mas o sucesso desportivo das digressões dos British & Irish Lions à Austrália e a injecção de mais de 70 milhões de euros na economia do país, são garantes que esse dia não vai chegar tão cedo.
Sábado em Sidney, quando os Lions e os Wallabies subirem à relva do ANZ Stadium, perante 84 mil espectadores, no terceiro dos jogos que compõem a viagem da equipa do hemisfério norte à Austrália, tudo estará em disputa numa luta sem favorito, pois os resultados anteriores (21-23 para os Lions e 16-15 para os Wallabies) impedem qualquer vaticínio lógico e tudo vai depender de pormenores.
Sábado em Sidney, quando os Lions e os Wallabies subirem à relva do ANZ Stadium, perante 84 mil espectadores, no terceiro dos jogos que compõem a viagem da equipa do hemisfério norte à Austrália, tudo estará em disputa numa luta sem favorito, pois os resultados anteriores (21-23 para os Lions e 16-15 para os Wallabies) impedem qualquer vaticínio lógico e tudo vai depender de pormenores.
28 de junho de 2013
LIONS DEFRONTAM WALLABIES EM DIA DE MUNDIAL DE SEVENS
Depois da vitória no primeiro dos três jogos contra a Austrália, os British & Irish Lions preparam a equipa para o segundo encontro, que pode determinar o vencedor da Série.
Com uma vitória no meio da semana contra os Rebels, a equipa da Grã Bretanha e Irlanda encara a partida deste sábado com a confiança que uma viagem quase 100% vitoriosa transmite.
No entanto a vitória do fim de semana passado não deixou Warren Gatland completamente satisfeito, e cinco alterações no XV inicial não são apenas reflexo de lesões que tenham surgido durante esse jogo.
Com uma vitória no meio da semana contra os Rebels, a equipa da Grã Bretanha e Irlanda encara a partida deste sábado com a confiança que uma viagem quase 100% vitoriosa transmite.
No entanto a vitória do fim de semana passado não deixou Warren Gatland completamente satisfeito, e cinco alterações no XV inicial não são apenas reflexo de lesões que tenham surgido durante esse jogo.
23 de junho de 2013
LIONS VENCEM PRIMEIRO TESTE NA AUSTRÁLIA
Os British & Irish Lions venceram o primeiro dos três testes que vão disputar na Austrália, derrotando os Wallabies por 23-21, num jogo que acabou marcado pela fraca qualidade dos chutadores australianos de serviço, que poderiam ter vencido o jogo, em particular o substituto Kurtley Beale, que desperdiçou duas penalidades nos últimos cinco minutos que teriam transformado o resultado.
No total o desperdício australiano foi de 14 pontos como resultado de quatro penalidades e uma transformação de ensaio desperdiçados.
No total o desperdício australiano foi de 14 pontos como resultado de quatro penalidades e uma transformação de ensaio desperdiçados.
20 de junho de 2013
LIONS ESCORREGAM ANTES DE PRIMEIRO JOGO A DOER
Lions derrotados pelos Brumbies por 12-14 deixam sérias dúvidas quanto à capacidade da equipa para os desafios mais exigentes que se avizinham frente à Austrália.
Depois das vitórias contra os Barbarians (em Hong Kong) por 59-8, frente ao Western Force por 69-17, perante o Queensland Reds por 22-12, contra o Combined NSW/Queensland Country por 64-0 e frente ao NSW Waratahs por 47-17, a derrota de ontem frente aos Brumbies surge como um mau presságio para o primeiro embate com a Austrália que terá lugar no próximo sábado, no Suncorp Stadium.
Depois das vitórias contra os Barbarians (em Hong Kong) por 59-8, frente ao Western Force por 69-17, perante o Queensland Reds por 22-12, contra o Combined NSW/Queensland Country por 64-0 e frente ao NSW Waratahs por 47-17, a derrota de ontem frente aos Brumbies surge como um mau presságio para o primeiro embate com a Austrália que terá lugar no próximo sábado, no Suncorp Stadium.
2 de junho de 2013
LIONS JÁ RUGEM A CAMINHO DA AUSTRÁLIA *
Os British & Irish Lions finalmente entraram em campo, numa partida de exibição frente aos Barbarians.
As condições atmosféricas não foram as melhores, calor e humidade a 90% no estádio de Hong Kong num jogo realizado para satisfazer as exigências dos patrocinadores.
O calor fez a lendária camisola vermelha parecer que os jogadores estavam num concurso de "Miss T-shirt Molhada".
O jogo serviu para Gatland experimentar algumas posições e terá ficado certamente agradado com algumas exibições.
Quanto ao jogo os Lions foram superiores em todos os aspectos do jogo apesar
das estrelas que representavam os Barbarians.
O'Connell capitaneou os turistas neste encontro, com Warburton na bancada, e dominou o alinhamento.
Vunipola e Adam Jones fizeram Castrogiovanni e James passar um mau bocado nas formações ordenadas com o italiano a ser penalizado algumas vezes no encaixe ou por colapsar a melée.
O início do jogo ficou marcado por uma escaramuça entre Farrell e Brits, colegas nos Saracens, em que o talonador aplicou um valente tabefe ao abertura e este retaliou.
O árbitro Steve Walsh inicialmente penalisou Farrell mas com a ajuda do TMO corrigiu a sua decisão e Brits teve direito a 10 minutos de descanso (e a três semanas de suspensão).
A penalização dos baa-baas deu início à impressionante revolução dos turistas e aplicaram 8 ensaios no adversário que fazem, basicamente, a história do jogo.
Nos Barbarians há que dar destaque a Rokocoko, inconformado e incansável com uma passada impressionante ainda viria a inventar um ensaio para Fotuali'i, mas também por duas vezes negou o ensaio a leões com duas placagens que salvaram o marcador de ser ainda mais avolumado.
Do lado dos Lions o formação Mike Phillips esteve em bom plano a utilizar a sua rapidez e visão de jogo para conseguir dois ensaios e preparar mais um.
A combinação de centros resultou bem, Jamie Roberts parece certo no XV quando atira com aquela "queixada" aos adversários deixa marcas nos defesas e Jon Davies esteve sempre correcto.
Brian O'Driscoll viu esta dupla da bancada, ele que fez parceria com Roberts na África do Sul.
Outro galês esteve também em destaque, o ponta Cuthbert conseguiu também dois ensaios.
Farrell esteve bem nos pontapés, mas em jogo aberto denotou alguma inexperiência e tem muito trabalho pela frente para ganhar a melhor sobre Sexton.
Nos avançados destaque para o capitão O'Connell, autor do primeiro ensaio da partida, e do inevitável Adam Jones que nunca recuou nas formações ordenadas.
A 3ª linha apenas teve que cumprir perante a desinspiração dos opositores onde estavam "apenas" Manoa, Sam Jones e Parisse.
O resultado final foi um desequilibrado 59-8 dividido por Cuthbert 2E e Phillips 2E, Davies 1E, Alun-Wyn Jones 1E, Lydiate 1E, O'Connell 1E, Farrell 3C e 3P e Sexton 2C.
Fotuali'i 1E e Daly 1P marcaram para os bárbaros.
Os Lions entram novamente em campo já esta quarta feira e já em solo australiano onde iniciam uma série de jogos contra equipas provinciais, neste caso a Western Force em Perth.
Do lado oposto Robbie Deans continua em apuros para completar a sua equipa, recentemente teve que substituir três estrelas australianas devido a lesão do grupo de 25 jogadores selecionados: Digby Ioane, Sitaleki Timani e Scott Higginbotham.
As perspectivas destes jogares poderem vir ainda a defrontar os Lions são ténues e foram substituidos por Nick Phipps, Kane Douglas e Ben McCalman.
Championship
Os Newcastle Falcons bateram o Bedford na segunda mão do playoff final de apuramento do campeão e vão disputar a Premiership em 2013/14.
Em casa os Falcons, que só perderam duas vezes para liga, foram mais fortes e venceram um jogo bem disputado, final 31-24 (49-33 no agregado).
Gopperth despediu-se de Newcastle em estilo, com a nomeação de homem do jogo, antes de se mudar para a Irlanda e Leinster.
As preparações para a próxima época já estão em andamento e o director de rugby Dean Richards já garantiu as contratações de Andy Saull e Adam Powell (ambos dos Saracens), Mike Blair (Brive), Keiran Brookes (Leicester Tigers), Rory Clegg (Quins), Scott Lawson (London Irish), Fraser McKenzie (Sale Sharks) e Phil Goodman (London Scottish).
*Texto: Ricardo Mouro
Foto:: Lions
As condições atmosféricas não foram as melhores, calor e humidade a 90% no estádio de Hong Kong num jogo realizado para satisfazer as exigências dos patrocinadores.
O calor fez a lendária camisola vermelha parecer que os jogadores estavam num concurso de "Miss T-shirt Molhada".
O jogo serviu para Gatland experimentar algumas posições e terá ficado certamente agradado com algumas exibições.
Quanto ao jogo os Lions foram superiores em todos os aspectos do jogo apesar
das estrelas que representavam os Barbarians.
O'Connell capitaneou os turistas neste encontro, com Warburton na bancada, e dominou o alinhamento.
Vunipola e Adam Jones fizeram Castrogiovanni e James passar um mau bocado nas formações ordenadas com o italiano a ser penalizado algumas vezes no encaixe ou por colapsar a melée.
O início do jogo ficou marcado por uma escaramuça entre Farrell e Brits, colegas nos Saracens, em que o talonador aplicou um valente tabefe ao abertura e este retaliou.
O árbitro Steve Walsh inicialmente penalisou Farrell mas com a ajuda do TMO corrigiu a sua decisão e Brits teve direito a 10 minutos de descanso (e a três semanas de suspensão).
A penalização dos baa-baas deu início à impressionante revolução dos turistas e aplicaram 8 ensaios no adversário que fazem, basicamente, a história do jogo.
Nos Barbarians há que dar destaque a Rokocoko, inconformado e incansável com uma passada impressionante ainda viria a inventar um ensaio para Fotuali'i, mas também por duas vezes negou o ensaio a leões com duas placagens que salvaram o marcador de ser ainda mais avolumado.
Do lado dos Lions o formação Mike Phillips esteve em bom plano a utilizar a sua rapidez e visão de jogo para conseguir dois ensaios e preparar mais um.
A combinação de centros resultou bem, Jamie Roberts parece certo no XV quando atira com aquela "queixada" aos adversários deixa marcas nos defesas e Jon Davies esteve sempre correcto.
Brian O'Driscoll viu esta dupla da bancada, ele que fez parceria com Roberts na África do Sul.
Outro galês esteve também em destaque, o ponta Cuthbert conseguiu também dois ensaios.
Farrell esteve bem nos pontapés, mas em jogo aberto denotou alguma inexperiência e tem muito trabalho pela frente para ganhar a melhor sobre Sexton.
Nos avançados destaque para o capitão O'Connell, autor do primeiro ensaio da partida, e do inevitável Adam Jones que nunca recuou nas formações ordenadas.
A 3ª linha apenas teve que cumprir perante a desinspiração dos opositores onde estavam "apenas" Manoa, Sam Jones e Parisse.
O resultado final foi um desequilibrado 59-8 dividido por Cuthbert 2E e Phillips 2E, Davies 1E, Alun-Wyn Jones 1E, Lydiate 1E, O'Connell 1E, Farrell 3C e 3P e Sexton 2C.
Fotuali'i 1E e Daly 1P marcaram para os bárbaros.
Os Lions entram novamente em campo já esta quarta feira e já em solo australiano onde iniciam uma série de jogos contra equipas provinciais, neste caso a Western Force em Perth.
Do lado oposto Robbie Deans continua em apuros para completar a sua equipa, recentemente teve que substituir três estrelas australianas devido a lesão do grupo de 25 jogadores selecionados: Digby Ioane, Sitaleki Timani e Scott Higginbotham.
As perspectivas destes jogares poderem vir ainda a defrontar os Lions são ténues e foram substituidos por Nick Phipps, Kane Douglas e Ben McCalman.
Championship
Os Newcastle Falcons bateram o Bedford na segunda mão do playoff final de apuramento do campeão e vão disputar a Premiership em 2013/14.
Em casa os Falcons, que só perderam duas vezes para liga, foram mais fortes e venceram um jogo bem disputado, final 31-24 (49-33 no agregado).
Gopperth despediu-se de Newcastle em estilo, com a nomeação de homem do jogo, antes de se mudar para a Irlanda e Leinster.
As preparações para a próxima época já estão em andamento e o director de rugby Dean Richards já garantiu as contratações de Andy Saull e Adam Powell (ambos dos Saracens), Mike Blair (Brive), Keiran Brookes (Leicester Tigers), Rory Clegg (Quins), Scott Lawson (London Irish), Fraser McKenzie (Sale Sharks) e Phil Goodman (London Scottish).
*Texto: Ricardo Mouro
Foto:: Lions
14 de maio de 2013
BRITISH AND IRISH LIONS "DOWN UNDER" *
A selecção tetra-anual mais famosa do planeta viaja para a Austrália este Verão para tentar vencer uma tour pela primeira vez desde 1997.
A imprensa dos dois hemisférios considera-os favoritos, tendo em conta que a Austrália está numa fase de renovação e historicamente não tem sido o oponente mais forte que os Lions encontraram.
No entanto em 2001, a Austrália acabou por ganhar a tour 2-1 no total dos três test-matches.
As expectativas são enormes e com um capitão Galês em 36 anos a encabeçar uma armada vermelha (tão tendencioso!) de 15 jogadores Galeses há grande esperanças na vitória.
As expectativas são enormes e com um capitão Galês em 36 anos a encabeçar uma armada vermelha (tão tendencioso!) de 15 jogadores Galeses há grande esperanças na vitória.
Fico com a sensação que Warren Gatland escolheu a melhor equipa das 6 nações e não a melhor equipa para defrontar os Wallabies.
Os British and Irish Lions de 2013 são enormes!
Os British and Irish Lions de 2013 são enormes!
O grande Campese escreveu numa crónica, “the Lions are big, lumpy and slabs of red meat”.
E é expectável que apostem muito no contacto directo para ganhar a linha de vantagem, a táctica será basicamente atirar com os armários para a frente até se ganhar uma penalidade ou rastejar até ao ensaio.
Com Halfpenny, Sexton e Farell (treinados por Neil Jenkins), o que não falta são chutadores de grande qualidade para converter em pontos todas as falhas do adversário.
Uma mistura de veteranismo com Paul O´Connel, O´Driscoll e Gethin Jenkins a darem exemplo a meninos que ainda podiam estar na escola como North, Cuthbert, Farrel e Youngs.
Pessoalmente fico muito contente por todas as nações estarem bem representadas, e será interessante ver Suart Hoog, Richie Gray e Sean Maitland numa equipa com outras andanças.
Portanto todas as peças estão alinhadas e resta a Warren Gatland escolher o 15 inicial e esperar pelo melhor.
Para mim, os Lions são uma coisa do passado, ou no máximo um espectáculo destinado a levar uma romaria de “bifes” para o outro lado do mundo.
Com Halfpenny, Sexton e Farell (treinados por Neil Jenkins), o que não falta são chutadores de grande qualidade para converter em pontos todas as falhas do adversário.
Uma mistura de veteranismo com Paul O´Connel, O´Driscoll e Gethin Jenkins a darem exemplo a meninos que ainda podiam estar na escola como North, Cuthbert, Farrel e Youngs.
Pessoalmente fico muito contente por todas as nações estarem bem representadas, e será interessante ver Suart Hoog, Richie Gray e Sean Maitland numa equipa com outras andanças.
Portanto todas as peças estão alinhadas e resta a Warren Gatland escolher o 15 inicial e esperar pelo melhor.
Para mim, os Lions são uma coisa do passado, ou no máximo um espectáculo destinado a levar uma romaria de “bifes” para o outro lado do mundo.
Talvez sejam uma das razões que tornam o Hemisfério Norte um consistentemente derrotado para o Hemisfério Sul.
Os Lions servem acima de tudo para exacerbar o mito das selecções do Sul, pois mesmo com os melhores jogadores de quatro países são raras as vitórias.
Devem ser capazes de os vencer 1 contra 1 ( como foi o caso da Inglaterra recentemente), e não num gangue.
Devem ser capazes de os vencer 1 contra 1 ( como foi o caso da Inglaterra recentemente), e não num gangue.
Fico sempre com a sensação que os falhanços das tours servem como desculpa para todas as derrotas que o Hemisfério Sul vai impingir ao Norte nos quatro anos seguintes.
Mas esperemos para ver...
Esta é a primeira selecção dos Lions em décadas que vai enfrentar uma equipa que ninguém considera a actual melhor do mundo.
Mas esperemos para ver...
Esta é a primeira selecção dos Lions em décadas que vai enfrentar uma equipa que ninguém considera a actual melhor do mundo.
Portanto se não ganharem esta, é razoável assumir que dificilmente ganharão mais alguma...
Texto: Senhor Sir
Foto: http://cdn.greenandgoldrugby.com
Foto: http://cdn.greenandgoldrugby.com
2 de maio de 2013
BRITISH AND IRISH LIONS ESCOLHIDOS *
Acabada a especulação à volta dos escolhidos para representar os British & Irish Lions na Austrália, Warren Gatland anunciou a equipa ontem em conferência de imprensa.
Como era esperado alguns nomes teriam que ficar de fora mas alguns causam mais polémica do que outros o que tem gerado algumas reacções na imprensa. Obviamente o nome de Jonny Wilkinson foi o mais falado, o abertura é o principal responsável pelo sucesso do Toulon no Top 14 e na Heineken Cup e as suas exibições têm merecido rasgados elogios o que levou a que várias vozes se manifestassem a favor da inclusão do inglês na Tour à Austrália.
Facto é que Wilkinson já tinha "baixado o tom" na sua presença nos Lions na flash interview após ter destroçado os Saracens em Twickenham, e Gatland confirmou que falou com o abertura para, pelo menos, considerar estar de "prevenção" caso Farrell e/ou Sexton se lesionem, Wilkinson brutalmente honesto admitiu que neste momento a sua condição física é alvo de uma gestão cuidadosa e que dificilmente aguenta uma Tour de 7 semanas.
O mediatismo de Wilkinson levou a que outros nomes, surpreendentemente ausentes, não tivessem tanta atenção da imprensa.
Facto é que Wilkinson já tinha "baixado o tom" na sua presença nos Lions na flash interview após ter destroçado os Saracens em Twickenham, e Gatland confirmou que falou com o abertura para, pelo menos, considerar estar de "prevenção" caso Farrell e/ou Sexton se lesionem, Wilkinson brutalmente honesto admitiu que neste momento a sua condição física é alvo de uma gestão cuidadosa e que dificilmente aguenta uma Tour de 7 semanas.
O mediatismo de Wilkinson levou a que outros nomes, surpreendentemente ausentes, não tivessem tanta atenção da imprensa.
Exemplo do caso do talonador Rory Best (Irlanda) que perdeu o lugar para Dylan Hartley, Best começou muito bem o 6 Nações pela Irlanda enquanto que Hartley perdeu o seu lugar na Inglaterra para o jovem Tom Youngs.
A indisciplina do capitão dos Saints também é uma das suas "marcas", mas o que é certo é que é um capitão que lidera por exemplo e no limite do legal e das suas capacidades físicas.
Mas teria sido o suficiente para relegar o consistente e regular Best?
O "capitão coragem" Robshaw é outro dos ausentes, líder indiscutível da Inglaterra de Lancaster, terá sido prejudicado pela dúvida em relação à sua posição (é 6 ou 7?) e perdeu o seu lugar para o talento emergente de Tipuric (puro 7) e o regressado de lesão Lydiate.
O "capitão coragem" Robshaw é outro dos ausentes, líder indiscutível da Inglaterra de Lancaster, terá sido prejudicado pela dúvida em relação à sua posição (é 6 ou 7?) e perdeu o seu lugar para o talento emergente de Tipuric (puro 7) e o regressado de lesão Lydiate.
Na 3ª linha nota-se também a falta do veterano Ryan Jones (Gales) e do lesionado "tractor" Stephen Ferris (Irlanda).
Tom Croft regressou a tempo de uma lesão no pescoço para apanhar o avião, exibições de encher o olho no final da época em que os Tigers garantiram playoff caseiro convenceram Gatland a entregar-lhe um dos bilhetes.
Na 2ª Linha perde-se Launchbury a jovem sensação inglesa, Gatland optou aqui por jogadores estabelecidos e verdadeiros líderes em campo como O'Connell e Wyn Jones.
Na 2ª Linha perde-se Launchbury a jovem sensação inglesa, Gatland optou aqui por jogadores estabelecidos e verdadeiros líderes em campo como O'Connell e Wyn Jones.
Infelicidade para o talentoso inglês que foi "apenas" responsável pelo alinhamento mais eficaz da Premiership.
Supresas nos pilares, o jovem Vunipola que se estreou este ano por Inglaterra garantiu o bilhete no avião, e o veterano Matt Stevens que, apesar de retirado do rugby internacional pela Inglaterra, vai viajar com os Lions.
Supresas nos pilares, o jovem Vunipola que se estreou este ano por Inglaterra garantiu o bilhete no avião, e o veterano Matt Stevens que, apesar de retirado do rugby internacional pela Inglaterra, vai viajar com os Lions.
É certo que o veterano dos Saracens tem feito uma época excelente e ainda não recuou um passo na formação ordenada dos londrinos, mas, por exemplo, só ouvir o nome de Sheridan põe a melée australiana a tremer!
Aos 33 anos Sheridan reencontrou-se em Toulon mas o seu companheiro Jenkins levou preferência sobre o inglês.
O Toulon aceitou libertar o galês para os Lions até porque este já decidiu deixar os franceses no Verão.
Nos três-quartos os pontas Simon Zebo (Irlanda) e Tim Visser (Escócia) também não viajam e vão ver a Tour com Chris Ashton através da televisão.
Nos três-quartos os pontas Simon Zebo (Irlanda) e Tim Visser (Escócia) também não viajam e vão ver a Tour com Chris Ashton através da televisão.
As escolhas na defesa foram óbvias e sem surpresa, com Halfpenny a encabeçar o trio escolhido.
Nos centros, Tuilagi vai ser o jogador de "impacto" e o seu parceiro no meio campo inglês Barritt vai ficar em casa, com a dupla Roberts/O'Driscoll a ser a provável escolhida para começar contra os Wallabies.
Danny Care (Inglaterra), que tem estado em excelente plano pelos Quins, não resistiu a ser o suplente de Ben Youngs e à vitória no 6 Nações de Mike Phillips, e fica também em casa.
Connor Murray é, sem grandes preciosidades, um formação que não põe um pé mal em campo.
O capitão para liderar a Tour à Austrália (e Hong Kong) foi o galês Warburton.
O capitão para liderar a Tour à Austrália (e Hong Kong) foi o galês Warburton.
Ainda jovem nestas andanças Gatland é um confesso admirador das capacidades de Warburton, já o havia treinado pelo País de Gales onde aliás o nomeou capitão de equipa.
Controversa escolha ou não, é certo que o jovem de 24 anos em dois anos levou o seu país a uma semi-final do Mundial e a um Grand Slam.
Gatland escolheu um capitão que lidera pelo exemplo e que não se esconde da fisicalidade, e será alguém que os avançados seguirão naturalmente.
Á semelhança de O'Driscoll nas linhas atrasadas, 4 Tournées dos Lions para este velho guerreiro irlandês, que já esteve no melhor e no pior quer da Irlanda quer dos Lions, espera-se que seja o maestro de uma linha de 3/4 de impacto (Roberts, Tuilagi, North, Cuthbert...) e que impõe respeito ao adversário.
O maior número de jogadores do País de Gales (15) parece ser um reflexo natural dos resultados que a seleção britânica tem conseguido ultimamente, a natural superioridade sobre as nações do hemisfério norte e o facto de ter encostado a Austrália às cordas no Outono perdendo apenas nos últimos momentos do jogo.
O maior número de jogadores do País de Gales (15) parece ser um reflexo natural dos resultados que a seleção britânica tem conseguido ultimamente, a natural superioridade sobre as nações do hemisfério norte e o facto de ter encostado a Austrália às cordas no Outono perdendo apenas nos últimos momentos do jogo.
Apesar da desilusão de Wilkinson e Robshaw são 10 os ingleses que viajam para a Austrália, mais um que os irlandeses.
A Escócia leva apenas 3 jogadores, nomes como Ross Ford, Euan Murray e Greig Laidlaw ficam de fora e vão ver a Tour em casa.
O que pensam os leitores das escolhas e qual o vosso XV inicial?
Fiquem com a lista completa.
British & Irish Lions
Defesas: Leigh Halfpenny (Wales, Cardiff Blues), Stuart Hogg (Scotland, Glasgow Warriors), Rob Kearney (Ireland, Leinster)
Pontas: Tommy Bowe (Ireland, Ulster), Alex Cuthbert (Wales, Cardiff Blues), Sean Maitland (Scotland, Glasgow Warriors), George North (Wales, Scarlets)
Centros: Jonathan Davies (Wales, Scarlets), Brian O'Driscoll (Ireland, Leinster), Jamie Roberts (Wales, Cardiff Blues), Manusamoa Tuilagi (England, Leicester Tigers)
Médios de Abertura: Owen Farrell (England, Saracens), Jonathan Sexton (Ireland, Leinster)
Médios de Formação: Conor Murray (Ireland, Munster), Mike Phillips (Wales, Bayonne), Ben Youngs (England, Leicester Tigers)
Pilares: Dan Cole (England, Leicester Tigers), Cian Healy (Ireland, Leinster), Gethin Jenkins (Wales, Toulon), Adam Jones (Wales, Ospreys), Matt Stevens (England, Saracens), Mako Vunipola (England, Saracens)
Talonadores: Dylan Hartley (England, Northampton Saints), Richard Hibbard (Wales, Ospreys), Tom Youngs (England, Leicester Tigers)
2ª Linha: Ian Evans (Wales, Ospreys), Richie Gray (Scotland, Sale Sharks), Alun Wyn Jones (Wales, Ospreys), Paul O'Connell (Ireland, Munster), Geoff Parling (England, Leicester Tigers)
3ª Linha: Tom Croft (England, Leicester Tigers), Toby Faletau (Wales, Newport Gwent Dragons), Jamie Heaslip (Ireland, Leinster), Dan Lydiate (Wales, Newport Gwent Dragons), Sean O'Brien (Ireland, Leinster), Justin Tipuric (Wales, Ospreys), Sam Warburton (Wales, Cardiff Blues)
O que pensam os leitores das escolhas e qual o vosso XV inicial?
Fiquem com a lista completa.
British & Irish Lions
Defesas: Leigh Halfpenny (Wales, Cardiff Blues), Stuart Hogg (Scotland, Glasgow Warriors), Rob Kearney (Ireland, Leinster)
Pontas: Tommy Bowe (Ireland, Ulster), Alex Cuthbert (Wales, Cardiff Blues), Sean Maitland (Scotland, Glasgow Warriors), George North (Wales, Scarlets)
Centros: Jonathan Davies (Wales, Scarlets), Brian O'Driscoll (Ireland, Leinster), Jamie Roberts (Wales, Cardiff Blues), Manusamoa Tuilagi (England, Leicester Tigers)
Médios de Abertura: Owen Farrell (England, Saracens), Jonathan Sexton (Ireland, Leinster)
Médios de Formação: Conor Murray (Ireland, Munster), Mike Phillips (Wales, Bayonne), Ben Youngs (England, Leicester Tigers)
Pilares: Dan Cole (England, Leicester Tigers), Cian Healy (Ireland, Leinster), Gethin Jenkins (Wales, Toulon), Adam Jones (Wales, Ospreys), Matt Stevens (England, Saracens), Mako Vunipola (England, Saracens)
Talonadores: Dylan Hartley (England, Northampton Saints), Richard Hibbard (Wales, Ospreys), Tom Youngs (England, Leicester Tigers)
2ª Linha: Ian Evans (Wales, Ospreys), Richie Gray (Scotland, Sale Sharks), Alun Wyn Jones (Wales, Ospreys), Paul O'Connell (Ireland, Munster), Geoff Parling (England, Leicester Tigers)
3ª Linha: Tom Croft (England, Leicester Tigers), Toby Faletau (Wales, Newport Gwent Dragons), Jamie Heaslip (Ireland, Leinster), Dan Lydiate (Wales, Newport Gwent Dragons), Sean O'Brien (Ireland, Leinster), Justin Tipuric (Wales, Ospreys), Sam Warburton (Wales, Cardiff Blues)
*Texto: Ricardo Mouro
Link de referência: www.lionsrugby.com
4 de setembro de 2012
LIONS NA AUSTRÁLIA EM 2013
O final da
época que se aproxima traz consigo um grande acontecimento, com a 28ª digressão
da história dos British & Irish Lions, desta vez à Austrália, com a
esperança dos viajantes em conseguirem um resultado positivo nos jogos-teste
que vão realizar, o que aconteceu pela última vez em 1997, na África do Sul.
A história
destas digressões começou em 1891 quando uma equipa apelidada de Great Britain
se deslocou à África do Sul, e venceu os quatro jogos então realizados – como vão
longe esses tempos...
Até 1938 a
Geat Britain viajou mais nove vezes ao hemisfério sul – em 1908 como
Anglo-Welsh – mas foi apenas a partir de 1950 que estas viagens tomaram uma
forma organizada e intervalada com a viagem de equipas do hemisfério sul à
Europa.
Foi também nesse
ano que a equipa passou a chamar-se British & Irish Lions, adoptando o
emblema que reproduzimos no topo da página, e passou a utilizar a camisola
vermelha que identifica a equipa.
A partir de
1989 as digressões dos Lions passaram a realizar-se de quatro em quatro anos,
visitando alternadamente a Austrália, a Nova Zelândia e a África do Sul.
Este ano é a
vez da viagem à Austrália, e é também a oportunidade para os Lions se vingarem
da derrota global da última viagem a este país, já que em 2001, dos dois
jogos-teste apenas conseguiram vencer um.
O mesmo não
tinha acontecido em 1989 quando os viajantes saíram vitoriosos por 2-1, e note-se
que das últimas viagens, desde 1989, os Lions apenas foram superiores na
referida viagem à Austrália, e em 1997 à África do Sul (2-1 nos testes) – em 1993
e em 2005, na Nova Zelândia os Lions foram derrotados, primeiro por 2-1 e na
viagem mais recente, por 3-0, e em 2009 na África do Sul, perderam também por
2-1.
No próximo
ano a digressão tem mais um ingrediente para aumentar o interesse de quem gosta
de rugby, com um jogo inicial em Hong Kong contra os famosos Barbarians –
recorde-se a propósito que existe em Portugal uma equipa, os Barbarians
Portugueses, que foi oficialmente reconhecida pelo clube britânico em 1991, num
jantar de gala realizado numa tenda árabe, no Estádio Universitário de Lisboa, e
por isso faz parte de um exclusivo grupo de nove equipas, em todo o mundo, que
podem orgulhosamente chamar-se de Barbarians!
E este que
vos escreve teve a honra e o privilégio de fazer parte da constituição dessa
equipa e de ter sido o seu primeiro presidente!
Voltando aos
British Lions, foi só em 1966 que um treinador foi oficialmente nomeado para a equipa
– coube a honra ao galês John Robbins – mas a responsabilidade final sobre a
preparação e direção da equipa, ainda pertencia ao seu capitão, no caso Michael
Campbell-Lamerton.
Andy Irvine,
o manager da equipa para o ano que se aproxima, anunciou hoje que o treinador
da equipa será Warran Gatland, o neozelandês que treina o País de Gales, e a
tardia nomeação ficou apenas a dever-se
a uma queda sofrida por Gatland – caiu do telhado de sua casa e partiu
os dois calcanhares – em Abril, mas o seu nome foi desde o princípio o único a
ser considerado e não sofre qualquer contestação.
Fique com a
lista dos dez jogos que a equipa fará (os jogos-teste em itálico), e bem assim a lista dos treinadores dos
Lions, desde 1966.
2013 BRITISH & IRISH LIONS TOUR
Sábado, 1 de Junho - Lions v
Barbarians, Hong Kong
Quarta-feira, 5 de Junho - Lions v Western
Force, Perth
Sábado, 8 de Junho - Lions v Queensland
Reds, Brisbane
Quarta-feira, 12 de Junho - Lions v Combined
New South Wales & Queensland Country, Newcastle
Sábado, 15 de Junho - Lions v New South
Wales Waratahs, Sydney
Terça feira, 18 de Junho - Lions v ACT
Brumbies, Canberra
Sábado, 22 de Junho - Lions v Australia, Brisbane
Terça feira, 25 de Junho - Lions v Melbourne
Rebels, Melbourne
Sábado. 29 de Junho - Lions v Australia, Melbourne
Sábado, 6 de Julho - Lions v Australia, Sydney
Treinadores dos Lions desde 1966
1966: John Robbins (Wales)
1968: Ronnie Dawson (Ireland)
1971: Carwyn James (Wales)
1974: Syd Millar (Ireland)
1977: John Dawes (Wales)
1980: Noel Murphy (Ireland)
1983: Jim Telfer (Scotland)
1989: Ian McGeechan (Scotland)
1993: Ian McGeechan (Scotland)
1997: Ian McGeechan (Scotland)
2001: Graham Henry (New Zealand)
2005: Clive Woodward (England)
2009: Ian McGeechan (Scotland)
1968: Ronnie Dawson (Ireland)
1971: Carwyn James (Wales)
1974: Syd Millar (Ireland)
1977: John Dawes (Wales)
1980: Noel Murphy (Ireland)
1983: Jim Telfer (Scotland)
1989: Ian McGeechan (Scotland)
1993: Ian McGeechan (Scotland)
1997: Ian McGeechan (Scotland)
2001: Graham Henry (New Zealand)
2005: Clive Woodward (England)
2009: Ian McGeechan (Scotland)
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