Em consequência da demissão de Cassiano Neves da presidência da FPR, e depois de alguns meses em que o rugby nacional foi gerido por uma comissão provisória, realizaram-se no passado dia 3 de Abril eleições para os orgãos sociais da Federação.
Apresentaram-se às eleições duas listas, encabeçadas por Carlos Amado da Silva e Lourenço Fernandes Thomaz, e o vencedor foi Carlos Amado da Silva.
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9 de abril de 2019
18 de novembro de 2015
CUMPRIR ESTATUTOS E REGULAMENTOS NÃO É UMA OPÇÃO
As eleições para os Orgãos Sociais da Federação já acabaram, com a retirada do recurso que a Lista A tinha apresentado para decidir sobre a rejeição da reclamação que a mesma Lista tinha apresentado sobre as alterações efectuadas na Lista C, e que foram objecto de comentário nestas páginas,
No entanto ficámos surpreendidos com outra coisa, mas deve ser apenas efeito do nosso desconhecimento dos processos que envolvem o funcionamento das assembleias.
De qualquer forma fica registado que estranhamos que seja marcada para dia 19 (quinta-feira) a tomada de posse dos delegados que participaram na eleição do dia 10 de Novembro...
No entanto ficámos surpreendidos com outra coisa, mas deve ser apenas efeito do nosso desconhecimento dos processos que envolvem o funcionamento das assembleias.
De qualquer forma fica registado que estranhamos que seja marcada para dia 19 (quinta-feira) a tomada de posse dos delegados que participaram na eleição do dia 10 de Novembro...
17 de novembro de 2015
LISTA "A" RETIRA RECURSO, CASSIANO NEVES É NOVO PRESIDENTE DA FPR
A Lista A que em tempo próprio apresentou uma reclamação contra as alterações verificadas na Lista C nas eleições para os Orgãos Sociais da Federação Portuguesa de Rugby, acaba de retirar o recurso interposto contra a decisão da Mesa da Assembleia Geral de não aceitar aquela reclamação.
Desta forma a Assembleia convocada para analisar o dito recurso, que se deveria realizar na próxima quinta-feira, não terá lugar, acabando apenas por se realizar a Assembleia de tomada de posse dos delegados, marcada para o mesmo dia.
Desta forma a Assembleia convocada para analisar o dito recurso, que se deveria realizar na próxima quinta-feira, não terá lugar, acabando apenas por se realizar a Assembleia de tomada de posse dos delegados, marcada para o mesmo dia.
10 de novembro de 2015
NOVO CICLO SE ABRE NA FPR APÓS AS ELEIÇÕES DE HOJE
Luís Cassiano Neves é o novo Presidente da Federação Portuguesa de Rugby, pondo fim ao ciclo Amado da Silva, e espera-se que a sua eleição crie as condições de que o rugby nacional precisa para crescer e se desenvolver, tanto a nível interno, como das nossas representações nacionais.
Com vitória em quase todas as Comissões - apenas no Conselho de Arbitragem não conseguiu mais votos que a Lista B - Luís Cassiano Neves tem agora condições para empreender uma mudança significativa no râguebi nacional, quebrando um ciclo vicioso de irresponsabilidade e falta de estratégia, que tem sido evidente nos últimos cinco anos.
Com vitória em quase todas as Comissões - apenas no Conselho de Arbitragem não conseguiu mais votos que a Lista B - Luís Cassiano Neves tem agora condições para empreender uma mudança significativa no râguebi nacional, quebrando um ciclo vicioso de irresponsabilidade e falta de estratégia, que tem sido evidente nos últimos cinco anos.
8 de novembro de 2015
IRREGULARIDADE NA CANDIDATURA DE CASSIANO NEVES LEVA A ALTERAÇÃO
Conforme anunciamos mais cedo, houve algumas alterações na lista de nomes que acompanha a candidatura de Luis Cassiano Neves, e partindo daquelas alterações - estranhas, pois executadas após o termo do prazo para recepção das listas na FPR - viemos a saber que as mesmas (melhor dizendo, uma delas, e que é obviamente o motivo das mudanças) se ficaram a dever à não conformidade com os Estatutos, na composição da lista indicada ao Conselho Fiscal.
Na verdade o Estatuto federativo é claro no seu articulado ao determinar que um dos membros do Conselho Fiscal deve ser Revisor Oficial de Contas (ROC) - "...O Conselho Fiscal é composto por um Presidente e dois Vogais, devendo um dos membros ser Revisor Oficial de Contas em atividade..." - e Cassiano Neves esqueceu-se desse detalhe ao constituir a sua equipa.
Na verdade o Estatuto federativo é claro no seu articulado ao determinar que um dos membros do Conselho Fiscal deve ser Revisor Oficial de Contas (ROC) - "...O Conselho Fiscal é composto por um Presidente e dois Vogais, devendo um dos membros ser Revisor Oficial de Contas em atividade..." - e Cassiano Neves esqueceu-se desse detalhe ao constituir a sua equipa.
ALTERAÇÕES DE NOMES NA LISTA C CANDIDATA ÀS ELEIÇÕES PARA FPR
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral fez publicar na sexta-feira, no site oficial da FPR as listas de candidatura às eleições da Federação Portuguesa de Rugby.
Ao analisarmos estas listas verificámos que a Lista C - encabeçada por Luis Cassiano Neves - apresenta algumas alterações em relação à composição que foi entregue no dia 26 de Outubro, à noite, junto da FPR.
Recorde-se que no dia 28 de Outubro o Mão de Mestre publicou a relação dos nomes que integravam as três listas candidatas.
Ao analisarmos estas listas verificámos que a Lista C - encabeçada por Luis Cassiano Neves - apresenta algumas alterações em relação à composição que foi entregue no dia 26 de Outubro, à noite, junto da FPR.
Recorde-se que no dia 28 de Outubro o Mão de Mestre publicou a relação dos nomes que integravam as três listas candidatas.
29 de outubro de 2015
COMITÉ DO CENTRO ORGANIZA DEBATE ENTRE CANDIDATOS
Numa iniciativa inédita e que é demonstração do interesse do Comité Regional de Rugby do Centro pela situação que se vive na modalidade em Portugal, a mais antiga associação regional do nosso desporto organiza no próximo dia 4 de Novembro - próxima quarta-feira - um debate entre os três candidatos à Presidência da FPR, aberto a quantos nela queiram participar.
O Comité informou ainda que o debate será moderado por Manuel Portugal, antigo jogador de rugby e jornalista da RTP, e as regras do evento estão devidamente estabelecidas.
O Comité informou ainda que o debate será moderado por Manuel Portugal, antigo jogador de rugby e jornalista da RTP, e as regras do evento estão devidamente estabelecidas.
28 de outubro de 2015
CONHEÇA AS LISTAS CANDIDATAS ÀS ELEIÇÕES NA FPR
Como já todos sabem existem três listas candidatas aos orgãos do poder federativo que são encabeçadas por Francisco Carvalho Martins, Carlos Amado da Silva e Luís Cassiano Neves, por ordem de apresentação das candidaturas.
Hoje vamos apresentar a lista completa dos nomes indicados por cada uma das listas, para que todos imaginem aquilo que poderá, ou não, mudar dentro da Federação e nas suas orientações estratégicas.
Hoje vamos apresentar a lista completa dos nomes indicados por cada uma das listas, para que todos imaginem aquilo que poderá, ou não, mudar dentro da Federação e nas suas orientações estratégicas.
27 de outubro de 2015
ELEIÇÕES NA FPR TÊM TRÊS CANDIDATOS
Agora já não há dúvidas - são três os concorrentes à presidência da FPR que se defrontarão no acto eleitoral que terá lugar no dia 10 de Novembro.
E espera-se que este seja o início de um novo ciclo da vida do rugby nacional, marcado pelo respeito aos clubes e às pessoas, de transparência nas contas do orgão dirigente, de aplicação dos meios disponíveis ao serviço da divulgação, do crescimento e das competições nacionais, como primeiras e mais importantes tarefas de uma Federação Nacional.
Como aconteceu em 2009/2010 o Mão de Mestre não toma partido entre opções sérias que sejam postas à consideração dos clubes e seus delegados, apenas se colocando à disposição desses candidatos para a divulgação das suas ideias e dos seus projectos.
E espera-se que este seja o início de um novo ciclo da vida do rugby nacional, marcado pelo respeito aos clubes e às pessoas, de transparência nas contas do orgão dirigente, de aplicação dos meios disponíveis ao serviço da divulgação, do crescimento e das competições nacionais, como primeiras e mais importantes tarefas de uma Federação Nacional.
Como aconteceu em 2009/2010 o Mão de Mestre não toma partido entre opções sérias que sejam postas à consideração dos clubes e seus delegados, apenas se colocando à disposição desses candidatos para a divulgação das suas ideias e dos seus projectos.
5 de setembro de 2015
A MENOS DE 60 DIAS DAS ELEIÇÕES, ENTREVISTA COM O CANDIDATO FRANCISCO MARTINS
A Federação Portuguesa de Rugby rege-se pelos seus Estatutos, aprovados em Assembleia Geral no dia 15 de Janeiro de 2015, e eles são claros ao estabelecer que "A Assembleia Geral para eleição de órgãos sociais da FPR realiza-se no mês de Outubro do último ano do mandato."
Na verdade esta é a determinação exacta e imperativa do nº 1 do Artigo 22º dos Estatutos da Federação e nem nos passa pela cabeça que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral - a quem compete em exclusivo a marcação, organização e fiscalização do processo eleitoral - não cumpra aquela determinação.
Na verdade esta é a determinação exacta e imperativa do nº 1 do Artigo 22º dos Estatutos da Federação e nem nos passa pela cabeça que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral - a quem compete em exclusivo a marcação, organização e fiscalização do processo eleitoral - não cumpra aquela determinação.
21 de agosto de 2015
ELEIÇÕES EM OUTUBRO, CONGRESSO EM NOVEMBRO
A realização de um Congresso do rugby português tem sido sugerida ao longo dos últimos anos por defensores de diversas tendências para o desenvolvimento da nossa modalidade e curiosamente surge marcado agora para o mês de Novembro, pouco depois das eleições federativas, que se realizam estatutariamente no mês de Outubro deste ano.
Claro que a escolha da data não é ingénua, e é mais uma demonstração de desprezo pela comunidade do rugby nacional por parte de Amado da Silva, que está muito próximo de um gesto final do actual presidente, como quem diz: estou-me nas tintas para todos vocês!!!
Claro que a escolha da data não é ingénua, e é mais uma demonstração de desprezo pela comunidade do rugby nacional por parte de Amado da Silva, que está muito próximo de um gesto final do actual presidente, como quem diz: estou-me nas tintas para todos vocês!!!
21 de julho de 2015
FRANCISCO MARTINS FALA DA SITUAÇÃO DAS SELECÇÕES DE XV E VII
Foi hoje notícia na imprensa a decisão da actual gerência da FPR, presidida por Amado da Silva, da contratação de (mais) uma equipa técnica para a selecção nacional de XV, e o afastamento dos técnicos que dirigiram nos últimos tempos a selecção nacional de VII.
Como se exigia, e porque estamos com o período eleitoral da FPR à vista, e Francisco Martins já indicou a sua intenção de ser candidato ao cargo máximo da mesma, solicitámos ao antigo manager das selecções nacionais, qual a sua opinião sobre sobre a situação a que chegámos.
15 de julho de 2015
FRANCISCO MARTINS QUER PACIFICAR E RENOVAR O RUGBY EM PORTUGAL
Com eleições à vista para a Federação Portuguesa de Rugby, surge o primeiro candidato à presidência do Orgão, que aponta como seu principal objectivo a Pacificação e a Renovação do rugby no nosso país.
Em comunicado hoje transmitido, "Francisco Carvalho Martins, manager dos «Lobos» no Campeonato Mundial de Rugby de 2007 confirma, a sua candidatura à FPR.
Em comunicado hoje transmitido, "Francisco Carvalho Martins, manager dos «Lobos» no Campeonato Mundial de Rugby de 2007 confirma, a sua candidatura à FPR.
Sobejamente conhecido neste desporto o candidato concorre à presidência da Federação nas eleições que terão lugar no quarto trimestre deste ano.
27 de fevereiro de 2014
A DISCIPLINA NO RUGBY, A LETRA E O ESPÍRITO DAS LEIS DO JOGO *
* Pedro Sousa Ribeiro
Um dos valores fundamentais do Rugby é o respeito.
Um dos valores fundamentais do Rugby é o respeito.
Respeito por todos os intervenientes, companheiros de equipa, adversários, árbitros, dirigentes e adeptos.
Daí que a Disciplina deva sempre ser mantida sob pena de se infringir um dos valores fundamentais.
Daí que a Disciplina deva sempre ser mantida sob pena de se infringir um dos valores fundamentais.
Para se obter sucesso no campo, as equipas deverão manter uma disciplina completa.
Sem essa caraterística as equipas nunca obterão resultados de elevado significado.
20 de outubro de 2011
ELEIÇÕES NA FPR
A MENOS DE 24 HORAS DO ATO ELEITORAL QUE VAI INDICAR QUEM DIRIGE OS DESTINOS da Federação Portuguesa de Rugby para o quadriénio 2011-2015, não podemos deixar de fazer algumas referências - curtas - sobre o assunto.Amado da Silva concorre sozinho, o que não deixa de ser estranho quando se continuam a ouvir tantas vozes que reclamam contra a sua gestão, de Janeiro de 2010 até ao presente.
8 de julho de 2010
OS ESPANHÓIS, O FUTEBOL E O RUGBY
CONFESSO QUE NÃO É TODOS OS DIAS QUE ME SINTO RECOMPENSADO pelo sucesso dos nuetros hermanos, mas hoje, quando a Alemanha foi arrumada a um canto por uma equipa alegre, atacante e com personalidade, fiquei satisfeito, sim.
E senti-me recompensado porque depois de assistir a um campeonato do mundo medíocre, em que as únicas chamas vieram daqueles que menos responsabilidades tinham - Gana e África do Sul - e os grandes foram sucessivamenet caindo, primeiro os franceses, depois os ingleses, logo a seguir o Brasil, e por aí fora, só faltava mesmo a Alemanha sair da corrida, para que um ar fresco se instalasse e nos prometesse uma final jogada com o coração, com a habilidade e com a inteligência.
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E senti-me recompensado porque depois de assistir a um campeonato do mundo medíocre, em que as únicas chamas vieram daqueles que menos responsabilidades tinham - Gana e África do Sul - e os grandes foram sucessivamenet caindo, primeiro os franceses, depois os ingleses, logo a seguir o Brasil, e por aí fora, só faltava mesmo a Alemanha sair da corrida, para que um ar fresco se instalasse e nos prometesse uma final jogada com o coração, com a habilidade e com a inteligência.
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19 de janeiro de 2010
AMADO DA SILVA TOMA POSSE
O VENCEDOR DAS ELEIÇÕES DE SEXTA PASSADA toma posse na próxima sexta, pondo assim fim a um período conturbado da vida da FPR que se iniciou com a aprovação do novo quadro estatutário.
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16 de janeiro de 2010
AS LIÇÕES DE UMA ELEIÇÃO
UM ACTO ELEITORAL SEM PRECEDENTES, uma luta até ao ultimo minuto, com resultados surpreendentes, e que acabou por ser vencida, de virada, pela diferença mínima.
Hoje, o que é importante, é tentar compreender o que aconteceu.
E o primeiro facto de destaque foi a afluência às urnas.
Numa primeira fase, em Outubro/Novembro, procedeu-se à eleição de alguns dos delegados, e à nomeação de outros, e a apatia de certos sectores – jogadores e treinadores – parecia apontar para um absoluto desinteresse de quase todos perante o processo eleitoral.
Com menos de 70% dos 107 delegados a tomar posse dos seus cargos, tudo fazia crer que a afluência às urnas iria ser um desastre.
Não podia ser maior o engano! Dos 72 delegados, 70 votaram na primeira volta, e 71 (98,6%) na segunda. São números muito importantes, e fazem pensar que nem tudo é mau nos actuais Estatutos.
A título de exemplo, nas eleições de Novembro de 2007, onde Dídio de Aguiar foi reeleito para ocupar a presidência, votaram oito clubes, dos quais três da Divisão de Honra.
Ontem, votaram 23 clubes, entre os quais, todos os da Divisão de Honra.
Ou seja, por muito maus que os Estatutos sejam,conseguiram garantir aos clubes o exercício do seu direito básico, e os clubes corresponderam, em peso.
De tal forma responderam, que um outro facto tem que ser realçado. Na referida eleição de 2007, dos 167 votos presentes, apenas 46 (27,5%) foram para o candidato eleito. Os restantes 121 foram votos brancos.
Ontem não houve votos em branco e dos 71 votos presentes, o candidato eleito obteve 36 (50,7%). Ou seja, o novo Presidente da Federação obteve quase o dobro do apoio obtido pelo anterior.
Apesar desta diferença considerável, o novo Presidente, que se apresenta ao serviço com toda a legitimidade, vai encontrar um Rugby dividido, já que o candidato vencido recebeu 49,3% dos votos e, mais importante, cinco desses votos (7% do total, ou, se preferirem 14,3% dos votos do candidato derrotado), parecem ter vindo directamente de um grupo declaradamente insatisfeito com o novo Presidente – os árbitros.
Ou seja, o candidato vitorioso tem que entender o recado que o eleitorado mandou para Dídio de Aguiar e seus apoiantes:
Os clubes querem participar dos destinos da Federação, e não mais aceitarão serem discriminados, nem aceitarão um posicionamento arrogante e autista dos que, momentaneamente, controlam a instituição
E também não pode esquecer o recado transmitido pelos árbitros, que não parecem estar na disposição de serem esquecidos, ou pior, discriminados.
Assim, a Amado da Silva exige-se que cumpra o que prometeu, governando com todos e para todos.
E aos clubes, associações regionais, jogadores, treinadores e árbitros, que tem nas Assembléias Gerais o local próprio para se fazerem ouvir e imporem a sua vontade, exige-se que colaborem com os novos dirigentes na procura das melhores soluções, de forma civilizada e desportiva.
Hoje, o que é importante, é tentar compreender o que aconteceu.
E o primeiro facto de destaque foi a afluência às urnas.
Numa primeira fase, em Outubro/Novembro, procedeu-se à eleição de alguns dos delegados, e à nomeação de outros, e a apatia de certos sectores – jogadores e treinadores – parecia apontar para um absoluto desinteresse de quase todos perante o processo eleitoral.
Com menos de 70% dos 107 delegados a tomar posse dos seus cargos, tudo fazia crer que a afluência às urnas iria ser um desastre.
Não podia ser maior o engano! Dos 72 delegados, 70 votaram na primeira volta, e 71 (98,6%) na segunda. São números muito importantes, e fazem pensar que nem tudo é mau nos actuais Estatutos.
A título de exemplo, nas eleições de Novembro de 2007, onde Dídio de Aguiar foi reeleito para ocupar a presidência, votaram oito clubes, dos quais três da Divisão de Honra.
Ontem, votaram 23 clubes, entre os quais, todos os da Divisão de Honra.
Ou seja, por muito maus que os Estatutos sejam,conseguiram garantir aos clubes o exercício do seu direito básico, e os clubes corresponderam, em peso.
De tal forma responderam, que um outro facto tem que ser realçado. Na referida eleição de 2007, dos 167 votos presentes, apenas 46 (27,5%) foram para o candidato eleito. Os restantes 121 foram votos brancos.
Ontem não houve votos em branco e dos 71 votos presentes, o candidato eleito obteve 36 (50,7%). Ou seja, o novo Presidente da Federação obteve quase o dobro do apoio obtido pelo anterior.
Apesar desta diferença considerável, o novo Presidente, que se apresenta ao serviço com toda a legitimidade, vai encontrar um Rugby dividido, já que o candidato vencido recebeu 49,3% dos votos e, mais importante, cinco desses votos (7% do total, ou, se preferirem 14,3% dos votos do candidato derrotado), parecem ter vindo directamente de um grupo declaradamente insatisfeito com o novo Presidente – os árbitros.
Ou seja, o candidato vitorioso tem que entender o recado que o eleitorado mandou para Dídio de Aguiar e seus apoiantes:
Os clubes querem participar dos destinos da Federação, e não mais aceitarão serem discriminados, nem aceitarão um posicionamento arrogante e autista dos que, momentaneamente, controlam a instituição
E também não pode esquecer o recado transmitido pelos árbitros, que não parecem estar na disposição de serem esquecidos, ou pior, discriminados.
Assim, a Amado da Silva exige-se que cumpra o que prometeu, governando com todos e para todos.
E aos clubes, associações regionais, jogadores, treinadores e árbitros, que tem nas Assembléias Gerais o local próprio para se fazerem ouvir e imporem a sua vontade, exige-se que colaborem com os novos dirigentes na procura das melhores soluções, de forma civilizada e desportiva.
15 de janeiro de 2010
FUMO BRANCO NA FEDERAÇÃO
CARLOS ALBERTO AMADO DA SILVA, é o novo Presidente da Federação Portuguesa de Rugby, ao recolher 36 dos 71 votos expressos, no acto eleitoral de hoje.
Dídio de Aguiar reuniu 35 votos - numero igual ao recolhido na primeira eleição, dia 8 de Janeiro - sendo desta forma afastado do cargo que ocupou durante seis anos.
Dídio de Aguiar reuniu 35 votos - numero igual ao recolhido na primeira eleição, dia 8 de Janeiro - sendo desta forma afastado do cargo que ocupou durante seis anos.
14 de janeiro de 2010
E SE A ELEIÇÃO DE AMANHÃ DER UM NOVO EMPATE?
UMA SITUAÇÃO EXTRAORDINÁRIA PODE ACONTECER amanhã se o resultado da semana passada se repetir. E a possibilidade que isso venha a acontecer é elevada, já que não existem factos novos que justifiquem uma reviravolta na cabeça dos delegados.
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