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29 de março de 2015

FIJI VENCE EM HONG KONG AO DERROTAR A NOVA ZELÂNDIA NA FINAL

As Fiji vencem o 40º Hong Kong Sevens e sobem ao segundo lugar do ranking mundial, enquanto a Inglaterra perde terreno para a Austrália na luta pelo apuramento directo para os Jogos Olímpicos, enquanto África do Sul mantém liderança da tabela.

O último dia do Hong Kong Sevens foi apenas fantástico! Quem esperava assistir a uma grande final, acabou ter dois bónus, e nas meias finais da Cup assistiu a dois dos melhores jogos de sevens dos últimos torneios.

28 de março de 2015

RÚSSIA REAGE E BATE CLARAMENTE HONG KONG NOS QUARTOS DE FINAL

Depois de uma fase de apuramento sem brilho, a Rússia apresentou-se diante de Hong Kong com outra disposição e não deu qualquer possibilidade de vitória à equipa da casa, garantindo um lugar nas meias finais do torneio de qualificação, com uma clara vitória por 24-0.

Também a Papua Nova Guiné, quem sabe aproveitando as semanas de treino que fizeram na Nova Zelândia, teve um excelente comportamento frente ao Uruguai a quem bateu por 38-10, e vai defrontar os russos nos quartos de final.

ESTADOS UNIDOS SURPREENDEM E ACABAM FASE À FRENTE DA INGLATERRA

Os Estados Unidos surpreenderam ao conseguirem terminar a fase de apuramento na liderança do seu grupo, embora com o mesmo número de pontos da Inglaterra, e o prémio que têm é defrontarem Samoa nos quartos de final, o que lhes abre o caminho das meias finais.

Ao contrário os ingleses que desesperam para conseguir entrar no grupo dos quatro que classifica automaticamente para os Jogos Olímpicos, vão defrontar na eliminatória nada mais do que as Fiji, e correm o risco de perder uma oportunidade de ouro para conseguirem ganhar os pontitos que necessitam para chegar ao grupo da frente, do qual se encontram separados por... três pequenos pontitos..., já que África do Sul (1ª) e Austrália (4ª) se vão também defrontar nesta fase da prova.

PORTUGAL EMPATA COM NOVA ZELÂNDIA E MOSTRA CATEGORIA

Pela primeira vez na história Portugal não perdeu com a Nova Zelândia, e a segunda parte dos Linces vai com certeza passar a fazer parte do nosso imaginário, já que os portugueses dominaram completamente os All Blacks, acabando a melhor homenagem a vir da boca de Gordon Tietjens que afirmou nas suas declarações após o jogo que a sua equipa merecia ter perdido.

O Mão de Mestre não tem por hábito fazer comentários a meio de cada dia dos torneios de sevens, mas a ocasião é extraordinária e a equipa merece claramente que se abra uma excepção.

APURADOS OS QUARTO FINALISTAS DO QUALIFICATIVO DE HONG KONG

O dia começou com a partida entre a Guiana e o Tonga, que deu a primeira e única vitória do fim de semana aos tonganeses, não sem antes sofrerem para conseguirem parar o ímpeto inicial da Guiana, que começou bem e chegou aos 12-0, altura em que o Tonga revidou e deu a espaços um ar da sua graça, acabando por vencer por 36-24, mas sem conseguir - aliás como os guianeses - o apuramento para os quartos de final.

Com estas duas equipas fora da competição faltava eliminar outras duas e determinar a classificação das restantes por forma a definir os jogos dos quartos de final.

27 de março de 2015

HONG KONG SEVENS MOSTRA O QUE VALEM AS EQUIPAS

Começou o mais famoso dos torneios de sevens da actualidade, que marca a diferença pelo seu ambiente, pelo facto de se disputar em simultâneo o torneio de qualificação de equipa residente para a próxima época, e pelo facto de se disputar ao longo de três dias - no que não está sozinho, diga-se em abono da verdade...

E com a conclusão dos jogos do primeiro dia, em que cada equipa disputa um encontro apenas, pode dizer-se que as maiores surpresas foram a réplica dada pela Bélgica ao Canadá e pelo Quénia aos Estados Unidos.

QUARTOS DE FINAL DA QUALIFICAÇÃO DO CIRCUITO MUNDIAL COM CINCO JÁ APURADOS

No Torneio de qualificação para equipa residente no Circuito Mundial em 2015-16, quase tudo correu como esperado, e com um jogo ainda por realizar já temos cinco das oito quarto finalistas apuradas.

No grupo G a Espanha confirmou o seu favoritismo, apresentando um rugby mais consistente que os adversários, e que mesmo em relação aos outros grupos não parece ter concorrente à altura, embora seja sabido que nos sevens tudo pode mudar de um dia para o outro.

26 de março de 2015

TORNEIO DECIDE QUAL SERÁ A NOVA EQUIPA RESIDENTE

Hong Kong é palco este final de semana de dois torneios de sevens que decorrem em simultâneo - a sexta etapa do Circuito Mundial, e o qualificativo para equipa residente do Circuito, na próxima época.

Quanto ao torneio principal trataremos em local apropriado, enquanto vamos aqui falar do Torneio de Qualificação, em que participam 12 equipas, e não 16 como no Hong Kong Sevens principal.

LINCES NO ORIENTE NA DEFESA DA RESIDÊNCIA

O mais renomado dos torneios internacionais de sevens está aí de novo para que Hong Kong se encha de cores, de cantigas, de máscaras, para assistir aos dois torneios que compõem o final de semana na cidade chinesa sendo que o torneio principal reúne as melhores equipas do mundo (entre as quais Portugal) na sexta etapa do Circuito Mundial de Sevens, que é comandado pela África do Sul, que deixou nas posições imediatas a Nova Zelândia e as Fiji, embora apenas sete pontos separem as três equipas, quando ainda falta realizar quatro dos nove torneios que constituem a prova (ver ranking no final da página).

27 de fevereiro de 2015

QUATRO TORNEIOS PARA GARANTIR MANUTENÇÃO E PREPARAR ATAQUE AOS J.O.

A selecção nacional de sevens tem quatro torneios para garantir a manutenção como equipa residente no Circuito Mundial, e continuar a fazer parte da elite da variante reduzida.

Mas os quatro torneios que faltam - Hong Kong, Tóquio, Escócia e Londres - não são importantes apenas para garantir aquela permanência mas também para criar a equipa que irá disputar o lugar em aberto entre as nações europeias para a presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

14 de setembro de 2014

LOBAS FICAM EM OITAVO LUGAR EM HONG KONG

Sem qualquer surpresa as Lobas foram derrotadas pelas Ilhas Fiji nos quartos de final do torneio de Hong Kong, que decidiam quem seriam as quatro equipas a integrar no Circuito Mundial da época que agora se inicia.

A única surpresa, se assim se pode chamar, foi a reação das portuguesas na segunda parte daquele jogo decisivo, e ainda a resistência que opuseram ao Brasil no jogo das meias finais da Plate, onde, embora derrotadas, deram excelente conta do recado.

28 de março de 2014

HONG KONG EM GRANDE, COM LINCES EM BAIXA

Enquanto na maior parte dos torneios do Circuito Mundial, o primeiro dia atrai pouco a atenção do público, em Hong Kong o interesse geral existe desde o minuto inicial!

E não é de estranhar, já que ao rugby de elevadíssima qualidade se alia uma festa que dura três dias e traz com ela constantes momentos de novidade.

26 de março de 2014

HONG KONG TEM MAIS BRILHO EM DIA DE SEVENS!

O Hong Kong Sevens é o mais antigo e famoso de todos os torneios de sevens do mundo, e participar nele é uma honra que todos os jogadores da variante ambicionam.

Desde o ano inicial, em 1976, o Hong Kong Sevens esteve sempre à frente dos restantes eventos de rugby mundiais, atraindo patrocinadores de dimensão até então desconhecida no mundo da bola oval, nomeadamente a Rothmans' Tobacco e a Cathay Pacific, poderosa companhia aérea com vastos interesses nas rotas da região.

26 de março de 2013

LINCES, TÓQUIO E MOSCOVO

Concluídas seis das oito ou nove etapas do Circuito Mundial que contarão com a presença da seleção portuguesa, apresentamos hoje quadros resumos da participação dos Linces, quer em termos de jogadores, quer em termos de resultados, quer ainda em termos da evolução da sua classificação no ranking da IRB.

E é mesmo por aqui que vamos começar, apresentando um gráfico onde pode observar a evolução dos Linces ao longo da época.


A primeira linha diz-lhe como evoluiu de torneio para torneio a pontuação da equipa, que começou com um ponto na Austrália, para depois conseguir 10 pontos no Dubai e África do Sul, baixando de novo na Nova Zelândia e Estados Unidos, voltando aos 10 pontos em Hong Kong.

A segunda linha deve ser vista em conjunto com a quarta, sendo esta a linha de pontos da posição 12 do ranking.

A equipa posicionada na 12ª posição do ranking é a primeira das que estão automaticamente apuradas como Equipas Residentes para 2013-14, e a segunda linha representa a posição de Portugal - neste momento Portugal está a um ponto da posição 12.

Finalmente temos a linha da posição dos Linces no ranking, que deve ser vista na ordem inversa, ou seja, quanto mais pontos, menor a posição: a pior posição foi obtida no primeiro torneio, tendo melhorado nos dois seguintes, para voltar a desce na Nova Zelândia e Estados Unidos, voltando a subir em Hong Kong.

Fique também com o ranking depois do torneio deste fim de semana.


Repare que Portugal conta com três presenças na fase final da competição principal - identificadas por um mínimo de 10 pontos - mais por exemplo que a Inglaterra que apenas conta com uma presença, mas os Linces acabam por ser altamente prejudicados por não conseguirem senão o ponto de presença nas vezes em que disputou a Bowl...

Veja agora o quadro resumo da participação dos jogadores portugueses, começando pelo quadro referente a Hong Kong, e depois o acumulado nos seis torneios.


Cinco jogadores estiveram na equipa de início em todos os jogos - Duarte Moreira, Pedro Leal, Frederico Oliveira, Pedro Bettencourt e Miguel Lucas - enquanto Nuno Sousa Guedes, Nuno Penha e Costa e João Lino não alinharam de início em nenhuma partida.

Pedro Leal transformou sete dos 12 ensaios marcados (58,3%) e Duarte Moreira foi o melhor marcador da equipa com cinco ensaios à sua conta (25 pontos).


Por aqui se vê que os Linces marcaram um total de 57 ensaios, dos quais 35 foram transformados (61,4%).

Do total de 358 pontos marcados, Pedro Leal comanda a lista dos marcadores com 70 pontos (5 ensaios e 21 transformações em 34 tentadas, ou seja 61,7%, logo seguido de Duarte Moreira com 65 (13 ensaios).

Diogo Miranda com 51 pontos é o terceiro, com 5 ensaios e 13 transformações em 22 tentadas (59%), e depois vêm Frederico Oliveira e José Vareta com 30 pontos cada (6 ensaios).

No quadro pode ainda ver o número de torneios em que cada jogador participou, e quantos jogos poderia ter realizado no total dos torneios, e também pode observar como foi feita a utilização de cada jogador, com o número de vezes que esteve no VII inicial, quantas vezes foi substituto utilizado e em quantos jogos não foi utilizado

Quanto à disciplina, Miguel Lucas é o mais condecorado, com dois amarelos, seguido de José Vareta e Pedro Leal, com um amarelo cada.

Vamos finalmente ver o quadro dos resultados obtidos por Portugal até agora no Circuito deste ano.


Como pode observar, apenas na África do Sul (Port Elizabeth) Portugal teve um saldo positivo tanto no numero de vitórias, quanto no saldo de pontos marcados/sofridos.

As oito vitórias em 30 jogos realizados representam cerca de 26,6 %, e os 360 pontos marcados (uma média de 12 pontos por jogo) são o espelho da ineficácia da nossa equipa nacional.

Por outro lado, e para terminarmos este assunto, em três dos torneios - Austrália, Dubai e Nova Zelândia - sofremos mais de 100 pontos, o que também nos diz qualquer coisa sobre a eficácia da nossa defesa...

CAMPEONATO DO MUNDO DE 2013, EM MOSCOVO
A IRB anunciou na passada semana o sorteio dos jogos da fase de apuramento do Mundial de 2013, a realizar em Moscovo, de 28 a 30 de Junho.

Fique com o respetivo quadro, com particular destaque para o Grupo F em que participa Portugal.


TÓQUIO SEVENS
No último dia do Torneio de Hong Kong, foi também anunciada a composição dos grupos e a ordem dos jogos do torneio de Tóquio, que se realiza já neste fim de semana, ficando aqui também, o quadro respetivo.

Note que os adversários de Portugal serão, desta vez, a Espanha, a África do Sul e as ilhas Fiji.

Tarefa bem difícil para os portugueses, mas com possibilidade de apuramento, se os blitzbokke repetirem as exibições de Hong Kong...

E temos sempre a possibilidade de vencer as Fiji - algum dia isso vai acontecer!
Porque não agora?


24 de março de 2013

PORTUGAL PERDE OPORTUNIDADE EM HONG KONG

Depois de duas frustrantes participações em Wellington e Las Vegas, Portugal recuperou uma posição entre as oito melhores equipas, e conseguiu o apuramento para os quartos de final da competição principal (Cup).

Hoje, último dia da prova, e como aconteceu em todos os torneios do circuito deste ano, Portugal voltou a não conseguir qualquer vitória, o que começa a ser mais do que um problema ocasional e tem óbvias raízes na falta de concentração e consistência da maior parte dos seus jogadores.

Além dessa falta de concentração, verificamos hoje em algumas situações determinantes para o resultado do jogo dos quartos de final e da meia final da Plate, uma displicência que tem que ser controlada.

A questão é preocupante, porque os jogadores estão lá, sabem fazer, mas não fazem, ou fazem errado nos momentos cruciais. Porquê?

É nestes momentos que se exige uma apropriada direção e comando, que tem obviamente, faltado.

Hoje, os Linces perderam uma oportunidade de ouro de atingirem, pela primeira vez na história da sua participação no Circuito Mundial, as meias finais da Taça, e até mesmo da final.

Quem viu o jogo com o Quénia não pode deixar de notar dois momentos chave que levaram à derrota - um brinde de Pedro Leal a concluir um excelente movimento de penetração, dando a bola direitinha para as mãos de um queniano, e uma tentativa mal executada de pontapé a seguir de Pedro Bettencourt, que deu direito a uma interceção e ao primeiro ensaio dos africanos.

Claro que não foi só por aqui que entregamos o jogo ao Quénia, já que chegou a ser confrangedora a taxa de placagens falhadas, que obrigaram a um esforço suplementar cada vez que era preciso parar um adversário, com o recuo desnecessário de muitas dezenas de metros no terreno, e o consequente avolumar da força ofensiva do adversário.

Depois no jogo com o Canadá, a situação repetiu-se, e é bem sintomático do que dizemos, o ensaio perdido por Pedro Bettencourt que em vez de fazer chegar a bola a Duarte Moreira que aparecia lançado e sem oposição, em excelente posição para marcar, resolveu meter para dentro e acabou placado...

Aliás Bettencourt, que é um jogador que tem feito excelentes partidas e que ganhou o lugar à custa disso mesmo, não esteve bem nestes dois jogos, e mais uma vez, parece haver uma falta de autoridade que seja capaz de meter os jogadores na ordem - depois do erro crucial cometido contra Samoa, deveria ter havido uma intervenção pedagógica que ou não existiu, ou se existiu não deu resultado...

Enfim, o conjunto da participação vale sobretudo pelo apuramento para os quartos de final da competição principal, e pelos 10 pontos que isso vale no ranking oficial, mas fica uma forte sensação a vazio, perante o que se deveria/poderia ter alcançado.

Fique com um quadro que elaboramos com todas as participações em que Portugal chegou aos quartos de final de torneios do Circuito Mundial, e com as fichas dos jogos de hoje.





Foto: IRB/Getty Images

23 de março de 2013

PORTUGAL NOS QUARTOS DE FINAL DA CUP EM HONG KONG

Portugal apurou-se para os quartos de final da competição principal de Hong Kong, com vitórias sobre a Escócia (27-21) e a Samoa (14-10), apesar de ter perdido frente à Inglaterra (7-22), e vai defrontar o Quénia na madrugada de domingo (às 04,09 h de Lisboa).

O apuramento começou ontem, como já noticiámos, com a vitória sobre a Escócia, e confirmou-se hoje no jogo contra a Samoa, em que os Linces fizeram uma excelente exibição, concentrados e cometendo poucos erros.

De notar que ao primeiro ensaio de Samoa corresponde um fração de segundo de desconcentração, que permitiu a execução rápida de uma penalidade, sem reposicionamento de parte dos nossos jogadores, colhendo a nossa equipa de surpresa.

Mas não houve muito mais erros, apesar de termos perdido a posse da bola em oito ocasiões, e de termos cometido demasiadas faltas (cinco), punidas com pontapés de penalidade, tudo na primeira parte.

Mesmo assim, Pedro Bettencourt conseguiu captar a bola no pontapé de recomeço após o ensaio samoano, e foi por ali fora, só parando dentro da área de validação - Pedro Leal somou os pontos da transformação e Portugal chegou ao intervalo a vencer por 7-5.

Na segunda parte tivemos os melhores momentos, nomeadamente logo aos 45 segundos, quando um movimento com cinco fases (um alinhamento e quatro rucks, a confirmar as estatísticas da IRB) que durou 55 segundos, foi concluído por Gonçalo Foro, que começou com jeito, mas acabou mais em força, com três adversários pendurados nele, até ao toque de meta!

Pedro Leal somou novamente os dois pontos disponíveis, passando o resultado para 14-5, mas Samoa reagiu e voltou a marcar com 2, 35 minutos para jogar.

A partir daqui a equipa portuguesa mostrou a sua maturidade, e assegurou a vitória, com uma defesa sólida e muito atenta, e jogando também com o cronómetro...

Com o resultado deste jogo Portugal garantia o apuramento na primeira posição do Grupo B, o que pode justificar - mas não desculpar! - o que se passou no último encontro de Portugal no segundo dia da prova.

Muito diferente do que se passara no jogo contra Samoa, Portugal apresentou-se contra a Inglaterra de uma forma desconcentrada, sem atitude e foi completamente dominado por uma equipa que jogou...à portuguesa!

Uma última nota para referir que Portugal não sofreu nenhum cartão, e soube aproveitar (contra a Escócia), quando o adversário ficou reduzido a seis unidades.

Mas enfim, o grande objetivo foi alcançado, e os pontos que estão desde já garantidos, vão fazer-nos chegar mais perto dos Estados Unidos - que se sabe já não terem conseguido o apuramento para a Cup - e descolarmos da Espanha, que também foi relegada para a disputa da Bowl.

Falta saber se a Escócia consegue o apuramento ou não, mas caso fique pela Bowl, então podemos dizer que os deuses estiveram com a nossa seleção...

Veja as Fichas dos dois jogos de hoje:

Veja o quadro dos resultados da fase de apuramento completo, e os jogos dos quartos de final do último dia:



TORNEIO DE QUALIFICAÇÃO DE EQUIPAS RESIDENTES
Apuramento de quatro equipas para o Torneio de Londres


Foto: IRB/Martin Seras Lima

22 de março de 2013

PORTUGAL VENCE A ESCÓCIA EM HONG KONG

Uma vitória de Portugal sobre a Escócia por 27-21 selou a participação portuguesa na primeira parte da fase de apuramento do Hong Kong Sevens, disputada hoje.

Portugal chegou ao intervalo a vencer por 20-7, fruto duma boa análise da defesa agressiva que os escoceses ensaiaram, e que foi contrariada com um inteligente jogo ao pé que deu ótimos resultados.

Ainda não estava concluído o primeiro minuto de jogo, e já Gonçalo Foro tinha marcado graças a um belo pontapé nas costas da linha de defesa Escócia, e depois foi a vez de Duarte entrar em ação e marcar três ensaios - se não fosse o pé torto de Pedro Leal, o resultado seria diferente, com os quatro ensaios marcados.

No segundo tempo os britânicos reagiram e marcaram por duas vezes - já tinham marcado um ensaio na primeira parte - e graças às transformações de todos os que marcaram, passaram para a frente com 21-20 com apenas dois minutos para jogar.

Na última jogada da partida a Escócia foi penalizada com um cartão amarelo, e do respectivo pontapé de penalidade saiu o quinto e vitorioso ensaio de Portugal - mais uma vez por Duarte Moreira, que é no fim do primeiro dia da competição, o melhor marcador entre todas as equipas presentes - desta vez bem transformado por Leal, definindo o marcador nos já referidos 27-21.

Aguardamos com grande curiosidade e expectativa o que os Linces serão capazes de fazer amanhã contra Samoa, primeiro, e Inglaterra, depois.

Samoa derrotou hoje a Inglaterra por 28-7, dominando completamente o encontro, e impressionou a sua capacidade ofensiva - Portugal não pode dar a posse da bola aos samoanos!

A IRB divulgou parte do relatório de estatísticas das primeiras cinco etapas do Circuito, e na única referência feita a Portugal nota-se que a nossa equipa foi aquela que mais teve que trabalhar por cada ensaio marcado, já que a sua média de rucks por ensaio foi de 5,2 (Portugal fez 5,2 rucks por cada um dos 44 ensaios que marcou), enquanto quem menos esforço fez para violar a meta adversária foram as Fiji, com uma média de 1,1 rucks por cada um dos 85 ensaios que marcaram.

Fiquem com a ficha do Jogo, os resultados de hoje e saibam que amanhã Portugal disputa a primeira partida às 5,02 h com a Samoa, e depois às 8,42 (sempre de Lisboa), defronta a Inglaterra.



TORNEIO DE APURAMENTO DE EQUIPAS RESIDENTES
No torneio de qualificação para o apuramento das equipas residentes da próxima época, que se realiza em Londres, disputaram-se também os primeiros jogos dos três grupos que compõem a prova.

As equipas europeias estiveram bem, ao vencerem as partidas que disputaram - Geórgia bateu a Jamaica por 27-17, e a Rússia derrotou as Ilhas Cook por 43-5 - e o Brasil ainda não foi desta vez que venceu uma partida das Séries mundiais, perdendo para o Japão por 17-10.

Os brasileiros estiveram na frente por 10-7, mas não souberam tirar partido da vantagem e cometeram erros que são fruto da sua inexperiência, deixando os japoneses recuperar e acabar por dominar e vencer.


21 de março de 2013

LINCES DE GARRAS AFIADAS EM HONG KONG

A seleção nacional de sevens disputa a partir da madrugada de amanhã o sexto dos torneios do Circuito Mundial, procurando recuperar uma posição entre as 12 primeiras classificadas do ranking, por forma a evitar a disputa de um torneio de qualificação para o Circuito da próxima época, semelhante àquele que disputou em 2012 e lhe deu o direito de participar na competição na categoria de equipa residente.

Prejudicada na sua constituição nos torneios de Wellington e Las Vegas, em favor da seleção nacional de XV, os Linces têm agora pela frente uma difícil missão, e para a enfrentarem, seguiu para Hong Kong uma equipa reforçada com cinco Lobos.

Espera-se - e exige-se - que a equipa que viajou para o Extremo Oriente seja capaz de atingir os objetivos propostos, mas a verdade é que Portugal tem tido um comportamento pouco mais que medíocre nas etapas já disputadas.

Alguns bons resultados não nos fazem esquecer alguns fatos preocupantes como por exemplo que todos os jogos que Portugal ganhou nos torneios em que participou esta época, foram disputados no primeiro dia de prova...

Além disso, em dois dos cinco torneios (Austrália e Nova Zelândia), os Linces contaram por derrotas todos os jogos realizados.

Ou seja, em cinco torneios e 25 jogos, Portugal perdeu 19 jogos e venceu apenas seis, destacando-se nestas vitórias duas sobre a Inglaterra e uma sobre a África do Sul, tendo alcançado as finais principais por duas vezes, no Dubai e na África do Sul.

Veja o ranking do Circuito, antes de começar esta sexta etapa:


Agora, Portugal vai defrontar na fase de apuramento as seleções da Escócia, Samoa e Inglaterra, e apesar das dificuldades que se adivinham, o mínimo que se pode exigir à nossa equipa é que repita a presença nas finais principais, e que consiga pelo menos uma vitória no último dia da competição.

Recorde-se que o Torneio de Hong Kong é disputado em três dias e não dois como na generalidade dos torneios - apenas em Las Vegas a prova se disputa também em três dias.  

Veja a composição da equipa portuguesa, o horário dos jogos na fase de apuramento, e o frente a frente com os primeiros adversários.




Entretanto o torneio de qualificação para 2013-14, que já referimos mais acima, já teve uma série de torneios de pré-qualificação, e chegou agora a fase final dessa pré qualificação.

Assim, no Torneio final de qualificação, em Londres, irão estar presentes oito equipas, a encontrar da seguinte forma:

A - As três últimas classificadas do ranking do Circuito, após o torneio da Escócia (que será o oitavo torneio do circuito);
B - O vencedor das Séries Asiáticas, já disputadas (Hong Kong);
C - Quatro equipas a apurar no Torneio de pré qualificação a disputar este final de semana em Hong Kong, em simultâneo com o Torneio do circuito mundial (aquele em que participa Portugal).

Para estar presente neste pré qualificativo de Hong Kong (com 12 equipas), as equipas foram apuradas em função de competições regionais, em todas as seis regiões que compõem a IRB (duas por região).

Assim, da Europa (FIRA-AER) estarão a Geórgia e a Rússia, da América do Sul (CONSUR) o Brasil e o Uruguai, da América do Norte e Caraíbas (NACRA) a Jamaica e o México, da Ásia (ARFU) o Japão e a China Taipé, de África (CAR) a Tunísia e o Zimbabwé e da Oceania (FORU) o Tonga e e as Ilhas Cook.

Veja aqui a ordem dos jogos da fase de apuramento deste torneio qualificativo: