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6 de dezembro de 2009

OS LINCES - A RAZÃO DE UM NOME


Os Lobos é um nome que se generalizou em todo o mundo, especialmente depois do Campeonato do Mundo de 2007, e para indicar a Seleção Nacional portuguesa que participou naquela competição. Foi nessa altura que o Rugby ocupou as primeiras páginas de todos os jornais portugueses, admirados pelo calor posto pelos jogadores na interpretação d’A Portuguesa.

24 de novembro de 2009

RUGBY REGIONAL - A MOLA DO DESENVOLVIMENTO (parte 3)

Hoje é dia de falar de Sevens! E neste particular, vocês já conhecem a minha opinião: Portugal tem potencial, imediato, para se manter entre os melhores do Mundo, galgando quatro ou cinco posições no ranking da IRB, e representando sempre, um forte candidato às posições cimeiras de qualquer Torneio – na Séries Mundiais, no Campeonato da Europa, no Campeonato do Mundo, nos Jogos Mundiais ou nos Jogos Olímpicos.

24 de outubro de 2009

A VOZ DOS SEVENS E AS OLÍMPIADAS

Nigel Starmer-Smith
"A Voz de Sevens" não carece de grandes apresentações.
Médio de formação dos Harlequins, da Universidade de Oxford e da Inglaterra, na década de 1960 e 1970, comentador da BBC durante 25 anos, apresentador do Rugby Special durante 15 anos, editor da revista Rugby World por 10 anos, comentarista das Séries Mundiais de Sevens, desde seu início. Tendo assistido a milhares de jogos, a experiência de Nigel nos Sevens internacionais, é incomparável.
O texto que hoje apresentamos, publicado recentemente no site especializado em Sevens, Ultimate Rugby Sevens, dá-nos uma visão clara sobre a falsa questão Rugby Sevens-Rugby de XV.

22 de outubro de 2009

GALES PREPARA O SEVENS

O País de Gales anunciou os nomes dos oito jogadores que, para já, vão constituir o núcleo duro da seleção de Sevens galesa, fruto de um Acordo de Participação firmado entre a Federação de Gales e as quatro regiões de rugby em que se divide aquele país. Conforme aquele Acordo, cada uma das regiões dispensa um máximo de dois jogadores para a equipa nacional de Sevens, podendo outros dois ser escolhidos de outra ligas ou estruturas, num total de 10 jogadores. A estes 10 jogadores, juntam-se outros jogadores das regiões ou dos clubes, para cada um dos pares de torneios das Séries Mundiais. Este é um esquema que já foi utilizado pela África do Sul, com excelentes resultados. Paul John, que foi recentemente contratado a tempo inteiro como treinador de Sevens de Gales e membro da Academia Nacional, afirmou que “esta iniciativa vai transformar radicalmente a nossa preparação para os torneios internacionais de Sevens. Ela vai dar-nos uma consistência como seleção que nunca, até hoje, fomos capazes de atingir”.

9 de outubro de 2009

SEVENS: UM DESPORTO OLÍMPICO!

Sevens é o mais recente desporto Olímpico! Depois do voto do Comité Olímpico Internacional tudo vai mudar. E a minha esperança é que cada um de nós faça a sua parte. Quero ver a nossa bandeira subir no mastro Olímpico nos Jogos Olímpicos Rio 2016!
Este fim de semana é para gozar o sentimento de alegria que nos une, mas na segunda, o trabalho tem que começar.
Os dirigentes tem que preparar as competições, garantir os patrocinadores, assegurar as melhores condições para que o sucesso seja possível.
Os treinadores e árbitros devem actualizar os seus conhecimentos, compreender as mudanças que vão ocorrer no Jogo.
Os jogadores tem que se mentalizar que as exigências dos sevens são aquelas dos grandes campeões: treinar mais, treinar melhor, para poder jogar mais e jogar melhor
E os adeptos, aqueles que seguem as equipas, aqueles que sofrem com as derrotas e regozijam com as vitórias, aqueles que ninguém conhece, mas sem os quais o desporto não poderia existir, tem que entender que, afinal, somos todos - homens, mulheres e crianças - somos todos Homens do Rugby.

7 de outubro de 2009

UM PLANO PARA O RUGBY PORTUGUÊS

Como todos esperam, esta semana vai ficar marcada pela decisão do Comité Olímpico Internacional de incluir o rugby sevens no programa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Com essa inclusão, Portugal, tal como outros paises emergentes, terão a possibilidade de provar ao mundo até onde podem ir, na modalidade.

5 de outubro de 2009

QUAL É A EXPLICAÇÃO?

Fiquei surpreendido com o comunicado da FPR informando que Portugal irá disputar cinco dos oito Torneios das Séries Mundiais das IRB. E fiquei surpreendido por diversas razões.

4 de outubro de 2009

NAMIBIA SEVENS

Agora sim! Aqui estão os resultados finais e totais do Namibia Sevens. E os mais observadores, e que costumam vasculhar a imprensa internacional, sabem que esta é a primeira vez em todo o mundo, que todos os resultados deste Torneio são publicadas. Um show de melão!

2 de outubro de 2009

SELEÇÃO DE SEVENS DE PORTUGAL

Este novo blog, com todos os resultados da seleção nacional de sevens, é o cumprimento de uma promessa que vos fiz há alguns meses. Seleção de Sevens de Portugal, é um trabalho que ponho à disposição de toda a gente, e que realizei como homenagem a quem tantas alegrias tem dado a toda a comunidade do rugby português. Numa hora em que os destinos do mundo do rugby provavelmente vão sofrer profundas mudanças, conhecer a história desta equipa é fundamental para compreender o caminho percorrido, e saber até onde podemos ir. Mas não se iludam. Se, por um lado as nossas ambições não devem ter limites, por outro lado existem montanhas de tarefas que tem que ser desenvolvidas. E a pergunta que deixo é esta: Estarão jogadores, dirigentes e toda a comunidade unidos nessas tarefas? Já o disse e repito, o rugby em Portugal é propriedade de todos os que estão envolviddos na sua prática, direção ou acompanhamento. E não tem espaço para aqueles que apenas sabem "deitar abaixo" e, quando solicitados, nada fazem. Os sevens em Portugal podem ser um sucesso. E você? Está disposto a colaborar?

26 de setembro de 2009

NAMIBIA SEVENS - FINAIS

Com a ausência de informações oficiais sobre o torneio, recorremos a outras fontes para transmitir o que se vai passando. E errámos ao dizer que se jogariam hoje, diretamente, as meias finais. Afinal não foi assim, e o que se jogou, primeiro foram os quartos de final. Com esta situação, foram os seguintes os jogos dos quartos, e, agora sim, das meias finais. QUARTOS DE FINAL: Zimbabwe-Portugal 26-7, Argentina-Samoa 26-7, Fiji-Namibia 49-12, África do Sul-Espanha 33-0. MEIAS FINAIS: Zimbabwe-Argentina 19-14, África do Sul-Fiji 28-0. A final será disputadda entre o Zimbabwe e a África do Sul. Desta vez recolhemos a informação, e a foto também, no site www.namibiasport.com.na, que é um site desportivo generalista namibiano.

NAMIBIA SEVENS

24 de setembro de 2009

NOTAS SOLTAS

Aquela que parece ser a lista oficial das equipas participantes no Namíbia Sevens, que tem o seu pontapé de saída marcado para amanhã, sofreu algumas alterações desde a semana passada. Assim, a Espanha, que chegou a estar indicada como participante, e depois foi substituída pelos Emerging Springboks, volta a fazer parte da lista. Por outro lado, as Fiji não se farão representar pela sua equipa principal, mas sim pelos Fiji Barbarians, apesar de ser constituída por grandes jogadores, incluindo William Ryder, que muitos consideram o sucessor de Serevi. Parece que os grupos iniciais ficaram asssim constituídos: Grupo A: África do Sul, Namíbia e Tunísia. Grupo B: Fiji Barbarians, Zâmbia e Espanha. Grupo C: Argentina, Zimbabwe e Uganda. Grupo D: Samoa, Portugal e Botswana. A propósito de Serevi, fiquem a saber que o Mago arrumou definitivamente - se, com ele, a palavra existe...- as botas, no Melrose Sevens desta primavera, zangou-se com a Federação de Fiji, e é, agora o treinador da Papua Nova Guiné. Com Waisale Serevi no comando, os Papuas prometem ser um adversário muito mais poderoso. Falando de treinadores e de Fiji, assiste-se à constituição de uma nova equipa técnica com a chamada de Glen Ella, antiga glória Australiana, de Sam Domoni, que também vestiu a camisola dos Wallabies, do antigo capitão dos All Blacks Mike Brewer e do antigo numero 8 fijiano, Inoke Male. Isto mais parece uma assembléia do que uma equipa técnica, mas mostra o empenho de Fiji em subir na escala do reconhecimento internacional. De notar que a chamada de Glen Ella e de Mike Brewer parece ser apenas para a digressão ao hemisfério norte, que terá lugar no próximo mês de Novembro. Depois disso, Domoni será nomeado Head Coach a tempo inteiro, e Inoke Maler terá a sua primeira oportunidade ao nível de seleções como Técnico Assistente. Com o início da época em Portugal, temos, infelizmente de apontar duas situações que merecem o nosso repúdio. A primeira delas tem a ver com o jogo que hoje se realizou (?) entre a seleção portuguesa de U19 e a equipa de França do mesmo escalão, que esteve em estágio no nosso país. Como compreender que um jogo desta natureza apenas ontem tenha sido anunciado pelos serviços da FPR? Das duas uma: ou quem decide não informou os serviços da FPR, e deve portanto assumir a sua responsabilidade e pensar que a visibilidade é a grande arma que o rugby tem de utilizar no seu dia a dia, ou então os serviços da FPR “guardaram” a informação, talvez porque não fosse, para eles, importante. Ou então, no meio desta história toda, que mete eleições, golpes, calúnias e absoluta insanidade mental, alguém tenta tirar benefício da situação, em claro prejuízo dos interesses do rugby. No meio deste ambiente de confusão, convocou-se um treino da seleção nacional feminina, que depois foi cancelado, parece que pelo facto das moças ainda não estarem inscritas na FPR para a época em curso! A ser verdade esta descrição que li no blog Rugby Feminino em Português, digam lá se não se trata de um caso de insanidade mental! Não brinquem com o nosso rugby, e isso inclui as Lobas também! Para terminar estas Notas de hoje, uma palavra para o blog Rugby Tuga, que deixou de existir. Parece uma doença que atravessou o mundo bloguista, com um anunciado fim do luso-francês Rugby Portugal/Lobos em França, felizmente revertido, e a decisão, já referida, do Rugby Tuga. Na raiz das decisões de abandono, parecem estar os constantes disparates, ofensas e agressividade dos comentários, deixados naqueles blogs por um conjunto de anônimos. Na minha opinião, todos têm o direito e a liberdade de fazerem os comentários que entenderem, mas têm também a obrigação de assumir a responsabilidade pelas afirmações que produzem. Para que cada um tenha apenas uma cara. Por isso é cada dia mais vulgar que blogs e sites não aceitem comentários ou os sujeitem a moderação prévia. Assim se evita que gente malcriada lance a confusão e o descrédito.

19 de setembro de 2009

PORQUE NÃO O LISBOA SEVENS DE NOVO?

Enquanto a nossa seleção de sevens disputa o Namíbia Sevens, a Austrália joga com a Nova Zelândia, em Wellington, o último jogo do Três Nações deste ano. Neste encontro, estão em disputa uma série de aspectos. Claro que o principal é o resultado direto do jogo, e neste particular, a Nova Zelândia leva grande vantagem histórica. Na verdade a Austrália não consegue ganhar em terra dos maoris desde 2001 (9 vitórias consecutivas da NZ), pelo que podemos imaginar a vontade de vencer que vai embalar os Wallabies. Do lado dos All Blacks, manter a tradição é a única vitória que podem alcançar, pois a vitória na competição já está muito bem guardada em casa dos Springboks. Muito pouco para os neo-zelandeses, na verdade... Por outro lado os australianos, se vencerem o jogo por mais de 15 pontos de diferença, ultrapassarão os seus rivais no ranking da IRB, roubando-lhes o segundo lugar. Quanto ao primeiro lugar desse ranking, ele está também com a África do Sul. Esta é a 158ª partida entre Austrália e Nova Zelândia, com larga vantagem para os Blacks: 108 vitórias e apenas 45 derrotas, com 5 empates. Entretanto, no continente africano, a Federação de Rugby da Namibia meteu as mãos na massa e conseguiu, em pouco tempo, marcar uma data no calendário internacional da modalidade, com a organização do primeiro Torneio Internacional de Sevens do país. Continente em fase de grande expansão rugbistica, a África não tem ainda estabelecidos os marcos definidores da sua implantação, encontrando-se tudo em aberto. Com exceção da África do Sul, não existe no continente, por enquanto, outra potência do mundo oval. A Namíbia, que ocupa o segundo lugar regional atrás dos Sprinboks, não consegue mais, no concerto das Nações, que um modesto 25º lugar. No entanto, este lugar confere-lhe uma posição no conjunto dos países em desenvolvimento, conforme definido pela IRB, ao lado de Portugal, Espanha, Uruguai e Rússia, entre outros. No que respeita aos Sevens, e mesmo tendo em consideração a pouca exatidão do ranking respectivo, que apenas diz respeito à participação nas Séries da IRB, a situação continental é significativamente melhor, com quatro equipas entre as 20 melhores, e duas entre as 10 melhores. A África do Sul, com enorme consistência ocupa o topo desta tabela também, e o Kenya, que no rugby de XV não passa da 42ª posição, tem aqui um destaque extraordinário, roubando para si a 6ª posição da tabela. Completam o cenário a Tunísia (19º) e o Uganda (20º). E é nestas circunstâncias que a Namíbia consegue um lugar ao sol, com o Namíbia Sevens. Fruto de uma estratégia bem bolada pelos seus dirigentes, a Namíbia conseguiu garantir um patrocínio para seis anos, no valor total de quase 1.666.000,00 euros, o que dá cerca de 280 mil euros/ano. Cansados de aturar o anterior patrocinador que não andava nem desandava, a Federação da Namíbia conseguiu atrair o apoio de uma empresa publica namibiana (TrustCo), multifacetada, com interesses nas áreas financeira, seguros, educação, media, telefonia móvel, entre outros. Depois de garantido o suporte financeiro, a Federação apresentou o projeto do Torneio à IRB, que em finais de Agosto acabou por lhe dar o seu acordo e consentimento. E em menos de um mês, os dirigentes africanos conseguiram garantir a presença de um conjunto invejável de presenças, montando aquele que deve ser o melhor Torneio de Sevens deste início de época. É uma história que nada tem de especial. Mas prova que com vontade e determinação se conseguem estabelecer metas, vencer obstáculos e obter resultados. Fica a lição para quem a quiser aprender. Porque não o Lisboa Sevens de novo?

17 de setembro de 2009

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Com a participação no Torneio de Sevens da Namíbia, em Windhoek, inicia-se mais um ano de atividade da seleção nacional masculina de sevens. Esta é a primeira vez que este Torneio se disputa, e demonstra o interesse no desenvolvimento do rugby em África, impulsionado pela IRB e pela CAR (Confederação Africana de Rugby) Espera-se que este ano marque o principio de uma nova era, com a demarcação das nossas seleções de VII e de XV. É o ano ideal para o fazer, já que a equipa de XV vai ter uma época muito exigente e que não admite margem de erro. Na verdade, com os importantes jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2011, a terem lugar em Fevereiro e Março, e os jogos de preparação em Novembro, será mais fácil assumir que o grupo de trabalho dos sevens deverá ser diferente, para permitir uma participação nos torneios de inicio de época (Namíbia) e de final de ano (Dubai e África do Sul), sem confusões e sem acusações de perturbação dos trabalhos da equipa de XV, pela preparação e jogos da equipa de VII. Quanto ao Hong Kong Sevens, que terá lugar uma semana após o decisivo jogo com a Romênia em Portugal, esperemos que o bom senso prevaleça e a separação das variantes também, assim como para os restantes torneios da época. Quanto à equipa que vai ao Torneio da Namíbia, poucas novidades. Em relação aos jogadores envolvidos nos seus trabalhos no ano passado apenas duas caras novas: Diogo Gama e o jovem Afonso Vareta. Quanto aos restantes, salienta-se a experiência que adquiriram o ano passado ao participarem nos World Games (Ricardo Dias, Francisco Serra, Hugo Valente, Veltioven Tavares, Frederico Oliveira e Bernardo Silveira) ou no Campeonato da Europa (Diogo Miranda, Francisco Mira e Bernardo Silveira). De toda a equipa apenas Frederico Oliveira esteve no campeonato do Mundo no Dubai. Como se constata, e apesar da ausência de muitos nomes sonantes, com Pedro Netto no comando técnico, a seleção vai apresentar-se em força na Namíbia. E bem pode, já que no primeiro dia da competição, e de acordo com as informações da FPR, Portugal defrontará a Samoa e o Botswana. Enquanto esta é a primeira vez que defrontamos Botswana, já defrontamos Samoa por 12 vezes, com um saldo francamente favorável aos nossos adversários: apenas duas vitórias portuguesas, uma em 2000 e outra em 2008. Os restantes participantes no Torneio da Namíbia são a África do Sul, Fiji, Argentina, Tunísia, Uganda, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia, e os Emerging Springboks. Entretanto disputou-se nos passados dias 12 e 13 de Setembro,em Shangai, o primeiro torneio das Séries Asiáticas de Sevens. A Coréia, depois de algumas dificuldades no primeiro dia, em que foi derrotada por Hong Kong (31-10), acabou por dominar o segundo dia e vencer Taipei (12-10) nas meias finais, e o Japão na final (42-19). O Japão chegou à final depois de bater, na meia final, Hong Kong por 17-5. As Séries Asiáticas seguem em 24-25 de Outubro com o Torneio de Brunei.

12 de setembro de 2009

LOBAS, LOBITOS, LOBISOMENS?

Tenho assistido ao longo das décadas, no meio rugbistico nacional, ao assumir de posições, expressão de descontentamentos ou de simples insultos, da parte de uns grupos de pessoas em relação a outros grupos de pessoas, e vice-versa. Também fiz parte disso, já que, como todos os do meu tempo, “nasci” para o rugby numa “quinta”. E todos os que estavam nas outras “quintas” eram, à partida, meus inimigos. Depois, com o andar dos anos, fui entendendo que não era bem assim. E acabei mesmo por estabelecer laços de respeito, compreensão, cumplicidade e amizade, com muitos dos que eram das outras “quintas”. Por motivos de ordem pessoal, mudei-me para o exterior em 2002, ficando afastado do “meio” durante cerca de seis anos. Voltei a interessar-me, a informar-me, há poucos meses. Mas, com tristeza, verifiquei que uma das marcas que continua incólume foi a das “quintas”. As pessoas continuam a agredir-se, com ou sem razão, continuam a favorecer uma visão individualista em oposição a uma noção do conjunto, continuam a motivar-se contra este ou contra aquele e não por isto ou por aquilo, continuam a perder a razão pela utilização do insulto, da calúnia, da intolerância. Talves seja do distanciamento, ou da idade, mas deixei de achar graça a todas estas “coisinhas”. Acho que, finalmente, encontrei um posicionamento sereno que me dá o privilégio de ver, procurar entender, e só depois, emitir opinião, ficando em paz com a minha consciência. A favor ou contra, dependendo da situação, mas nunca por ser amigo deste ou não gostar daquele. O rugby foi, e continua a ser, parte muito importante da minha vida, e não estou na disposição de perder o privilégio de fazer parte desta família, por teimosia, cegueira, ou simplesmente estupidez. O mundo mudou, Portugal mudou, o rugby mudou. Que aqueles mais agitados saibam mudar também, e não envelheçam amargos, isolados nas suas “quintas” e saibam canalizar as suas forças para o bem da nossa malta. Porque, afinal, todos somos Homens do Rugby! E já que, apesar de ter estado ligado ao Direito de 1964 até 1986, ninguém pode em sã consciência dizer que hoje estou ligaddo a este ou àquele clube, vou dar um passo no sentido da pacificação. Claro está que é na área dos sevens, afinal uma paixão que abracei há mais de 23 anos. Criei em http://rugby7portugal.plaxogroups.com (procurar em rugby sevens portugal) um local para conversar sobre sevens em Portugal, mas que aceita tratar de outros temas rugbisticos também. Um local onde todos serão bem vindos, mas os Anonimos, ou quem se esconda atrás de pseudonimos ou falsas identidades, não. Um espaço onde todas as opiniões serão respeitadas, mas o insulto e a ofensa, não. Um espaço onde todos se podem fazer ouvir, mas a ninguém será autorizado monopolizar o “tempo de antena”. Para aderir é necessário registar-se no Plaxo. Mas é a única forma que tenho de poder impedir os não identificados de entrarem...São apenas uns minutos. Ajuda se, no perfil, indicar qual a sua ligação ao rugby, qual o seu clube, se tiver. Um espaço, um lema: Incomodar quando for oportuno, apoiar quando for necessário. O primeiro tema – para começar o jogo – é simples: A nossa Seleção Nacional é conhecida como Os Lobos. E as outras seleções portuguesas, como devem ser conhecidas? Lobas, Lobitos, Lobisomens...? Junte-se ao Grupo e dê a sua opinião. Depois, conforme haja ou não boas ideias, faremos uma votação por seleção. Mas agora é um género de brain storming. Vamos a isso?

6 de setembro de 2009

GARANTIR A EXECUÇÃO DO PLANEADO

Falei no meu último post da equipa técnica necessária para suportar as exigências de um plano nacional de desenvolvimento dos sevens. No entanto é importante referir que, para o sucesso de qualquer plano de desenvolvimento, é fundamental criar uma equipa de administração competente, capaz de ter em foco os objetivos traçados, de imaginar as melhores soluções para os problemas que se irão levantando - entre os quais aqueles levantados pela própria equipa técnica - e ir preparando em tempo útil, as correções adequadas ao desenvolvimento do plano, já que nenhum projeto é um corpo morto, ou uma equação matemática exata. De referir que, apesar da enorme importância que a equipa técnica tem num processo desta natureza, a verdadeira importância reside na própria essência do projeto. Já assistimos no passado, quer no rugby, quer noutras modalidades, a uma transferência de prioridades, sempre com manifesto prejuízo da modalidade, em geral, e daqueles a quem, em última instância, o projeto se destina: aos seus praticantes. Quero com isto dizer que a equipa técnica não é capaz de assumir essa responsabilidade? Não, o que eu quero dizer é que á equipa técnica compete executar as tarefas técnicas que permitem o êxito do projeto. As tarefas de desenvolvimento dos objetivos definidos pela direção da Federação devem ser imputadas a alguém, ou a uma equipa, não diretamente envolvida na execução do próprio projeto. Alguém ou uma equipa, a quem a direção da Federação possa exigir que aqueles objetivos não sejam desvirtuados. Alguém ou uma equipa que possa intervir perante a equipa técnica, e perante a direção da Federação, simultaneamente. Ou seja, alguém ou uma equipa que faça a ligação entre quem define o pretendido (direção da Federação), o que se pretende (objetivos traçados), quem executa o pretendido (a equipa técnica) e aqueles a quem o pretendido se destina (os praticantes). Vou dar um exemplo, para que não restem dúvidas sobre o que digo. É natural que, do evoluir de um projeto de desenvolvimento dos sevens, emane uma seleção mais poderosa, mais competitiva e mais sustentada do que aquela – brilhante! – que temos hoje. E é também natural que a equipa técnica se dedique ainda mais a ela, eventualmente esquecendo, ou deixando para segundo plano, as tarefas junto aos clubes, junto à base de recrutamento de jogadores. Perdendo, por essa dedicação, o foco principal do próprio projeto: os praticantes no seu conjunto. Porquê perder tempo indo a Bragança participar numa ação de sensibilização ou apoio ao núcleo local de rugby, se no Estádio Nacional estão reunidos os 50 melhores jogadores nacionais numa sessão de treino? Competirá à administração do projeto pôr ordem na casa, garantir que os interesses do praticante de base são assegurados, e que a seleção nacional recebe a atenção que merece. Porque, em última instância, sem praticantes de base, qualquer projeto está destinado ao fracasso. Mais ou menos imediato.

22 de agosto de 2009

UM PROJETO DE SUCESSO

Um projeto de sucesso para os sevens portugueses está ao alcance das nossas mãos.

Falei na última postagem da organização da época de sevens, e, em particular dos Campeonatos Nacionais de Sevens, nos vários escalões, e do Campeonato Inter Regional.

Hoje vou falar do que poderia ser o enquadramento técnico para pôr em movimento uma organização daquele tipo.

Vejamos a partir das seleções nacionais.
Naturalmente a equipa técnica deverá ter um vértice, chamemos-lhe um Treinador Chefe.

19 de agosto de 2009

ACHEGAS PARA UM PLANO

Chegou a altura de começarmos a ajudar a preparar um Plano de Desenvolvimento de Sevens em Portugal, tendo em vista a participação nos Mundiais de 2013 e 2017, e, eventualmente, nos Jogos Olímpicos de 2016.

E não o faço na convicção de que mais ninguém o saberia fazer.

Faço-o apenas porque não tenho por hábito criticar sem apontar algumas alternativas.
E como tenho criticado, aqui fica a minha contribuição.
Se alguém quiser pegar no que escrevo e daí aproveitar alguma coisa, já fico satisfeito.

14 de agosto de 2009

UM ENORME SUCESSO

O dia de hoje ficará certamente marcado na história do rugby e do desporto no mundo. Na história recente do rugby, a mera hipótese de ver a modalidade inscrita no programa Olímpico de 2016, representa um marco de tal importância que ninguém, repito ninguém, tem o direito de ficar indiferente. Os que se tem oposto, de forma sistemática, à implantação dos sevens, tem agora oportunidade de se redimirem. Muita coisa vai mudar, e mesmo os que apenas agora se convertam, serão bem vindos para essa tarefa. Mas essa tarefa começa HOJE!! O rugby em Portugal não pode perder este comboio. É uma situação única. Antes da modalidade ser importante, já Portugal era importante no seio dela. Mesmo que em Outubro o Rugby não venha a ser votado favoravelmente por 50% mais um dos 115 membros do Comitê Olímpico Internacional – o que não acredito que seja possível – o mundo nunca mais será igual para o jogo do melão. Para já porque só esta escolha da CE do COI é a maior manobra de publicidade que o rugby podia esperar. Em muitos recantos do mundo a modalidade é falada pela primeira vez, e só por isso, já valeu a pena. E nós por cá? Por cá, como no resto do mundo, os sevens começaram por ser apenas um divertimento de final de época, mas aos poucos foram ganhando um estatuto especial e, nos últimos anos, afirmaram-se como um Jogo independente, onde as diferenças para o Jogo de XV são, cada dia, maiores. O jogador de sevens é hoje tão diferente do jogador de XV como os especialistas de futebol na areia são dos futebolistas tradicionais, ou os jogadores de volei de praia dos jogadores do volei de pavilhão. E cada dia que passa, por esse mundo fora, são menos os jogadores de XV capazes de competir a alto nível em sevens e as exigências físicas e técnicas – quer individuais, quer coletivas – cada vez mais marcantes. O grande diferencial em relação a outras modalidades desportivas, é que a quase totalidade dos jogadores de Sevens jogam também XV, e o jogo reduzido tem sido um enorme manancial humano para as tropas do Rugby em geral. A recente RWC Sevens foi disso a prova que faltava, com a crescente tendência dos treinadores das grandes equipas em optar por jogadores de Sevens com provas dadas na especialidade. Desta forma, treinadores como Gordon Tietjens da Nova Zelândia, Ben Ryan da Inglaterra ou Paul Treu da África do Sul, escolheram jogadores que eles sabem poder suportar as exigências físicas e técnicas do jogo reduzido, ou seja, aqueles jogadores que tem jogado com frequência e dado provas no Sevens. Concluindo, na opinião dos referidos treinadores – a quem eu muito respeitosamente junto a minha voz - o Sevens moderno é um jogo diferente que muito poucas estrelas do rugby de XV conseguem acompanhar. Em 1992 quando fui convidado pelo então presidente da FPR, Eng° Raúl Martins, para organizar a participação de Portugal no torneio de apuramento para a 1ª RWC Sevens (1993), ninguém acreditava que seria possível à nossa seleção vir a jogar de igual para igual com as grandes potências do rugby mundial. Mas, e apesar do pouco tempo de preparação, dos problemas que foram detectados e mais tarde resolvidos, da descrença da própria direção da FPR, no seu conjunto, naquele primeiro apuramento, a seleção portuguesa ficou apenas a um ensaio do apuramento. Ensaio concedido frente à Espanha no jogo decisivo, no último segundo de jogo, fruto de um erro tático de um dos maiores jogadores de XV que passaram pela nossa seleção. Erro esse que aquele jogador nunca teria cometido se tivesse tido tempo de aprender, jogando, as particularidades do Sevens. E, por outro lado, é verdade que desde a implementação do Torneio Internacional Lisboa Sevens em 1986, foi evidente a facilidade do jogador português para o jogo reduzido, e rapidamente o Jogo se espalhou por todo o país abraçado por uma multidão de praticantes para quem a participação no Lisboa Sevens era a grande motivação para a prática da modalidade. Na década de 80 e princípios dos anos 90, o desenvolvimento do Sevens foi tímido, fruto especialmente de alguns carolas que se atreveram a desafiar o poder bolorento, que julgava o Rugby um jogo imutável e que apenas era digno de ser disputado por equipas com 15 jogadores.... Hoje, quando se vira a página da 5ª RWC Sevens, o Jogo reduzido e o seu formato de enorme intensidade - depois da escolha da Comissão Executiva do Comité Olímpico Internacional que hoje comemoramos - estão a um passo de fazerem parte dos Jogos Olímpicos, como se espera venha a ser decidido no Congresso Olímpico que terá lugar no próximo mês de Outubro, deixando para trás aqueles Velhos do Restelo que falam muito, empatam muito, talvez receosos de ver as suas quintinhas invadidas e desbravadas. Aliás, como já aconteceu tantas vezes...Esperamos que o membro português no Comité Olímpico Internacional – Engº Lima Bello - tenha uma visão ampla desta matéria, do espírito de camaradagem que envolve este desporto altamente competitivo, e em particular do evidente prazer com que os sevens são praticados por todo o País e as potencialidades de Portugal em lutar por uma medalha nesta modalidade. Estamos certos que sim, e que não deixará de ajudar a abrir as portas para o nosso rugby... Engenheiro! A malta agradece o seu voto! E é neste contexto que devemos analisar a posição da FPR em relação ao Sevens. Uma semana para preparar uma seleção participante de um campeonato do mundo, como aconteceu este ano, é, em qualquer circunstância, insuficiente. Deixar que se misture o jogo de XV com o jogo de Sevens, é fechar os olhos ao que se passa no mundo. Portugal já demonstrou claramente que é capaz de jogar e ganhar a qualquer equipa de Sevens do mundo. Ao longo dos últimos 23 anos, passo a passo, essa certeza deixou de estar apenas na cabeça de alguns carolas para fazer parte das “verdades” universalmente aceites no meio. Perante tudo isto, o que se pode esperar da FPR? Apenas 1- Que reconheça a importância do Sevens, e a especial habilidade dos portugueses na sua prática. 2- Que assuma que Portugal é uma das grandes equipas de Sevens do mundo 3- Que dê à seleção portuguesa todas as condições de preparação e estabilidade, para que Portugal seja um efetivo candidato ao título mundial em 2013 e em 2017, e ao primeiro título Olímpico em 2016, caso se confirme a introdução do Sevens nos Jogos. 5- Que promova e apóie o aparecimento de novas equipas de Sevens em Portugal e de torneios internos que permitam que o jogador português se aperfeiçoe e desenvolva. 6- Que promova e facilite a aprendizagem do Sevens em Portugal pela contratação de técnicos especialistas da modalidade, que circulem por todo o país, divulgando e ensinado o Rugby em geral, e o Sevens muito em particular. Finalmente 7- Que englobe todas estas iniciativas num único projeto, escolha alguém com provas dadas e reconhecida proximidade ao Jogo Reduzido, a quem seja dado todo o apoio, quer de meios quer de influência, que leve a tarefa a cabo, apenas com os objetivos definidos como meta. Será pedir muito? Não me parece, e se tal não for feito, os responsáveis ficarão conhecidos apenas pela sua incompetência em acelerar um projeto de sucesso! Porque, não tenham dúvidas, mais cedo ou mais tarde, os Sevens portugueses vão ser um enorme sucesso!