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10 de março de 2017

RUGBY EUROPE FORMALIZA SEU PEDIDO ÀS "6 NAÇÕES" *

* Comunicado Oficial da Rugby Europe 
A primeira reunião do Conselho de Administração da Rugby Europe, eleita durante a última reunião da Assembléia Geral de Dezembro, aconteceu nesta quinta-feira, 9 de Março, em Paris.
A discussão sobre "Abertura das 6 Nações às outras Federações da Europa" estava entre os temas da agenda da reunião.
O desenvolvimento do rugby na Europa implica que cada Federação tenha a oportunidade de jogar regularmente com as melhores equipas, a fim de elevar os padrões. 
O sistema de promoção/despromoção pertence ao código ético da Rugby Europe em todas as nossas competições declarou Octavian Morariu, presidente da Rugby Europe.

11 de fevereiro de 2016

OS SEIS TORNEIOS REGIONAIS QUE REÚNEM A ELITE MUNDIAL DO RUGBY

Estamos no meio de três importantes competições mundiais de selecções nacionais, e delas temos feito a devida cobertura, com especial destaque para o Torneio das 6 Nações, a mais antiga competição mundial que teve o seu início em 1883, disputado apenas pelas equipas britânicas e que tinha a designação de Home Nations.

Em 1910 a França - que já tinha participado em quatro edições do Home Nations como equipa convidada - é oficialmente integrada na prova que passa a ter a designação de Torneio das Cinco Nações, para 90 anos depois, no ano 2000, a Itália ser também integrada na competição, que muda de nome para o actual Torneio das Seis Nações.

9 de fevereiro de 2016

COMO VÃO OS TORNEIOS DAS 18 NAÇÕES DEPOIS DA 1ª JORNADA

Nove jogos se disputaram no fim de semana que atraíram as atenções de todo o mundo do rugby, com natural destaque para o tradicional Torneio das 6 Nações envolvendo as melhores equipas da Europa, mas com uma grande curiosidade em relação ao novinho Campeonato das Américas, com as melhores equipas da América do Norte e da América do Sul, e, finalmente, o Europeu das Nações, uma verdadeira segunda divisão da associação regional que mais federações nacionais reúne em si, a Europe Rugby.

4 de fevereiro de 2016

6 NAÇÕES ESCOLHE CAMPEÃO EUROPEU, QUINTO DO MUNDIAL...*

* Victor Ramalho
Finalmente chegou a hora de conhecermos o quinto colocado do Campeonato do Mundo!
Ou melhor, o campeão europeu de 2016!
Brincadeiras de lado, no sábado, será dado o pontapé inicial para a mais antiga competição de seleção do mundo do rugby – e uma das mais antigas do mundo do esporte.

É hora de assistirmos ao Torneio das Seis Nações, ou Six Nations, uma instituição do rugby disputada anualmente desde 1883!

UM FIM DE SEMANA IGUAL AOS OUTROS? DEFINITIVAMENTE NÃO!

É nesta altura do ano que todos os anos começa o Torneio das 6 Nações, quer na versão das grandes nações europeias de rugby, quer numa segunda divisão do mesmo continente, pondo em movimento as 12 melhores equipas da Europa.

Também nesta altura do ano se disputa tradicionalmente uma etapa do Circuito Mundial de Sevens, que põe frente a frente as melhores 16 equipas de sevens de todo o Mundo.

14 de outubro de 2015

RESULTADOS DA GEÓRGIA E ROMÉNIA AJUDAM MORIARU A FALAR...

Como era de prever, e o Mão de Mestre já abordara em crónicas anteriores, o comportamento da Geórgia (especialmente) e da Roménia (também) no Mundial de 2015 vai fazer aumentar a pressão sobre as equipas do 6 Nações, por forma a que georgianos e romenos não vejam o seu caminho ascensional barrado, mas que também não prejudique o sucesso daquele torneio, sem qualquer sombra de dúvida um dos dois mais importantes do Mundo.

Hoje, o presidente da Rugby Europe emitiu um comunicado em que aborda essa tema, e nós vamos reproduzi-lo aqui, para que todos os interessados saibam o que se vai passando, chamando particular atenção para o caminho que Octavian Morariu, que além de presidente da federação europeia de rugby é também membro do Comité Olímpico Internacional, parece pretender estabelecer de jogos (competições?) entre as equipas da Divisão 1A da Europa e as equipas do 6 Nações.

22 de março de 2015

FANTÁSTICO 6 NAÇÕES DÁ O MOTE PARA O MUNDIAL *

*Ricardo Mouro
Chegou ao fim o 6 Nações num torneio que demonstrou verdadeiro "Super Rugby".

Até à última jornada ainda existiam quatro possíveis vencedores numa campanha que viria ser decidida no número de pontos.

Teoricamente o País de Gales em Roma teria a vida mais facilitada contra um adversário historicamente mais fraco, com a Irlanda a entrar em campo contra uma Escócia a fugir da colher de pau e a Inglaterra a receber os rivais franceses que ainda aguardavam por um milagre de bater os ingleses e esperavam pela improvável derrota de galeses e irlandeses.

9 de fevereiro de 2015

ROMÉNIA ESTRAGA ARRANQUE DOS LOBOS E OUTROS ACONTECIMENTOS

A estreia dos Lobos no Europeu das Nações foi estragada pelo poder da Roménia que não deu qualquer possibilidade de êxito ao XV nacional, vencendo por 10-37, e deixando à mostra o longo caminho que falta percorrer a este novo grupo de jogadores, se quiserem olhar com ambição para o apuramento do Mundial 2019.

No próximo final de semana Portugal joga na Geórgia outra partida em que o poder atlético da equipa georgiana deve fazer valer a sua lei, embora a chamada ao grupo dos pré convocados de Francisco Fernandes, Mike Tadjer, Tony Martins e David dos Reis - nenhum deles esteve envolvido na preparação do jogo com os romenos - mostre que existe uma clara preocupação com os cinco da frente.

27 de março de 2014

ESCÓCIA E ITÁLIA DEVEM JOGAR COM GEÓRGIA E ROMÉNIA *

* Paul Tait
A organização do rugby europeu foi severamente questionada quando Escócia e Itália foram humilhadas no Torneio das Seis Nações. 

As duas selecções foram seriamente derrotadas e não pela primeira vez no torneio - elas perderam por 52-11 e 51-3 contra Inglaterra e País de Gales, respectivamente

No Seis Nações a Escócia ganhou uma partida e perdeu quatro, incluindo grandes derrotas contra País de Gales, Inglaterra e Irlanda. 

13 de fevereiro de 2014

UM NOVO SISTEMA COM PROMOÇÃO/REBAIXAMENTO NO SEIS NAÇÕES? *

* Paul Tait
A Escócia mostrou pouco ou até nada de qualidade nas primeiras duas rodadas do Seis Nações.
A selecção perdeu contra Irlanda e Inglaterra sem brilhar e não conseguiu marcar um único ensaio.
Depois de perder o primeiro jogo, contra a Irlanda, o ex-capitão da Irlanda Keith Wood sugeriu que o rugby precisa de mudanças.

Wood argumentou que a Geórgia merece a oportunidade de disputar jogos contra os membros do Seis Nações.
As políticas atuais não permitir ao vencedor do Europeu das Nações jogar no Seis Nações mas o último colocado sempre será rebaixado da Divisão 1A para a Divisão 1B.

7 de janeiro de 2014

A JORNADA INTERNACIONAL DA ITÁLIA EM 2014 *

* Paul Tait
Segundo a imprensa italiano a selecção nacional azurra jogará onze jogos internacionais este ano. 
O formato será inalterado com a Itália enfrentando os seus cinco rivais europeus no Seis Nações em Fevereiro e Março seguido por uma tournée  intercontinental em Junho e três encontros internacionais em casa em Novembro.

Embora a quantidade de jogos internacionais mude parcialmente, o formato é igual ao dos outros membros do Seis Nações e ao dos quatro países do Rugby Championship.

17 de março de 2013

6 NAÇÕES TERMINA COM SURPRESA *

Sábado foi um dia repleto de rugby e emoção.
O 6 Nações chegou ao fim e o País de Gales arrancou o troféu das mãos da Inglaterra, e em estilo!

Mas o dia não ficou por aqui, antes a Itália já tinha subjugado a Irlanda e mostra-se (muito) confortável em Roma onde conseguiu duas vitórias.
No jogo final a França não consegui escapar à prestigiada colher de pau e, com alguma surpresa, terminou o torneio no final da tabela em igualdade pontual com a Irlanda, mas com pior registo na diferença de pontos marcados/sofridos.

12 de março de 2013

6 NAÇÕES GUARDA VENCEDOR PARA ÚLTIMO DIA *

O dia 4 do Torneio das 6 Nações trouxe algum equilíbrio e nenhuma certeza quanto às posições finais. 

A Inglaterra segue invicta, mas uma difícil deslocação ao Millennium em Cardiff pode deitar a excelente campanha a perder. 
É, por isso, o País de Gales ainda um válido candidato ao ambicionado troféu. 

A França desespera no último lugar da tabela e sobreviveu a mais uma derrota apenas nos instantes finais contra a Irlanda. 
O regresso de Parisse espevitou a Itália que esteve perto de chocar Twickenham.

24 de fevereiro de 2013

TRÊS CANDIDATOS AO SEIS NAÇÕES *

Mais um fim-de-semana do torneio que confirma a Inglaterra como favorita a um Grand Slam não se podendo ainda, no entanto, excluir a Escócia após grande demonstração defensiva frente à Irlanda e o País de Gales que tem que receber a Inglaterra no Millennium em Cardiff.
A Itália sem Parisse para o resto do torneio continua incapaz de igualar a exibição contra a França e caiu frente aos galeses.
A Irlanda disse adeus à vitória no torneio após ser incapaz de transformar superioridade territorial em pontos.

Itália 9-26 País de Gales

Os gladiadores não resistiram à maior eficácia galesa que dominou todos os aspectos de jogo, inclusive na formação ordenada onde Castrogivanni, hoje capitão, passou um mau bocado, acabando com um amarelo aos 58'.
Os italianos não contam mais com Parisse devido a indisciplina ao serviço do Stade Français, e Orquera deu lugar a Kris Burton.
O abertura natural da Austrália tomou algumas decisões questionáveis a nível do jogo ao pé.
A primeira parte regista algum equilíbrio com a troca de penalidades entre Burton e Halfpenny, 6-9.
A segunda parte confirmou a superioridade galesa com dois ensaios sem resposta, primeiro foi o centro Jonathan Davies e depois o ponta Alex Cuthbert, o prolífico defesa Halfpenny não falhou as conversões e o jogo terminaria com 9-26.
Destaque para Seru Vosavai, fijiano de origem, que substituiu Parisse e foi dos mais inconformados a perseguir o resultado. O "velho" Ryan Jones mais uma vez foi líder dos galeses, o mais placador, e mantém Warburton no banco.

Inglaterra 23-13 França

A batalha de Twickenham entre os velhos rivais os ingleses sorriram no final devido a uma vitória suada e sofrida.
Com o regresso de Parra ao XV e com Trinh-Duc a abertura os franceses foram mais eficazes e incisivos nas suas ações e começaram com ligeiro ascendente sobre os seus adversários.
Foi no entanto Farrell a causar o primeiro derrame de sangue logo ao primeiro minuto com uma penalidade a que Parra respondeu de seguida.
Wesley Fofana regressou à posição de centro e perto da meia hora encontrou um buraco na defesa inglesa e após várias (fracas) tentativas de placagem falhadas só parou no ensaio que Parra converteu em 7 pontos. Ao intervalo 9-10.
A segunda parte trouxe ao de cima outro interessante duelo em campo, Tuilagi vs Bastaraud.
Os centros foram chamados a fazer aquilo que lhes era esperado, causar impacto na defesa adversária.
Bastaraud encontrou-se muitas vezes rodeado de camisolas brancas, Barritt, Farrell e companhia juntavam-se em grupo para parar o francês.
Tuilagi viria a levar a melhor, recuperou uma bola que parecia perdida e ligou o turbo imparável para o ensaio, discutível se Vunipola ao tocar na bola para Tuilagi estaria em fora de jogo.
Farrell falhou a conversão quando já se encontrava em esforço, não aguentou muito mais e foi substituído por Flood.
Os ingleses resistiram às investidas francesas com Picamoles em destaque e Flood adicionou mais seis pontos contra apenas três de Michalak.
O resultado final confirma a Inglaterra como válida candidata ao Grand Slam.
A superioridade inglesa tremeu após falha defensiva no ensaio francês, Ashton muito mal na fotografia deixa a descoberto uma Inglaterra que joga com dois defesas no três de trás e é o ponta que compromete quando Sharples (Gloucester), Varndell e Wade (Wasps) e Strettle (Saracens) imploram por uma oportunidade com a camisola das Rosas.
A França demonstrou mais qualidade que nos restantes jogos em que a presença de Parra de início, mais dinâmico, se sentiu.

Escócia 12-8 Irlanda

Definitivamente este jogo foi só para homens de barba rija!
A Escócia pareceu levar ligeira vantagem nas formações ordenadas iniciais contra a Irlanda sem o pilar Healym castigado.
No jogo aberto a Irlanda tinha superioridade com O'Driscoll a liderar com diversas incursões aos 22 escoceses, os centros irlandeses encontraram muita facilidade a quebrar a linha de vantagem.
A batalha no breakdown era sempre disputada com ferocidade, tendo a Irlanda mais posse de bola e território.
Aos 15' o pilar escocês Ryan Grant viu amarelo por não recuar, e as penalidades que a Irlanda conseguiam eram para a touche na tentativa de chegar ao ensaio.
Os escoceses protegeram bem a sua área de ensaio tendo vantagem no alinhamento com os gigantes Hamilton e Gray.
Os primeiros pontos só viriam já bem dentro da meia hora, quando Paddy Jackson, na estreia pela Irlanda, apontou uma penalidade em frente aos postes.
A Escócia viu o esforço nos rucks recompensado quando ganhou uma penalidade no final da 1ª parte, mas o defesa Hogg falhou a conversão, intervalo um futebolístico 0-3.
A segunda parte continuou com o domínio irlandês e uma arrancada de Sean O'Brien resultou em várias fases lentas que o ponta Gilroy colocou na área de validação.
No rescaldo do ensaio Hamilton decidiu pedir satisfações aos adversários com a consequente molhada para gáudio dos espectadores. Paddy Jackson falhou a conversão.
Já depois dos 50' a Escócia chegou aos 22 irlandeses e depois de O'Brien ser apanhado em fora-de-jogo Craig Ladlaw finalmente marcou três pontos.
O pé de Paddy Jackson estava desafinado com duas penalidades falhadas e isso permitiu aos escoceses aproximaram-se perigosamente após falta na melée, 6-8 aos 58'.
A garra escocesa foi recompensada em nova incursão aos 22 da Irlanda, um maul dinâmico é parado em falta e Laidlaw passa a Escócia para a frente aos 65', Jackson não resistiu e deu o lugar a O'Gara.
O dia não correu de feição para os aberturas irlandeses e O'Gara numa (muito) má decisão num pontapé perdeu a posse de bola e obrigou os seus companheiros a cometer falta numa placagem. 12-8 com cinco minutos para a carga final da Irlanda.
Os irlandeses conseguiram virar uma melée a seu favor e algumas fases em cima da linha de ensaio escocesa a bola foi para os três-quartos e um avant de Luke Marshall condenou a Irlanda. Impressionante capacidade defensiva da Escócia, a Irlanda teve 74% de posse de bola e 71% de território, excelente Jim Hamilton no alinhamento e a liderar a sua equipa.
A imagem que reflete o jogo é o capitão Kelly Brown com a cara ensanguentada receber o troféu correspondente à vitória da sua equipa.

Resultados e classificação:




6 Nações Sub-20


Na 6ª feira a Itália recebeu o País de Gales que não deu hipóteses e resolveu o jogo na primeira parte com três ensaios. Os avançados galeses foram superiores e controlaram o jogo apesar de dois amarelos. Um ensaio do gigante Mbanda foi insuficiente para os italianos, final 10-25.

A Escócia bateu a Irlanda com um ensaio convertido aos 72 minutos, final 21-20.

No Sábado a Inglaterra não deu hipóteses à França despachando os rivais com 40-10, destaque para o hattrick de Jack Clifford, o poderoso nº 8 tem como mentor Nick Easter nos Quins.

Gales segue isolado com três vitórias em três jogos.

6 Nações Feminino

As inglesas foram incapazes de igualar os homens e perderam em casa com a França por 20-30.
Já a Irlanda conseguiu bater a Escócia por 30-3 e mantém a liderança da tabela.  
No Domingo as galesas foram  a Itália vencer por apenas um ponto, final 15-16.

*Texto: Ricardo Mouro

Quadros e fotos: www.rbs6nations.com

10 de fevereiro de 2013

FRANÇA ISOLADA PARA GANHAR A COLHER DE PAU *

Segunda jornada do Torneio da 6 Nações, que vê a França isolada na última posição, com duas derrotas, perdendo agora em casa, com Parra no banco e uma equipa sem imaginação.
A Itália não conseguiu manter a onda vencedora e sucumbiu aos pés, e às mãos, os escoceses, enquanto os ingleses confirmam a sua atual superioridade num jogo de grande exigência física, derrotando a Irlanda no seu próprio reduto.

4 de fevereiro de 2013

INÍCIO ÉPICO DO SEIS NAÇÕES *

O melhor torneio de seleções do hemisfério norte começou no Sábado. O País de Gales defende o Grand Slam e a Escócia procura entregar a "prestigiada" colher de pau.

No Millennium Stadium em Cardiff deu-se o pontapé de saída para o torneio com Gales a receber a Irlanda.

PAÍS DE GALES 22-30 IRLANDA
A Irlanda aproveitou bem os erros dos galeses e O'Driscoll não se afetou com a perda do posto de capitão para Heaslip, e foi o dínamo que a sua equipa precisava para vencer o País de Gales.
Simon Zebo que promete ser um dos destaques deste torneio ensaiou logo aos 10 minutos e esteve novamente em destaque no ensaio do pilar Healy 14 minutos depois, o talonador irlandês pressionou o abertura galês e impediu o pontapé de Biggar, garantiu a posse de bola e na jogada Zebo demonstrou qualidades futebolísticas ao dominar a bola com o calcanhar, mais à frente num pick-and-go o formação Mike Phillips não conseguiu parar o pilar irlandês a caminho do ensaio.
A primeira parte terminava com uma penalidade de Sexton, numa tarde imaculada, a pôr o resultado em 3-23 ao intervalo.
As palavras do treinador galês deverão ter sido fortes no balneário, a sua equipa voltou com maior vontade de disputar o jogo mas um excelente O'Driscoll decidiu intrometer-se na luta normalmente reservada aos avançados e saiu de um ruck para colocar a bola na área de validação logo aos 43 minutos.
Desespero para os galeses.
Cinco minutos depois viria a tardia resposta de Gales, o abertura Biggar ataca a defesa atraindo os adversários e com um passe sublime encontra o ponta Cuthbert que colocou a bola na área de ensaio.
O orgulho ferido levou os galeses a esforço extra e os seus 3/4 combinaram bem para Halfpenny ensaiar 15-30 com 20 minutos para jogar.
Rory Best, já estava no descanso por 10 minutos por falta no breakdown e o formação Connor Murray garantia também 10 minutos no lugar mais caro do estádio.
A Irlanda bateu-se contra a pressão galesa com 14 homens durante 20 minutos e aguentou até aos 75 minutos quando o gigante pilar suplente Craig Mitchel concluiu várias fases com um ensaio para o 22-30 final.
Excelente recuperação dos galeses, dados como mortos ao intervalo, embalados por Halfpenny que joga sempre bem mesmo que a sua equipa perca, mas insuficiente para um rejuvenescido O'Driscoll e Best a comandar a partir da avançada.

INGLATERRA 38-18 ESCÓCIA
Em Twickenham a Inglaterra venceu a Calcutta Cup frente aos velhos rivais escoceses.
A Inglaterra até agora vivia muito da vitória frente à Nova Zelância, frente à Escócia o jogo mostrou uma Inglaterra excelente com a bola na mão recorrendo ao excelente pontapé de Farrel quando necessário.
Os 3/4 da Escócia foram capazes de meter os ingleses em sentido mas faltou imaginação no ataque, tirando o excelente Stuart Hogg.
No meio campo de Inglaterra Tuilagi não recuperou de lesão mas (felizmente?) deu o seu lugar a Twelvetrees que se estreou por Inglaterra após boas épocas pelos Tigers e a afirmação do seu talento pelo Gloucester este ano.
A avançada inglesa dominou os adversários e deu o mote para uma boa vitória. Mas foi Sean Maitland logo aos 5 minutos a garantir o primeiro ensaio do jogo, ensaio bem imaginado por Hogg, não enjeitou na estreia os cinco pontinhos.
Chris Ashton respondeu aos 30' por entre dois placadores a encontrar a toque de meta.
Farrel punha pressão nos escoceses com penalidades e ao intervalo 19-11 dava a justa vantagem aos ingleses.
A segunda parte premiava Twelvetrees, uma excelente estreia, logo aos 42 minutos a ensaiar, depois do segunda linha Launchbury já ter visto um ensaio anulado.
A pressão inglesa, embalada pelo Swing Low Sweet Chariot brindava os adeptos com um ensaio, outro segunda linha Parling, após excelente passe do formação Farrel (dias difíceis para Flood).
A Escócia ainda deu um ar da sua graça, um ensaio a partir dos seus 22 com vários jogares envolvidos até Maitland pontapear rasteiro e o defesa Hogg, mais rápido que Flood, ir buscar a oval e colocá-la no ensaio para o final 38-18.
Farrel homem do jogo com 7 em 8 pontapés, e destaque para Hogg na Escócia e as estreias de Twelvetrees e Maitland com um ensaio cada um. 

ITÁLIA 23-18 FRANÇA
No Domingo, em Itália a recepção aos franceses era recebida com entusiasmo depois da vitória do ano passado.
Este ano o Olímpico transformou-se no Coliseu e os jogadores italianos em autênticos gladiadores!
É histórico o problema dos italianos em haver alguém que consiga pontapear com eficácia, a pressão dos avançados italianos, que não devem nada às outras nações, e também um abertura que pegue no jogo e exija linhas de corrida e bom jogo dos seus 3/4.
Ora nessa equação entrou hoje Luciano Orquera que joga no Brive, em França.
E que começo jogo para Orquera, aos cinco minutos orquestra bem o ensaio para o inevitável Sergio Parisse, o abertura encontra um espaço entre Mas e Maestri e mais rápido que os dois avançados corre para encontrar o seu capitão que corre isolado para o ensaio, Orquera converte.
Feridos os franceses jogam várias fases no 22 italiano e o outro conceituado nº 8 Louis Picamoles arrasta Parisse que em desespero não evita o ensaio francês.
Michalak não converte e Orquera põe mais uma farpa nos franceses com um drop fantástico aos 14 minutos e uma penalidade aos 17.
A França mostra os músculos e após dois off loads deliciosos o ponta Benjamim Fall recebe e só pára nos postes italianos com Michalak a não falhar desta vez, ao intervalo 13-15 e o jogo bem aberto.
Na segunda parte o inferno do Olímpico foi muito forte e Giazzon e Cittadini, frescos do banco, carregaram bolas até Orquera já perto da linha de ensaio conseguir libertar um off load para o pilar Castrogiovanni ensaiar e colocar os italianos novamente na frente, 20-18 (Michalak já tinha adicionado uma penalidade).
Os franceses pressionaram a Itália mas com muita atrapalhação e Parra só viria a entrar depois dos 60 minutos para dar alguma rapidez ao jogo dos franceses.
Orquera dava o lugar a Kris Burton e o australiano, com muita classe viria executar mais um drop que os franceses não esperavam e do qual não recuperaram mais, 23-18.
Nos minutos finais o talonador suplente viu um amarelo já nos seus 22 e o capitão francês Dusatoir pediu formação ordenada.
Muita, muita pressão sobre os italianos que com 14 encontrou o 15º jogador no infernal Olímpico (terá faltado a Portugal?) e os franceses perderiam a bola pela linha lateral após defesa impecável dos italianos, 23-18 final.
Os Italianos parecem não ser já o saco de pancada do 6 Nações, prova é que não seguram a colher de pau e subjugaram a França.
Parisse, Castrogiovanni e um renovado Orquera foram os maestros da equipa e os franceses que entraram um pouco já com a vitóra no papo nunca conseguiram lidar bem com a pressão. 

Tabela do torneio:

SEGUNDAS EQUIPAS
O rugby das principais nações do hemisfério norte não ficou por aqui, os Saxons ingleses perderam frente à Escócia A, um ensaio madrugador do jovem ponta Ducan Taylor inspirou a sua equipa para contrariar as 3 penalidades de George Ford que já acertou a sua saída do Leicester.
O abertura escocês pontapeou mais 8 pontos para o 9-13 final de uma Escócia que sobreviveu à pressão final com apenas 13 jogadores em campo.

SUB-20
Os Sub-20 também disputam as 6 Nações: a Inglaterra bateu a Escócia por 15-6, inspirados pelo pilar Luke Cowan-Dickie que marcou um ensaio na segunda parte mas logo aos 29 minutos formou uma parceria com o outro pilar Kyle Sinclair para subjugar a melée adversária para um ensaio de penalidade.

Os jovens italianos sucumbiram frente aos franceses.
Baptiste Serin e Enzo Selponi (9 e 10) controlaram o jogo para os visitantes e Selponi com uma excelente simulação enganou a defesa para o único ensaio do jogo, final 6-13.

A Irlanda visitou Gales para sair derrotada por 2 pontos, o abertura Sam Davies marcou 12 pontos mas foram os pilares Nicky Smith e Nicky Thomas a dominar as fases estáticas e a proporcionarem boas bases atacantes para os seus 3/4, final 17-15.

FEMININO
No feminino também houve jogo de seleções: E outra surpresa com as gladiadoras a conseguirem, também, bater as francesas por 13-12, uma penalidade da abertura Shiavon nos momentos finais garantiu a vitória da sua equipa.

A Inglaterra, potência mundial do rugby feminino, destroçou a Escócia por 76-0 e 12 ensaios sem história.
Large, Chamberlain e Tuson ensaiaram por duas vezes com Reed a conseguir um ensaio e 8 comnversões.

Já no Domingo Gales recebeu e perdeu contra as irlandesas, um ensaio de Bourke aos 75' selou a vitória das celtas, final 10-12.

CHAMPIONSHIP
No Championship jogou-se o jogo em atraso do fim de semana passado, na 6a feira o Doncaster apenas conseguiu o bónus defensivo frente ao London Scottish e não sai do último lugar da tabela.
O homem do jogo James Love controlou bem o jogo e garantiu a vitória dos escoceses, final 9-14.
O Scottish parece tranquilo na segunda metade da tabela.

COVENTRY
O Coventry RFC jogou este fim de semana sem um dos seus melhores jogadores - Jacques Le Roux - mas ainda assim uma vitória com ponto de bónus embalada pelo abertura Hodgson com 14 pontos.
A vitória não foi fácil com o Tynedale a conseguir dois ensaios convertidos em 16 minutos colocando o Coventry na perseguição do resultado.
O Coventry sobe à sétima posição com 52 pontos e está a quatro pontos do quinto.

1 de fevereiro de 2012

TORNEIO DAS 6 NAÇÕES - INGLATERRA EM BUSCA DO BI

A 118ª EDIÇÃO DO MAIS FAMOSO E ANTIGO torneio de rugby do Mundo vai dar o seu pontapé de saída no sábado, com a realização do França-Itália em Paris, às 14,30 h.

26 de março de 2010

O XV IDEAL DO 6 NAÇÕES

A ESCOLHA DO XV IDEAL NÃO FOI TAREFA FÁCIL, já que apetecia indicar a equipa francesa para o "cargo", mas depois de analisar todos os jogos ao pormenor, Rui Afonso acabou por deixar de fora alguns gauleses.

Como o nosso analista diz, não foi fácil a escolha do XV nem do jogador mais valioso do torneio.

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23 de março de 2010

PACIÊNCIA, PERSEVERANÇA E HUMILDADE

O TORNEIO DAS 6 NAÇÕES CHEGOU AO FIM, e o Mão de Mestre não podia encerrar este capítulo do ano de 2010, sem trazer a análise de Rui Afonso, de que nos orgulhamos de ter feito a "descoberta".

O Rui faz parte duma geração que já nasceu com o melão nas mãos, e os seus pontos de vista são uma lufada de ar fresco que promete animar muita discussão durante os jogos internacionais que se avizinham.

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22 de março de 2010

6 NAÇÕES - OS TORNEIOS COMPLEMENTARES

A PAR DO TORNEIO DAS 6 NAÇÕES QUE ONTEM TERMINOU com a vitória incontestada da França, disputam-se em simultâneo um Torneio Feminino e outro para Sub-20.

Esta é uma forma que fomenta o desenvolvimento da modalidade, e que bem poderia ser adaptada e aplicada no Campeonato da Europa.

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