Foi o jogo que se seguiu, com os lisboetas desde cedo a impor a sua superior organização e melhor circulação de bola. O Montemor pareceu acusar um pouco a pressão do momento e denotar alguma falta de ritmo, algo que seria mais ou menos visível ao logo de toda a jornada. Ainda assim, nunca desistiram de lutar e essa atitude rendeu-lhes um ensaio transformado na bola de jogo que deixou o marcador final em 10-07 favorável ao CDUL.
Belenenses 14-7 CDUL
Duas equipas com algumas semelhanças, particularmente na intensidade defensiva e na agressividade com que se entregam à luta pela bola e por cada palmo de terreno. Os "pastéis", já campeões, entraram algo eufóricos e cedo sofreram as consequências: pontapé de início e... ensaio do CDUL! Duro mas eficaz toque a despertar pois a partir daí os jovens azuis só descansaram depois de dar a volta ao resultado, sempre com a tenaz oposição de um CDUL que jogava tudo pelo seu orgulho. Uma partida intensa, eléctrica, provavelmente a melhor da jornada. Resultado final: 14-07 para o Belenenses.
Cascais 7-0 Montemor
O CDUL despediu o Cascais por 26-07, vitória que, no entanto, não lhes permitiu "roubar" ao adversário o 2º lugar na classificação final.
O Belenenses foi ainda mais além aplicando 35 - 07 ao Montemor para um fim de festa azul em beleza.
Referência para a presença dos árbitros internacionais António Moita e Afonso Nogueira, que tiveram a companhia de Ricardo Rodrigues.
De registar positivamente a correcção com que todos os jogos se disputaram e o público se manifestou nas bancadas, tendo-se assistido a várias demonstrações de desportivismo entre todos os intervenientes, algo que já tinha acontecido nas outras jornadas-extra (grupos de disputa do 5º - 8º e do 9º - 12º lugar).
Segue a classificação, acompanhada de breves notas sobre o desempenho de cada equipa neste Torneio Nacional 2012/2013.
2º CascaisProvavelmente a equipa que mais evoluiu desde o início da época. Com valores individuais e colectivamente equilibrada entre sectores, conseguiu, com uma única excepção, ultrapassar todos os maiores obstáculos ao longo das jornadas regulares da competição. Fê-lo por vezes na bola de jogo, o que revela uma atitude que não se lhe conhecia. Foi lançando vários jogadores novos ao longo da época, sinal de que em Cascais se está a trabalhar bem na captação.
3º CDULServida por alguns jovens talentosos e irreverentes e treinada por uma equipa técnica muito jovem, os universitários foram sempre um oponente temível. Eram à partida um dos favoritos à conquista deste Nacional ou não tivessem sido um dos vencedores do competitivo Regional Série A da Zona Sul, mas algumas falhas e desconcentrações em jogos decisivos limitaram-lhes as ambições.
4º MontemorO ano passado foram a revelação, agora a confirmação. Equipa muito coesa, com 2-3 jogadores que a partir do trabalho colectivo fazem a diferença, tem a vantagem de usufruir de boas condições de treino e dispor dos seus atletas para uma maior carga horária de treino semanal do que as restantes equipas. A atitude guerreira e "placadora" foi o seu cartão de visita, mas o plantel curto e algum desequilíbrio na actual valia dos seus jogadores ainda são uma pecha. Seja como for, está a trabalhar-se bem em Montemor-o Novo e o futuro pode ser brilhante.
5º DireitoClube com mais jogadores inscritos a nível nacional, a equipa, que já deu provas da sua valia esta época vencendo o Regional Série A da Zona Sul em igualdade com o CDUL, pareceu deslumbrada neste Nacional. Não conseguiu vencer nenhum dos quatro primeiros e, em consequência disso, acabou fora do "final four", resultado que ficou aquém das expectativas, mas que certamente irá funcionar como estímulo para um final de época consentâneo com o valor da equipa e, em particular, de alguns dos seus jogadores.
6º AgráriaDeu muito boa conta de si, principalmente considerando que fazia a sua estreia num Nacional do escalão e que passou a primeira fase da época exclusivamente dedicada à variante de Rugby de 7. Perdeu para as equipas que a precederam na classificação, mas, com excepção da partida com o Belenenses, vendeu sempre muita cara a derrota. Para além de alguns jovens com potencial, tem a particularidade de ter sido a única equipa a apresentar atletas do sexo feminino. E logo cinco.
7º TécnicoA classificação final não revela as dificuldades que nalguns jogos colocaram aos favoritos, nem o potencial desta equipa, a única na Série A maioritariamente constituída por jogadores de 1º ano (nascidos em 2000). As qualidades individuais de alguns destes jovens destacaram-se para lá da tradicional atitude aguerrida do clube das Olaias e será interessante ver como, continuando a trabalhar juntos, evoluirão no espaço de um ano. A acompanhar.
8º AcadémicaUm pouco abaixo das expectativas, perdeu o "duelo" com a outra equipa da cidade e não foi capaz de fazer grande oposição à maioria das equipas acima, possivelmente também ela afectada pela dedicação em exclusivo ao Rugby de 7 durante a fase de Outubro a Dezembro. Ainda assim mostrou uma organização em campo interessante e que, em algumas fases de quase todos os jogos, há ali escola e potencial.
9º AgronomiaDepois de alguns anos em alta neste escalão, os agrónomos de Lisboa tiveram uma época muito abaixo do nível das anteriores. Nada de que não possam recuperar em breve, conhecida que é a dedicação do clube à formação. Aliás, a equipa mostrou sempre que o "gene agrónomo" está lá, revelando as habituais características e pontos fortes das equipas da Tapada e nunca dando um jogo por entregue.
10º CDUPO clube do Porto é o segundo clube a nível nacional com mais atletas inscritos neste escalão, alguns têm potencial técnico e/ou físico assinalável e tem havido um esforço em proporcionar-lhes melhores condições de treino. Face à classificação, o que falta então? Reforçar a competência à volta destes jovens e trabalhá-los, dando-lhes, por exemplo, mais contactos com equipas da Zona Sul. Com um dos atletas de maior potencial a fazer toda a época no escalão acima, a equipa pareceu em diversos jogos algo perdida, revelando dificuldades perante equipas pressionantes ou com ritmo de jogo mais elevado.
11º ÉvoraDepois de na primeira parte da época ter disputado e vencido o Regional Inverno Série B da Zona Sul, os alentejanos atiraram-se sem hesitação a mais uma presença no Nacional. A classificação foi semelhante à de outros anos, mas algumas distâncias foram encurtadas o que parece revelar que houve evolução. O próximo ano permitirá confirmar ou não isso. Para já, uma certeza: há na planície jogadores em potência para daqui a uns anos aquecerem o Inferno dos Canaviais.
12º SantarémSaído também do Regional Inverno Série B da Zona Sul, o Santarém foi uma presença simpática, procurando sempre apresentar um rugby positivo. Alguns dos resultados foram duros, mas os escalabitanos souberam sair por cima e fechar esta sua primeira participação no Nacional com uma saborosa vitória. Há por ali algumas promessas e este contacto com equipas mais evoluídas poderá ter ajudado a fazê-las crescer.