Quando um determinado objetivo não é alcançado – seja esse objetivo a vitória num jogo, o título numa competição, ou o apuramento para outra competição – é provável que surjam de imediato uma série de explicações para o insucesso.
O treinador não presta, os jogadores não treinam, o árbitro é o culpado.
Apesar de no rugby tentarmos proteger a figura do árbitro, cada vez é maior a crítica ao juiz da partida, em geral feita de forma infundada e agressiva, herdada de outros desportos como o futebol.
Mas a verdade é que podemos afirmar sem medo de errar, que houve falta de acção consistente.
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7 de abril de 2015
3 de julho de 2014
A TRISTE SITUAÇÃO A QUE CHEGÁMOS
Para quem gosta de rugby e tem a infelicidade de se dedicar ao Jogo em Portugal, a sucessão de asneiras e irregularidades da gestão de Amado da Silva provocam um efeito de desânimo e vergonha que nunca antes tinha sido sentido pelos adeptos do rugby nacional.
Já não se trata de revolta por ver as nossas representações nacionais perderem qualidade consistentemente, nem de estupefacção perante as inúmeras brincadeiras com que temos sido brindados ao longo dos últimos quatro anos, quer no que respeita à organização das competições nacionais, quer ao longo romance do paga/não paga aos árbitros, quer à participação em competições internacionais inadequadas, quer ao atropelo dos regulamentos, e por aí fora.
Trata-se apenas de uma coisa - vergonha!
Vergonha essa que não é conhecida por quem gere futebolisticamente o nosso rugby - ou seja, quem o gere com os pés - e que continua alegremente a fazer disparates, experiências, inovações, retrocessos, como um garoto na rua brincando de índios e cowboys...
Vergonha porque durante décadas nos orgulhámos de pertencer a um grupo de gente diferente, que resolvia os seus desentendimentos e problemas com nobreza, com carácter, com frontalidade, no respeito pelas regras que aceitávamos livremente, e nos últimos anos temos sido sistematicamente confrontados com irregularidades, experimentalismos, inconsequências e tolices.
Vergonha porque hoje somos - os gajos do rugby - motivo de chacota, de comentários depreciativos, de desclassificação...
Como é do conhecimento geral - ou pelo menos de quem acompanha os nossos escritos - temos estado de férias e de férias vamos continuar, mas resolvemos hoje fazer uma pequena pausa para chamar a atenção para três factos.
Começamos pela participação da nossa selecção de sevens na segunda etapa do Grand Prix da FIRA, e do excelente segundo lugar obtido, com vitórias sobre o País de Gales e a Escócia no segundo dia da prova, depois de um primeiro dia menos feliz, mas em que os deuses se reuniram e resolveram dar uma oportunidade aos Linces, que foi devidamente aproveitada.
Parabéns pelo feito, e apenas lamentamos que os diversos pedidos de entrevista feitos directamente à equipa tenham sido desprezados quer pelo capitão de equipa, quer pelo seu treinador.
Pedro Leal e Pedro Netto deveriam ter mais consideração pelo único orgão de comunicação que sistematicamente tem procurado divulgar a equipa, os seus jogadores e a sua actividade.
Passamos agora ao calendário provisório de competições para a época 2014-2015 e fazemos apenas dois comentários.
Primeiro estranhamos que depois de duas épocas em que as competições avançaram pelo mês de Setembro se tenha voltado atrás - que no caso significa andar em frente - com o regresso do campeonato nacional da Divisão de Honra apenas em Outubro, e, mais uma vez, com o esquecimento de que desde há mais de 50 anos que o dia 5 de Outubro é o dia do rugby em Portugal, disputando-se a Super Taça no último final de semana de Setembro e no dia do rugby disputando-se uma jornada normal do campeonato.
Pode parecer insignificante, mas são estes pequenos esquecimentos que vão fazendo perder a identidade do rugby nacional - tarefa em que a direcção de Amado da Silva está definitivamente empenhada.
Depois não podemos deixar de notar que entre Amlin Cup, Campeonato da Europa, jogos teste e Nations Cup, a nossa querida Federação considera a possibilidade que sejam realizados apenas 19 (dezanove) jogos considerados na secção Selecção Senior XV.
Depois do fiasco completo da época que passou, em que o excesso de jogos internacionais foi motivo de múltiplos problemas, reforça-se a dose e pimba! toma lá 19 (dezanove) fins de semana dedicados à selecção nacional de XV - só contaram pra você!!!
Esperamos que no meio desta treta toda alguém tenha bom senso, por forma a evitar que vestir a camisola das quinas deixe de ser um orgulho e passe a ser ou um sacrifício ou uma banalidade...
Finalmente - que se faz tarde para regressar às férias que estamos a cumprir - vamos referir a fantochada da escolha da décima equipa a participar na Divisão e Honra, com o afastamento do Montemor - após a desistência de participação pelo Caldas - em claro desrespeito pelos regulamentos em vigor, conforme se encontram publicados no site federativo.
Claro que existe sempre a possibilidade de Amado da Silva ter outros regulamentos de que apenas ele tem conhecimento e que justifiquem a substituição dos mouflões pelos leões...
Mas se esses regulamentos secretos existem, uma coisa é certa - não existe pinga de bom senso nas decisões recentes da FPR nesta matéria!
O Montemor já reclamou da decisão federativa, a época ainda não começou e mais uma vez a total insanidade já tomou conta das decisões da Julieta Ferrão - coitada da senhora deve estar pelos cabelos, reproduzindo imagens de Rafael Bordalo Pinheiro, de cujo museu foi diretora.... - mas como a história do escorpião, também Amado da Silva não é capaz de deixar os seus instintos auto-destrutivos em paz...
Na verdade, e de acordo com o próprio RC Montemor, o clube declarou à FPR em tempo oportuno estar interessado em disputar novamente a Divisão de Honra, aliás de acordo com a regulamentação - conhecida - em vigor (claro que a desconhecida não vale de nada) que prevê que no caso de desistência do campeão da 1ª divisão em ascender à DH, a segunda prioridade é da equipa despromovida, mas a FPR decidiu ir perguntando a todos, menos àquele que detém o direito regulamentar, eh pá, vocês não querem jogar na divisão de honra??
Claramente esta história vai ter repercussões e mais uma vez se demonstra a total inépcia e incapacidade da actual gestão federativa em dirigir o rugby nacional.
Sabemos que existem outros problemas, mas para já chega.
Nós vamos voltar para as nossas férias de rugby, evitando dizer que gostamos da modalidade e estamos envolvidos nela, para evitar passarmos vergonhas...
Quem sabe Amado da Silva não resolve deixar o cadeirão, naquela que seria a melhor coisa que poderia fazer pelo rugby português que se tem entretido a destruir...
Mas claro que a culpa do que se passa não é apenas dele - os clubes nacionais, uns mais, outros menos, partilham dessa responsabilidade, já que se alheiam dos problemas como se nada fosse com eles...
Acautelem-se, porque quando derem por ela, não vai haver rugby para ninguém!
Tenham um verão repleto de praia, sol e mar, e, se tiverem tempo, façam o favor de ser felizes...
Já não se trata de revolta por ver as nossas representações nacionais perderem qualidade consistentemente, nem de estupefacção perante as inúmeras brincadeiras com que temos sido brindados ao longo dos últimos quatro anos, quer no que respeita à organização das competições nacionais, quer ao longo romance do paga/não paga aos árbitros, quer à participação em competições internacionais inadequadas, quer ao atropelo dos regulamentos, e por aí fora.
Trata-se apenas de uma coisa - vergonha!
Vergonha essa que não é conhecida por quem gere futebolisticamente o nosso rugby - ou seja, quem o gere com os pés - e que continua alegremente a fazer disparates, experiências, inovações, retrocessos, como um garoto na rua brincando de índios e cowboys...
Vergonha porque durante décadas nos orgulhámos de pertencer a um grupo de gente diferente, que resolvia os seus desentendimentos e problemas com nobreza, com carácter, com frontalidade, no respeito pelas regras que aceitávamos livremente, e nos últimos anos temos sido sistematicamente confrontados com irregularidades, experimentalismos, inconsequências e tolices.
Vergonha porque hoje somos - os gajos do rugby - motivo de chacota, de comentários depreciativos, de desclassificação...
Como é do conhecimento geral - ou pelo menos de quem acompanha os nossos escritos - temos estado de férias e de férias vamos continuar, mas resolvemos hoje fazer uma pequena pausa para chamar a atenção para três factos.
Começamos pela participação da nossa selecção de sevens na segunda etapa do Grand Prix da FIRA, e do excelente segundo lugar obtido, com vitórias sobre o País de Gales e a Escócia no segundo dia da prova, depois de um primeiro dia menos feliz, mas em que os deuses se reuniram e resolveram dar uma oportunidade aos Linces, que foi devidamente aproveitada.
Parabéns pelo feito, e apenas lamentamos que os diversos pedidos de entrevista feitos directamente à equipa tenham sido desprezados quer pelo capitão de equipa, quer pelo seu treinador.
Pedro Leal e Pedro Netto deveriam ter mais consideração pelo único orgão de comunicação que sistematicamente tem procurado divulgar a equipa, os seus jogadores e a sua actividade.
Passamos agora ao calendário provisório de competições para a época 2014-2015 e fazemos apenas dois comentários.
Primeiro estranhamos que depois de duas épocas em que as competições avançaram pelo mês de Setembro se tenha voltado atrás - que no caso significa andar em frente - com o regresso do campeonato nacional da Divisão de Honra apenas em Outubro, e, mais uma vez, com o esquecimento de que desde há mais de 50 anos que o dia 5 de Outubro é o dia do rugby em Portugal, disputando-se a Super Taça no último final de semana de Setembro e no dia do rugby disputando-se uma jornada normal do campeonato.
Pode parecer insignificante, mas são estes pequenos esquecimentos que vão fazendo perder a identidade do rugby nacional - tarefa em que a direcção de Amado da Silva está definitivamente empenhada.
Depois não podemos deixar de notar que entre Amlin Cup, Campeonato da Europa, jogos teste e Nations Cup, a nossa querida Federação considera a possibilidade que sejam realizados apenas 19 (dezanove) jogos considerados na secção Selecção Senior XV.
Depois do fiasco completo da época que passou, em que o excesso de jogos internacionais foi motivo de múltiplos problemas, reforça-se a dose e pimba! toma lá 19 (dezanove) fins de semana dedicados à selecção nacional de XV - só contaram pra você!!!
Esperamos que no meio desta treta toda alguém tenha bom senso, por forma a evitar que vestir a camisola das quinas deixe de ser um orgulho e passe a ser ou um sacrifício ou uma banalidade...
Finalmente - que se faz tarde para regressar às férias que estamos a cumprir - vamos referir a fantochada da escolha da décima equipa a participar na Divisão e Honra, com o afastamento do Montemor - após a desistência de participação pelo Caldas - em claro desrespeito pelos regulamentos em vigor, conforme se encontram publicados no site federativo.
Claro que existe sempre a possibilidade de Amado da Silva ter outros regulamentos de que apenas ele tem conhecimento e que justifiquem a substituição dos mouflões pelos leões...
Mas se esses regulamentos secretos existem, uma coisa é certa - não existe pinga de bom senso nas decisões recentes da FPR nesta matéria!
O Montemor já reclamou da decisão federativa, a época ainda não começou e mais uma vez a total insanidade já tomou conta das decisões da Julieta Ferrão - coitada da senhora deve estar pelos cabelos, reproduzindo imagens de Rafael Bordalo Pinheiro, de cujo museu foi diretora.... - mas como a história do escorpião, também Amado da Silva não é capaz de deixar os seus instintos auto-destrutivos em paz...
Na verdade, e de acordo com o próprio RC Montemor, o clube declarou à FPR em tempo oportuno estar interessado em disputar novamente a Divisão de Honra, aliás de acordo com a regulamentação - conhecida - em vigor (claro que a desconhecida não vale de nada) que prevê que no caso de desistência do campeão da 1ª divisão em ascender à DH, a segunda prioridade é da equipa despromovida, mas a FPR decidiu ir perguntando a todos, menos àquele que detém o direito regulamentar, eh pá, vocês não querem jogar na divisão de honra??
Claramente esta história vai ter repercussões e mais uma vez se demonstra a total inépcia e incapacidade da actual gestão federativa em dirigir o rugby nacional.
Sabemos que existem outros problemas, mas para já chega.
Nós vamos voltar para as nossas férias de rugby, evitando dizer que gostamos da modalidade e estamos envolvidos nela, para evitar passarmos vergonhas...
Quem sabe Amado da Silva não resolve deixar o cadeirão, naquela que seria a melhor coisa que poderia fazer pelo rugby português que se tem entretido a destruir...
Mas claro que a culpa do que se passa não é apenas dele - os clubes nacionais, uns mais, outros menos, partilham dessa responsabilidade, já que se alheiam dos problemas como se nada fosse com eles...
Acautelem-se, porque quando derem por ela, não vai haver rugby para ninguém!
Tenham um verão repleto de praia, sol e mar, e, se tiverem tempo, façam o favor de ser felizes...
24 de outubro de 2013
TOP-10 DO RUGBY NACIONAL - VOCÊ JULGA QUE SABE?
Aproveitando a realização dos habituais jogos internacionais do mês de Novembro, em que Portugal participa, e com a interrupção na principal competição nacional, o Mão de Mestre vai-lhe mostrar que você está enganado quando pensa quais são as 10 melhores equipas nacionais, considerando todos os encontros realizados nas últimas cinco épocas.
Sem surpresa Agronomia, CDUL e Direito surgem nas três primeiras posições, e são também as três únicas que ultrapassam os 300 pontos, na soma de vitórias e empates - pontos de bónus não são considerados aqui.
Sem surpresa Agronomia, CDUL e Direito surgem nas três primeiras posições, e são também as três únicas que ultrapassam os 300 pontos, na soma de vitórias e empates - pontos de bónus não são considerados aqui.
3 de outubro de 2013
VIAGEM GUIADA AO MUNDO DO RUGBY PORTUGUÊS
Concluímos esta semana uma longa série de entrevistas que realizámos com os clubes portugueses que participaram em competições na época de 2012-13, que nos deu uma visão mais clara do que se passa pelo nosso mundo de rugby, e pelos fantásticos entusiastas que o levam aos lugares mais improváveis, aos sítios menos esperados.
Conhecemos as dificuldades, as esperanças, as ambições e as desilusões sentidas por quem é responsável pelo real desenvolvimento e crescimento do rugby português, longe da ribalta, dos holofotes, longe das mais básicas necessidades desportivas, mas que mantém viva a chama de um desporto que nasceu diferente e quer continuar diferente.
Conhecemos as dificuldades, as esperanças, as ambições e as desilusões sentidas por quem é responsável pelo real desenvolvimento e crescimento do rugby português, longe da ribalta, dos holofotes, longe das mais básicas necessidades desportivas, mas que mantém viva a chama de um desporto que nasceu diferente e quer continuar diferente.
29 de setembro de 2013
A QUESTÃO DAS EQUIPAS B'S *
O Mão de Mestre é um espaço aberto à difusão da opinião dos que se preocupam com as coisas do rugby nacional, e é com prazer que hoje trazemos a opinião de um companheiro que conhece bem a realidade portuguesa, quer ao nível de clube, quer em funções federativas.
Pedro Sousa Ribeiro, que recentemente deixou uma das vice-presidências da FPR, aborda um tema bem actual, dando-nos uma visão apoiada nos anos de experiência que tem, e nos exemplos do passado.
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