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19 de maio de 2017

LOBOS EM BRUXELAS, NO JOGO QUE VALE TUDO

Amanhã, às 15 horas de Lisboa, os Lobos estarão entrando em campo para disputarem o play-off de qualificação para o Europe Championship - antiga Divisão 1A - frente à Bélgica, no Estádio Rei Balduíno, em Bruxelas.

Numa decisão inédita da Europe Rugby (antiga FIRA) este ano, pela primeira vez desde que o campeonato da Europa das Nações foi instalado no ano 2000, a subida do segundo escalão para o primeiro deixou de ser automática, e ficou dependendo de um jogo decisivo entre o vencedor do segundo escalão (agora o Europe Trophy) e o último classificado do primeiro escalão (o Europe Championship).

13 de março de 2014

O SALDO DO EUROPEU DAS NAÇÕES E OS OBJECTIVOS DE PORTUGAL

Com a última jornada da Europeu das Nações de 2014, chega ao fim mais um período importante da história do rugby no continente - se não considerarmos as equipas que participam no Torneio das 6 Nações que continua a ser um grupo hermético e sem dar nenhuma indicação de que o deixará de ser no futuro mais próximo - com a conclusão de mais um apuramento para um Campeonato do Mundo.

A verdade é que o Europeu das Nações funciona como uma segunda divisão europeia, com a particularidade do seu vencedor ser apenas isso - campeão da segunda divisão - e sem qualquer via de acesso à divisão mais importante.

23 de fevereiro de 2014

VITÓRIA DOS LOBOS ALIVIA PRESSÃO E PERMITE CONTINUAR A SONHAR *

* Bryan Freitas
Esta tarde em Bruxelas, perto do estádio Roi Baudouin, onde a equipa de futebol belga joga habitualmente, a selecção belga de rugby recebeu Portugal num estádio de que não vamos ficar com inveja, o nosso Estádio Universitário de Lisboa faz sonhar ao lado deste!

O dia começou com um sentimento pouco habitual, alguma pressão se fazia sentir nas duas equipas, na manhã deste jogo que era muito importante para a manutenção na Divisão 1 A do Europeu das Nações.

17 de fevereiro de 2014

COM A COLABORAÇÃO DA RÚSSIA, AINDA PODEMOS IR AO MUNDIAL

Quando a segunda volta da campanha internacional na luta por um lugar no Mundial de 2015 arrancou, Portugal mantinha acesa uma leve esperança na obtenção do terceiro lugar e consequente entrada no grupo da repescagem, para o que lhe bastava conseguir, em cinco jornadas, mais duas vitórias do que a Rússia, a equipa que ocupava aquele desejado terceiro posto na tabela classificativa acumulada de 2013 e 2014.

Para o conseguir teria sido muito importante obter uma vitória contra os dois primeiros classificados da tabela - Geórgia e Roménia - o que não aconteceu.

24 de fevereiro de 2013

CAMINHO PARA LONDRES CONTINUA ABERTO

Os Lobos cumpriram a sua obrigação e venceram a Bélgica por 18-12, num jogo que deixou à beira de um ataque cardíaco, todos os que a ele assistiram.

Dois ensaio, um em cada meio tempo, e três pontapés, deram a Portugal a primeira vitória no Europeu de Nações depois de seis derrotas consecutivas - a última vitória tinha acontecido em Março de 2012, contra a Espanha, em Coimbra.

Esta vitória permite que continuemos a sonhar com o apuramento para o Mundial 2015, apesar de não ser fácil que isso venha a acontecer pela classificação direta (depois das derrotas frente à Geórgia e à Roménia) mas sim pela via da repescagem, reservada para o terceiro classificado no biénio 2013-2014.

Nervosismo, precipitação, tomadas erradas de decisão, erros técnicos, tudo se juntou para que a ansiedade aumentasse, com o correr do jogo, dentro e fora do relvado.

E aquilo que tinha condições para ter sido uma memorável exibição e um resultado com direito a vénia, acabou por se transformar num verdadeiro suplício, mesmo até ao último minuto de jogo, com a imagem do passado recente e dos pontos que sofremos nos últimos minutos dos dois últimos jogos a atormentar toda a gente.

Recorde-se que o ensaio da vitória romena em Lisboa foi obtido aos 75 minutos, e o ensaio que nos tirou o ponto de bónus em Tbilissi aconteceu aos 79 minutos...

Uma equipa que defende como Portugal defendeu - recordo um momento, aos 18 minutos de jogo, em que partindo duma situação, dentro dos nossos 22, com a bola em poder dos belgas, e sempre com eles a tentarem desenvolver movimentos de ataque, Portugal os obrigou a recuar mais de 50 metros, até perderem a bola - e que acaba a permitir uma perfuração pelo zona central do terreno que por milagre e falta de imaginação do adversário, não destruiu as nossas esperanças por mero acaso, tem que rever a sua capacidade de concentração por forma a que seja impecável durante os 80 minutos do jogo. Não pode ter deslizes, nem dar baldas ao adversário.

E que dizer duma equipa que consegue instalar-se nos 22 do adversário durante longos períodos, da primeira e da segunda parte, com a posse da bola em formações ordenadas, e é sucessivamente enganada com a rotação que o adversário provoca na mesma, e é incapaz de controlar a saída da bola daquelas formações e sistematicamente perde a bola, mais por inépcia do que por intervenção do opositor?

Quem, como nós, esperava ver Portugal desenvolver um jogo ao largo, com forte participação das linhas atrasadas, fica surpreendido quando vê que isso quase não aconteceu, e interroga-se quanto à efetiva capacidade ofensiva da equipa...

Apenas para ilustrar, quando o momento foi devidamente aproveitado - e Pedro Leal acabou por reconhecer esse momento em três ocasiões - Portugal marcou dois ensaios...

Mas ganhamos, e podemos assim continuar a sonhar!

E a vitória foi inteiramente justa, apenas pecando pela escassez de pontos obtidos, não tendo o adversário demonstrado capacidade para fazer mais do que fez até agora - incomodar o adversário e ficar à espera que ele cometa algum erro.
E não conseguir vencer por larga margem um adversário que não apresentou soluções, que é manifestamente de um nível inferior, é preocupante.

Mas talvez esta vitória tenha quebrado o enguiço, e permita que os Lobos consigam manter o que fizeram de bom e corrigir o que esteve mal.
E, mais importante, que consigam fazer o que sabem fazer, e que saibam escolher os momentos de o fazer, conservando, assim, em aberto, o caminho para Londres.

Antes de passarmos ao Boletim do Jogo, e aos quadros de resultados e classificação, gostaríamos de mostrar um outro quadro, para o qual se chama a especial atenção de quem possa fazer com que o que está errado fique certo - se é que essa pessoa existe...

Em três jogos neste Europeu, as partidas em que Portugal participou, forma dirigidas uma vez por um árbitro galês (Roménia), uma vez por um árbitro georgiano (Geórgia) e uma vez por um árbitro romeno (Bélgica), e que mais nenhum jogo do Europeu foi dirigido por árbitros não oriundos de países do Torneio das Seis Nações...

Acresce a este fato, que para os próximos jogos estão já escolhidos e nomeados todos os árbitros, sempre de países do Seis Nações, com excepção do árbitro do Espanha-Portugal, que não está ainda nomeado ( em 24 de Fevereiro, às 07,00 horas).

Veja o quadro dos árbitros com indicação da nacionalidade e do (nome):

E agora sim, vamos ao Boletim de jogo, quadro de resultados e classificação atual do Europeu de Nações.


Veja todos os resultados de Portugal, no mini-site exclusivo dos Lobos.

Fotos: Miguel Rodrigues

23 de fevereiro de 2013

OS LOBOS DA NOSSA ESPERANÇA!

A FPR anunciou ao final da manhã de hoje o XV inicial que defrontará a Bélgica no jogo de amanhã, e a escolha dos jogadores portugueses não oferece contestação.

O cinco da frente já tem dado boas provas de conseguir aguentar o impacto inicial do jogo, e com as peças que ficam no banco, não será por aí que Portugal vai baquear.

Na terceira linha, e como se esperava, Severino fica no meio, rodeado de Vasco Uva e Aurélien Beco.
Uma escolha cautelosa, com preocupações defensivas, mas que poderá ser alterada e ganhar uma acento mais ofensivo, se o jogo o justificar (esperemos que sim!), com a entrada de Laurent Balangue na equipa.

Samuel Marques ganhou a camisola 9 e vai fazer par com Pedro Leal, registando-se uma alteração nas linhas atrasadas, com a saída de Adérito Esteves, a passagem de Frederico Oliveira para a ponta e a entrada de Francisco Appleton para primeiro centro.
Concordamos com esta alteração, já que Adérito não esteve bem nos jogos que fez, parecendo um pouco desfasado do resto da equipa, com algumas falhas na defesa, e uma postura atacante que não conduziu a nada.
Pode, no entanto, ser uma boa aposta caso o jogo nos esteja a correr de feição.

Em resumo, creio que esta será a melhor equipa nacional dos últimos anos, completa, articulada e com critério - o que nem sempre se tem visto.

Agora só falta derrotar a Bélgica, para dar novo ânimo aos nossos Lobos!

Veja a constituição da nossa equipa e o histórico dos jogos com a Bégica.

Aproveito a ocasião para enviar um abraço de parabéns ao lesionado Julien Bardy, que foi pai da Juliana na terça feira passada, e votos de recuperação para ele, para o Tiago Girão, o Mike Tadjer, o Anthony Alves e o Jacques Le Roux! Um quinteto e tanto!

22 de fevereiro de 2013

PORTUGAL ENFRENTA BÉLGICA COM EQUIPA PARA GANHAR

Os Lobos apresentam amanhã, perante a Bélgica, um dos conjuntos mais equilibrados de jogadores dos últimos anos, e deseja-se que a equipa consiga, finalmente, chegar à vitória.

Conforme o Mão de Mestre anunciou em tempo, Julien Bardy e Tiago Girão não estão incluídos no lote dos convocados para este terceiro jogo da campanha 2013 da Seleção Nacional de Rugby.

Da lista anterior, dos convocados para os treinos de dias 18 e 19, saiu ainda Fernando Almeida, e não houve nenhuma chamada para as vagas dos lesionados, mas ainda outro nome terá que ser excluído da convocatória, que deve apenas conter 23 nomes e não 24.

Como habitualmente, e em total falta de respeito por todos os que se interessam pelas coisas do rugby, a lista final da equipa portuguesa só será divulgada em cima da hora, como se se tratasse de um grande segredo de estado...

Um dia chegará, em que os responsáveis pela equipa compreenderão que esta política de polichinelo não contribui de modo nenhum para um entrosamento entre os que jogam, e os que do lado de fora sofrem e vibram com os desaires ou as vitórias das nossas cores.

Até lá vamos fazendo a habitual figura de pacóvios, perante a indiferença de todas as outras participantes do europeu, que anunciam sempre com tempo e respeito a constituição das suas equipas.

É curioso verificar, por exemplo, que já se conhecem os XV iniciais da Geórgia, Roménia, Rússia e Espanha, para este fim de semana, e que do jogo de Lisboa apenas se conheçam listas com 24 nomes, mas sem indicação de quem começa a jogar.

Mas resta-nos a consolação de saber, com toda a certeza, que os 15 que começam serão conhecidos antes do jogo começar...

A LISTA DOS 24
A lista dos 24 não oferece surpresas, e o jogador a sair só poderá ser um pilar ou um segunda linha.

Gostaríamos de ver uma equipa mais ofensiva, mas admitimos que as opções não são muitas, e dificilmente se encontrariam, neste momento, jogadores para preencher melhor as necessidades da equipa.

Um conjunto de pilares que oferece garantias de dar consistência à formação, com um número de opções que não se viam há muito tempo nas nossas cores, e dois talonadores que se integram da melhor forma nos diversos conjuntos possíveis.

Uma segunda linha que dá todas as garantias de eficácia, quer nas formações quer nos alinhamentos, e um conjunto de terceiras linhas que garantem solidez e raio de manobra.

Numa apreciação geral, podemos considerar o conjunto da frente ao nível do melhor que Portugal tem para apresentar, apesar das ausências de Bardy e Girão.

A presença de Samuel Marques é uma mais valia para a equipa, mesmo considerando que Pinto de Magalhães tem cumprido razoavelmente.
Resta saber se com Marques em campo, Pedro Leal vai ou não ter bolas para pôr as linhas atrasadas a mexer e a atacar, coisa que esteve um pouco esquecida nas últimas partidas - mas primeiro é preciso saber se Samuel Marques começa com a camisola número 9, ou se ficará no banco.

Quanto aos homens de trás, nenhuma novidade, e se neste setor a equipa tem estado bem a defender, o mesmo não se pode dizer da sua capacidade ofensiva e do seu jogo ao pé.
Veremos que novidades, em termos de atitude tática, nos poderá trazer o jogo de amanhã.

Fique com a lista dos 24, e aguarde pacientemente pela composição do XV inicial.


17 de fevereiro de 2013

LOBOS PREPARAM RECEPÇÃO A BÉLGICA

Depois de um fim de semana de folga dos trabalhos da seleção nacional, voltam amanhã aos trabalhos os jogadores convocados para o jogo frente à Bélgica, que se realiza no sábado 23 de Fevereiro, no Estádio Universitário de Lisboa, às 15 horas.

Foram convocados para os treinos 27 jogadores, dos quais se sabe já que Julien Bardy e Tiago Girão não farão parte, devido a lesões contraídas ao serviço da seleção, desconhecendo-se no entanto se serão chamados outros jogadores, para colmatar a falta dos que estarão ausentes.

No lote dos convocados as presnças mais significativas são do talonador Lionel Campergue, do terceira linha Aurelien Beco e do médio de formação Samuel Marques.


Foto: Le DL/ Jean-François Souchet