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29 de dezembro de 2009

EQUIPA IDEAL DO ANO E DA DÉCADA


Com a colaboração de jornalistas de todo o mundo, o jornal francês Midi Olympique construiu um XV ideal, que reúne os melhores jogadores do mundo em 2009.
Logicamente sul africanos e irlandeses são a maioria, e apenas dois neo-zelandeses, um australiano, um francês e um italiano, conseguiram juntar-se ao grupo.

27 de dezembro de 2009

XV E VII - SEPARADOS À NASCENÇA?

Rugby Union só há um! Seja de XV, seja de VII.
E quem quiser separar os dois, está a fazer mal!
Concerteza que ao mais alto nível as duas variantes se expressam por formas diferentes, embora utilizando os mesmos argumentos.
Como também  é diferente a mesma variante, se jogada nos campeonatos nacionais, ou num Campeonato do Mundo.

23 de novembro de 2009

RUGBY REGIONAL - A MOLA DO DESENVOLVIMENTO (parte 2)


Falei ontem, da criação de novas Associações Regionais, e vou hoje falar das competições, regionais, nacionais e internacionais do Rugby português de XV.
Ao falar das AR’S, referi que seria da sua responsabilidade a organização de competições regionais de clubes, nos diversos grupos etários, em masculinos e femininos.

A par destas competições, a FPR deverá organizar competições nacionais inter-regionais nos quatro escalões apontados, e em masculinos e femininos, para os quais as diversas AR’S prepararão, obrigatoriamente, seleções regionais.

E teremos ainda a participação de seleções em competições ou simples jogos internacionais.

20 de outubro de 2009

O RUGBY NA EUROPA

São duas as grandes competições trans-nacionais de rugby, da Europa, e já se jogaram duas jornadas das mesmas. Vou falar disso, mas primeiro vou explicar como as equipas se classificam para estas competições, e como elas se ligam entre si.

19 de setembro de 2009

PORQUE NÃO O LISBOA SEVENS DE NOVO?

Enquanto a nossa seleção de sevens disputa o Namíbia Sevens, a Austrália joga com a Nova Zelândia, em Wellington, o último jogo do Três Nações deste ano. Neste encontro, estão em disputa uma série de aspectos. Claro que o principal é o resultado direto do jogo, e neste particular, a Nova Zelândia leva grande vantagem histórica. Na verdade a Austrália não consegue ganhar em terra dos maoris desde 2001 (9 vitórias consecutivas da NZ), pelo que podemos imaginar a vontade de vencer que vai embalar os Wallabies. Do lado dos All Blacks, manter a tradição é a única vitória que podem alcançar, pois a vitória na competição já está muito bem guardada em casa dos Springboks. Muito pouco para os neo-zelandeses, na verdade... Por outro lado os australianos, se vencerem o jogo por mais de 15 pontos de diferença, ultrapassarão os seus rivais no ranking da IRB, roubando-lhes o segundo lugar. Quanto ao primeiro lugar desse ranking, ele está também com a África do Sul. Esta é a 158ª partida entre Austrália e Nova Zelândia, com larga vantagem para os Blacks: 108 vitórias e apenas 45 derrotas, com 5 empates. Entretanto, no continente africano, a Federação de Rugby da Namibia meteu as mãos na massa e conseguiu, em pouco tempo, marcar uma data no calendário internacional da modalidade, com a organização do primeiro Torneio Internacional de Sevens do país. Continente em fase de grande expansão rugbistica, a África não tem ainda estabelecidos os marcos definidores da sua implantação, encontrando-se tudo em aberto. Com exceção da África do Sul, não existe no continente, por enquanto, outra potência do mundo oval. A Namíbia, que ocupa o segundo lugar regional atrás dos Sprinboks, não consegue mais, no concerto das Nações, que um modesto 25º lugar. No entanto, este lugar confere-lhe uma posição no conjunto dos países em desenvolvimento, conforme definido pela IRB, ao lado de Portugal, Espanha, Uruguai e Rússia, entre outros. No que respeita aos Sevens, e mesmo tendo em consideração a pouca exatidão do ranking respectivo, que apenas diz respeito à participação nas Séries da IRB, a situação continental é significativamente melhor, com quatro equipas entre as 20 melhores, e duas entre as 10 melhores. A África do Sul, com enorme consistência ocupa o topo desta tabela também, e o Kenya, que no rugby de XV não passa da 42ª posição, tem aqui um destaque extraordinário, roubando para si a 6ª posição da tabela. Completam o cenário a Tunísia (19º) e o Uganda (20º). E é nestas circunstâncias que a Namíbia consegue um lugar ao sol, com o Namíbia Sevens. Fruto de uma estratégia bem bolada pelos seus dirigentes, a Namíbia conseguiu garantir um patrocínio para seis anos, no valor total de quase 1.666.000,00 euros, o que dá cerca de 280 mil euros/ano. Cansados de aturar o anterior patrocinador que não andava nem desandava, a Federação da Namíbia conseguiu atrair o apoio de uma empresa publica namibiana (TrustCo), multifacetada, com interesses nas áreas financeira, seguros, educação, media, telefonia móvel, entre outros. Depois de garantido o suporte financeiro, a Federação apresentou o projeto do Torneio à IRB, que em finais de Agosto acabou por lhe dar o seu acordo e consentimento. E em menos de um mês, os dirigentes africanos conseguiram garantir a presença de um conjunto invejável de presenças, montando aquele que deve ser o melhor Torneio de Sevens deste início de época. É uma história que nada tem de especial. Mas prova que com vontade e determinação se conseguem estabelecer metas, vencer obstáculos e obter resultados. Fica a lição para quem a quiser aprender. Porque não o Lisboa Sevens de novo?

12 de setembro de 2009

LOBAS, LOBITOS, LOBISOMENS?

Tenho assistido ao longo das décadas, no meio rugbistico nacional, ao assumir de posições, expressão de descontentamentos ou de simples insultos, da parte de uns grupos de pessoas em relação a outros grupos de pessoas, e vice-versa. Também fiz parte disso, já que, como todos os do meu tempo, “nasci” para o rugby numa “quinta”. E todos os que estavam nas outras “quintas” eram, à partida, meus inimigos. Depois, com o andar dos anos, fui entendendo que não era bem assim. E acabei mesmo por estabelecer laços de respeito, compreensão, cumplicidade e amizade, com muitos dos que eram das outras “quintas”. Por motivos de ordem pessoal, mudei-me para o exterior em 2002, ficando afastado do “meio” durante cerca de seis anos. Voltei a interessar-me, a informar-me, há poucos meses. Mas, com tristeza, verifiquei que uma das marcas que continua incólume foi a das “quintas”. As pessoas continuam a agredir-se, com ou sem razão, continuam a favorecer uma visão individualista em oposição a uma noção do conjunto, continuam a motivar-se contra este ou contra aquele e não por isto ou por aquilo, continuam a perder a razão pela utilização do insulto, da calúnia, da intolerância. Talves seja do distanciamento, ou da idade, mas deixei de achar graça a todas estas “coisinhas”. Acho que, finalmente, encontrei um posicionamento sereno que me dá o privilégio de ver, procurar entender, e só depois, emitir opinião, ficando em paz com a minha consciência. A favor ou contra, dependendo da situação, mas nunca por ser amigo deste ou não gostar daquele. O rugby foi, e continua a ser, parte muito importante da minha vida, e não estou na disposição de perder o privilégio de fazer parte desta família, por teimosia, cegueira, ou simplesmente estupidez. O mundo mudou, Portugal mudou, o rugby mudou. Que aqueles mais agitados saibam mudar também, e não envelheçam amargos, isolados nas suas “quintas” e saibam canalizar as suas forças para o bem da nossa malta. Porque, afinal, todos somos Homens do Rugby! E já que, apesar de ter estado ligado ao Direito de 1964 até 1986, ninguém pode em sã consciência dizer que hoje estou ligaddo a este ou àquele clube, vou dar um passo no sentido da pacificação. Claro está que é na área dos sevens, afinal uma paixão que abracei há mais de 23 anos. Criei em http://rugby7portugal.plaxogroups.com (procurar em rugby sevens portugal) um local para conversar sobre sevens em Portugal, mas que aceita tratar de outros temas rugbisticos também. Um local onde todos serão bem vindos, mas os Anonimos, ou quem se esconda atrás de pseudonimos ou falsas identidades, não. Um espaço onde todas as opiniões serão respeitadas, mas o insulto e a ofensa, não. Um espaço onde todos se podem fazer ouvir, mas a ninguém será autorizado monopolizar o “tempo de antena”. Para aderir é necessário registar-se no Plaxo. Mas é a única forma que tenho de poder impedir os não identificados de entrarem...São apenas uns minutos. Ajuda se, no perfil, indicar qual a sua ligação ao rugby, qual o seu clube, se tiver. Um espaço, um lema: Incomodar quando for oportuno, apoiar quando for necessário. O primeiro tema – para começar o jogo – é simples: A nossa Seleção Nacional é conhecida como Os Lobos. E as outras seleções portuguesas, como devem ser conhecidas? Lobas, Lobitos, Lobisomens...? Junte-se ao Grupo e dê a sua opinião. Depois, conforme haja ou não boas ideias, faremos uma votação por seleção. Mas agora é um género de brain storming. Vamos a isso?

14 de agosto de 2009

UM ENORME SUCESSO

O dia de hoje ficará certamente marcado na história do rugby e do desporto no mundo. Na história recente do rugby, a mera hipótese de ver a modalidade inscrita no programa Olímpico de 2016, representa um marco de tal importância que ninguém, repito ninguém, tem o direito de ficar indiferente. Os que se tem oposto, de forma sistemática, à implantação dos sevens, tem agora oportunidade de se redimirem. Muita coisa vai mudar, e mesmo os que apenas agora se convertam, serão bem vindos para essa tarefa. Mas essa tarefa começa HOJE!! O rugby em Portugal não pode perder este comboio. É uma situação única. Antes da modalidade ser importante, já Portugal era importante no seio dela. Mesmo que em Outubro o Rugby não venha a ser votado favoravelmente por 50% mais um dos 115 membros do Comitê Olímpico Internacional – o que não acredito que seja possível – o mundo nunca mais será igual para o jogo do melão. Para já porque só esta escolha da CE do COI é a maior manobra de publicidade que o rugby podia esperar. Em muitos recantos do mundo a modalidade é falada pela primeira vez, e só por isso, já valeu a pena. E nós por cá? Por cá, como no resto do mundo, os sevens começaram por ser apenas um divertimento de final de época, mas aos poucos foram ganhando um estatuto especial e, nos últimos anos, afirmaram-se como um Jogo independente, onde as diferenças para o Jogo de XV são, cada dia, maiores. O jogador de sevens é hoje tão diferente do jogador de XV como os especialistas de futebol na areia são dos futebolistas tradicionais, ou os jogadores de volei de praia dos jogadores do volei de pavilhão. E cada dia que passa, por esse mundo fora, são menos os jogadores de XV capazes de competir a alto nível em sevens e as exigências físicas e técnicas – quer individuais, quer coletivas – cada vez mais marcantes. O grande diferencial em relação a outras modalidades desportivas, é que a quase totalidade dos jogadores de Sevens jogam também XV, e o jogo reduzido tem sido um enorme manancial humano para as tropas do Rugby em geral. A recente RWC Sevens foi disso a prova que faltava, com a crescente tendência dos treinadores das grandes equipas em optar por jogadores de Sevens com provas dadas na especialidade. Desta forma, treinadores como Gordon Tietjens da Nova Zelândia, Ben Ryan da Inglaterra ou Paul Treu da África do Sul, escolheram jogadores que eles sabem poder suportar as exigências físicas e técnicas do jogo reduzido, ou seja, aqueles jogadores que tem jogado com frequência e dado provas no Sevens. Concluindo, na opinião dos referidos treinadores – a quem eu muito respeitosamente junto a minha voz - o Sevens moderno é um jogo diferente que muito poucas estrelas do rugby de XV conseguem acompanhar. Em 1992 quando fui convidado pelo então presidente da FPR, Eng° Raúl Martins, para organizar a participação de Portugal no torneio de apuramento para a 1ª RWC Sevens (1993), ninguém acreditava que seria possível à nossa seleção vir a jogar de igual para igual com as grandes potências do rugby mundial. Mas, e apesar do pouco tempo de preparação, dos problemas que foram detectados e mais tarde resolvidos, da descrença da própria direção da FPR, no seu conjunto, naquele primeiro apuramento, a seleção portuguesa ficou apenas a um ensaio do apuramento. Ensaio concedido frente à Espanha no jogo decisivo, no último segundo de jogo, fruto de um erro tático de um dos maiores jogadores de XV que passaram pela nossa seleção. Erro esse que aquele jogador nunca teria cometido se tivesse tido tempo de aprender, jogando, as particularidades do Sevens. E, por outro lado, é verdade que desde a implementação do Torneio Internacional Lisboa Sevens em 1986, foi evidente a facilidade do jogador português para o jogo reduzido, e rapidamente o Jogo se espalhou por todo o país abraçado por uma multidão de praticantes para quem a participação no Lisboa Sevens era a grande motivação para a prática da modalidade. Na década de 80 e princípios dos anos 90, o desenvolvimento do Sevens foi tímido, fruto especialmente de alguns carolas que se atreveram a desafiar o poder bolorento, que julgava o Rugby um jogo imutável e que apenas era digno de ser disputado por equipas com 15 jogadores.... Hoje, quando se vira a página da 5ª RWC Sevens, o Jogo reduzido e o seu formato de enorme intensidade - depois da escolha da Comissão Executiva do Comité Olímpico Internacional que hoje comemoramos - estão a um passo de fazerem parte dos Jogos Olímpicos, como se espera venha a ser decidido no Congresso Olímpico que terá lugar no próximo mês de Outubro, deixando para trás aqueles Velhos do Restelo que falam muito, empatam muito, talvez receosos de ver as suas quintinhas invadidas e desbravadas. Aliás, como já aconteceu tantas vezes...Esperamos que o membro português no Comité Olímpico Internacional – Engº Lima Bello - tenha uma visão ampla desta matéria, do espírito de camaradagem que envolve este desporto altamente competitivo, e em particular do evidente prazer com que os sevens são praticados por todo o País e as potencialidades de Portugal em lutar por uma medalha nesta modalidade. Estamos certos que sim, e que não deixará de ajudar a abrir as portas para o nosso rugby... Engenheiro! A malta agradece o seu voto! E é neste contexto que devemos analisar a posição da FPR em relação ao Sevens. Uma semana para preparar uma seleção participante de um campeonato do mundo, como aconteceu este ano, é, em qualquer circunstância, insuficiente. Deixar que se misture o jogo de XV com o jogo de Sevens, é fechar os olhos ao que se passa no mundo. Portugal já demonstrou claramente que é capaz de jogar e ganhar a qualquer equipa de Sevens do mundo. Ao longo dos últimos 23 anos, passo a passo, essa certeza deixou de estar apenas na cabeça de alguns carolas para fazer parte das “verdades” universalmente aceites no meio. Perante tudo isto, o que se pode esperar da FPR? Apenas 1- Que reconheça a importância do Sevens, e a especial habilidade dos portugueses na sua prática. 2- Que assuma que Portugal é uma das grandes equipas de Sevens do mundo 3- Que dê à seleção portuguesa todas as condições de preparação e estabilidade, para que Portugal seja um efetivo candidato ao título mundial em 2013 e em 2017, e ao primeiro título Olímpico em 2016, caso se confirme a introdução do Sevens nos Jogos. 5- Que promova e apóie o aparecimento de novas equipas de Sevens em Portugal e de torneios internos que permitam que o jogador português se aperfeiçoe e desenvolva. 6- Que promova e facilite a aprendizagem do Sevens em Portugal pela contratação de técnicos especialistas da modalidade, que circulem por todo o país, divulgando e ensinado o Rugby em geral, e o Sevens muito em particular. Finalmente 7- Que englobe todas estas iniciativas num único projeto, escolha alguém com provas dadas e reconhecida proximidade ao Jogo Reduzido, a quem seja dado todo o apoio, quer de meios quer de influência, que leve a tarefa a cabo, apenas com os objetivos definidos como meta. Será pedir muito? Não me parece, e se tal não for feito, os responsáveis ficarão conhecidos apenas pela sua incompetência em acelerar um projeto de sucesso! Porque, não tenham dúvidas, mais cedo ou mais tarde, os Sevens portugueses vão ser um enorme sucesso!

13 de agosto de 2009

QUENTE E BOAS!

Agora é de vez! O nosso rugby é uma das duas modalidades escolhidas pela Comissão Executiva do COI para serem votadas no próximo mês de Outubro, como candidatas à inclusão no Programa Olímpico!! MALTA O RUGBY VAI MUDAR!!

18 de julho de 2009

CALENDÁRIO DA SELEÇÃO DE SEVENS

Tive agora acesso ao Calendário de Provas da FPR que me levanta algumas dúvidas, já que o documento que me chegou apresenta diversas versões em eventual conflito. Para falar apenas de Sevens, umas vezes o documento indica a participação da Seleção nos torneios de Dubai, África do Sul, Nova Zelândia e USA, entre outros, mas numa outra vez a participação nesses torneios desaparece. Para simplificar e porque não quero acreditar que a ausência a esses torneios foi sequer cogitada, vou considerar, para efeito da atividade internacional da seleção de sevens, como verdadeiro o calendário que refere essas participações. Vai ser uma época muito difícil, com a necessária preparação da Seleção de XV para os jogos de apuramento para o Campeonato do Mundo. Essa deve ser, realmente, a prioridade do rugby português para este ano. Mas o que vai acontecer com a equipa de Sevens agora residente do Circuito Mundial? Na verdade não se faz qualquer referência à sua preparação, surgindo ela como remanescente da preparação da seleção de XV. Ora isto é que está errado! Não podemos continuar a olhar para a seleção de sevens como uma grupo de turistas que hoje vão passear ao Dubai e à África do Sul, até para dar uma relaxada depois dos jogos de preparação da equipa de XV, amanhã juntam-se aqueles que sobrarem da escolha para a participação nos jogos contra a Rússia e a Geórgia e despacham-se para a Nova Zelândia e os USA, e depois, como recompensa para aqueles que disputaram os jogos de apuramento para o Mundial de XV, lá surgem umas viagens a Hong Kong e Austrália, Londres e Edimburgo. Isto está errado! É tempo de mudar, e o tempo é agora! Mais tarde será tarde demais! Já disse várias vezes – e quando digo “já disse” quero dizer publicamente e com o meu nome por baixo – que é altura de começar a preparar uma nova seleção de sevens, para participar nos Campeonatos do Mundo de Sevens de 2013 e 2017, e eventualmente, nos Jogos Olímpicos de 2016. Que melhor altura do que esta, em que os jogadores mais maduros estarão completamente envolvidos na participação nos jogos de apuramento para o Campeonato do Mundo de XV, para pegar num grupo novo e dar espaço e tempo para que se preparem para nos representar em grandes competições internacionais? E como não gosto de falar só para dizer que está mal, sugiro que se jogue ainda este ano, no final do verão, antes das competições nacionais, um torneio de equipas regionais de sevens que ocupe vários fins de semana, (e no futuro se jogue o campeonato nacional de sevens antes das outras competições - ou seja, em Agosto e Setembro - seguido de um campeonato de seleções regionais) servindo esta competição para a escolha de um grupo alargado de jogadores que farão parte dos trabalhos de seleção nacional de sevens. E posso dizer mais, porque acredito no jogador português e na sua enorme habilidade/capacidade para jogar sevens. Posso dizer que é tempo de ter em simultâneo não uma equipa de sevens, mas para já duas, disputando uma o Circuito Mundial e outra os torneios do Campeonato da Europa. Podem sorrir, podem mandar bocas. Mas em 1986 também gozaram comigo pela ambição do Lisboa Sevens, e depois foi o que se viu: rapidamente se transformou num dos mais importantes torneios do Mundo e os jogadores portugueses demonstraram bem o que queriam com a sua participação nele. E mais tarde também gozaram comigo quando levei uma (uma não, duas) equipas nacionais a Benidorm, como preparação para o apuramento do 1ª campeonato do Mundo de Sevens, na Catania, (e não conseguimos esse apuramento por uma migalha...), mas hoje a nossa seleção é uma das mais respeitadas pelo Mundo fora. Portanto chamem-me o que quiserem, mas se querem realmente ter uma grande seleção de sevens, terão de fazer o que eu digo – os jogadores estão aí. É só dar-lhes a oportunidade de aparecerem, de crescerem, de se afirmarem!

16 de julho de 2009

A LÍNGUA

Esopo era feio, gago e corcunda. Além disso era escravo. Um dia o seu Amo resolveu testar a sua inteligência e mandou-o ao mercado, com uma bolsa de moedas, para comprar o que de melhor por lá houvesse. Esopo foi, e voltou carregando um lindo prato onde repousava uma enorme língua. E foi dizendo que a língua era a melhor coisa do mundo. Com ela se diz “amo-te”,com ela se elogia, com ela se incentiva, com ela se beija, com ela se degusta uma iguaria... Seu Amo quis então testá-lo de novo, e o mandou agora comprar o que de pior houvesse no mercado. Com nova bolsa de moedas, Esopo foi, e de lá trouxe um lindo prato enfeitado por uma enorme língua... Seu Amo não gostou da brincadeira, mas Esopo logo foi dizendo que com a língua se diz “odeio-te”, com ela se calunía, com ela se morde, com ela se cospe, com ela se dizem as maiores barbaridades... Ela é a pior coisa do mundo! No meio de uma geral e merecida pausa que as férias proporcionam a todo o mortal - com a maior parte dos blogs rugbísticos mais ou menos adormecidos, com pouco a comentar depois da viagem dos British Lions, e o encerramento anunciado da atividade em Portugal - apenas desafiada pela participação das seleções nacionais de sevens, masculina e feminina, no Campeonato da Europa, surgiu mais uma falsa polemica, infelizmente lançada por quem não tem coragem de se identificar e defender os seus pontos de vista à luz da liberdade de expressão, de que felizmente beneficiamos. Não vou comentar as afirmações feitas a coberto do anonimato, já que não quero alimentar conversas com desconhecidos, mas não posso deixar de aconselhar esses “coisos” a terem cuidado com a língua.... Vou apenas fazer alguns comentários sobre a participação daquelas seleções nacionais, defendendo claramente os meus pontos de vista. Está visto que ninguém pode ter ficado satisfeito – a começar pelos nossos jogadores e técnicos - com o resultado final da equipa masculina, um sétimo lugar a que não estávamos habituados nesta competição. Mas pensem assim: o que é mais estranho? Ser sétimo numa competição européia de nações, ou ser campeão da Europa nessa mesma competição por uma, por duas, por três vezes?! Afinal não passamos de um pequeno país procurando encontrar uma identidade desportiva, que encontrou nos sevens terreno fértil para cultivar a sua imaginação e, esporadicamente, alimentar o seu ego. Mas que pode ir muito mais longe, se entendermos que é necessário planificar, sistematizar e investir. Muito já foi feito, e muito se deve àqueles que hoje estão envolvidos na atividade internacional, como jogadores ou como técnicos, como administrativos ou organizadores, ou ainda como fisioterapeutas ou médicos. Mas não só estes são responsáveis pelos êxitos conquistados, ou pelos desaires sofridos. Na verdade é um trabalho conjunto, em que todos estamos envolvidos, quando trabalhamos nos clubes ou nas associações, ou quando nada fazemos senão falar e criticar. Não, não julguem que isto é poesia! É apenas a verdade. Porque um dos maiores problemas das equipas representativas é a sustentabilidade, a consistência e o apoio dos clubes, ou melhor, a sua falta! Porque é possível atingir um determinado patamar de qualidade, como Portugal já conseguiu, mas é muito dificil ficar por lá, não descer de novo aquela escadaria tão íngreme! Como a base de recrutamento é muito pequena, basta uma pequena dor de barriga de um jogador, para todos termos uma grande dor de cabeça! Para que isso não aconteça, é necessário alargar a base de trabalho que envolve jogadores e técnicos, de uma forma permanente, e obedecendo a um plano de atividades, e à definição clara de objetivos, conseguindo o apoio declarado de clubes e adeptos, e desprezando os comentários idiotas dos que usam a língua apenas para demonstrações de despeito, inveja e de mediocridade. Da minha parte, a nossa seleção tem toda a admiração e consideração, conquistadas pelo esforço, dedicação e muitas alegrias que nos tem proporcionado. Estamos na altura de passar à fase de consolidação do que já foi feito, quer pela separação das seleções de VII e de XV – veja mais abaixo o meu artigo Rugby de XV e Rugby de VII Parte 4 – E agora, que vamos fazer? – quer pela elaboração e divulgação pública de um plano plurianual que alastre a prática da variante a todo o país, garantindo a manutenção dos indices de qualidade que se vão alcançando. E volto a dizer, que o tempo é agora. Mais tarde pode ser tarde demais. Mas vamos falar agora de coisas alegres! Para aqueles que olhavam para o rugby feminino apenas como uma oportunidade de ver umas garotas de pernas ao léu, as nossas Marias deram uma lição e tanto! O 6º lugar conquistado no Campeonato da Europa de Sevens, é uma prova clara que não se pode pensar no desenvolvimento integrado e sustentado dos sevens em Portugal, sem levar o rugby feminino a sério, incluindo-o claramente num projeto de desenvolvimento do jogo reduzido! As garotas deram uma lição de perseverança, espírito de sacrifício e garra, que só nos pode orgulhar. Afinal elas também são Homens do Rugby!

7 de julho de 2009

LOURA OU MORENA?

Hoje não sou eu que escrevo! Mas não resisto a transcrever parte dum artigo que li na imprensa brasileira a propósito de um estudo levado a cabo pelo Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha... Aqui vai ele! - "Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática esportiva. A afirmação é do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que apresentou um estudo defendendo o consumo moderado da cerveja para os atletas como fonte de hidratação diária.O estudo "Idoneidade da cerveja na recuperação do metabolismo dos desportistas", apresentado nesta terça-feira, foi baseado em relatórios e pesquisas de especialistas em medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Granada com o aval do CSIC.Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares.A tese é defendida pelo cardiologista e ex- jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984).O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20g a 24g de álcool) para homens e duas para mulheres (10g a 12g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja.Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h.Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo.Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35º, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação.Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.'Tão boa quanto água' - A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água.Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endócrino-metabólicos e psico-cognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes." - Depois disto meus caros, o mais que posso desejar é que não desperdicem as vossas louras e as vossas morenas! Afinal estão a repor os vossos aminoácidos, os vossos minerais e os vossos antioxidantes! Não é brincadeira, é para melhorar a vossa saúde! Eh, eh, eh....

9 de junho de 2009

PRIMEIRO FIM DE SEMANA DE JUNHO

Este fim de semana celebram-se 23 anos da realização do primeiro Torneio Internacional Lisboa Sevens! Esta pedrada no charco do rugby lusitano, ocupou o velho campo 2 do Estádio Nacional durante todo o primeiro fim de semana de Junho de 1986. E a data tornou-se rapidamente propriedade do rugby português, ocupando um lugar certo no calendário internacional da modalidade. Com a participação desde a sua primeira edição de grandes nomes do panorama mundial, a qualidade das equipas participantes confirmou ao longo dos anos, a qualidade da organização do Clube do Rugby. Derrotando, uma a uma, as barreiras lançadas quer pela FPR, quer por importantes personagens do nosso meio, a organização trouxe a Portugal grandes equipas da variante, e jogadores que ainda hoje são bem conhecidos dos iniciados. Quem não se lembra de Gavin Hastings, Rory Underwood, Stuart Barnes, Eric Rush e tantas, tantas outras estrelas do rugby mundial... Antes do Lisboa Sevens era impensável vê-los a correr pelos relvados de Lisboa, primeiro no Estádio Nacional, depois no Universitário. Como Presidente da Comissão Organizadora do Torneio durante as suas sete primeiras edições, é com orgulho que relembro aqueles dias que transformaram o rugby português e criaram os alicerces para que hoje a equipa de sevens de Portugal seja respeitada e temida em todo o mundo e por todos os adversários. Primeira organização do rugby português, que primou pelo rigor e cumprimento dos horários, o Lisboa Sevens foi de imediato adoptado pelos jogadores portugueses que, de todo o País, não queriam perder a oportunidade de ali se apresentarem. Ainda recordo que o horário da final era discutido com a RTP, por forma a que fosse transmitida ao vivo. E se alguma vez houve atraso no início da mesma, foi porque a dita RTP não podia entrar no horário acertado... E o árbitro da final recebia luz verde para o pontapé de saída de acordo com as instruções da televisão... O tempo passou, mas é justo aqui referir a contribuição que o Pedro Sousa Ribeiro, através dos seus contactos nas Ilhas Britânicas, e influência nas instâncias federativas portuguesas, o João Fragoso Mendes, que foi responsável pela edição do programa do torneio a partir da sua segunda edição, e em especial o Pedro Fragoso Mendes, que me apoiou em todas as "loucuras" que eu ia introduzindo no Lisboa Sevens, e que, mais tarde, quando da minha passagem para a FPR como Coordenador das Selecções Nacionais, passou a ser o Presidente da Comissão Organizadora, é justo, dizia, referir as suas contribuições e a certeza de que sozinho não teria conseguido erguer o Lisboa Sevens ao patamar a que ele se ergueu. Daquelas loucuras quero destacar a que levou à participação do Barbarian Football Club no Torneio, já que implicou a minha deslocação a Londres por diversas vezes, apenas para insistir com o velho Chairman dos Baa-Baas, Micky Steele-Bodger, na vinda da equipa a Portugal. Acabei por conseguir a presença da equipa, e, de bónus, o acordo e autorização para a constituição de uma equipa Barbarian em Portugal, de que fui também Presidente por diversos anos, até que entreguei a "cadeira" ao Pedro Ribeiro... Na verdade, no que respeita ao Lisboa Sevens e aos Barbarians Portugueses, entre outras coisas, não será possível dizer com honestidade, que andei a fazer vénias com chapéu alheio...

27 de maio de 2009

Rugby de XV e Rugby de VII - Parte 4

Parte 4 – E agora, que vamos fazer? 

Não pretendo neste espaço dar soluções.
Apenas apontar alguns caminhos, levantar algumas pistas e suscitar a discussão.
Vamos aos fatos.
O próximo Mundial de VII terá lugar em 2013 e o próximo Mundial de XV em 2011, com os jogos de apuramento a serem realizados até ao final da próxima época.

Parece então natural que se concentrem esforços para garantir o apuramento para Mundial de 2011.
Mas não se pode largar a seleção de VII e deixar de participar em torneios do Circuito Mundial, onde os jogadores ganham experiência e se preparam para o futuro.

17 de maio de 2009

Rugby de XV e Rugby de VII - Parte 3

Mas será que disputar um Campeonato do Mundo de VII é incompatível com a participação num Campeonato do Mundo de XV?

Os mais sisudos dirão de imediato que apenas os grandes países o poderão fazer com algum sucesso.

Que nós, cá em Portugal, não temos qualquer hipótese de apresentar duas seleções competitivas simultaneamente.

Que a manutenção de uma seleção de VII competitiva irá prejudicar irremediavelmente a seleção de XV.

Nada mais errado!

13 de maio de 2009

Rugby de XV e Rugby de VII - Parte 2

Caim e Abel? 

Desde cedo que algumas pessoas influentes do nosso meio rugbístico olharam com desprezo e desconfiança para o Rugby de VII e para quem o promoveu, por quem o jogou com entusiasmo, ou por quem o ajudou a divulgar, quer nos jornais, quer na televisão.

Essas pessoas defendem a teoria de que o Rugby de VII é um desporto menor, uma expressão simples, quer técnica quer taticamente, e que a única utilidade que, eventualmente poderia ter em Portugal, seria a de promover uma certa aproximação do público ignorante ao nobre Rugby de XV.

Rugby de XV e Rugby de VII - Parte 1

Lembrar o passado

Aproxima-se o final da época 2008-2009 e urge refletir sobre uma questão que tem atravessado o rugby português de forma constante, há, pelo menos, 20 anos.
Na verdade, se até 1986 o Rugby de VII apenas era praticado de forma esporádica em torneios de final de época organizados por clubes como Direito, ou de uma forma mais constante e organizada, pela Acadêmica de Coimbra, depois do surgimento do Lisboa Sevens tudo isto se alterou.