26 de maio de 2013

RUGBY INTERNACIONAL NO FIM DE SEMANA

Fim de semana com alguns encontros internacionais, dos quais o maior destaque vai para o Inglaterra-Barbarians que se disputou hoje em Twickenham, com a vitória dos ingleses por 40-12, num jogo em que claramente a organização e agressividade defensiva da equipa da rosa foi demais para as tentativas de ataque dos Baa-bas.

Apenas nos 10 minutos finais a equipa de convites conseguiu mostrar alguma da sua competência ofensiva, mas a isso não foi estranho o abrandamento na subida da defesa inglesa que passou a dar aos de preto e branco aquilo que antes lhes tinha recusado: tempo e espaço...

A escassas horas da partida dos Lions e dos Barbarians para Hong Kong, onde se defrontarão no próximo sábado no jogo inaugural da digressão que levará a equipa das Ilhas Britânicas à Austrália, foi conhecido o castigo de 11 semanas de suspensão aplicado ao talonador Dylan Hartley por, no jogo da final da Aviva Premiership realizado ontem, ter mimoseado o árbitro com palavras "ofensivas".

O talonador dos Saints ficará, assim, a ver o tour dos Lions no cadeirão da sua sala de televisão...

Note-se que Dylan não é marinheiro de primeira viagem nestas coisas de suspensões e desperdício de honrarias, já que em 2012 perdeu a oportunidade de capitanear a Inglaterra em consequência de uma suspensão de oito semanas por ter mordido o irlandês Stephen Ferris, e em 2007 falhou o Mundial por ter sido punido com 26 semanas de suspensão por contacto ilegal com a zona dos olhos dos wasps Johny O'Connor e James Haskell.

Independentemente da gravidade das palavras dirigidas por Hartley, o que fica muito bem expresso neste castigo é a inflexibilidade da Rugby Football Union em relação a atitudes deste género.

Nós no Mão de Mestre defendemos seriamente que todos os que insultam, ou sequer falam com o árbitro sem para isso terem sido solicitados ou autorizados, devem ser severamente punidos, e bom seria que TODAS as federações e clubes (!) actuassem em conformidade com esta premissa - as decisões dos árbitros não são, em circunstância alguma, passíveis de questionamento!

Querem discutir com o árbitro, mudem de desporto! E isto aplica-se a quem está dentro de campo e a quem está fora!

Mas não se ficou por aqui o fim de semana internacional, já que se realizou a primeira jornada da Pacific Rugby Cup, competição organizada pela IRB com a mesma intenção de dar jogos e experiência internacional ao chamado grupo da Tier 2 com que se organiza a Nations Cup e a Tbilissi Cup, mas desta vez apenas com equipas banhadas pelo Oceano Pacífico...

O primeiro dos jogos deste fim de semana foi o Japão-Tonga, que os tonganeses venceram por 27-17, aumentando assim para três as vitórias sucessivas conseguidas desde 2011.

Recorde-se que antes desta série de três vitórias, Tonga registou cinco derrotas seguidas contra o Japão, entre 2007 e 2011, e que dos 15 jogos disputados entre as equipas, Tonga venceu oito e o Japão sete, demonstrando períodos distintos da superioridade de cada uma delas.

O segundo jogo da PNC foi o Canadá-E.U.A. vencido pelo Canadá por 16-9, na sua quinta vitória seguida desde 2009.

Aliás, dos 49 jogos realizados entre as duas equipas desde 1977, o Canadá venceu 36, demonstrando uma consistente superioridade.

No dia 1 de Junho entra em acção a equipa das Fiji, que defronta o Japão, e depois, no dia 5 volta a jogar, desta vez frente ao Canadá, e para concluir a segunda ronda, no dia 8, o Canadá defronta o Tonga.

Finalmente a contar para o Campeonato da NACRA (North America and Caribbean Rugby Association) Trinidad & Tobago viajou até Barbados para vencer por 19-6 e vai agora defrontar, no dia 1 de Junho, a Guyana na última jornada da fase de apuramento da zona das Caraíbas do Sul, para se saber quem defronta o Sul dos E.U.A. na final da competição.

Fotos: www.planetrugby.com, www.jrfu.org, Judy Teasdale/www.usarugby.org

SAIBA COMO TEM PASSADO O MUNDIAL JUNIOR

Agora que Portugal chegou ao Junior World Trophy pela primeira vez - com inteiro mérito, diga-se - é natural que você se interrogue quando esta prova começou a ser disputada, e qual o seu valor no conjunto das Nações que se entregam à prática do rugby.

Comecemos por esclarecer que o Junior World Trophy faz parte de um conjunto de duas competições que a IRB organiza anualmente desde 2008, para o escalão Sub-20, sendo a outra a Junior World Cup, que é a 1ª divisão deste grupo etário, enquanto ao Trophy cabe a classificação de 2ª divisão mundial do escalão.

Entre estas duas divisões existe um sistema de promoção/rebaixamento, e
enquanto a World Cup começou a ser disputada por 16 equipas, e só desde 2010 passou a ser apenas disputada por 12 equipas, o Trophy foi desde o início disputado por oito equipas nacionais.

Quanto à constituição do World Cup, ela é disputada entre as 11 melhores do ano anterior, mais o vencedor do Trophy do mesmo ano, enquanto o Trophy conta com a participação do último da Cup do ano anterior, do país organizador, e mais seis equipas escolhidas com uma base regional.

Assim foi com Portugal este ano, participando do Trophy por ter vencido o Europeu de sub-19 em 2012, que foi realizado em Lisboa em Novembro.

A propósito, consta que Portugal será de novo em 2013 o local de disputa do Europeu, o que nos apraz desde já, e com a devida reserva, assinalar.

Agora que já tem uma visão do que se vai passando, convém que saiba também que estas duas provas nasceram de outras duas, também organizadas pela IRB, desde 2002.

Na verdade a primeira competição mundial organizada pela IRB para os escalões abaixo do senior, foi o Mundial de Sub-21, que se disputou entre 2002 e 2006.

E desde 2004, e até 2007, a IRB organizou também um Mundial de Sub-19.

Este Mundial de Sub-19 era disputado em duas divisões de 12 equipas, enquanto o Mundial de Sub-21 se jogava entre 12 equipas.

Este sistema era muito dispendioso e exigia uma entrega completa das federações à tarefa de organizar duas seleções nacionais de escalões mais novos, e assim a IRB decidiu, com início em 2008, organizar o sistema em que agora vivemos.

Veja o quadro dos vencedores de todas estas provas - lamentamos não ter conseguido descobrir quem venceu a 2ª divisão dos sub-19 em 2004, 2005 e 2006, mas não quisemos por isso, de deixar de o informar do que sabemos.

E veja também um quadro mais detalhado com as participações na World Cup e no World Trophy desde a sua instalação.



BELENENSES VENCE NA TAPADA E APANHA DIREITO NO RANKING

O Belenenses venceu o Tapada Sevens, segunda etapa do Circuito Nacional da variante, derrotando na final a Académica por 28-10, depois de na meia final ter afastado Direito, por 28-5.

Com esta vitória o Belenenses igualou Direito na liderança do ranking da competição, deixando tudo em aberto para a última etapa que se realiza em Arcos no próximo final de semana.

Marcado por mais uma ausência - a do Caldas, que se juntou ao Évora no banco dos ausentes - a etapa da Tapada colocou a nú a fragilidade da organização, que não soube contornar os problemas e acabou por decidir por um modelo de torneio que não se ajusta de modo nenhum ao número de equipas presentes na Ajuda.

Na verdade, se antes da desistência do Caldas as equipas estavam divididas em dois grupos de quatro equipas e um apenas com três, custa a compreender porquê, com a saída de mais uma equipa, simplesmente não se transformou a divisão em dois grupos de três equipas e um de quatro...

Assim, como ficou, é pelo menos ridículo organizar dois grupos de apuramento em que apenas se realiza um jogo...

As equipas participam nas provas para jogar, não para estarem na bancada a ver a banda passar...

Aliás chegou a altura de começar a pensar as razões que levaram a tantas
ausências e tantas hesitações na organização, para que todos possam contribuir para uma solução que ponha clubes e organização ao serviço das equipas e dos jogadores.

Na Tapada a Académica obteve a sua segunda segunda posição, depois de derrotar nas meias finais o CDUP por 31-14, e no ranking geral está apenas a um ponto dos dois da frente.

Para o quarto lugar na geral Benfica e CDUP seguem igualados, com Agronomia a cinco pontos na sexta posição.

Duas notas positivas para Benfica (que venceu Agronomia na decisão do quinto lugar da etapa) e Montemor (que derrotou o Técnico, no apuramento, e o CRAV na luta pelo sétimo posto), e duas negativas, uma para o Cascais, que ao perder os três jogos que realizou é agora a última classificada no ranking global, entre aquelas que estiveram presentes nas duas etapas, e outra para o Belenenses que teve jogadores seus punidos em todos os jogos com cartão amarelo...




Fotos: António Simões dos Santos

25 de maio de 2013

BLITZBOKKE PERDEM CAPITÃO PARA MUNDIAL DE MOSCOVO


Frankie Horne, capitão da seleção sul-africana de sevens – os Blitzbokke – está fora do Mundial de Moscovo devido a uma lesão sofrida na última etapa do Circuito Mundial, em Londres.

Horne sofreu uma fratura no ombro e rotura de ligamentos e deverá ser operado no decurso da próxima semana, prevendo-se que esteja em condições para regressar aos campos e à equipa em Outubro, quando da abertura do Circuito 2013-14, que se realiza em Gold Coast na Austrália.

Recorde-se que Frank Horne foi homenageado no torneio de Londres por ter atingido a extraordinária marca de participação em 50 consecutivos torneios do Circuito Mundial.

As baixas da África do Sul não ficam por aqui, e também o sweeper da equipa, Paul Delport, está fora do Mundial, depois da lesão no joelho sofrida em Glasgow, que o obrigou também a sofrer uma cirurgia, e que só deve estar de regresso para o final do ano.

Com mais um lote de lesões - Branco du Preez (virilha), Cecil Afrika (joelho), Stephan Dippenaar (quadril), Steven Hunt (ligamentos do pé) e Kyle Brown, lesionado no tornozelo, no Dubai, e que se encontra ainda em recuperação -  que  espera ver recuperadas, Paul Treu 
deslocou-se recentemente às franquias sul-africanas do Super Rugby, para conversar com os seus responsáveis sobre a dispensa de jogadores para integrarem os trabalhos dos Blitzbokke na sua caminhada para Moscovo.

A equipa sul-africana fará ainda uma paragem no Roma Sevens, como preparação final para o Mundial, e a seleção para a Rússia deve ser comunicada apenas depois desse torneio.

A grandeza de um treinador não se mede pelo local onde ele se senta...

Fonte e fotos: www.blitzbokke.com

UMA PRÉVIA DO CLERMONT-CASTRES DESDE O BRASIL *


Sempre procurando ter a colaboração dos melhores, tenho o enorme prazer de trazer até você que nos lê, o comentário de João Paulo Minchio, que se tem distinguido no brasileiro Rugbymania, em particular pelos comentários que faz sobre o rugby na Europa, especialmente em França.
O João Paulo estreia-se hoje nas nossas páginas com uma prévia da meia final da Top-14 que se disputa mais tarde, entre o Clermont e o Castres.
Fiquem com o João Paulo Minchio!

João Paulo Minchio
Comandante deste sítio, Manuel Cabral convidou-me na noite desta sexta-feira a tecer algumas palavras e impressões a respeito da segunda meia-final do campeonato francês de rugby, o TOP 14, entre Clermont e Castres.  
Ainda que às pressas e mesmo um pouco fora de forma, sem escrever com continuidade para o meu RugbyMania (Brasil), aceitei o convite.  
É que mesmo nestas condições, sinto-me a vontade para comentar sobre um torneio que adoro e que ainda por cima, tem o time que me cativou há seis anos: o ASM Clermont Auvergne. 
Sim, eu não escondo isso e Cabral sabe... Mas vou tentar contornar.

Em campo, pesos diferentes?

“É difícil apostar uma corrida contra o Clermont ao longo dos trinta jogos da fase regular, mas em oitenta minutos somos capazes de fazer alguma coisa!” A frase de Laurent Labit, treinador do Castres, expressa muito bem as expectativas para esta meia-final: o Clermont é o favorito, mas seu oponente tem condições de surpreender.

Primeiro colocado durante a fase regular do TOP 14, o Clermont também conquistou terreno na atual época 2012-13 ao chegar a final da maior competição europeia, a Copa Heineken. 
Certo, mas é bom lembrar que o Castres chega pela quarta vez seguida na fase final do campeonato francês e que o Clermont ainda vive o choque da perda do título continental na semana passada.  
Assim as coisas se equilibram.

Nas arquibancadas, vantagem de quem?

Antes de tudo, é preciso notar que as meias-finais de 2013 foram agendadas para a cidade de Nantes, que fica em uma região onde o rugby não é tão desenvolvido. 
Ainda assim, o Stade de la Beaujoire recebeu nesta sexta-feira (Toulon-Toulouse) 36.726 espectadores, praticamente a lotação máxima (37.500). 
Um êxito esportivo que demonstra o quão superior em organização está o TOP 14 em relação a seus concorrentes vizinhos. 
Na Aviva Premiership inglesa as meias-finais reuniram 31.241 pessoas, somados os dois jogos e na RaboDirect Pro12 ítalo-celta apenas 23.935.

Durante a primeira meia-final, chamou-me a atenção o fato de que ao marcar o
segundo ensaio para o Toulon, Delon Armitage recebeu vaias vindas da plateia. Para quem não se lembra, no sábado passado, na final da Copa Heineken ele marcou o único ensaio dos rouge et noir, provocando (desrespeitando?) o adversário antes de apoiar a bola no chão.
Na sequência, foi possível escutar pela TV (aqui no Brasil dois canais estão cobrindo os jogos do TOP 14 - BandSports e TV5 Monde) a seguinte manifestação: “ici, ici, c’est Montferrand”. Traduzindo, o canto quer dizer “aqui é Clermont-Ferrand”.

Entre oito a dez mil apoiadores do Clermont adquiriram tíquetes para o jogo, enquanto cerca de 4.500 torcedores do Castres farão o deslocamento desde a cidade.  
É possível que uma parte destas pessoas tenha comprado entradas também para assistir a Toulon-Toulouse, mas é interessante ressaltar que o coro que vinha das arquibancadas era bem forte: ele pode ter sido engrossado por pessoas de Nantes e também por torcedores (revanchistas?) do Toulouse, equipe que estava sendo derrotada pelo Toulon (terminou 24 a 9). 
Em suma: o Clermont terá em relação ao Castres mais apoio dos espectadores presentes.

Presença lusitana e também sul-americana

Com problemas no joelho, o asa sul-africano do Clermont Gerard Vosloo está de fora da partida. 
Deste modo em seu lugar estará como titular da camisa 7 Julien Bardy, que integra o XV de Portugal. 
Ainda pela equipa jaunard é bom lembrar da presença de Morgan Parra, camisa 9 que tem ascendência lusitana.

No Castres há de se destacar um representante daqui da América do Sul: o segunda linha Rodrigo Capó Ortega, que é do Uruguai. 
Na atual época Capo Ortega passou por uma cirurgia em uma das mãos, afastou-se por meses e depois voltou como peça-chave no esquema do time.

Prováveis escalações

Clermont:
15. Byrne ; 14. Sivivatu,13. Rougerie (cap.), 12. Fofana, 11. Nalaga; 10. Delany, 9. Parra;
7. Bardy, 8. Chouly, 6. Bonnaire ; 5. Jacquet, 4. Pierre ; 3. Zirakashvili, 2. Kayser, 1. Chaume.
Reservas: 16. Paulo, 17. Domingo, 18. Hines, 19. Lapandry, 20. Radosavljevic, 21. James, 22. Stanley ou King ou Buttin, 23. Kotze.

Castres:
15. Dulin ; 14. Martial,13. R. Cabannes (cap.), 12. Baï, 11. Andreu ; 10. Tales, 9. Kockott ;
 7. Caballero, 8. Claassen, 6. Diarra ; 5. Capo Ortega, 4. Samson ; 3. Wihongi, 2. Mach,
1. Taumoepeau.
Reservas: 16. Bonello, 17. Forestier, 18. Tekori, 19. Bornman, 20. Lacrampe, 21. Bonnefond ou Max Evans, 22. Teulet, 23. Peikrishvili ou Lazar.

* Texto: João Paulo Minchio

BOLAS CURTAS DOS SEVENS PELO MUNDO

PEDRO LEAL VENCE a nomeação para o melhor ensaio do ano das Séries Mundiais da IRB, com o ensaio que marcou contra a Samoa na fase de grupos do torneio do Dubai, em Dezembro de 2012. O ensaio de Pedro Leal recebeu cerca de 48% dos votos recebidos pela IRB, através de votação realizada pela internet, superando os ensaios de Matias Moroni, Joji Ragamate, Sean Duke e Cory Allen. Os nove ensaios postos à votação pela IRB no final do Circuito Mundial, foram escolhidos, etapa por etapa, também no sistema de votação na internet, através do Facebook ou do Twitter. 

CIRCUITO MUNDIAL FEMININO deverá ver o número de etapas da próxima época aumentadas para seis (ao contrário das quatro deste ano) e também o número de equipas residentes deve ser aumentado de seis para oito. Na verdade na época que agora termina, foram sete e não seis as equipas residentes, já que o Brasil esteve presente em todas as jornadas, mesmo não sendo considerado residente de início. Consta que as oito equipas residentes serão as primeiras oito classificadas do Mundial de Moscovo. Quanto aos locais das novas etapas, nada se sabe ainda, mas as novidades devem estar para muito breve.

OS SEVENS ATRAIEM MAIS patrocinadores de peso, quanto mais nos vamos aproximando dos Jogos Olímpicos, e desta vez foi o gigante do mundo dos seguros, a americana AIG que se associou ao Mundial de Sevens que se realiza em Moscovo no final do próximo mês, juntando-se assim ao Bank Zenit que já estava ligado ao evento. Recorde-se que no Mundial de 2009 a presença das televisões foi massiva, com cerca de 379 horas de transmissão direta, o que é reflexo direto do crescimento do rugby sevens pelo mundo fora, desde que a inclusão nos Jogos Olímpicos foi anunciada em 2009.

SEVENS OCUPAM MAIS TEMPO e mais epaço, cada ano que passa, e os torneios de nome tentam manter-se na onda, mudando também o seu visual. Exemplo disso é o Torneio de Gold Coast, em Outubro próximo, que apresentou agora o seu logo para o terceiro ano em que é a casa da etapa australiana do Circuito. Desta vez os australianos enveredaram por uma imagem em tons de azul, que contrasta com a presença de amarelos e vermelhos a que nos habituaram desde os tempos do torneio de Adelaide, e que eram referência ao sol e calor que distinguem a região.


UMA PESQUISA FEITA PELA UNIVERSIDADE de Illinois, em Chicago, chegou à conclusão, homens que bebem cerveja ficam mais inteligentes. Os pesquisadores descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens conseguiram resolver mais jogos de quebra-cabeças, e mais rápido, do que seus oponentes sóbrios. O grupo que ingeriu cerveja resolveu 40% mais jogos. Eles também levaram 12 segundos para resolver cada problema, enquanto o grupo que não bebeu gastou 2,5 segundos a mais. A pesquisa lança uma luz para tentar explicar por que escritores com problema de alcoolismo, como Ernest Hemingway e Charles Bukowski, produziram obras artísticas de grande valor criativo.

LOBITOS INVADEM SANTIAGO A CAMINHO DE TEMUCO

Os Lobitos chegaram ao Chile e aproveitaram as poucas horas que passaram em Santiago, para visitar o Centro de Alto Rendimento da Federação Chilena, e para fazer um treino ligeiro de descontracção, depois da longa viagem que os trouxe desde Lisboa.

A passagem por Santiago foi aproveitada pelo Embaixador de Portugal naquele país sul-americano, Luis Lorvão, para conhecer os elementos da nossa equipa, e receber das mãos do chefe da delegação lusitana, Pedro Nunes, uma gravata oficial da FPR.

Nas declarações que produziu à imprensa chilena, Pedro Nunes referiu que, apesar da longa e cansativa viagem, a equipa chegou sem problemas ao Chile e que as providências tomadas pela Federação chilena para a recepção da equipa foram impecáveis.

Quanto ao apuramento, em especial quanto à vitória sobre a Geórgia, Nunes referiu que ela se ficou a dever fundamentalmente â disciplina mental e táctica que a equipa apresentou frente a um adversário de grande envergadura física.

Sobre a equipa chilena, que Portugal defronta na próxima 3ª feira, Pedro Nunes foi cauteloso, afirmando que apesar da qualidade física e técnica da equipa adversária, os Lobitos conhecem o suficiente sobre ela para a enfrentar de igual para igual...

A equipa portuguesa seguiu ao final do dia para Temuco, local onde se realiza a competição, e onde já se encontram as seleções da Itália – que viajou da Europa no mesmo voo que Portugal - e do Japão, além da equipa da casa.

Recorde-se que Portugal defronta o Chile no dia 28, a Namíbia no dia 1 de Junho e a itália no dia 5, encerrando a sua participação no dia 9 de Junho, contra adversário a sair do outro grupo de qualificação entre Japão, Uruguai, Tonga e Canadá.

Fonte e fotos: www.rugbiers.cl