27 de setembro de 2012

TOULON VAI A TOULOUSE COM CLERMONT DE ATALAIA

Grande jogo em Toulouse, atual campeão, com a visita do Toulon, o atual líder, e a vitória da equipa da casa deixaria a luta pelos dois primeiros lugares em brasa, com o Clermont, que recebe o Stade Français, à espera dum deslize do primeiro, para lhe roubar o lugar...

Com o regresso de Jonny Wilkinson à equipa, e a mudança de Frédéric Michalak para a posição nove, o Toulon parece ter alcançado um dos picos de forma que vai procurar ter durante o ano, mas as afirmações do pilar do Toulouse, o samoano Census Johnston, de que o jogo deste fim de semana está marcado desde o início da época para definir o primeiro objetivo dos campeões, também no que à sua forma diz respeito, faz-nos acreditar que vamos assistir a um grande desafio, em que as duas equipas apostaram fortemente.
Com a lotação de 36 mil lugares esgotada desde segunda feira, este jogo será certamente um dos pontos altos da competição.

Entretanto, a quatro pontos do atual líder e com três de vantagem sobre o campeão, o Clermont não vai relaxar e deitar tudo a perder no jogo frente à equipa de Paris, e qualquer que seja o resultado do outro encontro, a equipa de Julien Bardy - desde que cumpra a sua obrigação e derrote o Stade Français - vai sempre sair beneficiada, ou porque se aproxima, ou ultrapassa, o líder, ou porque aumenta a vantagem para o terceiro na tabela...

Quanto ao internacional português, parece estar de pedra e cal no XV, sendo peça fundamental no esquema defensivo dos jaunards.

A jornada vai ter mais alguns encontros de grande equilíbrio, com o Montpellier (oitavo na tabela com 14 pontos) a receber o Castres (sexto com 15), com o Grenoble (sétimo com 14) a receber o Racing (quinto com 18), e com o Agen (11º com 10) a receber o Bordeaux (12º com 9).

Finalmente a jornada fecha com dois jogos bem desnivelados, com o Biarritz (quarto com 18) recebendo o Bayonne (13º com 7) e o lanterna vermelha ainda sem pontos, o Mont de Marsan a viajar até Perpignan para defrontar a USAP (nono com 11), sendo fácil adivinhar que a sua viagem ao inferno vai continuar.



Quadro:http://www.itsrugby.co.uk
Foto: http://www.rugbyrama.fr

26 de setembro de 2012

UM GLOBETROTTER PORTUGUÊS

Para quem viaja com frequência pelos cantos do mundo, não é novidade encontrar um português nos locais mais inesperados.

Mesmo no meio do rugby isso acontece, e há portugueses envolvidos com o nosso desporto desde Macau até ao Brasil, passando pela Austrália, por exemplo.

Entre estes nossos compatriotas, destacam-se curiosamente alguns árbitros, como o Carlos Miraldo na terra dos Wallabies, e, mais recentemente, do João Mourinha no Brasil.

É com este português que já guarda consigo a atuação nos principais campeonatos nacionais de três países - Portugal, Espanha e Brasil - que hoje vamos conversar.

Não sabíamos da presença do João no Brasil, mas no passado fim de semana ele apitou uma meia final do Super 10 (como noticiámos) que foi transmitida em direto pela TV e acabámos por tomar conhecimento da sua atividade no rugby brasileiro.

O João Mourinha é um dos mais conceituados árbitros portugueses, mas, por razão da sua atividade profissional, nos últimos anos tem apitado sobretudo em Espanha, e surge agora, mais uma vez empurrado pela profissão, no Brasil.

Agradecemos a atenção e disponibilidade do Mourinha, que nos deu esta entrevista num intervalo de mais uma viagem entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa...

Mão de Mestre: João, o seu percurso internacional é um exemplo e um estímulo para os árbitros (e não só) portugueses. Como isso tudo aconteceu?
João Mourinha: Sou árbitro há 14 anos e felizmente tive oportunidade de passar por muitos países, frequentar inúmeros cursos nacionais e internacionais. O meu percurso tem sido acompanhado pelos organismos internacionais e isso ajudou muito na hora de iniciar atividade vivendo em Espanha e mais recentemente no Brasil.
Como já conheciam o meu curriculum consegui ter acesso às ligas principais desses países e com isso continuar a fazer o que gosto.
A única atividade que fica prejudicada neste momento é a internacional porque não tenho como viajar do Brasil para arbitrar jogos na Europa em períodos de um fim de semana e também não tenho disponibilidade (por motivos profissionais e pessoais) para torneios com três semanas de duração.
Quanto às viagens, sempre encontro um ginásio para onde vá e tenho sempre um par de ténis na mala. De há uns anos para cá o meu treino é essencialmente de corrida.

MdM: E essa viajem para o Brasil? Você tinha uma vida dividida entre Portugal e Espanha, e aparece agora do outro lado do oceano...
JM: A minha atividade relacionada com o marketing e patrocínios de grandes eventos trouxe-me para o Brasil onde devo ficar pelos próximos anos sem data de regresso.
Mantenho interesses em Espanha e Portugal mas com foco neste momento no Brasil.
O plano é continuar ligado a FPR mas atuando como árbitro convidado da CBRU enquanto a FPR me quiser nos seus quadros.

MdM: Da sua longa permanência em Espanha, com que opinião você ficou do estado do rugby em casa dos nossos vizinhos?
JMTenho que dizer que a Division de Honor espanhola é uma competição muito interessante e deveria até ser explorada como treino para os árbitros portugueses, assumindo que a competição em Portugal pelo título nos últimos anos está concentrada apenas em três ou quatro equipas.
Em Espanha, apesar das diferenças, a competição é mais equilibrada - os jogos são todos disputados e o marcador não costuma ser muito desnivelado.
As principais equipas portuguesas, a meu ver, conseguem bater-se de igual para igual com as melhores espanholas.
A diferença maior está quando começamos a descer na tabela. Há mais clubes espanhóis perto dos lugares de topo do que creio haver em Portugal.
Em Espanha, as Federações Regionais, com os incentivos ao desporto dos seus Estados, têm permitido investimentos a alguns clubes (uns bem aplicados, outros não) que têm dado frutos nos últimos anos.
Portugal luta com muito mais dificuldades nesse aspecto e isso só traz mais mérito à comunidade rugbística portuguesa que tem lutado para manter e melhorar o nível da modalidade ano após ano.

MdM: E agora que está a viver uma experiência nova, quais são as suas primeiras impressões
JMA minha relação com a CBRU é muito recente e por isso não posso opinar demasiado.
Sou muito bem tratado, conto com um apoio regular e bastante profissional do Xavier Vouga e do novo responsável pelo desenvolvimento, o argentino Marcelo Toscano, e há um trabalho muito interessante desenvolvido com alguns jovens árbitros, dos quais destaco o empenho e dedicação do jovem Henrique Platais, no Rio de Janeiro.
Até pela proximidade geográfica troco ideias frequentemente também com o Henrique para o desenvolvimento de novos projetos e apoio a árbitros.
O TMO e o uso de rádios só existem nas provas acompanhadas pela TV (semi finais do super 10, final e brasil sevens). O sistema não é perfeito  mas funciona e é louvável o esforço por tê-lo.
O rugby por aqui cresce a passos largos no escalão senior mas também na formação, onde há poucos dias a seleção de M18 conquistou o titulo sul americano B, liderada pelo nosso amigo João Uva.


















Fotos: João Mourinha/Facebook e Miguel Rodrigues

TABELAS RUGBIBERIA.COM

Com o apoio e colaboração da RUGBIBERIA, empresa fornecedora de equipamentos de rugby e outros desportos, o Mão de Mestre vai lançar este ano um conjunto de Tabelas - que serão a partir de hoje conhecidas como TABELAS RUGBIBERIA.COM - que contemplam quatro prémios para equipas e dois para jogadores, relativos aos jogos disputados na Divisão de Honra.

Assim, no que respeita a Equipas haverá dois prémios relativos a Pontos Totais - mais pontos marcados e menos pontos sofridos - e ouros dois relativos a Ensaios - mais ensaios marcados e menos ensaios sofridos, enquanto para Jogadores haverá dois prémios - melhor marcador de Pontos Totais, e melhor marcador de Ensaios.

Os vencedores de cada Tabela receberão prémios inesquecíveis, que serão tornados públicos durante a próxima semana, e semanalmente serão divulgadas nas nossas páginas as seguintes estatísticas:





A Rugbiberia é uma empresa especializada na comercialização de equipamentos e material desportivo e na produção de Merchandising sendo representante exclusiva das marcas PROACT, MAXSPORT e STRAW-SPORTS.

Equipamentos de Jogo, Materiais de Treino, Material para jogadores, treinadores e árbitros, Merchandising têxtil (com produção própria) e Suportes promocionais, são os produtos que fazem parte do seu portfolio.

A Rugbiberia trabalha nas várias modalidades de desportos colectivos: Futebol, Basket, Volley, Andebol e Rugby, modalidade na qual é uma empresa de referência e trabalha para Clubes, Desporto Universitário e Desporto Escolar.


O Mão de Mestre a Rugbiberia irão trabalhar em conjunto, por forma a proporcionar a melhor informação e divulgação semanal sobre os resultados da Divisão de Honra.

TOTOFORUM SET/OUT 1

Quer divertir-se apostando nos jogos deste fim de semana? Então visite o Fórum do Mão de Mestre e aposte! 


Se não se inscreveu ainda no nosso Fórum, aproveite agora, e não se esqueça de juntar um e-mail para admin@maodemestre.com, onde se identifique sem margem para dúvida, indicando alguém que o conheça, ou por outra forma qualquer.

As apostas do Fórum Mão de Mestre são apenas uma brincadeira, sem qualquer envolvimento financeiro - vamos tentar arranjar um prémio para o vencedor final - e servirá apenas de exercício e passatempo para quem quiser participar.

Haverá uma aposta em cada semana, e um vencedor mensal - no final da época será indicado o Grande Vencedor, aquele que mais resultados tenha conseguido no conjunto.

Serão incluídos os jogos de seniores nacionais das Divisão de Honra, 1 Divisão, 2ª Divisão e Taça de Portugal, e também os jogos da nossa seleção nacional de seniores - os Lobos - e os jogos do Campeonato da Europa, Divisão A.

Experimente e veja como está a sua sabedoria, e, especialmente, a sua sorte!

TAÇA FRANCO LEAL

Realizou-se este fim de semana a Taça António Franco Leal no escalão sub-18, numa organização do Dramático de Cascais com o apoio da Federação Portuguesa de Rugby.

Em virtude das obras de renovação do piso do Campo da Guia, a edição deste ano da Taça realizou-se no Estádio Nacional, com a participação de sete equipas - o Benfica que estava previsto participar, não o fez - que foram divididas em dois grupos de apuramento.

A vitória final coube ao Direito, que venceu nas meias finais a equipa organizadora e na final o CDUL, que bateu a Académica nas meias finais, enquanto o Cascais venceu a Académica no jogo do terceiro lugar.

Fique com o quadro dos resultados.


24 de setembro de 2012

QUINS E SAINTS NA FRENTE DA PREMIERSHIP, FALCONS E BEDFORD NO CHAMPIONSHIP *


O jogo de sexta feira disputou-sem em Manchester com os Sale Sharks a receberem o London Welsh.

Os Sharks desesperados por uma vitória viam a recepção aos primodivisionários como o momento ideal para que tal acontecesse. Os Welsh procuravam nova surpresa e... conseguiram nova vitória com o “touché” de negarem um pontinho de bónus defensivo aos Sharks com uma penalidade aos 80 minutos.
O abertura escocês Gordon Ross marcou 19 pontos pelos Welsh e apontou a penalidade que viria a causar o escândalo em Manchester. Com 4 derrotas em 4 jogos os Sharks precisam de mudar muita coisa e começaram por dispensar o seu treinador de avançados, Steve Scott.
O Sale afunda-se na última posição apenas com um ponto na tabela.

O sábado começou com a única equipa sem qualquer ponto, o London Irish, a receber o Bath.
Olly Barkley voltou à posição centro com o kiwi campeão do mundo Stephen Donald a assumir funções de playmaker.
Os Irish finalmente veceram com ensaios do pilar Halani Aulika (um dos homens do jogo) e do internacional inglês Jonathan Joseph.
O duelo no centro entre Shingler-Barkley foi equilibrado com o escocês Shingler a levar a melhor com 19 pontos, contra 17 do seu rival inglês.
O Irish sai do final da tabela e aproxima-se de Worcester, que perdeu na sua deslocação a Northampton.

Como já referi aqui os Saints têm uma predilecção por ganhar com vitórias sofridas, pois bem, os Saints começaram muito bem frente ao Worcester com o centro Lutter Burrel a concretizar dois ensaios em cinco minutos (18 e 23) convertidos pelo abertura Stephen Myler que parece ter agarrado a camisola 10 de Lamb.
O jogador russo já conhecido dos Lobos, Vasily Artemiev, ensaiava também aos 29 minutos. 
O melhor que Worcester conseguiu foi uma penalidade que abriu o marcador aos 3 minutos. Ao Intervalo 32-3. O domínio dos avançados dos Saints era evidente e viu o regresso de Courtney Lawes, logo com um ensaio e que dominou o alinhamento e apontou algumas placagens que parecem cortar os adversários ao meio - excelentes notícias para Stuart Lancaster seleccionador inglês.
O talonador Saint suplente Mike Haywood concluiu uma boa jogada dos avançados através de um maul dinâmico e ensaiou aos 59 minutos, 37-3 era uma vantagem que permitia aos Saints descansar e efectuar algumas substituições para os 20 minutos finais.
Final à Saints... nos 20 minutos restantes excelente resposta de Worcester que precisou apenas de 16 minutos para apontar 28 pontos (4E,4C).
Arr, Matavesi, Drauniniu e Kvesic todos crusaram a linha de ensaio com o experiente abertura Andy Goode a adicionar as conversões.
16 excelentes minutos que valeram 2 pontos a Worcester.

Noutro dos bons embates deste sábado, o Gloucester recebeu os Wasps.
Os Gloucester procuraram manter o jogo nos seus avançados, mas depararam-se com uma boa réplica dos londrinos.
Os cherry and white conseguiram ir em vantagem para o intervalo fruto de ensaios de Simpson-Daniel (grande jogada individual) e do flanker Kalamafoni (arrancada a partir de um ruck), convertidos por Burns, a que os Wasps responderam com um ensaio do centro Elliot Daly convertido por Stephen Jones, e antes do apito dos 40 minutos uma penalidade monstruosa a 57 metros do jovem defesa Wasp Chris Bell põe o resultado em 20-13.
Na segunda parte Burns e Jones trocavam penalidades que os packs avançados provocavam com o resultado a subir para 26-19.
Aos 62 minutos o capitão dos Wasps Wentzel vê o cartão amarelo mas os Wasps continuaram a empurrar o Gloucester para a sua linha de ensaio - até ao final apenas conseguiram adicionar uma penalidade por Nicky Robinson colocando o resultado final em 29-22.
Freddie Burns, jovem defesa/abertura marcou 19 pontos no jogo e aos 20 anos ocupa o terceiro lugar da lista dos melhores marcadores, apenas suplantado por Barkley e o inevitável Nick Evans.

O sábado terminou com o jogo grande no coração da Inglaterra rural com os Tigers a receberem os Quins.
Os Tigers com algumas ausências importantes procuraram defender com uma marcação dupla no abertura adversário Nick Evans para tentar anular o seu jogo impecável.
Os Tigers começaram bem e encostaram-se à linha de ensaio dos Quins, Castrogiovanni fica a centímetros do ensaio e após algumas fases, provocam a penalidade que Toby Flood converte. As defesas pareciam levar vantagem e Steve Mafi e Julian Salvi, flankers dos Tigers estavam muito bem a forçar turnovers aos Quins.
Nick Evans, num rasgo de génio, ataca a defesa de Leicester atraindo 2 adversários, com um precioso offload entrega a bola que termina nas mãos de Tom Williams que ensaia sem ninguém pela frente.
Williams lesionou-se no sprint para o ensaio com apenas 20 minutos de jogo.
O formação Danny Care jogou bem a vantagem e apontou um drop.
Os Tigers pareciam levar vantagem nas fases estáticas e o pilar Quin James Jonhston estava a ter uma tarde para esquecer sendo dominado por Stankovich na melée, concedendo algumas penalidades -  6-13 ao intervalo.
Na segunda parte os Quins foram mais fortes e acertaram nas formações ordenadas, inclusivé provocando a substituição dos dois pilares Stankovich e Castrogiovanni por Mulipola e Cole. Evans ia castigando a indisciplina de Leicester e afastava os Quins no marcador, no final 9-22, numa boa exibição dos Harlequins, e apesar de parecerem reféns do talento de Evans, neste momento não há outra equipa a praticar um rugby tão eficaz e fluído. Por várias vezes se viram jogadas em que os avançados apioam os 3/4 aparecendo no ombro e garantindo continuidade com offloads sempre bem entregues.

No domingo os Saracens foram até Exeter com muitos jogadores influentes fora do XV tais como Schalk Brits (talvez o melhor talonador da Premiership), o capitão Borthwick, o 8 Joubert, o formação internacional Wigglesworth e o abertura Charlie Hodgson.
John Smith nem estava nos 23.
O jogo começou muito trapalhão e o flanker sarraceno Kelly Brown viu o cartão amarelo por uma falta em cima da sua linha de ensaio.
Os ânimos iam ficando exaltados e as penalidades sucediam-se que Ignacio Mieres e Owen Farrel iam convertindo para as suas equipas. 9-6 ao intervalo.
Aos 49 minutos Chris Ashton é penalisado por carga de ombro ilegal e vê um cartão amarelo, os Sarracens ficam com 14 em campo e durante esse período o poderoso centro Sireli Nagelevuki ensaia na ponta que deveria ser defendida por Ashton.
Na segunda parte os Saracens apenas conseguem duas penalidades convertidas por Farrell o que não evita a derrota, final 14-12.

Apesar das derrotas, Tigers e Sarracens ainda se mantêm na 3ª e 4ª posições mas vêm os Saints fugir a uma distância de 6 pontos.

A classificação está assim ordenada:


CHAMPIONSHIP
Sábado começou com um bom jogo, o Bedford recebeu o Nottingham.
Um jogo muito equilibrado que só foi decidido na bola de jogo quando já passavam 12 minutos do 80!
Com um ensaio o jovem Ben Ransom, emprestado pelos Saracens, ensaiou para o empate a 25 que Pritchard, veterano internacional canadiano, converteu para a vitória (27-25) levando os mais de 2000 fãs presentes no estádio ao delírio.
Esta vitória colocou Bedford no topo da tabela até ao jogo dos Falcons no domingo.

Os Titans de Rotherham receberam e venceram Jersey com ponto de bónus, destaque para o primeiro ponto da equipa da ilhas graças aos 4 ensaios marcados, final 54-31.

Em Londres os exilados London Scottish venceram Doncaster que não consegue descolar do fundo da tabela, ponto bónus ofensivo para ambas as equipas que se resume no 37-26 final.
O Moseley viria a perder em casa contra os visitantes da Cornualha, Plymouth, com o consolo de ponto bónus defensivo.
Plymouth cola-se aos 4 primeiros da tabela após a derrota de Nottingham.

Domingo, mais dois bons jogos, o Leeds conseguiu bater com alguma facilidade o Bristol por 50-31, Leeds sobe na tabela e soma 13 pontos empatado com Rotherham e Plymouth, e os Pirates recebiam os invictos líderes da tabela, os Falcons, e o melhor que conseguiram foi negar o ponto de bónus ofensivo aos visitantes.
Os Falcons marcaram “apenas” três ensaios sendo que o último foi já no final da partida com a conversão falhada por Catterick.
Os Falcons mantêm os Blues a dois pontos de distância.

Fica a classificação:


COVENTRY RFC
O Coventry, com Jacques Le Roux a 8, conseguiu a segunda vitória na National League 1 ao bater em casa os estudantes de Loughborough.
Desta vez Le Roux não marcou nenhum ensaio, mas Coventry saiu com 5 pontos deste jogo. Não foi fácil, pois permitiu a recuperação dos visitantes depois de ter uma vantagem confortável de 35-10 ao intervalo.
Os Students ripostaram e no parcial da segunda parte venceram por 6-24, ficando o final em 41-34.
O Coventry sobe ao sexto posto, os Students ainda não vencerem e têm três pontos na penúltima posição.

* Texto: Ricardo Mouro

23 de setembro de 2012

SPAC E SÃO JOSÉ FINALISTAS DA SUPER 10 NO BRASIL

Realizaram-se este fim de semana as meias finais do campeonato brasileiro de seniores - Super 10 - e os finalistas encontrados foram, como se esperava, o São Paulo e o São José.

Ontem, o SPAC assegurou o bilhete para a final ao vencer o Desterro de Santa Catarina por 14-7 e volta a estar presente numa final, o que já não acontecia desde 2006 - recorde-se que a equipa mais coroada do rugby brasileiro, não conhece o sabor da vitória desde 1999.

Hoje em Embu das Artes, com arbitragem de João Mourinha, o São José (dos Campos) derrotou o Pasteur (de São Paulo) por 19-6 e ficou com a outra passagem para a final, num jogo em que demonstraram maior maturidade que o seu adversário, e que venceram justamente.

PROD2
Em França prosseguiu a segunda divisão (ProD2) com destaque para o Oyonnax, que ainda não perdeu,  vencedor da partida com o Colomiers de Aurelien Beco e Lionel Campargue (que ainda não se juntaram ao grupo dos convocados) por 27-6, com bónus de ataque, e que continua na cabeça da tabela, seguido pelo Aurillac (que também venceu, mas ponto de bónus, e mantém a segunda posição) que derrotou o Brive por 27-20.

O Lyon, com Jean de Sousa (que jogou os 80 minutos) voltou à terceira posição graças à vitória sobre o La Rochelle por 22-15, enquanto o Tarbes subiu ao quarto posto com o mesmo número de pontos do Lyon, após derrotar o Carcassonne por 37-30, com bónus ofensivo.

O Pau de Francisco Appleton (ainda por estrear) foi derrotado pelo Auch e desceu dois postos na classificação, encontrando-se agora na quinta posição, ao mesmo tempo que o Beziers de Francisco Fernandes (que jogou apenas 17 minutos, pois entrou aos 55 e levou um amarelo aos 72...) derrotou o Aix en Provence por 39-28, e subiu um pequeno - mas importante - degrau na tabela, estando agora na 14ª posição.

Em Massy a equipa de Mike Tadjer (entrou aos 54 minutos) e Wilfried Rodrigues (não jogou) não foi suficientemente forte para impedir a vitória do Albi de Samuel Marques, que jogou até aos 68 minutos e marcou cinco penalidades e duas transformações, por 34-29, e, apesar do bónus defensivo, desceu ao 13º lugar, enquanto os visitantes subiram quatro postos e estão agora na sexta posição.

Finalmente o Narbonne de Gonçalo Uva, que está de pedra e cal na equipa e cuja forma vai subindo de jogo para jogo, e de José Lima ainda não chamado ao XV principal, bateu o Dax por 22-19, subiu ao 11 lugar com o mesmo número de pontos do Colomiers.



Quadro: http://www.itsrugby.co.uk
Fotos: Sport TV e http://www.rugbyrama.fr