A seleção feminina de Portugal, que ontem falhara o apuramento para disputar os primeiros lugares, esteve hoje em alta, vencendo sucessivamente a Suécia por 21-7 nos quartos de final da Bowl, para depois, nas meias finais derrotarem o País de Gales por 26-5, resultado que repetiriam na final contra a Escócia!
Um domingo em cheio para as nossas divas, que se desforraram da derrota frente aos galeses consentida em 2007, em Lunel, na única vez em as duas equipas se tinham defrontado anteriormente, sendo que esta foi a primeira vez que defrontaram a Escócia.
Apesar do resultado do fim de semana ter ficado abaixo do que se esperava das nossas meninas, a verdade é que foi um bom dia para a equipa, que dificilmente será esquecido.
O torneio foi vencido pela Inglaterra, que derrotou a Espanha na final por 27-7, repetindo o triunfo de Ameland sobre as espanholas (em Ameland o resultado foi de 21-10).
Como sabem, o torneio tinha uma dupla finalidade de encontrar o campeão da Europa - que acabou por ser indiscutivelmente a Inglaterra com a Espanha na segunda posição - mas também a de qualificar cinco equipas para o Mundial do próximo ano, a realizar no mesmo complexo desportivo - esperemos que no campo principal!
Dos resultados do torneio, as equipas que disputarão a prova do próximo ano serão a Inglaterra, a Espanha, a França, a Holanda e a Irlanda(*), que apesar de ter ficado na sexta posição beneficia do facto da terceira(*) classificada ser a Rússia, já qualificada para o Mundial como país organizador.
Quanto às nossa Raposas, vão ter que começar a preparação para a qualificação para os Jogos Olímpicos e o Mundial de 2017, se houver...
A propósito desta dúvida, muito se tem especulado sobre o assunto e muitas pessoas tem repetido que não haverá mais Mundiais depois da introdução dos sevens nos Jogos Olímpicos, mas a verdade é que essa decisão ainda não foi tomada, havendo mesmo no seio da IRB muita gente que defenda a sua continuação, opinião que nós partilhamos - não conheço nenhuma outra modalidade desportiva que, por ser olímpica, tenha desistido de organizar os seus Mundiais...
FILIPA JALES
A terminar uma nota de imensa satisfação pela atuação de Filipa Jales que foi devidamente considerada pela organização desta etapa do Europeu e qualificativo para o Mundial, e lhe atribuiu a direção da final entre a Inglaterra e a Espanha, a maior distinção que um árbitro português - uma árbitra, neste caso! -
já recebeu em toda a história do rugby português.
Parabéns Filipa, o Árbitro!
Fiquem com o quadro dos resultados de hoje
(*) corrigido
Foto: Mão de Mestre
1 de julho de 2012
DOMINGO DE FESTA PARA PORTUGAL
Um dia só com vitórias, entre as duas equipas em prova, é coisa rara ou nunca vista para as nossas cores...
Os Linces estiveram melhor que ontem, mas é preciso notar que hoje jogaram entre as equipas que não foram apuradas, apesar da Escócia não ter demonstrado qualidade para nos vencer como ontem aconteceu...
Primeiro foi a vitória ainda na fase de apuramento frente à Alemanha por 24-5, para depois, nas meias finais da Plate, defrontarmos e vencermos os atuais campeões do Mundo, o País de Gales, por 27-22, com direito a mata-mata depois de um empate a 22 sacado na última jogada do tempo regulamentar.
Finalmente, no jogo derradeiro, uma vitória relativamente fácil sobre a Ucrânia, que em Lyon tinha ficado na última posição entre as 12 equipas, por 28-12.
Em termos de ranking geral este quinto lugar foi o mal menor, pois se nos afasta praticamente da renovação do título, mantém-nos na corrida pelo segundo lugar na geral, e pelo título de melhores da Europa continental...
Fique com os quadros dos resultados completos dos dois dias e o ranking geral atualizado.
Foto: Mão de Mestre
Os Linces estiveram melhor que ontem, mas é preciso notar que hoje jogaram entre as equipas que não foram apuradas, apesar da Escócia não ter demonstrado qualidade para nos vencer como ontem aconteceu...
Primeiro foi a vitória ainda na fase de apuramento frente à Alemanha por 24-5, para depois, nas meias finais da Plate, defrontarmos e vencermos os atuais campeões do Mundo, o País de Gales, por 27-22, com direito a mata-mata depois de um empate a 22 sacado na última jogada do tempo regulamentar.
Finalmente, no jogo derradeiro, uma vitória relativamente fácil sobre a Ucrânia, que em Lyon tinha ficado na última posição entre as 12 equipas, por 28-12.
Em termos de ranking geral este quinto lugar foi o mal menor, pois se nos afasta praticamente da renovação do título, mantém-nos na corrida pelo segundo lugar na geral, e pelo título de melhores da Europa continental...
Fique com os quadros dos resultados completos dos dois dias e o ranking geral atualizado.
Foto: Mão de Mestre
EQUIPAS PORTUGUESES COMEÇAM DOMINGO A VENCER EM MOSCOVO
Com a vitória das nossas Raposas sobre a Suécia por 21-7 nos quartos de final da Bowl + Shield, começou bem o domingo moscovita das seleções portuguesas, a que a se juntou a vitória dos Linces sobre a Alemanha por 24-5, no último jogo da fase de apuramento.
Agora nas meias finais da Bowl, a nossa equipa feminina defrontará a Itália, que venceu a Moldávia por 14-0, enquanto a equipa masculina vai defrontar o País de Gales na meia final da Plate.
No feminino Rússia-Inglaterra e França-Espanha serão as meias finais da competição principal, enquanto no feminino elas serão disputadas entre Inglaterra e Espanha, por um lado, e Rússia e França pelo outro.
Curiosamente as quatro semi finalistas são as mesmas tanto de calças como de saias...Será por acaso?
Agora nas meias finais da Bowl, a nossa equipa feminina defrontará a Itália, que venceu a Moldávia por 14-0, enquanto a equipa masculina vai defrontar o País de Gales na meia final da Plate.
No feminino Rússia-Inglaterra e França-Espanha serão as meias finais da competição principal, enquanto no feminino elas serão disputadas entre Inglaterra e Espanha, por um lado, e Rússia e França pelo outro.
Curiosamente as quatro semi finalistas são as mesmas tanto de calças como de saias...Será por acaso?
ESTADOS UNIDOS VENCEM TROFÉU MUNDIAL
Vencendo o Japão na final por 37-33, numa final em que o marcador mudou diversas vezes de lado, e que terminou com uma sequência de ataque japonesa com mais de 20 fases interrompida por um toque para diante que levou ao derradeiro apito.
Os japoneses sofreram assim a sua terceira derrota seguida na final da prova (em 2010 contra a Itália e em 2011 contra Samoa), não conseguindo ascender ao grupo do Campeonato do Mundo, apesar de serem sem sombra de dúvida um dos mais consistentes países na qualidade do escalão junior (Sub-20).
Com a vitória, os E.U.A. vão disputar na próxima época o Campeonato do Mundo por troca com a Itália, última classificada do Mundial deste ano.
Para o terceiro lugar Tonga derrotou a Geórgia por 31-29, recuperando de um resultado que chegou a estar em 17-29, mas em que os europeus não conseguiram resistir ao maior poder físico dos jovens do sul e deixaram escapar a vitória a poucos minutos do fim.
O Chile derrotou o Canadá para o quinto lugar por 43-31, e o resultado constitui alguma surpresa, já que se esperava bastante mais dos canadenses, que acabaram por desiludir, enquanto os sul americanos surpreenderam também, mas pela positiva.
Finalmente para a fuga à despromoção, o Zimbabwé venceu a Rússia por 22-10, tendo mesmo chegado a uma vantagem de 22-0 pouco antes do intervalo.
Foto: IRB
Os japoneses sofreram assim a sua terceira derrota seguida na final da prova (em 2010 contra a Itália e em 2011 contra Samoa), não conseguindo ascender ao grupo do Campeonato do Mundo, apesar de serem sem sombra de dúvida um dos mais consistentes países na qualidade do escalão junior (Sub-20).
Com a vitória, os E.U.A. vão disputar na próxima época o Campeonato do Mundo por troca com a Itália, última classificada do Mundial deste ano.
Para o terceiro lugar Tonga derrotou a Geórgia por 31-29, recuperando de um resultado que chegou a estar em 17-29, mas em que os europeus não conseguiram resistir ao maior poder físico dos jovens do sul e deixaram escapar a vitória a poucos minutos do fim.
O Chile derrotou o Canadá para o quinto lugar por 43-31, e o resultado constitui alguma surpresa, já que se esperava bastante mais dos canadenses, que acabaram por desiludir, enquanto os sul americanos surpreenderam também, mas pela positiva.
Finalmente para a fuga à despromoção, o Zimbabwé venceu a Rússia por 22-10, tendo mesmo chegado a uma vantagem de 22-0 pouco antes do intervalo.
Foto: IRB
SEVENS NA INGLATERRA
As series inglesas de
rugby de sete, envolvendo os 12 clubes da Premiership, desenrolam-se em quarto jornadas,
três de apuramento, com a participação de quatro clubes em cada, e uma final
com as duas melhores classificadas em cada um dos apuramentos.
O JP Morgan Asset
Management Premiership Series 7s Rugby arrancam esta ano
na sexta-feira 13 julho de 2012 no Twickenham Stoop, seguindo-se no dia 20 de
Julho no Edgeley Park de Stockport e na quinta feira, 26 de julho no Kingsholm
de Gloucester.
A final terá lugar no Recreation Ground de
Bath, no dia 3 de Agosto, aguardando-se com interesse quem irá suceder ao
Newcastle Falcons que bateram na final de 2011 os Saracens por 31-21.
Notem-se as diferenças das séries inglesas com
o circuito português, nomeadamente no fato de serem realizadas no início da
época e não no fim, e também nas equipas envolvidas em cada etapa – apenas quatro,
realizando-se um total de seis jogos por etapa – o que permite que os torneios
de apuramento sejam realizados num final de tarde ou numa noite, durando pouco
mais de duas horas cada.
Claro que os clubes da Premiership, que têm
obrigação de participar, encaram estes torneios de uma forma séria, e não com
as palhaçadas a que assistimos em Portugal – e por isso aproveitam as etapas
das séries, para somar alguma receita para os cofres dos clubes.
Nós por cá, não! Que é pecado cobrar bilhete a
quem quer assistir ao rugby! (pudera, com a qualidade que é fornecida, melhor
seria!)
Nem vale a pena os clubes tentarem encontrar
formas de realizar receitas – para quê? Não é muito mais fácil um subsidiozinho,
ou acarteira de um benemérito??
FRANÇA COM NOVO ESTÁDIO
A Federação Francesa de Rugby (FFR) anunciou planos para a construção de um novo estádio com 82.000 lugares, nos subúrbios de Paris a um custo estimado de € 600 milhões.
O estádio, que será situada 25 quilômetros ao sul de Paris, irá substituir o Stade de France como campo da federação e está previsto para ficar pronto em 2017.
A estrutura de alta tecnologia, situada num local onde hoje se encontra um autódromo abandonado, será habilitada com um teto retrátil e um relvado removível, contando ainda com hotéis e zonas comerciais.
A decisão de iniciar uma mudança para longe do que tem sido a sua base nos últimos 14 anos foi tomada pela FFR em função da sua frustração pelo aumento as restrições do Stade de France, onde, além de pagar um valor contabilizado de 5 milhões de euros por jogo de aluguer, tem que agendar os seus jogos subordinada aos interesses dos jogos de futebol e concertos, que têm, sobre ela, preferência.
Em resultado daqueles encargos e condicionamentos, a FFR apenas encaixa cerca de 2 milhões de euros por encontro, contra os 6 milhões que a RFU encaixa em cada jogo internacional em Twickenham.
Refletindo sobre a decisão de optar por Evry em vez de Thiais-Orly, situado perto do aeroporto de Orly, o presidente da FFR, Pierre Camou disse: "Está de acordo com o que pretendemos.
Um dos estádios mais modernos do mundo: relvado, telhado, multi-funcional, com níveis de conforto excepcionais para os espectadores. "
Serge Blanco, que liderou o projeto do estádio, disse: "Este empreendimento de Ris-Orangis abre novos horizontes para o nosso jogo em França. Irá proporcionar um estádio de nova geração que se vai tornar uma vitrine para o rugby francês."
A sede da FFR e o Centro Nacional de Rugby da França permanecerão em Marcoussis 20 km a oeste de Evry.
Foto e texto com: ESPN
30 de junho de 2012
LUIS CALDAS - A PARTIDA DE UMA REFERÊNCIA DO RUGBY
Chegou-nos neste momento mais uma notícia que gostaríamos de não ter recebido: Luis Caldas, a quem nos habituámos a ter ao nosso lado desde que começámos a jogar, nos anos 60, sempre tranquilo, com uma palavra amiga, deixou-nos.
A última vez que estivemos com ele foi no Estádio Universitário de Lisboa, no ano passado, em dia de jogo de Portugal.
Luis Caldas não faltava, e sempre incentivou os mais novos, apoiou quem precisava com a sua experiência adquirida não apenas no rugby e na Federação Portuguesa de Rugby, mas também no seu envolvimento com as Lutas Amadoras e com o Comité Olímpico Português.
Estamos todos de luto e aqui deixo a minha solidariedade a sua família e todos que com ele mais privaram.
Foto: Revista C.O.P.
A última vez que estivemos com ele foi no Estádio Universitário de Lisboa, no ano passado, em dia de jogo de Portugal.
Luis Caldas não faltava, e sempre incentivou os mais novos, apoiou quem precisava com a sua experiência adquirida não apenas no rugby e na Federação Portuguesa de Rugby, mas também no seu envolvimento com as Lutas Amadoras e com o Comité Olímpico Português.
Estamos todos de luto e aqui deixo a minha solidariedade a sua família e todos que com ele mais privaram.
Foto: Revista C.O.P.
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